segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Finalmente Fórmula Ford

Mais um registro da série enviada pelo Júlio Cordeiro, direto de um sebo de Floripa. Esta mostra a etapa de abertura do Campeonato Gaúcho de Fórmula Ford de 1971. Interessante a participação de pilotos de fora do estado, como Alex Dias Ribeiro, Pedro Victor de Lamare e Francisco Lameirão.





Fonte das imagens: revista Auto Esporte, arquivo Júlio Cordeiro.

domingo, 30 de agosto de 2009

Desafio da Semana

Quem é o piloto do Fusca #38? Em que ano foi isso? Não temos dúvidas que é uma 12 Horas.


Mãos à obra!

sábado, 29 de agosto de 2009

Afinal, quem era?

O último Desafio foi mesmo interessante. Primeiro pelo carro, um Fórmula Vê, dos idos dos anos 60 que poucos aqui no sul tiveram a oportunidade de ver. Alguns deles chegaram a ser utilizados na escola de pilotagem do Cláudio Muelller, após a inauguração do Tarumã e houve até uma prova em 1973, como tentativa de realização de um Campeonato Gaúcho, que acabou não se concretizando.

Boa parte das respostas ao Desafio, lembraram o nome do Raffaele Rosito, afinal ele fora o único gaúcho a competir na Fórmula Vê nas provas disputadas no Rio de Janeiro e São Paulo. Mas se não era ele dentro daquele Aranae, afinal quem era?

O "piloto" em questão era Wilson Drago de Oliveira, o preparador da barata. O grande achado me foi enviado pelo filho dele, o Felipe, com quem não falava há 12 anos. Eu já contei isso aqui. Em 1997, quando estava atrás de patrocínio para o projeto Baja, do qual fazia parte na universidade, fui até a Rikes Rolamentos aqui na Avenida Farrapos e apresentei o projeto a um cara, que "comprou" a ideia e nos forneceu vários rolamentos e mancais. Era o Felipe, que naquela oportunidade falou muito sobre seu pai. Mundo pequeno esse. 12 anos depois aqui estou eu falando sobre o pai dele.

Mas vamos tentar esclarecer o que o Drago fazia dentro do carro.


Ele realmente pertencia ao Raffaele Rosito e o #110 leva a crer que era o chassi que pertencera ao piloto carioca Bob Sharp, pois Rosito fez sua estreia na terceira prova do Campeonato Brasileiro de 1967, disputada em Interlagos, no dia 13 de Agosto, mesma prova na qual Bob deixou de competir com aquele Aranae e passou a guiar um chassi Fitti-Vê. A imagem abaixo ainda mostra Bob com o Aranae que mais tarde seria de Rosito.


Falando no Bob Sharp, Felipe me contou um fato interessante sobre ele e seu pai. Foi em uma prova na qual estavam descarregando os carros feitos pelos Fittipaldi do caminhão e deixaram cair o do Bob, que ficou bastante avariado. O Seu Drago encontrou com Bob em um bar e este estava chorando pelo acontecido, pois os Fittipaldi não haviam trazido os gabaritos para poder consertar. Drago disse a ele que podia consertar e o fez. Ele passou duas noites cortando e soldando o chassi e conseguiu deixar tudo pronto a tempo.

Depois dessas informações, acredito que no momento da foto, ainda não tinham pintado o #43 naquele carro, onde estava sentado o Drago.

Na prova de Interlagos, Rosito terminou em nono, após a disputa de três baterias. Na seguinte, no Rio de Janeiro, no dia 21 de Agosto, terminou em décimo.

Na imagem abaixo é possível ver Rosito ao fundo, no pelotão liderado por Emerson Fittipaldi.


Drago foi o preparador de muitos pilotos. Esteve com Alex Dias Ribeiro na Inglaterra, também esteve com Aldo Costa, Solon Radin, Chico Serra, Walter Travaglini, Renato Conill, Maria Cristina Rosito, Aroldo Bauermann, entre outros tantos.

Além da preparação, também participou como piloto em algumas provas nos anos 60. Estou aguardando mais material que o Felipe vai enviar.

Wilson Drago, hoje com 81 anos, ainda está na ativa, trabalhando em sua oficina em São Paulo.

Agradeço ao Felipe que mandou as informações, ao Júlio Cordeiro, que deu a dica dos resultados das provas e ao Mário Estivalet, que mantém o incrível acervo de todas as informações possíveis sobre a história da Fórmula Vê no seu site.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Puma DKW roubado

Infelizmente, ontem à noite, durante a reunião tradicional da turma dos Jurássicos, o Puma DKW 1967 do nosso amigo e companheiro Teodoro Janusz foi roubado da frente da oficina do Horst Dierks. A foto que está aí embaixo é do Puma do Oscar Leke que é idêntico ao do Teodoro.

Como é um carro diferenciado, peço aos amigos que fiquem atentos a um eventual encontro com o mesmo nas ruas ou alguma conversa de terceiros a respeito. Se possível, enviem a foto a seus amigos explicando a situação. Conto com a colaboração de todos.



Certamente alguém deve perguntar como isso aconteceu, pois o barulho do dois tempos é inconfundível. Acreditem, o carro foi empurrado ou rebocado...

Que m...

IX Rally Internacional

Com um pouco de atraso, mas não podia deixar de registrar, aconteceu hoje pela manhã a largada do IX Rally Internacional, organizado pelo Classic Car Club - RS. O primeiro carro largou exatamente às 09:01 do clube Veleiros do Sul aqui em Porto Alegre. Os carros farão uma prova de precisão condutiva no Autódromo de Santa Cruz do Sul ainda hoje e amanhã rumam para Gramado, onde a competição será encerrada. Dêem uma olhada no site do clube para mais informações.

Abaixo um dos carros que está participando da prova.


Fonte da imagem: site Classic Car Club - RS

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Navegando pela web...

Não costumo repetir essa série na mesma semana, mas esse achado aqui não poderia deixar passar. O ex-piloto Luiz Lara Campos Júnior, que competiu nos anos 70 e 80 na Divisão 3 e na Stock Cars, inaugurou o seu blog e lá tem postado muitas imagens da sua carreira. Entre elas, encontrei essa aí embaixo do carro do Fernando Moser, o gaúcho boa gente, como o Lara Campos se referiu a ele. O registro é provavelmente do Rio em 1980.


Aqui mais um, agora de Interlagos.


O carro do Lara Campos era um dos mais bonitos que já vi nas corridas.


Não deixem de visitar o blog dele.

Fonte das imagens: http://historiasquevivi-jrlara.blogspot.com/

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Circuito da Boa Vizinhança

O Eurico Estima enviou os registros abaixo com os seguintes dizeres:

"1951 - Circuito da Boa Vizinhança, passagem pela cidade de Farroupilha. Carretera Ford Coupê 1940 de Jayme Romeo Rössler, falecido em 2000. Essa mesma carretera é hoje de seus filhos João Carlos e Edison Rössler, sócios do Classic Car Club - RS e participantes de seus rallyes."



Bela barata.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Navegando pela web...

Encontrei há algum tempo essas imagens da prova inaugural de Tarumã em 1970. No site, que não me recordo o nome, dizia que eram de Interlagos. É só olhar para os "flexbeam" da Pepsi que qualquer dúvida fica por aí mesmo. Isso deve ser na curva 8.




Que trio, hein?

As fotos tinham o nome do fotógrafo Cláudio Laranjeira.

domingo, 23 de agosto de 2009

sábado, 22 de agosto de 2009

Kart ... no Centro de Gravataí

Eu sabia que o último Desafio seria um dos mais difíceis que já havia passado por aqui. O raro registro de uma prova de kart nas ruas da cidade de Gravataí, despertou a curiosidade de muita gente. O local era a Avenida José Loureiro da Silva, bem no Centro da cidade, distante a pouco mais de 20 km de Porto Alegre. a data era 19 de Abril de 1970, quando foi realizada a prova III 1 Hora de Kart da Cidade de Gravataí e o piloto do kart #56 era Carlos Alberto Machado, o "Betão", que infelizmente faleceu no último dia 01 de Agosto, após um longo período de enfermidade.

Aquele foi o primeiro registro de uma vida dedicada ao automobilismo. "Betão" era filho de outro piloto, João Machado, um dos pioneiros da velocidade na cidade de Gravataí, que competiu na época das Carreteras.


Pelo que consta, "Betão" participou das provas de kart no início dos anos 70, disputadas tanto nas ruas como no kartódromo de Tarumã, já inaugurado. Ainda naquela década, se aventurou em provas de arrancada nas ruas de Gravataí, com um Opala.



De volta ao autódromo de Tarumã, participou com um Maverick na categoria Estreantes e Novatos. Em algumas provas de 1984, utilizou o carro #66 do amigo Rodyvan Moller, que competia na Turismo 5000.





Na imagem acima podemos ver um registro da categoria Estreantes e Novatos de 1984, com "Betão" à frente, seguido por Eduardo de Freitas no Opala, Raul Robles no Fiat 147 e Luiz Henrique Pereira no Chevette.

Foi nos anos 90 em que obteve maior destaque no automobilismo, participando da categoria Opalas, na mesma equipe de Sérgio Pereira e Vianei Pereira.







Suas participações em 12 Horas também foram com destaque. Em 1989, fazendo um trio com Vianei e Sérgio, concluiu em quarto lugar e segundo na categoria Opala.


Em 1999 correu a prova com os opaleiros Eduardo de Freitas, Rodyvan Moller e com o filho Rodrigo Machado, chegando na sétima posição ao final.


Abaixo vemos uma de suas últimas participações como piloto, em uma prova da categoria Endurance, provavelmente em 2001.


A terceira geração da família de pilotos ainda está na ativa através do piloto Rodrigo Machado que participa da categoria Marcas e Pilotos.

A alegria de "Betão" nos box dos autódromos sempre será lembrada.

Agradeço ao Erlon Radl por ter enviado as imagens e também ao Rodrigo que auxiliou nas informações.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

LFC no Cartoon

Mais uma vez o Maurano não deixou passar em branco uma das grandes séries aqui do blog, na qual revivemos recentemente a história do Luiz Fernando Cruz nas pistas. Essa aí embaixo foi a escolhida pelo próprio piloto-engenheiro-construtor, o MCR V8 com o qual ele competiu nos 500 km de Interlagos em 2003.


Esse Maurano é mesmo fera!

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Os pôsters do Maurício

Aviso do amigo Maurício Morais que vale a pena ser divulgado.


Acessem o novo blog dele clicando aqui. Vocês verão jóias raras como essa aí embaixo.


Difícil escolher o melhor, não acham?

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Acidente no dia dos pais

Sim, o dia dos pais já passou, mas não se preocupem, pois ninguém se machucou gravemente. O título desse post é para contar uma história do nosso saudoso Breno Fornari, que me foi gentilmente enviada pelo seu filho Alexandre, com quem eu estava tentando um contato há algum tempo.

Dizia assim:

"Transcorria tudo bem naquele 500 Quilômetros de Porto Alegre, uma das últimas provas automobilísticas em que acontecia no Circuito da Pedra redonda, em agosto de 1968, muitas surpresas estavam por acontecer.

Um evento em que o público lotou as ruas do bairro, para assistir os “pegas” principalmente pela presença de pilotos de São Paulo, no caso Chico Landi e Jean Balder a bordo de uma velocíssima BMW que se consagrariam vencedores do histórico 500 quilômetros.

No palco de fundo Vitório Andreatta duelava ferozmente com José Asmuz, ambos conduzindo Carreteras Ford onde proporcionariam a última e grande aparição destes carros em competições no Rio Grande do Sul. Contudo, após a passagem da décima volta, o piloto Breno Fornari, que até então conduzindo muito bem seu Chrysler Regente, fazendo corrida equilibrada, aproveitando-se de uma oportunidade de melhorar sua posição, na saída da curva da Otto Niemayer, com a Wenceslau Escobar, entrou muito forte, passando com seu carro por cima de uma tampa de bueiro, no qual, seu carro derrapara violentamente em seguida chocando-se com a escadaria da Antiga Delegacia de Polícia do bairro Tristeza.

Para a família Fornari, não foi nada agradável e tudo isso acontecendo justamente em um domingo ensolarado, bonito e por coincidência “domingo dia dos pais” e presenciando o acidente de seu patriarca. Antônio Miguel Fornari, filho mais velho de Breno, recorda que passou momentos de certa angústia, onde ele mesmo ajudou no resgate do próprio pai até o hospital.

Graças a uma manobra milagrosa de Breno, ainda conseguiu evitar atropelar o público que lotava aquela posição.

Como tais acontecimentos fazem parte do automobilismo de competição, Breno Fornari após temporada hospitalizado, recebendo alta médica, sua primeira preocupação foi restaurar seu carro e voltar a competir.

Coisa bem típicas do velho campeão."

Abaixo, três registros daquela prova. Na primeira, o "magrinho" fechando o capô é o Antônio Miguel Fornari. Não sei se Breno correria sozinho esta prova, mas suspeito que o Jorge Truda foi inscrito para dividir a pilotagem do #35.




Excelente material, Alexandre. Muito obrigado!

Fonte das imagens: arquivo Alexandre Fornari.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

40 anos hoje

Olhando os arquivos, percebi que hoje, 17 de Agosto de 2009, faz exatamente 40 anos que essas fotos aí embaixo foram feitas. Certamente vocês vão reconhecer os botas nesses dois carros, que por várias vezes já escreveram suas histórias por aqui.



E o lá de cima ainda está em atividade. Incrível...

domingo, 16 de agosto de 2009

sábado, 15 de agosto de 2009

O sonho que virou realidade

Como quem não quer nada, dia desses fui dar uma bisbilhotada na web para ver o que encontrava sobre o Paulo de Tarso Marques, piloto e proprietário da equipe Action Power que há anos vem participando do automobilismo nacional. Foram várias as vezes nas quais o nome dele apareceu por aqui, não somente sobre sua participação na Stock Car, mas também sobre seu tempo de Divisão 1 aqui no Rio Grande do Sul, competindo com um Dodge 1800 nos anos 70.

E não é que descobri uns registros do tal "Dodginho"??!! Foi lá no site da própria equipe dele que encontrei a imagem que serviu de tema do último Desafio da Semana e que o Paulo Schutz (por que não me surpreendo...?) acertou na mosca. Além daquele, encontrei outras que tomo a liberdade de reproduzir aqui, junto com outros achados.

Pelo que consta, o "Paulão" veio para o Rio Grande do Sul para estudar Engenharia na Unisinos, em São Leopoldo. Não sei exatamente qual foi o período no qual ficou por aqui, mas foi o suficiente para deixar seu nome na história do automobilismo gaúcho.

Lá no site tem um resumo da história dele nas pistas que também aproveito aqui.

O texto a seguir é baseado em uma reportagem da conceituada revista “Venda Mais” no ano de 2006. Por Karen Jardzwski.

"O sonho de trabalhar e ser bem sucedido na paixão de sua vida é utópico para muita gente, mas para Paulo de Tarso é realidade. Mesmo nascendo em uma família onde ninguém ligava para carros, desde pequeno Paulo já sonhava com automobilismo. Hoje, ele conseguiu consolidar esta atividade de competição em uma empresa rentável e de história no esporte a motor do Brasil. “Não sei onde peguei o vírus, mas o dinheiro que tinha para a merenda da escola gastava para comprar de revista de corridas”, relembra o hoje empresário. De tanto ver os carros quando garoto, o jovem Paulo finalmente conseguiu comprar seu primeiro automóvel aos 21 anos: um Fusca 1967. O “possante” podia não ser do mesmo nível daqueles carros de sonho que ele via nas revistas, mas ele logo tratou de resolver o problema. Antes mesmo de pagar a primeira prestação, Tarso já havia transformado o pequeno Fusca praticamente em um carro de corridas. Nada muito complexo, evidentemente. A transformação principal era apenas um “Santantônio” (arco de proteção) no carro, que ainda recebia os números pintados na lataria com tinta de parede à base de água. Tudo para que a pintura original não fosse estragada. Afinal, na segunda-feira o carro voltava a ser um automóvel de trabalho. Ah, se este Fusca falasse...Não era apenas “tunando” seu carro (um termo que ninguém imaginaria naquela época) que Paulo ocupava seu tempo: ele também buscava metas ambiciosas nas pistas. Sua carreira começou no Campeonato Paranaense de Turismo, no qual se sagrou campeão logo de cara, em 1973. Depois, também acumulou outro título em carros “Divisão 1” em 1975, desta vez competindo no Gaúcho de Turismo. No ano seguinte, além de piloto, Paulo de Tarso também se tornou idealizador de uma categoria, a Fórmula 180, com corridas no Paraná. Os bons resultados o projetaram para correr em campeonatos nacionais, inclusive no prestigiado Brasileiro de Marcas, em que pilotou para a Ford (com um Escort), em 1984 e 1985. Competindo contra os principais nomes do automobilismo do país, o passo seguinte foi entrar na principal categoria do esporte a motor do Brasil: a Stock Car. De 1988 até 1993, o paranaense acumulou duas funções na Stock, como piloto e preparador de equipe. Mesmo com trabalho dobrado, Paulo de Tarso conseguiu terminar o campeonato entre os três primeiros em quatro anos consecutivos, de 1990 a 1993. Nesta mesma época, Paulo também acumulou dois importantes títulos, o de campeão paranaense de Stock Car (em 1990) e brasileiro de Super Stock Car (em 1991). Ao mesmo tempo em que abocanhava conquistas nas pistas, Paulo de Tarso também estendia seus domínios como chefe de equipe em outras categorias. Em 1992, passou a atuar na Fórmula Chevrolet, onde a equipe serviria de trampolim para seu filho Tarso, que, aos 16 anos, sonhava em fazer carreira profissional para chegar na F-1. Para participar de tantas corridas, a Action Power já contava com cerca de 60 funcionários, com três times correndo em três lugares diferentes ao mesmo tempo. Com as responsabilidades fora das pistas aumentando e a dedicação total ao ambicioso projeto de levar seu filho para o topo do automobilismo mundial, Paulo teve de fazer escolhas. E uma delas foi deixar se ser piloto em tempo integral, focando seu trabalho como chefe de equipe. A decisão foi difícil, mas acabou sendo premiada com mais vitórias e títulos em seu currículo. No ano de estreia, o time mostrou que também entendia de monopostos: foi vice-campeão da Fórmula Chevrolet, e, no ano seguinte, terminou em 3º na acirrada Fórmula-3 Sul Americana. Na Stock Car, mesmo sem contar com Paulo de Tarso no volante, o time seguia mantendo a média de terminar sempre entre os três melhores do ano. E, depois de outra “batida na trave”, com o vice-campeonato de 1995, a Action Power entrou para a história do automobilismo com conquista da taça de 1996, tendo Ingo Hoffmann como piloto. Neste mesmo ano, Paulo de Tarso também realizou outro sonho. Seu filho, Tarso Marques, fez a estréia na Fórmula-1, competindo pela Minardi. Além do sucesso como empresário de piloto _afinal, não é qualquer manager que consegue levar seu pupilo à categoria máxima do automobilismo, Paulo de Tarso seguia acumulando títulos na Stock Car. Depois de levantar a taça em 1996, a Action Power voltou a se sagrar campeã nas duas temporadas seguintes, também com Ingo Hoffmann. O domínio da equipe foi tamanho que, nos três anos consecutivos em que ficou em primeiro lugar, o time também fez o vice-campeão da temporada. A carreira vitoriosa no final da década de 1990 impulsionou Paulo a voltar às competições oficiais como piloto. Em 2000, foi campeão da corrida de longa duração, as 12 Horas de Curitiba. Outro título marcante também foi conquistado no ano seguinte, na Stock Car Light, onde a Action Power se sagrou campeã. E melhor: com outro filho seu ao volante. Enquanto Tarso se aventurava pelas corridas do mundo, agora na Fórmula Indy, Thiago fazia sua estréia nas competições, vencendo logo de cara seu primeiro campeonato. O piloto, de apenas 21 anos, fez sua estreia na Stock Car V8 no ano seguinte, em 2002, também na equipe dirigida pelo pai. A temporada também seria marcada para Paulo de Tarso pela idealização do projeto da Copa Clio. A empresa se tornou um grupo, o Marques Motorsports, e até hoje é responsável pela construção dos carros da categoria do Renault Speed Show. O experiente preparador também segue na Stock Car, vencendo corridas e acumulando dois vices-campeonatos, em 2004 e 2005, ambos com Cacá Bueno. Paulo também continua matando a saudades da pilotagem de vez em quando, como mostra sua vitória nas 6 Horas de Curitiba, em 2003, e também o 3º lugar no campeonato do Trofeo Maserati em 2004. No âmbito profissional, a empresa também segue aumentando seus quadros. Além de ser diretor da Copa Clio e responsável pela manutenção dos carros da categoria, Paulo de Tarso chefiou os projetos do Super Megane, que foi adotado em competições na Europa, e da Super Clio, que estréia nas pistas brasileiras em 2006. Mesmo envolvido em diversos empreendimentos, Paulo de Tarso não deixa de lado as pistas. “O meu lazer é participar como piloto do Trofeo Maserati”, revela o empresário, que tem como receita de sucesso profissional e pessoal “ousar, planejar e, principalmente, perseverar, sem nunca desistir de fazer o que gosta”. E disso, Paulo pode falar com propriedade."

Abaixo algumas imagens da carreira de Paulo de Tarso, começando por 1976 na prova 6 Horas de Tarumã quando dividiu a pilotagem com Arlindo Marx. Eles conquistaram a quarta colocação no geral e terceiro na Classe A, percorrendo 226 voltas.




Aqui Paulo aparece em Cascavel, competindo na Copa Chevette paranaense lá por 1980.


Depois de passar por Dodge 1800, Fiat 147, Chevette, Escort, entre outros carros e categorias, Paulo ingressou em meados dos anos 80 na Stock Car, onde se sagrou campeão quando chefe de equipe. Aqui um registro de uma prova em Interlagos, 1992.


Por fim, uma imagem da prova 6 Horas de Curitiba de 2003, quando saiu vencedor.


Uma história interessante sobre ele, me contou o Arlindo Marx, que dividiu o volante com ele em algumas provas. Em uma determinada prova de longa duração, Paulo não conseguiu ninguém para fazer dupla e correu sozinho. Como a regra não permitia guiar o tempo todo, Paulo terminou seu turno, foi para o Restaurante Tala Larga almoçar e depois de um tempo de descaço voltou para a pista. Isso que é espírito esportivo.

Fonte das imagens: http://www.marquesmotorsport.com.br/ e arquivo Pietro Tebaldi.