terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Sessão Pipoca

O Gilson Gutheil mandou avisar que tem novidade no YouTube. Ele publicou alguns vídeos que estavam em VHS, a maioria são provas dos anos 90, como Gaúcho e Brasileiro de Marcas, que contavam com a participação de seu tio, "Chico Bala". Destaco um dos vídeos, do Gaúcho, em Guaporé, 1993. A câmera on-board estava instalada no Passat #9 da dupla Paulo "Sabiá" e Rodinei Tardivo e mostra boa parte da segunda bateria, com pegas com o Voyage #25 de "Chico Bala" e Gianfranco Ventre e também com o Passat #72, que tenho quase certeza era do amigo Paulo Schutz e do "Soneca". Confirma aí, Paulo!

Para verem o vídeo, é só clicar aqui.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Daytona

Neste final de semana aconteceu a primeira grande prova do calendário automobilístico mundial, as 24 Horas de Daytona. O canal Speed transmitiu boa parte da prova e ao final venceu o carro pilotado entre outros pelo paulista Oswaldo Negri Junior.

Vi Negri vencer uma vez, em Tarumã, 1990, derrotando o Leonel dentro de casa, sem piedade de toda a torcida que lotou o autódromo naquele dia. Era final de Outubro ou início de Novembro. Foram distribuídos adesivos comemorativos aos 20 anos do autódromo. Distribuíram também alguns postais da equipe do Negri. Mais tarde, o próprio piloto passou no Tala Larga, próximo de onde estávamos e meu irmão conseguiu o autógrafo do próprio. Está guardado em algum lugar.

Abaixo um registro do Ralt #97, vencedor em Tarumã e do campeonato de 1990.


Fonte da imagem: revista Quatro Rodas.

sábado, 28 de janeiro de 2012

I Rallye Ipiranga

Conforme eu havia previsto o PhD em Rallye, o meu amigo Renato Pastro matou a pau no último Desafio. Os detalhes foram tantos que resolvi copiar a resposta dele aqui.

"A prova é o I RALLYE IPIRANGA, de 30 de Novembro a 01 de Dezembro de 1968.O carro de número 107 era pilotado por Melson José Tumelero (CNH 388.646)e navegado por Paulo Hohlfeldt. O Aero Willys tinha placas 53.76.31 era do ano de 1964 e dar cor gelo. Na foto, a largada da primeira etapa em Porto Alegre as 10h46min. Dos 164 carros que obtiveram classificação final, a referida dupla se posicionou em 144 lugar. Abraços a todos, Renato Pastro".

Só faltou o Pastro dizer se estava sol ou chovendo...

Bom, quem mandou o registro foi sobrinho do Melson, o amigo Leonardo Tumelero, que participa da Classic, correndo em dupla com o "Niltão" Amaral, no Passat preparado pelo Paulo "Sabiá". Ele escreveu: "estava mexendo no baú da família e encontrei a prova de que tenho a quem puxar... Em 1968 meu tio, Melson Tumelero (Piloto), era um próspero empresário do ramo de material de construção e o Sr. Paulo Hohlfeldt (navegador), pai do nosso ex-Vice-Governador Antoninho Hohlfeldt, contador da empresa naquela época. Esta foi uma das únicas participações do Melson em competições automobilísticas. Ele conta que chegou a preparar um Opala no início dos anos 70 para correr no recém inaugurado Autódromo de Tarumã, mas os compromissos profissionais com a empresa o fizeram desistir da ideia. E sabe quem preparou o Opala pra ele naquela época? O velho "Sabiá"... Fica a lembrança!! O Melson hoje mora em Rondônia e está prestes a completar 80 anos."


Ah, querem ver mais fotos do I Rallye Ipiranga? Acessem o site do Clube Porto Alegre de Rallye e divirtam-se.

Valeu, Leonardo! Valeu Renato!

Fonte da imagem: arquivo Leonardo Tumelero.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Enquete no ar


Bom, conforme havia programado, está no ar a primeira das duas enquetes das 12 Horas de 2012. Neste primeiro momento o foco é no público, ou seja: como fazer para o público comparecer? Faltam carros no grid? Falta divulgação? Falta uma melhor infraestrutura para recebê-lo?

Para algumas das perguntas os comentários - que foram muitos e com boas ideias - já deram dicas do que precisa ser feito. Teremos um mês para que todos possam votar e deixar sua opinião. Votem em uma resposta, duas, quantas quiserem. Divulguem para quem é assíduo, quem vai de vez em quando e para quem nunca foi numa 12 Horas. Queremos saber a opinião do maior número de pessoas possível.

Ah, algum dos comentários feitos no post em que lancei a ideia serão utilizados para compor a enquete que será direcionada aos competidores, mas isso estará na pauta no final de Fevereiro.

Conto com a participação de todos.

Mãos à obra!

domingo, 22 de janeiro de 2012

Desafio da Semana

Essa é díficil e se nem o Renato Pastro souber, daí será impossível. Não posso dar muitas dicas, mas posso dizer que quem enviou a relíquia foi o sobrinho do piloto, que hoje acelera na Fórmula Classic. Será que ajuda?


Mãos à obra!

sábado, 21 de janeiro de 2012

F2 em Colonia

Eu achava que ninguém acertaria o último Desafio, mas um dos experts em Fórmula 2 Sulamericana que por aqui passam, o Granito, matou a charada.

Era mesmo o carro do Leonel Friedrich nos boxes improvisados do circuito de rua de Colonia, no Uruguai. Ao que consta aquela foi a única prova da categoria disputada por lá.

E quem levou a melhor naquela que era a 10ª e penúltima etapa do campeonato de 1986, foi o argentino Nestor Gurini, com seu Berta VW #31, fiel escudeiro do campeão Guillermo Maldonado.

Leonel foi o único não-argentino a vencer uma prova naquela temporada, justo em Tarumã, na segunda etapa. Além de Leonel e Gurini, os demais vencedores foram Miguel Angel Guerra, com duas vitórias, Guillermo Kissling, com três e Maldonado com quatro.

Estava difícil segurar "Yoyo" naquele ano.

Abaixo mais uma do "Alemão" e duas de Gurini na pista e no pódio.




Fonte das imagens: revista Corsa.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Dia do Fusca

No dia do simpático cascudo, ou "azeiterra" com diz o Giordani, escolhi um de seus grandes representantes na história do automobilismo gaúcho: o #1 do Fernando Esbroglio.


Fonte da imagem: arquivo Fernando Esbroglio.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

12 Horas de Tarumã 2012

Voltando de férias, cabeça fresca, baterias recarregadas, muitas ideias. Entre elas,uma enquete para tentar ajudar a fazer as próximas 12 Horas uma prova positivamente inesquecível, tanto dentro quanto fora da pista. É pouco, mas já é alguma coisa, afinal é preciso fazer algo, se ainda quisermos ter o prazer de participar dessa prova todo o final de ano.

Começarei a enquete com algumas ideias voltadas ao público, ou seja, como atrair o público, como tornar a prova mais interessante para quem assiste a prova. Deixarei esta primeira fase no ar por um mês, depois a enquete terá o foco no grid, ou seja, como fazer para termos um grid de 40 ou 50 carros novamente. Feito isso, reunirei a opinião de vocês e enviarei aos organizadores. Esse será o compromisso do blog para com essa prova que é tão querida por todos.

A primeira enquete, voltada para o público, vai ao ar na segunda da semana que vem. As ideias que reuni estão logo abaixo. Se surgirem mais algumas, comentem aqui que colocarei na lista.

Qual a receita para o público lotar Tarumã nas 12 Horas de 2012?
- Grid entre 40 e 50 carros;
- Retorno da largada Le Mans (carros parados na diagonal);
- Mais locais para acampamentos;
- Acesso às curvas do Laço e saída do Tala Larga (onde hoje está o paint-ball);
- Iluminação de mais pontos da pista, como no Tala Larga, por exemplo;
- Sistema de som em todo o autódromo;
- Telões ligados na cronometragem, posicionados ao menos na reta e no Tala Larga;
- Listagem dos inscritos com carros, pilotos, patrocinadores, distribuídas na portaria a partir dos treinos;
- Distribuição de brindes para o público de hora em hora;
- Participação de pilotos e carros de outros estados;
- Participação de pilotos e carros de outros países;
- Maior durabilidade dos carros participantes;
- Maior divulgação na imprensa;
- Realização de shows (musicais e/ou aéreos) durante a noite;
- Substituir o racha por provas preliminares (Classic, Fórmula 1.6, etc);
- Melhor infraestrutura de banheiros.

Era isso. Conto com a participação e colaboração de vocês.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Coluna do Pit Stop

A última coluna do ano do jornal Pit Stop, especial da edição das 12 Horas, me trouxe muita satisfação em escrever, pois recebi depoimentos de muitos dos pilotos que participaram da primeira 12 Horas que correu em Tarumã. Para quem não leu, publico aqui. Confiram.

A primeira 12 Horas de Tarumã

12 Horas é uma prova festiva. Aguardada pelo público e pelas equipes, é a celebração de encerramento de um ano inteiro dedicado à velocidade. Esta será a 31ª edição no autódromo localizado em Viamão. A prova deste ano marca também o aniversário de 40 anos da primeira disputa nos 3.016 metros, e é esse o tema dessa coluna especial.

Logo após a inauguração, no final de 1970, Tarumã passou a receber diversas provas regionais, nacionais e até internacionais, mas faltava validar o autódromo para receber provas noturnas. E foi no dia 26 de setembro de 1971 que 38 carros alinharam para aquela prova que marcaria o início de uma nova era do automobilismo gaúcho. Sem o risco para o público, que ainda guardava na memória as lembranças da tragédia de 1968, durante a última 12 Horas de Porto Alegre, cerca de 20.000 pessoas assistiram à corrida que ficou marcada pelo domínio de um Opala azul metálico.

O paulista Pedro Victor De Lamare vinha investindo tudo o que tinha no automobilismo e deixou seu Opala #84 um dos mais rápidos e bem preparados do Brasil. Para aquela prova formou um trio com Carlos Quartin de Moraes, professor em sua escola de pilotagem, e o gaúcho José Luiz de Marchi, o “Zaíco”. O domínio iniciado nos treinos, quando marcou a pole position, foi ampliado ao longo da prova. A maior ameaça, o Opala #22 do trio Pedro Carneiro Pereira, Ismael Chaves Barcellos e Juvenal Martini, já tinha várias voltas de desvantagem quando quebrou no início da manhã. Ao final, o #84 (vencedor na Geral e na Classe C) fechou as 12 Horas com 466 voltas, 12 a mais que o Opala #91 de João Roberto Schmidt e Júlio Tedesco. O VW #88 dos paulistas Jan Balder e Fausto Dabbur venceu na Classe C com 445 voltas. E na Classe B a vitória ficou com o FNM #31 de Arino Panato, Nelson Luiz Barro e Cezar “Bocão” Pegoraro com 417 voltas.

Reuni algumas imagens e depoimentos de alguns pilotos que participaram daquela prova. Confiram:

“Com muita regularidade e um perfeito trabalho de Box, comandado por Henrique Iwers e cronometragem própria, ininterrupta do Eberhart Herzfeldt, vencemos na categoria 1.600 cc”. Jan Balder e Fausto Dabbur, que correram com o VW #88.

“Participei de uma prova noturna, foi na primeira 12 Horas, mas certamente não devo ter tido uma classificação louvável. Meu mecânico era o Wilson Drago, o cara mais arrojado em mecânica daquela época. Hoje mora em São Paulo.” Ênio Sandler, que correu em dupla com Moacir Rosemberg no VW #71.

"Quando metia a quarta, na saída da 9, o carro empurrava a gente contra o banco. Infelizmente, aquele VW foi um campo de provas para o Dino nos motores 4 tempos. Quebrava muito. Nas 12 Horas de 1971, conseguimos quebrar duas admissões Webber, montadas sobre coxins para não quebrar, mas quebraram.” Fernando Onófrio (in memorian), que fez dupla com Dino Di Leone no VW #19.

“As 12 Horas de 1971 foi um momento interessante na minha carreira. Vinha de um mau ano na Fórmula Ford. Um desastre. A estrutura era insuficiente e 1971 foi um ano para esquecer, exceto pelo gentil convite do Rogério Monteiro para as 12 Horas em seu VW 11. Testando um inovador virabrequim roletado feito pelo “Zé” Guedes, conseguimos chegar e bem, em 4º na categoria e 6º no geral.” Fernando Esbroglio, que correu com Rogério Monteiro no VW #11.

“Nas 12 Horas de 1971 corri na agradável companhia do Enio Sandler e tivemos o privilegio de assistir a prova de dentro.” Moacir Rosemberg, que correu com Ênio Sandler no VW #71.

“Como havia eliminatórias para a classificação, algumas equipes chegaram a nos oferecer dinheiro para que abríssemos mão da nossa vaga no grid, mas queríamos correr e corremos. Vínhamos bem na prova, mas devido a uma estratégia que não deu certo, acabamos comprometendo nossa prova. A ideia era, em uma das paradas de Box, dar uma pequena adiantada no distribuidor. O mecânico encarregado de tal função acabou dando um empurrão no distribuidor e depois que voltou à pista o carro começou a falhar e acabou por furar um pistão. Fizemos parte da prova com apenas dois pistões. Ainda lembro que o Lauro Quadros, que transmitia a prova, criticou nossa equipe, dizendo que nosso carro era lento demais e que deveríamos abandonar a prova, mas não desistimos e chegamos ao final!” Ivan Hoerlle, que preparou o DKW #89, pilotado por Paulo Hoerlle e Carlos Alberto Petry.

“Como era as 1ª 12 Horas disputada no Tarumã, as equipes ainda não estavam bem adaptadas, pois a última havia sido há três anos e em via pública, no circuito da Cavalhada-Vila Nova, e nem havia viatura à altura aqui no Rio Grande para disputar mano a mano com o Opala de Pedro Victor De Lamare. A enfrentá-los foram à pista os Opalas dos gaúchos João "Schmitão" Schmidt que fez 2º na Categoria e na Geral, o de Pedro Carneiro Pereira, que sofreu problemas mecânicos, assim como Julio Tedesco. Notável a evolução dos tempos de volta em Tarumã: a melhor volta do vencedor na formação do grid de largada foi do Opala do Pedro Victor com 1min22s alto, tempo este que no ano seguinte, já era feito pelos VW 1600 com pneus e equipamentos importados, encurralando os Opalas para obterem 1'20". Outro ponto notável foi o desempenho de outro paulista, Jan Balder, com VW1600.” Roberto Giordani, que correu no DKW #88.






VW #11 de Rogério Monteiro e Fernando Esbroglio.


FNM #81 de Arino Panato, Nelson Luiz Barro e Cezar Pegoraro, seguido do VW #88 de Jan Balder e Fausto Dabbur.


Opala #84 de Pedro Victor De Lamare, Carlos Quartin de Moraes e José Luiz de Marchi.


Corcel #99 de Francisco Feoli, Edison Brum e Franklin Körting, seguido do VW #13 de Élcio Prolo e Antônio Carlos Miranda.


VW #19 de Fernando Onófrio e Dino Di Leone.


DKW #89 de Paulo Hoerlle e Carlos Alberto Petry.


VW #14 de Luiz Gustavo Tarragô de Oliveira e Antônio João Freire, seguido do VW #71 de Moacir Rosemberg e Ênio Sandler.


VW #62 de Rejany Franzen, Vilmar Azevedo e Emílio Boeckel, seguido do VW #41 de Antônio Carlos Monteiro e Fernando Moser e do Simca #51 de Carlos Alberto Kuenzer e Walter Schunck.


De todos os participantes desta 31ª Edição, um merece uma menção especial: Paulo Roberto Hoerlle, único que participou da prova há 40 anos, competindo com um DKW, ainda está na ativa, sendo inclusive um dos candidatos à vitória.

Boa sorte aos participantes e que todos assistam a um belo espetáculo.

Fonte das imagens: arquivo Rogério Monteiro, Francisco Feoli, Luiz Oliveira, Fernando Onófrio, Paulo Hoerlle, Roger Franzen e revista Quatro Rodas.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Catharino Andreatta 100 Anos - A lenda e seus punhos de aço


No final de Dezembro recebi um e-mail do "Julinho" Andreatta, lá do Café Galgos Brancos com o serviço abaixo. Acabei esquecendo de publicar antes, mas ainda dá tempo.

NESTA 2ªF (26/12), A PARTIR DAS 19H, O CAFÉ GALGOS BRANCOS APRESENTA A EXPOSIÇÃO "CATHARINO ANDREATTA 100 ANOS - A LENDA E SEUS PUNHOS DE AÇO", QUE ESTARÁ EM CARTAZ ATÉ 23 DE JANEIRO PRÓXIMO.

O PILOTO, NASCIDO EM PORTO ALEGRE EM 1911, DISPUTOU PROVAS AUTOMOBILÍSTICAS DE 1937 A 1968 NA CATEGORIA MÁXIMA DO ESPORTE: "TURISMO CARRETERAS" V-8 /FORÇA-LIVRE (NOS DIAS ATUAIS, O EQUIVALENTE A STOCK CAR, NO BRASIL E NASCAR, NOS EUA).

AO LONGO DE UM ANO, REALIZAREMOS SEIS MOSTRAS SOBRE CATHARINO, QUE SERÁ PARA SEMPRE O MAIS VITORIOSO E COMPLETO DESPORTISTA SOBRE-RODAS QUE REPRESENTOU O RIO GRANDE DO SUL . TAÇAS, TROFÉUS, FOTOS, EQUIPAMENTOS DE CARROS E PILOTOS DA ÉPOCA SERÃO EXIBIDOS NESTE EVENTO INAUGURAL DE "APRESENTAÇÃO".

ESTA EXPOSIÇÃO SERÁ ORGANIZADA PELO CAFÉ GALGOS BRANCOS, ESPAÇO TEMÁTICO DA HISTÓRIA DA EQUIPE SCUDERIA GALGOS BRANCOS E DOS "IRMÃOS ANDREATTA".

O QUÊ?: EXPOSIÇÃO "CATHARINO ANDREATTA 100 ANOS - A LENDA E SEUS PUNHOS DE AÇO" - APRESENTAÇÃO -

QUANDO: 26/12/2011 À 23/01/2012 (segunda a sexta) , das 12h às 22h.

ONDE: CAFÉ GALGOS BRANCOS - Rua Dinarte Ribeiro, 171 - Moinhos de Vento - POA/RS - Brasil

domingo, 15 de janeiro de 2012

Desafio da Semana

O carro em promeiro plano é fácil identificar, mas será que vocês conseguem reconhecer essa pista?


Mãos à obra!

sábado, 14 de janeiro de 2012

Milton Lazzarotto

Não sei se alguém acertou o último Desafio, afinal ainda estou curtindo as merecidas férias, que por sinal terminam amanhã . Como estou escrevendo esses posts semanas antes, peço desculpas se eventualmente alguém acertou e seu nome não foi citado aqui.

Bom, o Puma em questão que alinhava para uma arrancada no litoral gaúcho - provavelmente em Capão da Canoa - era pilotado por Milton Lazzarotto. Aquele evento foi denominado Super Veraneio 73.

O material fora enviado pelo Ricardo, filho do Milton. De acordo com o Ricardo, o Puma venceu quase todas as provas de que participou, fosse na praia, fosse no Tarumã, quando competiu em provas de Estreantes.

Após competir nos Estreantes e também nas 12 Horas de Tarumã de 1973, ao lado do amigo Luis Alberto Ribeiro de Castro, Milton voltou a fazer dupla com "Castrinho" para disputar o Campeonato Gaúcho de Divisão 3 em 1974, que rendeu alguns troféus como pode ser visto na última imagem mais abaixo.

Milton faleceu em 2008. Seu amigo "Castrinho" me enviou uma mensagem quando soube que estava preparando algo sobre ele.

"Caro Leandro, lembrar do Milton é muito fácil, difícil é esquecer! Se o Milton estivesse vivo, estaria conosco na frente dos boxes, trabalhando pelas grandes vitórias e tomando decisões acertadas nos momentos mais importantes. O Milton foi o meu primeiro Manager e grande parte do sucesso do início na minha carreira devo à genialidade e à dedicação do Milton. Se fosse escrever tudo o que lembro da nossa história, daria para escrever um livro, mas tenho uma gratidão imensa pela esposa do Milton, a Maria Beretta, filha de uma família amiga eterna da minha família e que tantas vezes na vida levou cafezinho, sanduíches, bolachinhas e muito incentivo para nossas noites de trabalho na garagem de sua casa, quando estávamos preparando os #87. Fomos todos amigos do coração desde pequenos, compartilhamos e freqüentamos muitos sonhos e diversões por muito tempo. Nos separamos quando vim trabalhar em Gravataí, mas sua presença é constante conosco. Aos filhos e netos do Milton e da Maria, penso que é pelos frutos que se conhece uma árvore, como eu conheci a árvore, tenho convicção que os filhos/netos tem muito orgulho do pai/avô e da mãe/avó. Grande abraço, Luis Alberto Ribeiro de Castro."

Agradeço ao Ricardo por compartilhar o material que há tanto tempo estava guardado e ao "Castrinho" pela mensagem.










Fonte das imagens: arquivo Ricardo Lazzarotto.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Desafio da Semana

E já que o ritmo é de férias, que tal essa prova de arrancada na praia? Alguém lembra? E o piloto desse Puma, sabem quem era? Falamos dele há poucos dias.


Mãos à obra!

sábado, 7 de janeiro de 2012

A primeira da Divisão 1 em Tarumã

O dia 30 de Setembro de 1973 foi muito aguardado pelos amantes da velocidade no Rio Grande do Sul. A primeira apresentação da Divisão 1 em Tarumã trouxe muitas atrações, como o duelo entre o Ford Maverick V8 (4950 cc) e o Opala 250S (4098 cc), os duelos nas categorias menores com Chevette, Brasília, Fusca, Corcel, Polara, etc e a expectativa em relação à possibilidade de vitória de Clóvis de Moraes, que poucas semanas antes havia conquistado a vitória nas 25 Horas de Interlagos a convite da dupla Bird e Nilson Clemente.

Para a prova gaúcha, denominada 6 Horas de Tarumã - resposta do último Desafio, Bird, além de Clóvis, teria Ismael Chaves Barcellos na pilotagem do Maverick verde e amarelo. Outra força local na classe de maior cilindrada era o Opala de Pedro Carneiro Pereira e José Asmuz.

O Maverick do trio Bird/Clóvis/Ismael, como era esperado, liderou parte da prova, mas acabou tendo problemas, sendo ultrapassado por outro Maverick, o da Hollywood, pilotado por Luiz Pereira Bueno e José Renato Catapani, fazendo assim a dobradinha da Ford. O melhor Opala foi o de Asmuz e "Pedrinho", que concluía sua última prova antes de seu acidente fatal, dias depois.

Abaixo alguns registros da prova mostrando também os vencedores das Classes A, Victor Steyer, Cláudio Mueller e Luigi Smaldido, com Chevette (foto do pódio), o segundo na A, Luiz Gustavo Tarragô de Oliveira, Luiz Carlos Ribas e Vandernei Simões (Corcel #14), os vencedores na B, Breno Job Freire, Jorge Truda e Paulo Nienaber (Dodge #71), além dos Opalas #7 de Jan Balder e Bob Sharp (5º na Classe) e o #22 de "Pedrinho" e Asmuz.






Fonte das imagens: arquivos Luiz Oliveira, Roberto Freire e Enciclopédia do Automóvel.