Fonte das imagens: jornal Esporte Motor.
sábado, 30 de março de 2013
Raul Robles - Um piloto folclórico
Fonte das imagens: jornal Esporte Motor.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
"Chico Bala" na área
Me disse ele que toda sua coleção de troféus e fotos foi perdida. Eram 180 e poucos troféus, ele afirma. Ninguém duvida.
Da pouca memória que restou, dos tantos anos de automobilismo, ele me enviou alguns registros de bons momentos na carreira, como as vitórias na Copa Fiat e na TC 1600, sendo que nesta última, venceu após largar da última posição, com o Corsa que era utilizado na Escola de Pilotagem do Professor Quadrado.
Abaixo as imagens. As duas primeiras são de 1997. "Chico" está no lugar mais alto do pódio ao lado do parceiro Ícaro Schons, quando dividiam a pilotagem do Uno #71. Na imagem do pódio aparecem também (da esquerda para direita) Clóvis Groch, Luiz Carlos Ribas, Eduardo Fagundes, Paulo Hoerlle, Antônio Fornari e mais dois pilotos, sendo que um deles acredito ser o Cláudio Salomão. A última imagem é da TC 1600 em 2005, quando correu em dupla com Fabiano Perez.



Valeu, "Chico"! Aqui tu és e sempre serás um grande "bota" e não serás esquecido.
Fonte das imagens: arquivo Luiz Carlos Kuenzer e http://www.inema.com.br/
terça-feira, 14 de abril de 2009
Anor Friedrich - Continuação



Um novo intervalo, desta vez por mais de dez anos, afastou novamente o piloto do automobilismo. Seu retorno se deu na categoria TC 1600 em 2004, onde fez dupla com Alexandre Buneder, Vanderlei Pires, entre outros.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Chico Bala - Continuação


No ano seguinte, no Marcas e Pilotos, passou a dividir a pilotagem do Voyage com Jorge Fleck e também neste ano conseguiu importantes vitórias. Na Copa Fiat fez dupla com João Sant'Anna. Nas 12 Horas de Tarumã fechou um trio com os irmãos Marcello e Gianfranco Ventre e juntos venceram na categoria Marcas e Pilotos, ficando em quinto lugar no geral.


Entre 1992 e 95 "Chico Bala" manteve a dupla com Gianfranco Ventre no Marcas - eles chegaram a participar de algumas provas locais do Brasileiro de Marcas neste período - e Ícaro Schons na Copa Fiat. Venceu três provas do Torneio de Verão em 92, 93 e 95.
Também em 95 venceu mais uma 12 Horas na categoria Marcas e Pilotos dividindo a pilotagem de um Chevette com João Araújo e André Mello, chegando em terceiro lugar na geral.






Com a estréia da Copa Corsa em vários campeonatos regionais em 1995, foi preparada uma final nacional em Interlagos no término daquele ano. Os melhores classificados dos regionais competiriam entre sí, somando cerca de 80 carros no grid da prova. A competição seria disputada em uma bateria de 45 minutos. "Chico" era um dos representantes da Copa Corsa Gaúcha e conseguira apenas o 53º tempo na tomada classificatória. Correndo pela primeira vez no autódromo paulista, o piloto conseguiu a incrível nona colocação ao final da prova, demonstrando toda a sua habilidade e capacidade de adaptação a um novo circuito.

1997 foi o ano do seu tão esperado título do Gaúcho de Marcas, que foi obtido correndo em dupla com André Busnello em um Corsa preparado pelo competente Jorge Martinewski.


Depois do título participou em algumas provas de longa duração como Brascar e Endurance. Encontrei um registro das 12 Horas de 2003 na qual correu com os parceiros Jair Bernandon e Guilherme Mariath Junior, terminando na sétima posição no geral com um protótipo MCR. Posso estar enganado, mas a última vez que soube da sua participação em provas oficiais foi na categoria TC 1600 em dupla com Fabiano Peres, em 2005.


Gostaria de vê-lo guiando novamente, mas já faz algum tempo que ele só aparece no Tarumã para dar uma olhada. Sua pilotagem vai deixar saudade.
Fonte das imagens: jornal Esporte Motor, jornal Zero Hora, jornal Pit Stop, arquivo pessoal e site Inema.
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Time campeão
Em 1990, Fornari continuaria participando do Gaúcho e Brasileiro de Marcas. No Gaúcho com "Paulinho", ainda utilizando o Escort e no Brasileiro ainda na Rinaldi Racing, tendo como parceiro o João Campos. Também naquele ano a Copa Fiat de Velocidade estreava no estado. Paulo Hoerlle tratou de preparar um carro e nas primeiras provas competiu sozinho, mas não demorou muito para a parceria Hoerlle - Fornari ser reativada. Para os adversários isso era sinônimo de encrencas. E das grossas.
Não deu outra, o time Fornari + Hoerlles + 99 + Baiano + Melitta faturou o título da Copa Fiat de 1991. Para não deixar dúvidas do potencial daquela parceria que se tornaria histórica, o título de 92 também foi arrebatado. Isso não quer dizer que houve moleza. Pelo contrário. Os adversários eram muito fortes. Nomes como Clóvis Groch, João Campos, Normo e Luiz Chies, Paulo Arias, Eduardo Fagundes e por aí vai, disputavam palmo a palmo cada curva dos circuitos de Tarumã e Guaporé. O time trabalhava muito e isso minimizava as chances de erros. Me lembro em algumas provas naqueles anos, principalmente em Guaporé, quando ficávamos até mais tarde no autódromo, sempre via o "Paulinho", no meio da noite, testando os freios ou algum outro componente na parte de trás dos boxes, enquanto que a maioria das equipes já estava no hotel ou no restaurante. Abaixo três imagens de 1990, 91 e 92.



Ainda em 1991 ocorreu um fato engraçado na carreira de Antônio Fornari. Com as atenções voltadas para a Copa Fiat, a equipe não participou do Gaúcho de Marcas, mas seu irmão, Carlos Alberto, o "Neco" dividia o volante de um Voyage com Carlos Tavares, piloto que fora bi-campeão naquela categoria, anos depois. "Neco", que durante toda sua carreira sempre esteve envolvido com o kart, não poderia participar de uma prova em Tarumã, pois estaria acompanhando alguns pilotos no Campeonato Brasileiro de Kart. Assim, o irmão mais velho assumiu o comando do Voyage #17. E não é que eles venceram aquela prova? Até hoje o piloto "tira um sarro" do irmão mais novo por esse fato.

Para 1993, além de continuar na Copa Fiat, os irmãos Fornari decidiram formar uma dupla no Gaúcho de Marcas com o Escort #35. Era a primeira vez que eles faziam um campeonato inteiro juntos. Em oportunidades anteriores já haviam competido, mas em provas esporádicas como 500 km e 6 Horas, por exemplo.

Nos anos seguintes, participando do Gaúcho de Marcas, conquistou mais três títulos, em 1994, 96 e 98. Também participou na Copa Fiat e na Copa Corsa, que estreou em 1995.




A partir daquele ano, os protótipos começaram a fazer parte da rotina da dupla Hoerlle/Fornari, tendo eles participado de competições como Gaúcho de Endurance, Brascar, 12 Horas de Tarumã, etc. Em 2002 a dupla e os pilotos Vitor Hugo Ribeiro de Castro e Rafael Mocelin, pilotando um MCR, conquistaram o segundo lugar na geral e a vitória na Classe B. O troféu Fita Azul batia na trave por detalhes e não demorou muito para o tão sonhado dia chegar.
Foi em 2002, contando ainda com a participação dos irmãos Luis Alberto e Vitor Hugo Castro, Hoerlle e Fornari venceram as 12 Horas de Tarumã na classificação geral, deixando para trás 45 carros. 40 anos antes, o pai de Antônio Fornari, Breno, realizara o mesmo feito, vencendo as primeiras 12 Horas de Porto Alegre com um Simca, em dupla com Afonso Hoch. A vitória em 2002 talvez tenha sido um dos momentos mais emocionantes da carreira de Fornari. De lá para cá, o piloto tem participado basicamente das 12 Horas de Tarumã.





E em 2008? Será que a dupla Hoerlle/Fornari estará mais uma vez reunida para levar o #99 a mais uma vitória? Suspeito que essa seja a última participação de Hoerlle nas pistas. Não sei quanto ao Fornari. Tomara que eu esteja errado.
Agradeço a atenção do "Neni" para ajudar a registrar essas histórias aqui. Sem ele, seria muito difícil conseguir essas imagens tão boas que ajudaram a preservar um trecho muito especial da memória do automobilismo gaúcho.
Valeu, "Neni"!
Fonte das imagens: arquivo Antônio Fornari, jornal Zero Hora, site Inema e arquivo pessoal.
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
João Campos
Em 1991 João retornaria ao Rio Grande para participar da Copa Fiat, categoria que estava no seu segundo ano, mas já fazia um grande sucesso por essas bandas. Ao lado de Clóvis Groch, campeão da temporada anterior, formou uma das duplas mais fortes, conquistando o vice-campeonato ao final do ano.
A Stock Car nacional era o objetivo do piloto desde o seu título na categoria regional em 1981. Seus planos para participar do Brasileiro de 82 não se concretizaram, mas aquele objetivo não fora esquecido e 10 anos depois, lá estava o "Pequeno Polegar" acelerando ao lado de Ingo Hoffmann, Angelo Giombelli, Paulo de Tarso entre outros. João correu algumas provas do campeonato de 92 sozinho e em outras com o paulista Leandro de Almeida. Ao término do campeonato, o gaúcho foi o quarto melhor na tabela. Em 93 foi o quinto colocado no campeonato, mesma colocação obtida em 94.
João competiu na Stock Car até 1996 quando então passou para a Fórmula Palio, sendo o sexto naquele ano, o quinto em 97 e o quarto em 98.
O sonho do título nacional estava sempre muito próximo e foi a partir da sua transferência para a recém criada Pickup Racing (2001) que o mesmo viraria realidade. O que ninguém esperava - nem ele - era o incrível domínio naquele ano. João entrou para a história da categoria por ter conquistado o Campeonato Brasileiro, vencendo todas as 16 baterias realizadas. Como se não bastasse, o piloto de Farroupilha não deu mole para ninguém também em 2002, 2003, 2004 e 2005, vencendo todos os campeonatos que disputou.
A última participação de João nas pistas, que tenho notícia, aconteceu em 2006 quando participou da Super Clio, conseguindo alguns bons resultados. Já não precisava provar mais nada para ninguém. Seu nome já estava na galeria dos campeões do automobilismo brasileiro.
Abaixo mais algumas imagens da carreira de João Campos:









Termina aqui mais uma retrospectiva de um dos nossos grandes pilotos gaúchos. Espero que tenham gostado.











