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sábado, 16 de novembro de 2013

Cláudio bateu, mas chegou na frente.

O último Desafio foi quase que um enigma, pois além de um dos pilotos estar disfarçado com um capacete de outro, o ângulo encontrado pelo fotógrafo para registrar aquele click, deixava dúvidas em relação ao exato local da pista, mas a turma fez a lição de casa e matou a charada.
 
Bom, voltamos a Tarumã, 17 de Setembro de 1972. Segunda etapa do Campeonato Gaúcho de Fórmula Ford. A tomada de tempo havia sido realizada três semanas antes, mas a corrida teve de ser adiada em função do mau tempo. Mau tempo que se fez presente naquele final de semana, mas não chegou a adiar novamente a disputa.
 
Cláudio Mueller fazia a primeira prova com seu novo chassi Bertete, construído pelo uruguaio Hugo Lorenzo Bertete Souza. Largando da pole position, acabou se enroscando ainda na primeira volta com Alfredo Oliveira, entortando uma roda, sendo ultrapassado por Clóvis de Moraes. Apesar do carro desalinhado, Mueller conseguiu superar Clóvis e vencer a primeira bateria, que teve ainda Cezar Pegoraro fechando em terceiro.
 
Pegoraro correu com o capacete de seu irmão Sérgio, por isso as dúvidas em relação ao Desafio. Ele informou que antes mesmo da largada o seu capacete já estava encharcado, por isso pegou emprestado o do seu irmão, que não correria naquela prova. A imagem do Desafio mostrava ele em disputa com Mueller, na entrada da curva do Tala Larga.
 
A segunda bateria viu uma má largada de Mueller que caíra para o sexto lugar. Mesmo assim, recuperou-se, posicionando-se em terceiro, atrás de Pedro Carneiro Pereira e Clóvis. A cinco voltas do fim, mais um acidente envolvendo o piloto do carro #11. Em um enrosco com Antônio Fornari, acabou rodando, mas conseguiu manter-se na pista. Três voltas depois conseguiu ultrapassar Clóvis, parecendo que terminaria na segunda posição, porém, Pedrinho acabou batendo no final, deixando o caminho livre para o corajoso Cláudio Mueller.
 
Após as duas baterias o resultado foi o seguinte:
 
1° - #11 - Cláudio Mueller - 40 voltas
2º -  #22 - Clóvis de Moraes - 40 voltas
3º - #10 - Cezar Pegoraro - 40 voltas
4º - #5 - Pedro Carneiro Pereira - 40 voltas
5º - #2 - Ênio Sandler - 38 voltas
 
Abaixo alguns registros daquela prova, mostrando na sequência: Muller em disputa com Sandler na curva 1, Antônio Fornari, Clóvis, Pedrinho e Sandler.
 
 

 
 


Fonte das imagens: revista Quatro Rodas e arquivo Antônio Fornari.

sábado, 28 de setembro de 2013

O batismo da Fórmula Ford

O último Desafio foi muito bacana, pois além da participação dos assíduos, tivemos comentários de dois dos personagens que apareciam naquela imagem, Cezar Pegoraro e Francisco Feoli.

A imagem, publicada no ótimo Caminhos de Guaporé, veio do acervo da família Barro e mostrava um grupo de pilotos em um momento de bate papo, provavelmente após os treinos, já que não havia ninguém nas arquibancadas. Da esquerda para a direita apareciam Leonel Friedrich (sentado no chão, tomando um refresco), Cezar Pegoraro (de pé), Sérgio Pegoraro (encoberto por "Bocão"), Antônio Pegoraro, Nelson Barro e José Luiz De Marchi (ambos de costas), Raffaele Rosito (encoberto pelos dois), Pedro Carneiro Pereira, Alfredo Oliveira e "Chico" Feoli.

O registro é do dia 22 de Agosto de 1971, em Tarumã. Já devo ter contado aqui sobre esse dia. Era para ser a primeira corrida de Fórmula Ford com monopostos construídos no Brasil, mas em razão de os carros terem ficados prontos apenas duas semanas antes, os pilotos decidiram não realizar a corrida, mas sim uma apresentação. Foram dadas duas voltas atrás de um carro madrinha e depois a pista foi liberada para 15 minutos de velocidade livre. As disputas acabaram acontecendo e quem se destacou na ponta foi "Bocão", Alfredo Oliveira "Carioca" e João Luiz Palmeiro. "Bocão" acabou fazendo o melhor tempo com 1min18s2.

Tentei buscar imagens dos carros de cada um dos pilotos identificados na imagem do Desafio, mas ficou faltando o Raffaele Rosito. Vejam abaixo.



 





Fonte das imagens: arquivos família Barro, site Caminhos de Guaporé, blog Scuderia Brazil e arquivos Cezar Pegoraro e Francisco Feoli.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Arquivos do Rebechi - Final

Encerrando a divulgação do baú do André Rebechi, hoje publico um registro do período no qual ele esteve fora do cockpit, auxiliando outros pilotos a buscarem suas vitórias. A imagem abaixo é de Interlagos, 1994, prova que foi preliminar do Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1. Na pista, André está ao lado do carro #17 de Irineu Camargo, que no ano anterior havia sido o Campeão Brasileiro na Classe B.  
 

Mais uma vez, agradeço ao André por dividir seus arquivos com o blog.

Fonte da imagem: arquivo André Rebechi.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Arquivos do Rebechi

Hoje o tema é Fórmula Ford. Nas duas primeiras imagens o pódio de Goiânia, 1986. Vejam a turma. Além do André Rebechi (usando óculos da "última moda"), aparecem Oswaldo Negri Júnior, Djalma Fogaça, José David (vencedor), Jefferson Elias (creio que foi o campeão da temporada) e mais um à direita que não consegui identificar.
 
Mais abaixo dois registros de 1987: Brasília e Foz do Iguaçu.
 




Fonte das imagens: arquivo André Rebechi.

sábado, 1 de junho de 2013

André Rebechi

O último Desafio foi fácil, afinal aqueles pilotos que apareceram na imagem eram figurinhas carimbadas nos kartódromos gaúchos no início dos anos 80. André Rebechi (#77) e Maria Cristina Rosito (#3) protagonizaram grandes duelos, como no Campeonato Gaúcho de Kart de 1983, na Categoria Preparada. A disputa era tanta, que a diferença entre os três primeiros colocados naquele campeonato foi de apenas três pontos. Edemar Stédile foi o campeão com 27 pontos, Rebechi o vice com 26 e Rosito ficou com a terceira posição com 25. Em quarto ficou Gustavo Romanello com 21.

A imagem e os resultados vieram do acervo do próprio André Francisco Rebechi, piloto de destaque na década de 80, com quem tive o prazer de manter contato nos últimos dias. André já apareceu por aqui algumas vezes, mas a partir de agora ele nos trará mais detalhes sobre sua trajetória nas pistas.

Apesar de ser citado como caxiense, André Rebechi, assim como sua família, é originário de Passo Fundo, cidade na qual seu pai, João Antônio Rebechi, iniciou nas competições ainda nos anos 60. João correu em circuitos de rua e depois na Divisão 1 até o final dos anos 70. Depois passou a acompanhar o filho no kart e nas categorias do automobilismo.

O início no kart foi em 1980. Seu primeiro título veio no Campeonato Citadino de Caxias do Sul, em 1982. Em razão desta conquista, recebeu o reconhecimento da imprensa, com o troféu Mérito Esportivo Pioneiro.

Após quatro anos no kart, o caminho natural foi tomado: a então categoria escola do automobilismo brasileiro, a Fórmula Ford. Lá foram mais quatro anos competindo contra as melhores promessas brasileiras da época, como João Alfredo Ferreira, Luiz Carlos da Silveira, Serge Buchrieser, Gil de Ferran, Christian Fittipaldi, Jefferson Elias, Renato Russo, Djalma Fogaça, entre tantos outros.

As dificuldades financeiras foram uma constante na carreira de André. Além de ter de ser mudar para São Paulo, para ficar mais próximo dos circuitos do campeonato, ele teve de colocar a mão na graxa, pois não contava com um grande suporte técnico. Apesar disso, ainda em 1985 conquistou sua primeira pole position, na prova de Guaporé, num grid que dificilmente era inferior a 30 carros. Numa imagem de Interlagos, em 1986, André aparece largando da primeira fila num grid que parecia interminável. Seu talento e determinação não foram suficientes para conseguir grandes resultados, mas conquistaram a imprensa especializada, que o escolheu como revelação nacional daquele ano.

Ao final de 1987, André vendeu seu Fórmula Ford, um chassi Heve, para o caxiense Abramo Mazzochi, que passou a competir na Fórmula Ford regional. O que parecia ser o fim da trajetória de André no automobilismo, marcou uma nova etapa em sua carreira, a de preparador, que foi levada adiante até meados dos anos 2000, período no qual deu assistência a vários pilotos de Caxias do Sul além de Mazzochi, como Alex Avino, os irmãos Klein, José Rossi, Vitor Giovanini, entre outros.

Eis que em meados de 1988 surge a oportunidade de voltar a correr, desta vez na categoria top do automobilismo brasileiro, a Fórmula 3, que era disputada tanto no âmbito nacional quanto sulamericano. Após fazer uma prova em 88, André montou uma equipe apoiada por empresas de Caxias do Sul e tinha na preparação ninguém menos do que Ronaldo Ely. O carro, um Berta/VW tinha sido adquirido da equipe Grendene, que tinha a mão do mago Clóvis de Moraes. André fez todo o Campeonato Brasileiro e ainda correu uma prova em El Pinar, no Uruguai. Ao final de 89, a pilotagem ficaria definitivamente de lado.

Após encerrar as atividades como piloto e preparador, André passou a se dedicar aos negócios da família, até que em 2011 recebeu uma visita da família Giacomello para que ele voltasse aos autódromos, auxiliando na preparação e no desenvolvimento do Marcelo Giacomello na categoria Fórmula 1.6. Desde então é possível encontrá-lo nos boxes dos autódromos, procurando passar toda a sua experiência ao jovem piloto, que por sinal, vem demonstrando uma evolução consistente a cada prova.

Abaixo alguns registros da carreira de André Rebechi em 30 anos de automobilismo. Em breve publicarei mais alguns registros que o André está selecionando para ser enviado.

Agradeço ao Carlos Giacomello que possibilitou o contato e ao próprio André pelas informações.

 
 

 







Fonte das imagens: jornal Esporte Motor, jornal Club Motor, revista Grid, arquivos Paulo Tohmé, Aloísio Adib, fórum Autoracing, arquivo André Rebechi, fotos Fernando Nunes e Tales Maschio, arquivo Carlos Giacomello.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Foi notícia em 1983

Os gaúchos marcaram presença nos dois campeonatos nacionais de monopostos daquele ano.

Na Fórmula 2 Brasil, os gaúchos conquistaram quatro vitórias. "Bocão" Pegoraro venceu em Guaporé, "Chico" Feoli foi o melhor em Brasília e Leonel Friedrich levou as etapas de Cascavel e Jacarepaguá.






Na Fórmula Ford, Egon Herzfeldt venceu as duas primeiras provas do campeonato, em Guaporé e Tarumã, antes de abandonar a categoria por falta de patrocínio. Em Tarumã havia feito a pole, porém uma batida no treino de aquecimento o fez largar do box. Ultrapassou nada menos do que 26 concorrentes e venceu.
 
Com sua desistência, o caminho ficou livre para outro gaúcho, João Alfredo Ferreira, o "Baguncinha", conquistar o título de Campeão Brasileiro de 1983. Ele venceu quatro provas, em Interlagos, Jacarepaguá, Goiânia e Brasília.


 
Fonte das imagens: revista Quatro Rodas, arquivos Francisco Feoli, Pietro Tebaldi e Cezar Pegoraro.
 

terça-feira, 2 de abril de 2013

Famiglia Ventre

Antônio Francesco Ventre fazendo uma passagem pelo Brasileiro de Fórmula Ford, provavelmente no último ano da categoria, em 1996.
 

Fonte da imagem: jornal Esporte Motor.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Adeus, Rio - Final

Luiz Fernando Cruz, na Fórmula Ford em 1986, Leonel Friedrich na Fórmula 3 Sulamericana em 1992 e João Campos, na Stock Car, em 1995.
 

 

Fonte das imagens: arquivo Luiz Fernando Cruz e João Campos e revista Auto Esporte.

sábado, 2 de março de 2013

Autódromo sem Asfalto

O último Desafio mostrava uma prova do Torneio Passat, campeonato nacional organizado pela Volkswagen que corria na mesma programação das Fórmulas VW 1300 e 1600. O ano era 1980 e liderando o pelotão ia “Bocão” Pegoraro num dos carros da Carro do Povo, que ainda tinha Leonel Friedrich como representante. O ponto em questão do Desafio era o local, o autódromo de Jacarepaguá que definitivamente foi destruído para dar lugar às instalações dos Jogos Olímpicos de 2016.

O autódromo do Rio foi inaugurado em 1977 e foi palco de grandes e memoráveis disputas, muitas delas com a participação dos gaúchos. Para citar uma em especial, registro o título de Amedeo Ferri no Brasileiro de Fórmula Ford em 1978.

Ao longo da semana publicarei algumas imagens de provas no circuito carioca.



Fonte das imagens: Rodrigo Mattar e revista Quatro Rodas.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Gianfranco Ventre

O último Desafio foi fácil. O Fórmula Ford número 44 era mesmo do piloto de Novo Hamburgo, Gianfranco Ventre, durante a prova de Guaporé do Campeonato Brasileiro de Fórmula Ford de 1987.

Vindo do kartismo, Gianfranco iniciou no automobilismo em 1986, competindo ao lado do também kartista Cláudio Ely em um Gol no Campeonato Regional de Turismo. A parceria renovada para 1987 não atrapalhou os planos de Ventre em ingressar nos monopostos, com um JQ Reynard e preparação de Roque Bruxel, que naquele ano também participou de algumas provas. Na quinta etapa do campeonato, em Guaporé, no dia 19 de julho, mostrou todo o seu potencial ao marcar a pole position, na prova vencida Jefferson Elias. A sétima etapa voltou a ser disputada no autódromo serrano, e Ventre foi o quinto colocado, marcando também a melhor volta. O vencedor foi Gil de Ferran, que acabou sendo o campeão da temporada. Em Goiânia, última etapa, conseguiu outro bom resultado, um sexto lugar.

Em 1988, Ventre foi o único gaúcho a competir com regularidade no Brasileiro de Fórmula Ford. Conseguiu alguns outros bons resultados, mas não o suficiente para fazê-lo permanecer na categoria em 1989. Ainda em 88, acumulou algumas vitórias no kartismo gaúcho, como na prova de inauguração do Kartódromo Aristides Bertuol, em Bento Gonçalves, onde correu ao lado do irmão Marcello.

Em 1989 seu maior feito foi a vitória no Regional de Turismo, prova 6 Horas de Guaporé de 1989, ao lado de Maria Cristina Rosito.

Em 1990 voltou a participar esporadicamente do Brasileiro de Fórmula Ford, para auxiliar o irmão Marcello na disputa do título.

De 1992 até 1995 fez dupla com "Chico Bala" no lendário Voyage #25 no Gaúcho de Marcas e Pilotos.

Abaixo algumas imagens da carreira Gianfranco Ventre entre 1986 e 1995.








Fonte das imagens: revista Quatro Rodas, jornal Esporte Motor, jornal Zero Hora e arquivo Luiz Carlos Kuenzer.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Os irmãos Klein

Tentando colocar as pendências em dia, hoje publico a resposta do Desafio da semana retrasada, já que não houve tempo hábil para fazê-lo antes. Quem matou a charada foi o amigo "Pedrão" lá de São Miguel do Oeste - SC. A imagem mostrava o piloto caxiense André Klein em seu JQ-Reynard no Campeonato Gaúcho de Fórmula Ford de 1990.
 
André foi o destaque daquela temporada. Participando pela primeira vez, conseguiu derrotar pilotos mais experientes como Ricardo Morassutti, Abramo Mazzochi, entre outros. Com o título regional conquistado por antecipação, decidiu participar da etapa de Guaporé do Brasileiro de Fórmula Ford. Concorrendo com mais 25 pilotos, debaixo de um "aguaceiro", André, que havia largado na sexta posição, conseguiu duas ultrapassagens já na largada. Conseguiu ultrapassar os adversários até chegar ao segundo posto, passando a atacar o então líder Ricardo Mattos. Num dos ataques, André acabou por rodar na curva 1, se distanciando de Mattos, mas sem perder a segunda posição. Eis então que o carro da equipe Texaco-Petrópolis teve uma quebra de motor, deixando o #22 na liderança em sua prova de estreia.
 
Porém, o que parecia um sonho acabou se transformando em um drama. Ao sair da pista naquela rodada, o motor de André sofreu uma rachadura na parte inferior e lentamente foi perdendo óleo. a prova já estava chegando ao fim, mas com o #22 perdendo rendimento e virando cerca de 2 segundos mais lento que o segundo colocado, foi impossível manter a ponta. Na última volta, o #17 do também gaúcho Marcello Ventre o ultrapassou, vencendo a prova, com André em segundo, numa dobradinha da casa, que há muito não era presenciada na categoria.
 
Apesar do drama no final, André deixava sua marca e mostrava a todos suas qualidades como piloto, que puderam ser comprovadas na temporada de 1991, quando participou regularmente do Campeonato Brasileiro.
 
Um ano depois a equipe caxiense passou a competir com dois carros, tendo o irmão de André (#8), Jacques (#77), se unido ao time. Já na terceira etapa em Goiânia, Jacques, que havia feito bastante sucesso no kart, obteve um belo segundo lugar, atrás apenas de Marcelo Carneiro, grande destaque daquela temporada. Nesta mesma prova, André chegou em terceiro, fazendo um pódio em família.
 
Após um tempo fora das pistas, o sobrenome Klein retornou para competir na Fórmula Ford Gaúcha em 1998, já obtendo vitórias. No ano seguinte mostrou estar em forma, ao obter o bi-campeonato da categoria.
 
Tempos atrás soube que o filho de André já estava acelerando no kart. Será que em breve teremos o retorno do sobrenome Klein nos monopostos?
 
Abaixo uma série de imagens dos irmãos André (#22, #8 e #3) e Jacques (#55 e #77), no período de 1989 a 1999.
 









Fonte das imagens: jornal Esporte Motor, Pit Stop e Zero Hora.