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sábado, 26 de julho de 2014

Bogotá, 1986

O amigo Renato Granito teve a iniciativa de criar um grupo no Facebook para registrar a história da saudosa Fórmula 2 Sulamericana. São histórias, resultados e muitas imagens, como aquela do último Desafio em que mostrava o carro do Pedro Bartelle. A prova foi em Bogotá, na Colômbia, em 1986. Eu não lembrava dessa prova e creio que tenha sido a única disputada no país.

Por cortesia do Granito, grande fã da F2, seguem aí mais duas daquela mesmo dia.

Valeu, Granito!



sábado, 31 de agosto de 2013

Gran Premio Automóvil Club del Uruguay

O Heitor começou dizendo que era no Uruguai, o Pedrão citou Punta del Este e o Ricardo Di Leone confirmou tudo, afinal ele estava naquela prova, auxiliando o seu pai, Dino Di Leone na preparação dos carros dos irmãos Friedrich.
 
Aquela era a prova de abertura do Campeonato Sulamericado de Fórmula 2 de 1985, disputada no dia 10 de Março. 27 carros participaram da prova, que teve o piloto da casa, Pedro Passadore, como pole position. A melhor colocação de um brasileiro foi de Cezar Pegoraro, na sétima posição. Os irmãos Friedrich não conseguiram bons tempos e Leonel largou da 15ª posição e Anor da 17ª. Os demais brasileiros presentes na prova foram Pedro Muffato (8º), Pedro Bartelle (14º), Marcos Troncon (19º), Josué de Mello Pimenta (22º) e Dárcio dos Santos (25º).
 
A corrida não foi boa para os brasileiros. A melhor colocação foi de Anor, apenas o 10º colocado, quatro voltas atrás do vencedor, Guillermo Maldonado.
 
Abaixo algumas imagens daquela prova.
 
 




 
Fonte das imagens: revistas Auto Esporte e Quatro Rodas.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Foi notícia em 1983

Os gaúchos marcaram presença nos dois campeonatos nacionais de monopostos daquele ano.

Na Fórmula 2 Brasil, os gaúchos conquistaram quatro vitórias. "Bocão" Pegoraro venceu em Guaporé, "Chico" Feoli foi o melhor em Brasília e Leonel Friedrich levou as etapas de Cascavel e Jacarepaguá.






Na Fórmula Ford, Egon Herzfeldt venceu as duas primeiras provas do campeonato, em Guaporé e Tarumã, antes de abandonar a categoria por falta de patrocínio. Em Tarumã havia feito a pole, porém uma batida no treino de aquecimento o fez largar do box. Ultrapassou nada menos do que 26 concorrentes e venceu.
 
Com sua desistência, o caminho ficou livre para outro gaúcho, João Alfredo Ferreira, o "Baguncinha", conquistar o título de Campeão Brasileiro de 1983. Ele venceu quatro provas, em Interlagos, Jacarepaguá, Goiânia e Brasília.


 
Fonte das imagens: revista Quatro Rodas, arquivos Francisco Feoli, Pietro Tebaldi e Cezar Pegoraro.
 

quarta-feira, 13 de março de 2013

quinta-feira, 7 de março de 2013

Adeus, Rio

Aroldo Bauermann na Fórmula 2 Sulamericana e "Bocão" Pegoraro no Brasileiro de Marcas, ambos em 1984.
 


Fonte das imagens: arquivo Aroldo Bauermann e Cezar Pegoraro.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Mais F2

O Roberto Mantovani viu o último post e lembrou que tinha mais alguns retratos da Fórmula 2 que ainda não havia enviado. E foi justo do carro #70 do Luis Ruben Di Palma, que aparecia no post anterior. Além do #70 ele enviou também o do vencedor da prova, o #72 do Miguel Angel Guerra.
 


Enviou também uma outra que, mesmo não sendo daquela prova, vale como registro. É o #27 do Alberto Scarazzini, vencedor da prova de 1984, também em Tarumã.


Fonte das imagens: Roberto Mantovani.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Ainda a F2

No post da semana passada sobre os 30 anos da primeira prova da F2 Sudam, esqueci de incluir o retrato abaixo. Sentado no muro do box, um dos maiores nomes da história do automobilismo argentino.
 

sábado, 27 de outubro de 2012

O primeiro passo para o Sulamericano

O Desafio da última semana foi díficil e desta vez ninguém levou. OK, era o "Chico" Feoli no seu novíssimo chassi Muffatão com motor Passat, com o qual havia vencido a última prova do Campeonato Brasileiro de Fórmula 2 de 1981, em dezembro daquele ano, no Rio de Janeiro.

Porém, como eu comentei, alguns detalhes mostrariam que não se tratava de um Desafio fácil. Assim, vejamos: o número do carro era o 72, enquanto que tradicionalmente o "Chico" competia com o #12 (anos mais tarde, por ocasião dos encontros com os hermanos, acabou usando também o #21 e o #23). Outro ponto que chama a atenção é que os pneus são ligeiramente mais largos, como vocês poderão comparar mais abaixo. Em resumo, não era uma prova do Brasileiro.

Que prova era aquela? Vamos lá: dia desses, num dos encontros com os Jurássicos, o "Chico" e o Ronaldo Bitencourt me contaram sobre uma prova feita pelo primeiro em Buenos Aires, em dezembro de 1981, anterior aquele primeiro encontro Sulamericano em Tarumã, outubro de 1982 (lembrei dessa prova dias atrás). A ideia era realizar um confronto ainda que extra-oficial para medir forças e estabelecer o que viria a ser o regulamento técnico do Sulamericano dos anos seguintes. Desta forma, dois representantes do Brasil foram para a Argentina participar da última prova do Campeonato Argentino de Fórmula 2 no dia 20 de dezembro de 1981. Além de "Chico", Pedro Muffato levou seu carro para Buenos Aires.

A comitiva brasileira, além dos dois pilotos e suas equipes tinha ainda o próprio Ronaldo e o Luis Caetano Antinolfi. Eles ficaram responsáveis de relatar a experiência aos membros do Conselho Técnico Desportivo Nacional - CTDN e determinar as alterações necessárias a serem feitas no regulamento da categoria brasileira, para que esta se adaptasse ao regulamento argentino. Entre as modificações necessárias, foram identificadas a necessidade de aumentar a largura dos carros, a bitola das rodas, a liberação da preparação do virabrequim, bielas e pistões, estabelecimento da taxa de compressão - 13:1 para os carros nacionais movidos a álcool (10:1 para os hermanos que corriam com gasolina), entre outros pontos.

Bom, falando sobre a prova, Feoli e Muffato tiveram de adquirir pneus Fliter, já que os Maggion mais estreitos não seriam competivivos. Por outro lado, não abriram mão do álcool e levaram todo o combustível a ser utilizado nos treinos e na prova na bagagem. Dos 26 carros participantes, Muffato marcou o 13º tempo e Feoli o 17º. Na prova, Feoli não teve sorte e na quarta volta teve a junta do cabeçote queimada, ficando fora da disputa. Já Muffato obteve a terceira posição, excelente resultado para a primeira participação brasileira, o que motivou a todos em relação ao futuro campeonato.

Uma primeira prova chegou a ser marcada para Punta del Este, em março de 1982, mas não tenho registro da participação dos brasileiros. Ao que consta, o primeiro embate foi mesmo em Tarumã, em outubro.

Interessante a opinião na época de Bernie Ecclestone, presidente da FOCA (atual FOA). Ele já havia sugerido a criação do Campeonato Sulamericano, que, segundo ele, tornaria a categoria mais competitiva e evitaria que os pilotos sulamericanos fossem obrigados a começar carreira internacional na Europa. De fato, anos depois, isso acabou se tornando realidade, com a superlicença para correr na Fórmula 1, concedida ao campeão da temporada, porém sem resultados práticos.

Abaixo imagens da participação dos brasileiros, a lista dos inscritos (sem os brasileiros), e os carros de Muffato e Feoli correndo no Brasil, onde se nota a clara diferença na largura dos pneus.








Fonte das imagens: revista Corsa - arquivo Francisco Feoli e revista Auto Esporte.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Fórmula 2, Tarumã - 1982

Lembram que o "Chico" Feoli havia me dado um DVD com alguns vídeos da sua época na Fórmula 2? Cheguei a publicar um, aquele do pega dele com o "Bocão" em 1984 (vejam aqui). Pois bem, o segundo vídeo vai ao ar agora e mostra a 3ª etapa do Campeonato Brasileiro de Fórmula 2, disputada em Tarumã no dia 30 de maio de 1982. Aquela prova marcava a reabertura do autódromo, após as reformas, principalmente para colocação do novo asfalto, já que o anterior estava totalmente rachado (é possível ver esse detalhe nas fotos de 1981).

Quem transmitia a prova era a TV Bandeirantes. O pole foi Artur Bragantini, com o Leonel Friedrich em segundo, "Chico" em terceiro e Ronaldo Ely em quarto. Quem tentava fazer sua estreia na categoria era o "Bocão", mas em função de diversos problemas ele acabou não competindo. Incrível a "queimada" do José Luis Pimenta, o "Pimentinha", e o legal foi a ingenuidade do narrador, crendo que ele havia saído para mais uma volta de teste...

O vídeo é grande e tive que dividí-lo em quatro partes. As duas primeiras mostram as primeiras voltas e o duelo do "Chico" com o Leonel, até o primeiro conseguir a ultrapassagem e assumir a ponta. Na terceira parte vocês verão aquela história que já contei aqui, quando o "Chico" teve rompido o cabo do acelerador e decidiu acelerar com a mão direto no carburador, até chegar ao box. Com "Chico" fora da disputa, Leonel pegou a ponta para não mais largar. Em segundo terminou o Ronaldo Ely e em terceiro o Victor Maresse. Vejam ao final a volta dos vencedores, naquele Passat "cortado" da Carro do Povo. Ele já apareceu por aqui algumas vezes. Os caracteres da TV chamaram o "Chico" de Francisco Priolli (que imaginação) e o Maresse virou Barrezi. Ao menos o mais difícil (Friedrich) acertaram.

Bom, vale a pena ver os vídeos (estão na sequência aí embaixo) e todos os seus detalhes.









Valeu, "Chico"!

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Há 30 Anos


 




  


Quase que deixei passar em branco o dia de ontem, 17 de outubro.

17 de outubro de 1982 foi um marco na história do automobilismo Sulamericano. E o palco para isso foi Tarumã, recebendo a primeira prova de Fórmula 2 que reuniu brasileiros e argentinos.

Muito já falei sobre essa prova aqui. Mesmo assim, até para a turma não precisar fuçar nos arquivos, recortei e colei algumas passagens já publicadas aqui no blog que dão uma dimensão do que foi aquele dia.

Porto Alegre vivia um clima de Fórmula 1, afinal a expectativa de todos em torno dos estrangeiros e seus carros movidos à gasolina era muito grande. Tanto as equipes quanto o público queriam ver aquele duelo que serviria como ponto de partida para a internacionalização do que, na época, era o campeonato mais veloz do Brasil. A partir daquela prova é que foram definidas as bases do Campeonato Sulamericano de Fórmula 2 de 1983.

É claro que o favoritismo dos argentinos prevaleceu naquela prova. O vencedor foi o "hermano" Miguel Angel Guerra com um Berta-Renault #72, carro com cerca de 180 HP à 9000 rpm.

Os demais argentinos presentes eram Rubem Di Palma (Telas Keutex/Fliter), Guillermo Maldonado (Yomel/Dekalb), Juan Manuel Fangio II, Alberto Scarazzini, Gustavo Sommi e Guillermo Kissling. Di Palma utilizava um Berta-Chrysler e Kissling um Berta-Ford OHC. Todos aqueles motores eram fabricados na Argentina e equipavam carros de rua como o Fiat 125, Renault Alpine e o Ford Taunus. Os preparadores mais famosos eram Miguel Angel Di Guidi, Osvaldo Antelo (especializado em motores Renault), José Miguel Herceg (Ford) e Orestes Berta, especializado em motor VW e que vinha atendendo boa parte dos pilotos brasileiros na venda de equipamentos.

Além desses, os uruguaios Pedro Passadore (Longines/Sucaryl) e Egon Einoder, o paraguaio Danny Candia e os chilenos Sérgio Santander e Giuseppi Galuppo também eram anunciados como concorrentes.

Entre os brasileiros, os destaques eram Leonel Friedrich (Ipiranga/Carro do Povo), que liderava o certame nacional, Ronaldo Ely (Denim) e Francisco Feoli (Semp-Toshiba/Kodak), que o seguiam de perto na classificação. Cezar Pegoraro (Cautol/Mobil/Predilar) e Aroldo Bauermann (Orloff/Farol) também se juntavam ao time gaúcho, destacado para aquela prova histórica. Além dos gaúchos, José Luis Pimenta (Motores Gigante), Adu Celso Santos, Victor Maresse (Banco Safra), Artur Bragantini (Denim) e Pedro Muffato (Açucar Diana) também utilizavam um Muffatão com motor Passat. Já Dárcio dos Santos, Cláudio Gonzales (Filtros Nasa/Kwikasair) e José Carlos Romano corriam com um Heve-Passat, um modelo copiado do Tiga inglês, produzido por Tim Schenken e Ivan Taylor. Por fim Mauro Fauza (Bottons Jeans) e Alvaro Buzaid (Codema) corriam com um superado Polar-VW, com poucas possibilidades de disputar as primeiras posições. Maurizio Sala era mais um piloto anunciado como concorrente, mas acabou não participando.

A vantagem dos pilotos brasileiros, além do conhecimento da pista, eram os pneus e o acerto de suspensões. Mesmo assim, a Argentina saiu vencedora daquele primeiro combate.

Num outro post encontrei uma matéria falando sobre o piloto paulista (e hoje chefe de equipe) Dárcio Dos Santos. Ele contava como aconteceu o primeiro encontro entre brasileiros e argentinos para medir forças no que mais tarde daria início à Fórmula 2 Codasur. Achei interessante e foi a primeira vez que ví a lista de todos os pioneiros pilotos que competiram naquela prova experimental, realizada em Tarumã, em 1982.

Era mais ou menos assim:

"A Fórmula 3 Sul-Americana, nascida em 1987, filha da Fórmula 2 Codasur que realizou seu primeiro campeonato em 1983, está a ponto de completar 21 anos, e serão 25 ininterruptos de automobilismo de monopostos na América do Sul. A história destas duas especialidades, sem dúvidas pioneiras no Mercosul, demonstra o espírito integrador que tem. Apesar das dificuldades encontradas para concretizar o projeto, conseguiram encontrar a força necessária para superar discussões que levaram a rupturas temporárias, e contínuos problemas econômicos que os países do cone sul tiveram neste último quarto de século. Tudo começou quando em 17 de outubro de 1982 foi disputado diante de mais de 30.000 espectadores, no autódromo de Tarumã, localizado na cidade de Viamão, próximo de Porto Alegre, foi realizada uma corrida teste entre a Fórmula 2 Brasileira e sua homônima Argentina. Daqueles que tornaram possível o empreendimento: dirigentes, pilotos e também jornalistas, muito poucos continuam ligados ao melhor do automobilismo de monoposto da América do Sul. Entre os 23 pilotos que tomaram parte desta corrida inaugural haviam 13 brasileiros: (Pedro Mufatto, Francisco Feoli, Dárcio Dos Santos, Ronaldo Ely, Mauro Fauza, Leonel Friedrich, Cézar Pegoraro, Aroldo Bauermann, Álvaro Buzaid, Osvaldo Santos, Artur Bragantini, Victor Marrese e Josué de Mello Pimenta), 7 argentinos (Miguel Angel Guerra que ganhou a corrida com um Berta-Renault, Guillermo Kissling, Juan Fangio II, Alberto Scarazzini, Guillermo Maldonado, Ruben Di Palma e Gustavo Sommi), 2 uruguaios (Pedro Passadore e Egon Einoder) e um chileno (Sérgio Santander). Desta lista somente um continua na Fórmula 3 Sulamericana, nos referimos a Dárcio Dos Santos, que com somente 23 anos correu em Tarumã a bordo de um Heve-Passat. Dárcio foi 16º nos treinos de classificação, onde o mais veloz foi Alberto Scarazzini. Na corrida o paulista terminou na 8ª posição. Hoje, Dárcio Dos Santos, para os amigos "Cabeção" com 48 anos de idade, continua, agora como dono de uma equipe, lutando juntamente com outros brasileiros em busca de manter a melhor categoria de monoposto da América do Sul, e única que consegue catapultar pilotos para Fórmula 1, Champ Car e IRL, sem dúvidas as três mais importantes categorias de monopostos do mundo. Lamentavelmente nos últimos anos apesar dos motores serem fabricados pelo argentino Oreste Berta, o mesmo que no passado provia a categoria com chassis, a mesma ainda não conseguiu se recuperar na Argentina, Brasil, Chile e outros países onde se disputaram corridas, embora sempre revele pilotos e por vezes algumas equipes."

Como também disse o Juan Maria Traverso em seu site, aquela primeira corrida de 1982, organizada por visionários como Miguel De Guidi e Pedro Muffato, germinou uma semente que com o tempo se transformou na Fórmula 3 Sulamericana, verdadeiro celeiro de grandes nomes do automobilismo mundial desde 1987.

Estou preparando um post com informações preciosas sobre como iniciou a ideia do Sulamericano. Aguardem.

Fonte das imagens: arquivo revista Quatro Rodas, revista Corsa - arquivo Francisco Feoli, Mário Estivalét e Família Tróglio.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

F2 Virtual

Já tinham visto isso? Alô "Tio Ítalo" (expert do Rfactor) sabes mais alguma coisa a respeito?
 
Sensacional...