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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Olhar do Lambe Lambe, 1983


Fonte da imagem: arquivo família Tróglio - foto Vilsom Barbosa.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Impressionante

Quando ví o vídeo do acidente do Diumar Bueno no sábado lá em Guaporé, imediatamente lembrei de um semelhante ocorrido com o Tróglio, em 1982. Já contei essa história aqui no blog, em 2008, e aproveito para reproduzir abaixo.

Ainda sobre a Truck, ví o vídeo várias vezes e pensei se seria possível ele ter reduzido na caixa, ou mesmo ter puxado para a direita, se apoiando no guard-rail para tentar reduzir a velocidade. Vários pilotos passam por aqui e creio que possam dizer o que é possível fazer numa situação dessas.

Bom, vamos ver como foi o caso do Maverick.

Conforme falei ontem, Luiz Fernando Tróglio foi o protagonista de um dos mais marcantes acidentes que se tem registro no autódromo de Guaporé, felizmente sem vítima alguma.

Tudo aconteceu durante a terceira etapa do Campeonato Gaúcho de Turismo 5000 , no dia 29 de Maio de 1982. Era a segunda bateria da prova e Luiz Fernando vinha se recuperando de alguns problemas ocorridos com seu carro. As frenagens eram feitas no limite da pista e do equipamento, com isso o tempo de volta era rápido e ele já vinha na quinta posição.



Entretanto ao abrir a terceira volta e na aproximação da curva 1, o piloto pisou com força no pedal do freio e este foi até o fundo, batendo no assoalho do Maverick #13. A velocidade naquele momento era de aproximadamente 200 km/h e ele ainda teve tempo para engatar a terceira marcha "mas parece que o carro andou mais rápido", disse o piloto em entrevista aos jornais da época. O carro acabou batendo violentamente de lado no guard-rail e capotou para fora da pista, caindo cerca de 50 metros no barranco que cerca aquela curva.

Luiz Fernando foi imediatamente socorrido pelo pessoal da segurança e por alguns espectadores que se encontravam próximos ao local do impacto. Felizmente os danos ao piloto foram apenas uma fratura na rótula da perna esquerda. Levado ao hospital de Guaporé, foi operado e por lá ficou alguns dias. A admiração da cidade pelo piloto era tanta que até os horários de visita no hospital eram informados pela rádio local.

Ao ver o carro pela primeira vez após o acidente disse "nasci de novo, graças ao santo-antônio e ao cinto de segurança". Para a prova seguinte em Tarumã, um novo Maverick teve de ser adquirido, pois o do acidente ficou irrecuperável.

Abaixo um registro do que sobrou do Maverick e do socorro ao piloto.
Me disse o Luiz Tróglio Júnior que a causa do acidente foi o esmagamento da tubulação de freio, quando o carro foi erguido pelo macaco, durante a manutenção feita entre as duas provas.

Aproveito para publicar o comentário que o amigo Paulo Rotta fez quando da publicação do post:

"Lembro do acidente como se tivesse ocorrido hoje. Eu e meu pai estávamos em Guaporé assistindo a corrida, na reta. Como residíamos em Encantado-RS, não perdíamos nenhuma corrida. No momento do acidente, lá pela terceira volta, meu pai entrou no carro e nos dirigimos até o barranco da curva um. Chegamos lá junto com o pessoal do socorro, tendo meu pai os auxiliado. Ajudou a carregar o Luiz Fernando de maca. Após, também auxiliou na retirada do Tróglio da ambulância para a entrada no hospital. Lembro que o maior machucado era o joelho. Uma imagem que não foge da memória, ocorreu naquela oportunidade. Como meu pai ficou distraído, auxiliando o pessoal com o Tróglio, aproveitei e escalei o barrando onde estava o carro e fui até o guard rail da curva um. Havia cerca de um metro onde eu poderia ver o resto da corrida. Após este "metro de terra" que circundava o guard rail, havia um barranco de cerca de vinte metros. Mesmo após o acidente, a corrida continuou normalmente. Eu assistia a corrida "de camarote" atrás do guard rail da curva um quando, de repente, um Dodge "derrapou, saiu de lado" e veio em direção a posição onde eu estava. Não exitei: pulei o barranco e me ralei todo. Tinha cerca de dez anos. Meu pai ficou furioso. Não consigo identificar meu pai, Sr. Joarez Rotta, nas fotografias, mas as imagens daquela época ainda estão bem vivas em minha memória. Em tempo: Luiz Fernando era muito querido por todos. Normalmente a nossa torcida era por ele e pela equipe do "Expresso Industrial."

Fonte das imagens: arquivo Família Tróglio.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Volta final

Voltando à retrospectiva dos Irmãos Tróglio, estamos agora em 1983, para a terceira temporada do Campeonato Gaúcho de Turismo 5000.

Mais uma vez os carros impecavelmente preparados pelo Jackson alinhavam em busca do tri-campeonato, já que os de 1981 e 82 haviam ficado com Edison Tróglio. Entretanto encontraram um adversário duro, o José Renato De Léo, com um Maverick preparado pelo baixinho Vilmar Azevedo, que acabaria por conquistar o título daquele ano.

Alguns dos pilotos que participaram do campeonato de 1983 foram:
#02 Esteban Modesto Romanello - Porto Alegre;
#03 Roland Koller - Vinagre Koller - Erechim;
#05 Paulo Schoenardie - Sabiá - Porto Alegre;
#07 José Renato de Léo - De Léo Competições - Porto Alegre;
#08 José Elói Pacheco - Madel - Novo Hamburgo;
#11 Javer Faggion Castro - Equipe Erechim - Erechim;
#12 Guatemi Altair dos Santos -Planauto - Gramado;
#13 Luiz Fernando Tróglio - Expresso Industrial - Esteio;
#14 Edison Tadeu Tróglio - Expresso Industrial - Esteio;
#15 Norbert Luckow Filho - Expresso Industrial - Esteio;
#20 Luiz Carlos Macedo - CTE - Porto Alegre;
#22 Heitor Jorge Elói - Metalúrgica NEF - Campo Bom;
#23 Leocardo Albino Baum - KF/Carinha - Novo Hamburgo;
#24 Cláudio Duarte - Carinha - Novo Hamburgo;
#33 Nerovi Oliveira - Chaveco - Alvorada;
#37 Fernando Bertoja - Gramadense - Gramado;
#47 Arizoli Carvalho Prado - Cosima;
#66 Rodyvan Moller - Gravataí.

Aquele seria o último ano dos Mavericks #13 e #14 nas pistas. Com o aumento dos custos de preparação dos carros, a ausência de retorno publicitário, a falta de patrocínio e a falta de público, os Irmãos Tróglio se desmotivaram e deixaram a categoria no final de 1983. Para o ano seguinte, Luiz Fernando chegou a fazer um teste com um Opala Stock Car em Interlagos, obtendo tempos competitivos. Ele até comprou o carro, que era do Fausto Nabur, mas o projeto não evoluiu. Edison também pretendia ingressar na Stock Car, alegando que era mais barato correr em São Paulo do que no Sul. Acabou comprando uma fazenda em Goiás e desde então mora lá.

Os Irmãos Tróglio marcaram época no automobilismo gaúcho. Foram os maiores incentivadores da categoria dos "Muscle Cars" que durou apenas quatro anos, mas que ainda hoje, 24 anos depois, é lembrada por muitos pelo ronco dos V8 rasgando as retas de Tarumã e Guaporé.

Por outro lado, 1983 marcaria a estréia da segunda geração dos Tróglio nas pistas. Júnior, filho do Luiz Fernando estreava no kart, mas isso é assunto para outro post.

Mais uma vez o meu muito obrigado ao Júnior que gentilmente emprestou todo esse material que acabou permitindo a todos relembrar desses grandes pilotos e desses grandes momentos do nosso automobilismo.

Valeu, Júnior!

Fonte das imagens: arquivo Família Tróglio.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Campeonato Brasileiro de T 5000 (?)

Não, isso não chegou a acontecer, mas há um episódio, que eu sinceramente desconhecia, de uma prova do Campeonato Gaúcho de Turismo 5000 que contou com a participação de vários pilotos de São Paulo. Isso aconteceu no dia 17 de Outubro de 1982, na mesma programação da primeira prova de Fórmula 2 em que brasileiros e argentinos se enfrentaram. Esse fato foi motivado por aqueles que eram também os principais entusiastas da categoria dos Dodges e Mavericks, os Irmãos Tróglio.

Os Tróglio ofereceram transporte gratuito, nos caminhões da Expresso Industrial, para cerca de dez pilotos paulistas e seus carros e conseguiram que o Automóvel Clube do Rio Grande do Sul os isentasse das taxas de inscrição. Haveria na mesma data em Interlagos, uma etapa do Campeonato Paulista da categoria, mas o vice-presidente da CBA, Ronaldo Bittencourt conseguiu convencer os dirigentes paulistas a adiarem a competição para permitir a participação dos pilotos em Tarumã.

Apesar dos esforços, apenas quatro carros vieram para a prova. Os inscritos foram os seguintes:
#7 José Renato de Léo - De Léo - Porto Alegre;
#10 Luiz Guizoni - Expresso Industrial/Petrosul - São Paulo;
#11 José Ricardo Simões - Volk 1200 - Gramado;
#12 Guatemi dos Santos - Volk 1200 - Gramado;
#13 Luiz Fernando Tróglio - Expresso Industrial - Esteio;
#14 Edison Tróglio - Expresso Industrial - Esteio;
#15 Norbert Luckow Filho - Expresso Industrial - Esteio;
#18 Bruno Picollo - Brasmonta Conte - Porto Alegre;
#20 Luiz Fernando Macedo - Componentes Telefônicos Elétricos - Porto Alegre;
#22 Heitor Jorge Elói - Metalúrgica NEF - Campo Bom;
#23 Leocardo Albino Baum - Eletro Comercial KF - Novo Hamburgo;
#24 Cláudio Duarte - Carinha - Novo Hamburgo;
#33 Nerovi Oliveira - Chaveco - Alvorada;
#36 Sérgio Bernardo - Soso Escapamentos - São Paulo;
#58 Sérgio Di Genova - Esso/Expresso Industrial - São Paulo;
#86 Alberto Takashira - Rei das Pulseiras - São Paulo;
#98 Wilson Garcia da Silva - Hennemann/Stella - São Leopoldo.

Na tomada de tempos, a pole position ficou a favor de Edison Tróglio com o tempo de 1min24s240. Cláudio Duarte foi o segundo com 1min24s840. Luiz Fernando Tróglio com 1min24s980 e Alberto Takashira com 1min25s130 completaram os quatro primeiros no grid.
Ao final das duas baterias de 12 voltas cada, o vencedor foi Luiz Fernando Tróglio, com Cláudio Duarte em segundo, Edison Tróglio em terceiro, Heitor Jorge Elói em quarto e Sérgio Bernardo fechando os cinco primeiros.
Abaixo algumas imagens que registraram aquele momento.


Na sequência: o grid de largada onde é possível ver o carro #86 de Takashira ao lado do #13 de Luiz Fernando Tróglio. Depois uma do #36 (garimpada na web)e do #10 conhecendo todos os espaços do autódromo gaúcho. Por fim, uma do pódium tendo ao centro Luiz Caetano Antinolfi, segurando a garrafa de champanha.

Fonte das imagens: arquivo Família Tróglio.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Bateu asas e voou

Conforme falei ontem, Luiz Fernando Tróglio foi o protagonista de um dos mais marcantes acidentes que se tem registro no autódromo de Guaporé, felizmente sem vítima alguma.

Tudo aconteceu durante a terceira etapa do Campeonato Gaúcho de Turismo 5000 , no dia 29 de Maio de 1982. Era a segunda bateria da prova e Luiz Fernando vinha se recuperando de alguns problemas ocorridos com seu carro. As frenagens eram feitas no limite da pista e do equipamento, com isso o tempo de volta era rápido e ele já vinha na quinta posição.

Entretanto ao abrir a terceira volta e na aproximação da curva 1, o piloto pisou com força no pedal do freio e este foi até o fundo, batendo no assoalho do Maverick #13. A velocidade naquele momento era de aproximadamente 200 km/h e ele ainda teve tempo para engatar a terceira marcha "mas parece que o carro andou mais rápido", disse o piloto em entrevista aos jornais da época. O carro acabou batendo violentamente de lado no guard-rail e capotou para fora da pista, caindo cerca de 50 metros no barranco que cerca aquela curva.

Luiz Fernando foi imediatamente socorrido pelo pessoal da segurança e por alguns espectadores que se encontravam próximos ao local do impacto. Felizmente os danos ao piloto foram apenas uma fratura na rótula da perna esquerda. Levado ao hospital de Guaporé, foi operado e por lá ficou alguns dias. A admiração da cidade pelo piloto era tanta que até os horários de visita no hospital eram informados pela rádio local.

Ao ver o carro pela primeira vez após o acidente disse "nasci de novo, graças ao santo-antônio e ao cinto de segurança". Para a prova seguinte em Tarumã, um novo Maverick teve de ser adquirido, pois o do acidente ficou irrecuperável.

Abaixo um registro do que sobrou do Maverick e do socorro ao piloto.

Me disse o Luiz Tróglio Júnior que a causa do acidente foi o esmagamento da tubulação de freio, quando o carro foi erguido pelo macaco, durante a manutenção feita entre as duas provas.

Fonte das imagens: arquivo Família Tróglio.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

"Dupla da pesada"



1982 foi mais um ano de glória para a Equipe Expresso Industrial. Após a conquista do título de 81 por Edison Tróglio, a equipe de Esteio não poupou esforços para obter os melhores resultados possíveis. Os carros, muito bem preparados pelo Jackson, recebiam algumas dicas até do mago argentino Orestes Berta, conforme pode ser visto nessa imagem abaixo em que eles conversam no motorhome do piloto Darci Benini. Da esquerda para a direita estão Luiz Tróglio Júnior (de boné azul), Jackson, Jan Balder, Benini, Edison e Berta.

Novos pilotos chegavam para duelar com a "dupla da pesada" como eram conhecidos os irmãos Edison e Luiz Fernando. A Equipe Carinha de Campo Bom, coordenada pelo próprio mecânico e pelo Sérgio Fleck, alinhava três competitivos carros pilotados por Heitor Jorge Elói, Leocardo Albino Baum e Cláudio Duarte. Outro piloto que começava a se destacar na categoria era José Renato De Léo, que naquele ano corria com um belo Maverick vermelho. Mesmo assim, Edison Tróglio chegou ao bi-campeonato, tendo Luiz Fernando como vice.

Os pilotos que participaram daquela temporada foram os seguintes:
#5 Paulo Schoenardie - Sabiá - Porto Alegre;
#7 José Renato de Léo - De Léo Competições - Porto Alegre;
#8 Ricardo Ernesto Flores - Estofados Spode/Fundiferro/Expresso Industrial - Passo Fundo;
#10 Gilberto Calassara - Expresso Industrial - Esteio;
#11 José Ricardo Simões - Comercial Wender - Canela;
#12 Guatemi Altair dos Santos - Gramado;
#13 Luiz Fernando Tróglio - Expresso Industrial - Esteio;
#14 Edison Tadeu Tróglio - Expresso Industrial - Esteio;
#15 Norbert Luckow Filho - Expresso Industrial - Esteio;
#18 Nei Luiz Biehl - Porto Alegre;
#20 Luiz Carlos Macedo - Componentes Telefônicos Elétricos - Porto Alegre;
#22 Heitor Jorge Elói - Metalúrgica NEF - Campo Bom;
#23 Leocardo Albino Baum - Eletro Comercial KF/Carinha - Novo Hamburgo;
#24 Cláudio Duarte - Carinha - Novo Hamburgo;
#33 Nerovi Oliveira - Chaveco/Aki Peças - Alvorada;
#35 Mário Jone de Oliveira - Chaveco - Porto Alegre;
#88 Vilmar da Silveira - Cosima;
#91 João Antônio Simão - Santo André - Porto Alegre;
#98 Wilson Garcia da Silva - Hennemann/Peçascar - São Leopoldo.

Abaixo uma série de boas imagens e lembranças.
Pode-se ver a dupla em presença constante no pódium. Em algumas imagens é possível ver também o Luiz Caetano Antinolfi, que atuava como diretor das provas. O entusiasmo dele era tanto que além de dar a bandeira quadriculada, levava os pilotos para a volta da vitória (no Passat da Carro do Povo - imagem rara), entregava os troféus e até fazia questão de sair nas fotos. Vou mostrar algumas em breve. Na última imagem de hoje estão, da esquerda para a direita, o Norbert Luckow, Luiz Fernando, Edison, Leocardo Baum, De Léo e Euclides Tróglio, pai dos "guris".

1982 ficou marcado na memória de muitos por causa do violento acidente - mas sem grandes danos ao piloto - sofrido por Luiz Fernando Tróglio em Guaporé. Esse será o assunto de amanhã. Fiquem ligados. No último Domingo descobri que um grande amigo e piloto, frequentador do Blog, foi um dos que ajudou a socorrer o Luiz Fernando. Acho que amanhã ele vai contar os detalhes de como tudo aconteceu.

Fonte das imagens: revista Pódium Graphic, arquivo Família Tróglio.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Quando a Estreantes virou Turismo 5000

Como já lembrei aqui, as provas de Estreantes no início dos anos 80 eram bastante disputadas e divididas em classes. Na B-1 corriam os Opalas e na B-2 os Dodges e Mavericks e com o aumento do número de participantes esses campeonatos se tornariam independentes e se denominariam Stock Cars e Turismo 5000, respectivamente. A primeira prova da Turismo 5000 foi no dia 19 de Julho de 1981.

Abaixo uma sequência de imagens, sendo que as quatro primeiras são da Estreantes (notem um Opala e um Fusca correndo em meio aos Mavericks. O Fusca era do Eli Muller e o Opala do Nestor Barzenski) e as demais já das provas da Turismo 5000.

Vejam alguns dos nomes (além dos irmãos Tróglio) que competiram na categoria em 81:
Heitor Jorge Elói
Leocardo Albino Baum
Edamir Graudino Peres
Nerovi Oliveira ("Chaveco")
Paulo Schoenardie ("Sabiá")
Gilmor Vizzotto
Mário Jone Oliveira
José Carlos Fettermann
Henrique Bertolucci
Wilson Garcia da Silva
Pedro Grendene Bartelle

Ao final da última prova, Luiz Fernando Tróglio e Heitor Jorge Elói seriam declarados campeão e vice, mas devido a um protesto, ambos os carros foram desclassificados e a pontuação final ficou assim:
Edison Tróglio - 101 pontos;
Henrique Bertolucci - 80;
Luiz Fernando Tróglio - 80;
Heitor Jorge Elói - 79;
Leocardo Baum - 64.

Fonte das imagens: arquivo Família Tróglio.

sábado, 19 de julho de 2008

Os Irmãos Tróglio

Mais uma vez o Paulo Schutz e o Paulo Trevisan demonstraram seus conhecimentos a respeito da história do automobilismo e acertaram na mosca a resposta do último Desafio. Edson Tróglio, voando com o seu DKW que levava o número do time de futebol da sua cidade, o Grêmio Esportivo e Recreativo 14 de Julho, mais conhecido como "Ferrinho", que chegou a ter Mané Garrincha num amistoso em 1968. O nome do time era a fusão de dois antigos clubes da cidade de Passo Fundo, o GER e o 14 de Julho.

Há alguns dias tive o prazer de encontrar o Luiz Fernando Tróglio Júnior, que me mostrou boa parte do acervo que a família guarda do tempo das corridas. Seu pai e seu tio, assim como ele próprio, foram pilotos com grandes conquistas e graças a gentileza deles, poderemos, a partir de hoje, contar um pouco dessa história aqui no Blog.

Como falei, a imagem que publiquei na semana passada é de 1968, durante a prova 3 Horas de Erechim, da qual Edison foi o vencedor na categoria até 1600 cc, mas os irmãos Tróglio já haviam iniciado no automobilismo dois anos antes. Também tenho o registro da vitória do Luiz Fernando na prova 6 Horas de Passo Fundo em 1967, na categoria até 1600 cc. Vejam abaixo.

Após a fase dos DKWs e das corridas no interior do estado, eles voltariam a correr apenas no ano de 1981 na categoria Estrantes e Novatos, reestreando em grande estilo. Esse retorno dos irmãos Tróglio causou muita agitação nos meios automobilísticos, pois eles tinham adquirido nada menos do que dois dos melhores exemplares de carros de turismo daquela época. O #13 fora comprado da Equipe Greco onde era pilotado por Bob Sharp, Paulo Gomes e outros grandes pilotos, e o #14 era o "Haras Hollywood", o Maverick Berta que fora pilotado por José Renato Catapani e Luis Pereira Bueno, acreditam? Vejam os dois lado-a-lado na primeira fila dos 500 km de Interlagos de 1974 e as imagens abaixo e tirem suas dúvidas.

É claro que ambos tiveram de ser adequados ao regulamento do campeonato local. Pode-se perceber alguns detalhes como no #14, a espera para a asa traseira que equipava o carro da Hollywood, bem como os pára-lamas traseiros bastante alargados e no #13, no detalhe do escapamento lateral, tendo o seu início coberto talvez por uma chapa metálica, na cor do carro.

O Paulo Trevisan já havia me contado isso, mas agora é possível verificar os detalhes com mais atenção. Apreciem as imagens. Em seguida continuarei a ilustrar a passagem dessas lendas do automobilismo gaúcho aqui no Blog.
Fonte das imagens: arquivo Família Tróglio, Enciclopédia do Automóvel, Flávio Gomes e livro Interlagos.