Mostrando postagens com marcador Copa Itali de Turismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Copa Itali de Turismo. Mostrar todas as postagens

sábado, 10 de agosto de 2013

Chevette "Nascar"

A turma foi rápida no gatilho e matou a charada do último Desafio de primeira. Na "boléia" do Chevette estava o Luiz Ernani Mello, piloto que já passou por aqui, dividindo conosco alguns de seus registros. Ao lado dele, nos preparativos para mais uma prova do Campeonato Regional de Turismo de 1986, em Tarumã, seu companheiro de equipe em algumas provas daquele ano, Giolvani Fagundes, piloto da cidade de Tapes. 

O Chevette azul #60 era inconfundível, pois seu número grande, fazia lembrar dos carros da Nascar. O responsável pela preparação era o Derli Stefani, ou simplesmente "Diko", que também já apareceu por aqui inúmeras vezes. 

Ainda na imagem, é possível ver alguns outros carros alinhados no grid, como o Passat #6 da dupla Waldir Buneder e Anor Friedrich (este de macacão atrás do carro), logo atrás o Uno #11 da dupla João Campos e Luiz Carlos Ribas e o teto do Escort #17 da dupla Ricardo Trein e Cesar Ramos.

Dando uma bisbilhotada nos arquivos, encontrei mais algumas que me foram enviadas pelo "Ratão", mostrando Chevettes com preparação feita pelo próprio "Diko". Na primeira aparece o #14, que creio pode ter sido do Ronaldo Nique no ano de 1980. Mais abaixo as duas versões do famoso #60, ambas em 1986. A primeira do Hatch vermelho, com o qual Luiz Ernani Mello correu com o Paulo Jacometti e a segunda já citada no início deste post. Por último o Chevette #17 do Rogério Cauduro Dias, em 1984, quando disputava a Copa Itali. Não estou certo se esse carro era feito pelo "Diko". Achava que fosse pelo Sérgio Artioli da Fonseca, o "Manivela". Se alguém souber, confirme aqui.





Fonte das imagens: arquivo Carlos Eugênio.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

O primeiro de muitos

Em 1980, Antônio Fornari continuou competindo na categoria dos Fiats. Naquele ano iniciava uma parceria com o preparador Ivan Hoerlle e os resultados daquele ano eram um indício do que viria pela frente. No Brasileiro, classificou-se entre os dez melhores e no Gaúcho travou grandes disputas com Aroldo Bauermann. O campeonato tinha seis etapas. Aroldo chegou na última com apenas um ponto de vantagem sobre Fornari e saiu de lá com um de desvantagem, dando a Fornari o seu primeiro título da carreira, após alguns vices nos anos 70 (1974 - Dodge 1800 - e 75 - Maverick, na Divisão 1). O título foi muito disputado, tanto é que Fornari obteve apenas uma vitória no campeonato, em uma prova em Guaporé. Abaixo uma imagem do piloto e do carro campeão.


No ano seguinte, Fornari encarou o desafio de manter o título no Gaúcho, mas encontrou pela frente a forte Jardim Itália, que arrebatou os dois primeiros lugares, restando a ele o terceiro lugar. Fornari ainda participou do Fluminense, onde chegou na última etapa como líder e o favorito ao título, mas uma rodada em Jacarepaguá o fez ficar com o vice. No Brasileiro foi o nono colocado. Abaixo, várias imagens daquele ano.

O campeonato Gaúcho de Fiat 147 de 1982 foi disputadíssimo e Fornari travou duelos inesquecíveis com Renato Conill e Paulo Hoerlle (campeão e vice). Abaixo algumas imagens daquele ano.


1983 marcaria o início de uma dupla das mais vitoriosas da história do automobilismo gaúcho. Antônio Fornari se uniria a Paulo Hoerlle, irmão do seu preparador Ivan, e juntos entraram no primeiro Brasileiro de Marcas e Pilotos com um Fiat 147. A parceria mostrava sinais de que tinha sido acertada e logo na terceira etapa daquele campeonato, as 12 Horas de Goiânia, a vitória chegou, derrotando mais de 40 adversários. A dupla ainda contou com a presença do piloto Carlos Alberto Petry na pilotagem do Fiat #99. Fornari ainda hoje diz que essa foi uma das maiores vitórias de sua carreira. Abaixo um registro da prova de Tarumã daquele campeonato e também outro, de uma prova de kart, que Fornari participou naquele ano.


Para 1984 o Fiat 147 fora substituído pelo Oggi e a dupla continuou participando do campeonato nacional, obtendo alguns bons resultados, entre os quase 60 carros que participavam da competição. Em paralelo, Paulo Hoerlle competia na Copa Itali de Turismo (Gaúcho de Marcas) e para auxiliá-lo na conquista do título, Fornari inscreveu o Oggi #199 na última etapa do campeonato, conforme pode ser visto na terceira imagem abaixo.

Em 1985 viria o primeiro título da dupla, no Campeonato Regional de Turismo, com o mesmo Oggi com o qual eles competiram no Brasileiro de Marcas do ano anterior.


No ano seguinte o Fiat Uno aposentou o Oggi e o bi-campeonato escapou por pouco. Waldir Buneder conquistou o título com a dupla Fornari/Hoerlle ficando em segundo.


O regulamento de 1987 não dava muitas chances às equipes que competiam com Fiat Uno e após algumas provas, tendo inclusive obtido a pole position da primeira etapa, o carro foi substituído pelo Escort, com o qual eles permaneceram até o início dos anos 90.


Na prova de abertura do Regional de Turismo de 1988 a dupla conquistou mais uma vitória e manteve-se entre os primeiros colocados na classificação ao longo de todo o campeonato. Na imagem abaixo uma disputa de Fornari com o irmão, "Neco", que levava o #35, tradicional da família, em outro Escort.


Além de continuar competindo no Regional de Turismo de 1989 com Paulo Hoerlle, Antônio Fornari teve a oportunidade de guiar o segundo carro da Equipe Rinaldi Racing, chefiada pelo inesquecível Dino Di Leone, pilotando um Voyage ao lado de Amadeo Moeller. Fornari inclusive conquistou uma vitória na etapa de Cascavel.


Como podem ver, a história de Antônio Miguel Fornari é longa e vitoriosa. A década de 90 traria outros tantos títulos a este grande piloto.

Fonte das imagens: arquivo Antônio Fornari, jornal Zero Hora, arquivo Ricardo Trein e revista Auto Esporte.

sábado, 27 de setembro de 2008

O Pequeno Polegar

Entre as atividades aqui do Blog, a que eu acho mais legal - e a que dá mais trabalho - é a retrospectiva da trajetória de um piloto. Normalmente ela inicia com o Desafio, uma semana antes. Seria como o aperitivo. O prato principal vem sempre na semana seguinte. As vezes vem bem recheado, outras com o suficiente para não deixar ninguém com fome. Para prepará-lo é preciso tempo, dedicação e paciência. As vezes o resultado final é bom, outras nem tanto, mas ao poucos a gente vai "pegando a mão" do negócio.

Por essas e outras, pela falta de tempo, dedicação e paciência, é que estou longe de poder prestar - no curto prazo - uma homenagem a todos os nossos grandes pilotos. Já consegui escrever sobre vários, mas felizmente, temos muitos "volantes", do mais alto gabarito, que ainda vão passar por aqui.

Um deles, estava na minha pauta há tempos, e hoje poderei contar um pouco sobre a trajetória dele nas pistas. Falo de João Clênio de Campos, piloto da cidade de Farroupilha, detentor de vários títulos no automobilismo gaúcho e brasileiro. A imagem do Opala #11, publicada na última semana era realmente de 1981, ano de estréia dele nas pistas, no Campeonato Gaúcho de Stock Cars, do qual saiu vencedor, após grandes duelos com Darci Benini, Antônio Jorge Schilling, Hélio Figueiredo Neves, David Friedrich, Sílvio Bezerra Neto, Henrique João Damo, Paulo Bertuol, Jorge Litwinczuk, entre outros.
Entretanto, fiquei sabendo pelo mestre Renato Pastro que em 1979 o Joãozinho havia participado de algumas provas de Rallye com o Clédio de Campos (provavelmente da família) com um Fiat 147 da Equipe Piemonte de Caxias do Sul. Essa seria então a estréia dele em competições.

Em 1982, a categoria dos Opalas não foi disputada, assim, o piloto passou a competir na Copa Fiat 147, com o Fiat #22. Pelo que consta ele obteve a terceira colocação ao final daquele campeonato. Mesma colocação foi obtida no ano seguinte, no último ano da categoria dos 147.

Em 1984, João Campos, também conhecido como "Pequeno Polegar", por sua estatura, passou a disputar a Copa Itali de Turismo ainda com um 147. Para o ano seguinte, estréia do saudoso Campeonato Regional de Turismo, o piloto faria dupla com Evaldo Quadrado a bordo de um Fiat Uno. No ano seguinte, guiando o mesmo carro, mas fazendo dupla com outros pilotos (Luiz Carlos Ribas foi o primeiro), foi o vice-campeão.

A partir de 1987 passou a guiar um Escort neste mesmo campeonato. Fazendo dupla com Ronaldo Ely foi o terceiro colocado naquele ano. Para 88, João faria dupla com Ely e depois com outro "bota", Egon Herzfeldt. Não estou certo se ele foi o vice-campeão ou o terceiro colocado. Ainda em 88 conquistou uma de suas maiores vitórias, nas 12 Horas de Tarumã, dividindo a pilotagem com Egon e Walter Soldan.

Embalados pelos bons resultados de 88, a dupla João Campos/Egon Herzfeldt foi com tudo para o Regional de Turismo de 89, não dando chance para os adversários e faturando o título daquele ano.

Com a conquista do título, João decidiu que era a hora de tentar um vôo mais alto, participando de um campeonato nacional. Vou contar mais sobre isso em breve. Vem muito mais vitórias por aí.

Abaixo algumas imagens do piloto entre 1981 e 89.

Na sequência: em 81 nos Opalas, seguido pelo Antônio Schilling, depois em 82, no Fiat claro, logo atrás de Renato Conill. Mais abaixo em 84, na Copa Itali, no Fiat escuro na direita. Depois todas são do Regional de Turismo, de 86 a 89.

Fonte das imagens: arquivo Ricardo Trein, jornal Esporte Motor, arquivo pessoal e arquivo Família Tróglio.

sábado, 13 de setembro de 2008

Hoje no Bate Roda

Os convidados do programa de hoje, que vai ao ar às 13:00 na Band AM 640 são os pilotos Paulo Hoerlle e Vitor Hugo Ribeiro de Castro.

O "Paulinho" já apareceu inúmeras vezes por aqui. O Vitor também, mas ainda não tive a oportunidade de fazer uma retrospectiva da carreira dele. Os dois já foram companheiros de equipe, no tempo do Fiat 147, fizeram dupla em algumas categorias e também venceram juntos uma 12 Horas de Tarumã.

Assim que possível volto a falar do Vitor Castro aqui. Enquanto isso, fiquem com algumas imagens dos dois.




A primeira é de 1983, quando eles correram pela equipe Melitta/Caninha 7 Campos no Gaúcho de Fiat 147. Depois em 1984, na Copa Itali de Turismo com Vitor no Voyage e Hoerlle no Fiat 147 logo atrás. Encerro com uma de 1990 quando fizeram dupla no Gaúcho de Marcas.

Fonte das imagens: arquivo Paulo Trevisan, jornal Esporte Motor.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Copa Itali de Turismo

Comentei num post anterior que o Regional de Turismo tinha nascido da Copa Itali de Turismo. Itali, uma industria de plásticos de Novo Hamburgo era a patrocinadora do evento. Me lembro vagamente de ter assistido alguma prova. Acho que durou só o campeonato de 1984, pois em 1985 iniciou-se o já falado Regional de Turismo.

Antes de 1984 havia o campeonato de Estreantes e Novatos. Muita gente boa, que ainda hoje acelera forte nas pistas, começou nesse campeonato. Me lembro também dos campeonatos gaúchos monomarcas, como a Copa Chevette, o Torneio Passat, que já falei aqui e a Copa Fiat 147. A Ford apostava sua verba de patrocínio na Formula Ford e chegou a ter um Torneio Corcel, mas somente a nível nacional.

Dessa forma, após o encerramento dos campeonatos monomarcas, sobraram nas oficinas muitos carros, e aproveitando o sucesso do Brasileiro de Marcas que fora criado em 1983 - inclusive o regulamento, reuniram-se oficialmente carros de três marcas sob uma certa igualdade começando assim a Copa Itali de Turismo.

Não me lembro quem foi o campeão, provavelmente o Paulo Hoerlle, a confirmar. Abaixo algumas fotos. Uma foto da largada para começar. Aqui vale chutar. Vamos lá: Paulo Hoerlle, Luis Carlos Ribas, Eduardo Fagundes, Carlinhos Andrade, Rogério Cauduro Dias, Antonio Sartori, Radamir Gracioli e o resto...



Voyage do Antonio Sartori, preparado pelo Gessy.



Carlinhos Andrade e o Chevette #5, numero que o acompanha até hoje no MC Tubarão.


Paulo Hoerlle, mestre na preparação e condução de um Fiat.