domingo, 27 de maio de 2012

Desafio da Semana

Quem, onde, quando? Tem muita gente conhecida aí.


Mãos à obra!

sábado, 26 de maio de 2012

O Nome do Kartismo Gaúcho

O último Desafio foi fácil. Se o assunto é kart e o número é 35, imediatamente lembramos da família Fornari e daquele que nessa modalidade mais se destacou, Carlos Alberto, ou simplesmente "Neco".

Envolvido com as corridas desde pequeno, já que seu pai Breno e seu irmão Antônio Miguel eram assíduos participantes das competições, "Neco" seguiu os passos da família e soube, com muito talento, levar o #35 ao alto do pódio por inúmeras vezes.

"Neco" competiu no kart numa época em que boa parte dos melhores pilotos em atividade no Rio Grande do Sul se alternavam entre os autódromos e os kartódromos, como nos campeonatos Gaúcho e Citadino de 1981. Se havia alguma dúvida em relação ao talento do piloto, esta se desfez em uma prova no ano seguinte, em Tarumã, quando da realização da prova do Panamericano de Kart. "Neco" disputou o título palmo a palmo com Ayrton Senna, que na época já trilhava seu caminho para a Fórmula 1, correndo na Europa. Quem assistiu aquela prova, lembra que "Neco" não venceu por mínimos detalhes, mas o segundo lugar teve sabor de vitória.

Ainda em 1982, dividiu o volante do Fiat 147 do irmão "Neni" na vitória da categoria na prova 6 Horas de Guaporé.

Além de piloto, começou a destacar-se, ainda nos anos 80, como preparador e formador de novos pilotos, com sua equipe, a Kartsul. Em paralelo competia no kart, na Fórmula Ford e em categorias de turismo como o Campeonato Regional de Turismo. Nesta última, foi um dos pilotos mais rápidos, responsável por inúmeras pole positions entre os anos de 1988 e 89.

Em 1993 teve a oportunidade de competir novamente ao lado do irmão no Campeonato Gaúcho de Marcas, com um Escort, sempre levando o tradicional #35 consigo.

De lá para cá foram inúmeras participações como piloto, especialmente em provas longas, como 12 Horas de Tarumã, e muitas vitórias de seus pilotos representando a Kartsul.

Desde 2010 é o Diretor de Kart da Federação Gaúcha de Automobilismo, dando vida à modalidade que o projetou como grande profissional. Mesmo não atuando regularmente na pilotagem, creio que se alguém perguntar qual é hoje o maior nome da kartismo aqui no estado, ninguém terá dificuldades em responder: "Neco" Fornari.

Abaixo alguns registros da carreira de "Neco" nas competições.











Fonte das imagens: arquivo Antônio Miguel Fornari, Giancarlo Gasparotto, Mário Guglielmi, jornal Esporte Motor, Zero Hora e arquivo pessoal.

GP de Mônaco

Domingo tem GP de Mônaco. Há um ano eu tive a sorte de assistir à prova in loco, sentado debaixo de uma árvore, comendo sanduíches, naquele que foi o melhor piquenique da minha vida. Para lembrar de tudo, vou ler os relatos da aventura e preparar mais uns sandubas para o domingão, desta vez acompanhado por mais um fã da velocidade que chegou há poucos dias e que tem deixado o amigo aqui meio doido de tanta alegria por este sonho realizado.



Acho que agora vocês entendem por que o blog anda em marcha lenta.

domingo, 20 de maio de 2012

Desafio da Semana

Mais uma barbada para a turma relembrar. Certamente saberão quem é essa fera.


Mãos à obra!

sábado, 19 de maio de 2012

Sérgio Pegoraro

Antônio Pegoraro, piloto e principal responsável pela construção do Autódromo de Tarumã, quando competia, isso lá na década de 50 e 60, levava em seus carros o número 17. Ao menos é com este que ele ainda hoje é lembrado.

E foi este número que seu filho, Sérgio Pegoraro, escolheu para estampar seu carro no ano de 1981, quando disputou e venceu o Torneio Carro do Povo de Passat.

Sérgio era a resposta do último Desafio, que a turma não teve maiores dificuldades para identificar. Por inúmeras vezes ele foi citado por aqui, mas faltava um post dedicado a este grande piloto.

 A influência do pai foi determinante para que os filhos seguissem seus passos no automobilismo, e assim, Sérgio, juntamente com o irmão Cezar, deu início à sua carreira no kart, tão logo o Kartódromo de Tarumã fora inaugurado, em 1966. Naquele ano ele foi Campeão e Vice (para o "Bocão", é claro, lembra ele), pois naquela época era comum participar de mais de uma categoria.

Sua estreia nos carros foi em 1969, em Curitiba. No ano seguinte cursou a escola de pilotagem do Pedro Victor De Lamare. Neste mesmo ano competiu com um VW 1600 e participou da prova inaugural do Autódromo de Tarumã.

Em 1971 fez parte da Equipe Renner na Fórmula Ford, que tinha os três Pegoraro no time. Depois disso acabou deixando as pistas de lado para cuidar da família e dos negócios, pois como ele mesmo cita, na época ninguém ganhava grana neste esporte.

Mas a velocidade acabou falando mais alto e ele retornou às competições em 1979, na Divisão 1 - Passat, com um carro preparado pelo Henrique Iwers. No ano seguinte montou uma equipe com o campeão da temporada passada, Raffaele Rosito. Para 1981, montou um forte time com Paulo Hoerlle, com a preparação do Ivan e patrocínio da Cautol e Ipiranga. Os grandes adversários da temporada foram o seu irmão Cezar e seu companheiro Anor Friedrich, que competiam pela equipe Carro do Povo. Ao chegarem na última prova do campeonato, em Tarumã, apenas Sérgio e Cezar lutavam pelo título. O final foi dramático, já que na segunda bateria os irmãos que brigavam pela ponta tiveram problemas. Primeiro "Bocão" teve um pneu furado e quando Sérgio, a apenas duas voltas do fim, já comemorava, viu seu carro quebrar. Pensando que tudo estava perdido, descobriu que com a soma dos tempos havia se tornado Campeão com o irmão sendo o Vice.

Com o fim do Torneio Carro do Povo, os Passats foram parar na categoria Hot Car, categoria que viu os irmãos Pegoraro correndo pela mesma equipe novamente. A equipe Cautol, Predilar, Mobil Super tinha a preparação de Clóvis de Moraes e os belos Passats #37 e #38. A temporada foi, a exemplo do ano anterior, amplamente dominada pelos dois e definida nos detalhes, a favor de "Bocão".

Depois de mais uma parada, Sérgio acabou participando, a convite de Renato Conill, de algumas provas, entre 1985 e 86, no Brasileiro de Marcas e no Campeonato Regional de Turismo. Neste último, pilotando um Uno, venceu a prova 500 km de Guaporé, debaixo de chuva. Essa foi sua última prova.

De lá para cá, como ele mesmo disse, muitas "quase" voltas e muita TV. Rsrsrsrsrs

Abaixo, uma série de imagens, mostrando Sérgio desde o kart, passando pela Fórmula Ford, Torneio Passat, Hot Car e Brasileiro de Marcas. Por fim, um registro deste de que vos escreve com Sérgio, "Bocão", Leonel Friedrich e Luiz Fernando Cruz, feito no aniversário de 40 anos do Tarumã, em 2010.

Agradeço ao Sérgio pelas informações e pela atenção.









Fonte das imagens: arquivos Cezar Pegoraro, Délcio Dornelles, Renato Pastro, revista Auto Esporte, revista Pódium Graphic e aquivo pessoal.

sábado, 12 de maio de 2012

O sucesso da Super Vê

Acertou quem identificou o José Renato "Tite" Catapani e seu Avallone #94 na prova de Tarumã da Super Vê de 1975. "Tite", representante da forte equipe Hollywood, acabou sendo coadjuvante na vitória de outro José, o Chateubriand (#6), que dominou amplamente a prova, fazendo a pole position e vencendo as duas baterias. Só foi ultrapassado uma única vez, por aquele que marcou a melhor volta da prova com 1min10s68: Nelson Piquet (#12), que na época corria com o sobrenome Piket.

Dos pouco mais de 15 carros da prova de novembro de 74, naquela que era a temporada de estreia, a Super Vê alinhava em Tarumã, no dia 6 de julho de 1975, nada menos do que 31 carros. Entre eles, dois gaúchos: "Janjão" Freire (#47), que se envolveu em um acidente logo no início da prova e Raffaele Rosito, que no somatório das duas baterias concluiu na 8ª posição.






Fonte das imagens: arquivos Ronald Rezny e Antônio Freire.

domingo, 6 de maio de 2012

Desafio da Semana

Já que ontem falamos sobre Fórmula Super Vê, será que vocês identificam o ano, o carro e o piloto? Ah, é claro: é Tarumã, curva 1.

Mãos à obra!

sábado, 5 de maio de 2012

O início da Super Vê

O último Desafio foi cortesia do próprio personagem que ilustrava aquela imagem. O local era fácil. O guard rail da Pepsi não deixava dúvidas. Por sinal, acho que Tarumã era o único autódromo que tinha uma identificação fácil, em razão dos patrocínios da Pepsi e da Ipiranga, que coloriam as "latas" por quase todos os 3.016 m do traçado.

Bom, o piloto em questão era o paulista Ricardo Mansur. Seu carro era um Magnum-Kaimann, com o qual competia na Fórmula Super Vê em 1974. Aquela era a primeira temporada da categoria, que foi disputada em seis etapas e teve em Marcos Troncon o seu campeão. Ricardo me disse que Tarumã era uma excelente pista e lembra que chegou a ser o mais rápido por algum tempo durante aquele final de semana. Ele informou também que está escrevendo um livro sobre suas memórias no automobilismo. Além da Super Vê, competiu na Divisão 1, 3, entre outras.

A prova de Tarumã, a quarta do campeonato, foi disputada no dia 17 de novembro. Ingo Hoffmann foi o pole position, mesmo após trabalhar duro para reconstruir a traseira de seu carro, destruída após uma forte batida na curva 2, durante os treinos livres. Ele venceu a primeira bateria com Eduardo Celidônio, Maurício Chulan, Marcos Troncon, Nelson Piquet e Ricardo Mansur na sequência. Na segunda bateria, Ingo manteve a ponta seguido por Piquet, Celidônio, Chulan, Troncon e Mansur. A terceira e última bateria viu nova vitória de Ingo com Celidônio, Chulan, Piquet e Troncon logo atrás. Mansur acabou abandonando por problemas no motor. Creio que a foto publicada no Desafio tenha sido deste momento. Somadas as baterias, Ingo saiu vencedor, com Celidônio em segundo e Chulan em terceiro.

O único gaúcho na prova, Cláudio Mueller, concluiu na 14ª posição. Além de Mueller, "Chico" Feoli também participou da prova de abertura do campeonato, no dia 15 de setembro em Goiânia. "Chico" correu com um Magnum-Kaimann patrocinado pelo Automóvel Clube do Rio Grande do Sul. Nessa prova, Mansur foi o segundo colocado, atrás apenas de Ingo Hoffmann. A imagem do pódio mostra Mansur à direita de Ingo. Notem o "Chico" na extrema direita da mesma imagem.

Aquele campeonato que começou modesto, com apenas 11 carros no grid, seria um marco na história do automobilismo brasileiro. Já na abertura da temporada seguinte, havia mais do que o triplo de carros inscritos, o que mostrava acertada a decisão da Volkswagen em apoiar as competições.

Abaixo algumas imagens do campeonato, do #98 de Mansur, do campeão Troncon e dos gaúchos Mueller e Feoli.
  






Fonte das imagens: arquivo Ricardo Mansur, Cláudio Mueller e revista Quatro Rodas.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Agora só falta o Brasileiro

Faz tempo que recebi, em mãos, um registro de uma época de intensa disputa no automobilismo nacional. Uma época em que a disputa entre gaúchos e paulistas era vista quase como uma guerra. Os palcos das batalhas eram Interlagos, Tarumã, Jacarepaguá e por aí vai. Como principais "soldados" do lado de cá estavam Renato Conill e Antônio "Janjão" Freire, defendendo a revenda Jardim Itália.

Conill me entregou um exemplar de 1981 da Pódium Graphic que mostrava uma caricatura da dupla fazendo menção à disputa do Brasileiro de Fiat 147 que se iniciaria dias após. Conill vinha embalado pela conquista do Gaúcho e do Paulista da categoria e "Janjão" não queria ficar para trás. Apesar de todo o esforço, o título no Brasileiro ficou com o paulista da Milano, Áttila Sipos, com Conill ficando com o vice.

Valeu, Conill!
 



Fonte das imagens: revista Pódium Graphic - arquivo Renato Conill e arquivo Antônio Freire.