sexta-feira, 12 de setembro de 2008

De volta às pistas

Após as "6 Horas de Tarumã" de 1976, prova da qual saiu vencedor, em dupla com Ricardo Baldino, Roberto Schmitz teve de se afastar do automobilismo em virtude de seus compromissos profissionais. Mas a paixão pela velocidade não permitiu que esse afastamento fosse definitivo e esporadicamente, lá por 1981, ele retornou disputando algumas provas de kart, algumas longas em Gramado e Tarumã, tendo como parceiros o próprio Baldino e o Roberto Lacombe. Abaixo "Pareci" aparece em terceiro, logo atrás de Delmar da Rosa, #37 e Anor Friedrich, #4.


Em 1982, "Beto" adquiriu um Passat que fora preparado pelo mecânico "Paulinho" para alinhar na Hot Car (veja abaixo). As poucas provas que fez serviram como experiência para o ano seguinte, quando entrou com tudo na briga pelo título daquela categoria. Para tanto, o experiente preparador Romeu Franzoni foi contratado, fazendo do Passat #40 da Floricultura Pareci um dos mais rápidos daquela temporada.


O reinado dos Fuscas, heranças da inesquecível Divisão 3, havia acabado em 1981, quando Claúdio Ely foi o último campeão da categoria, que naquele ano ainda se chamava Turismo Especial Gaúcho (TEG). Em 1982 ficou clara a superioridade dos Passats e Gols e para 1983 os poucos Fuscas que ainda sobreviviam, liderados pelo incansável Arnaldo Fossá, correriam juntos com a Hot Car, mas marcariam pontos pela TEG. Isso proporcionava um grid maior e as duas frentes ganhavam em visibilidade e disputas.

Alguns dos pilotos que participararam em 83 foram:
Roberto Schmitz - Passat/Hot Car
Flávio Pilau - Passat/Hot Car
Odoaldo Aldado - Passat/Hot Car
Cláudio Ely - Gol/Hot Car
Fernando Soares - Passat/Hot Car
Luís A. Muller - Passat/Hot Car
Luís Carlos Paré Rodrigues - Passat/Hot Car
Délcio Dornelles - Passat/Hot Car
Cláudio Mueller - Gol/Hot Car
Luiz Marcelo Dias - Gol/Hot Car
Paulo Cesar Wendt - Hot Car
Carlos Hoffmeister - Passat/Hot Car
José Roque Bresolin - Fusca/TEG
Arnaldo Fossá - Fusca/TEG
Roberto Martini - Fusca/TEG
Airton Coelho - Fusca/TEG
Antônio Gilberto Ody - Fusca/TEG
Wineton Zambon - Fusca/TEG

Abaixo algumas imagens daquela temporada.

Na sequência: Arnaldo Fossá, depois uma largada abortada em Guaporé, a disputa entre Ely #10 e Mueller #6 e o Gol super modificado do Luiz Marcelo Dias.

O campeonato começou em Tarumã com uma vitória de "Pareci" após um duelo com Flávio Pilau, que viria a ser seu maior rival naquele ano. Os dois se revesaram na liderança do campeonato ao longo de toda a temporada e o título só foi conhecido na última prova, disputada em Guaporé. O grid da primeira bateria mostrava Pilau na pole position e "Pareci" na segunda posição. "Pareci" liderou quase todas as voltas, deixando a vitória escapar por um problema na última curva da última volta, por centésimos de segundo. Na segunda bateria "Pareci" era novamente o líder, quando na quinta volta teve o motor quebrado, perdendo as esperanças de ficar com o título de campeão. Acabou como vice, mas sentiu o gosto da vitória em várias oportunidades, inclusive nos 500 km de Tarumã, que contarei como foi em breve.

Entre as tantas imagens que mostram a rivalidade entre "Pareci" e Pilau, é possível rever o Maverick Pickup que levava os pilotos na volta da vitória. Dia desses mostrei o Passat Pickup da Carro do Povo que também tinha essa função. No último registro não consegui identificar todos os pilotos, apenas o "Pareci" (segundo da esquerda para a direita), Pilau, erguendo o troféu e o Fernando D'ávila Soares, na direita.

Fonte das imagens: arquivo Roberto Schmitz.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Automobilismo na veia

Estou devendo a finalização da retrospectiva do Luiz Fernando Tróglio Jr, iniciada há alguns dias, mas que, em virtude da simples falta de tempo, ainda não consegui publicar.

Júnior competiu em uma época que revelou muitos talentos do kartismo gaúcho. Alguns deles chegaram a participar na Fórmula Ford ou mesmo em carros de turismo, como foi o caso de Jaques Klein, Vadis Grando, Ênio Wermuth Jr, Rodrigo Simões, entre outros.

Até 1989 Júnior participou na categoria Júnior e em 1990 e 91 na Fórmula Kart, o que hoje seria a Graduados. Nesta categoria chegou a ser campeão do Citadino de Kart de Caxias do Sul, vice do Regional Serra/Vale, vice do Citadino de Novo Hamburgo, além de outros resultados expressivos nos demais campeonatos que naquela época eram disputados por cidades e regiões, além, é claro, do Gaúcho.

Depois de um tempo afastado das pistas, Júnior retornou às competições na categoria Pró-400, onde disputou algumas provas em parceria com o ator gaúcho Marcos Breda.

Abaixo uma sequência de imagens do piloto.





A primeira acho que ainda é na Júnior, as demais na Fórmula Kart, em 1990, nas pistas de Bento Gonçalves e Passo Fundo.

Essas três mostram algumas das feras da época. No primeiro pódio, em Passo Fundo, temos sempre da esquerda para a direita: Alessandro Monteiro, Paulo Viegas, Rodrigo Simões, Jaques Klein e Júnior. Depois - não identifiquei a pista - Rodrigo Bortoli, o baixinho Marcel Românio, Paulo Viegas, Júnior e Alessandro Monteiro. Na última, em Caxias do Sul, Júnior, Viegas, Monteiro, Leonardo Gabriel e Ênio Wermuth Jr.


Por fim, duas de 2003, na Pró-400 em Tarumã, primeiro com o pai e grande incentivador, Luiz Fernando e depois com o parceiro Marcos Breda.

Termina aqui a retrospectiva da família Tróglio nas pistas. Durante alguns dias falei dos inesquecíveis Irmãos Edison e Luiz Fernando Tróglio, desde o tempo das provas de rua no interior do estado, no final dos anos 60, quando eles corriam de DKW até chegar aos Mavericks da saudosa Turismo 5000 do início dos anos 80, mesma época em que o Júnior iniciava no kartismo, modalidade na qual competiu por quase 20 anos.

Tudo isso não seria possível se não fosse pela gentileza do Júnior em me mostrar e emprestar todo esse material. Aproveito para dizer a ele não se preocupar que assim que possível volto em Esteio para devolver tudo da mesma maneira que encontrei.

Valeu, Júnior!

Fonte das imagens: arquivo Família Tróglio.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Os paulistas vêm aí!

Está confirmado. No próximo dia 21 de Setembro, em Tarumã, juntamente com mais uma etapa do Gaúcho de Automobilismo, a nossa Fórmula Classic contará com a participação de pilotos de São Paulo, que participam regularmente do campeonato local. Lá participam muitos pilotos, com os mais variados modelos de carros, como Karmann Ghia, BMW, DKW, Polara, Porsche, Passat, Chevette, Fusca, TL, Brasília, Fiat 147, entre tantos outros. É claro, que dificilmente todos virão, mas fiquei sabendo pelo Ricardo Trein, organizador da prova, que os paulistas já começaram a se inscrever. Tomara que venham muitos para lotar o grid.

Essa eu não vou perder!

Abaixo algumas imagens das provas e dos carros que por lá aceleram.

Fonte das imagens: http://www.velocidadeonline.com.br/

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Falando no "Sapinho"...

...tive a oportunidade de conhecer o Luiz Gustavo Tarragô de Oliveira, o "Sapinho", conforme o "Janjão" já falou, no lançamento do livro do Tarumã. Luiz Gustavo competiu na Divisão 3 no início dos anos 70, algumas vezes em parceria com o "Janjão" Freire. Ele disse que infelizmente não tinha nenhum registro daquele tempo.

Agora tem!
São de 1972, em provas nas quais os dois correram juntos. Na primeira, eles aparecem sentados no pára-lama da caranga, com "Janjão" mais a esquerda e "Sapinho" na direita.

"Sapinho" eventualmente dá suas aceleradas com um Puma na Fórmula Classic. Quando puder, falo mais sobre ele aqui.

As imagens são cortesia do "Janjão".

domingo, 7 de setembro de 2008

Desafio da Semana

Antes de apresentar o próximo Desafio, confirmo o que boa parte dos blogueiros já sabia a respeito da edição passada. Era realmente o Reinaldo Campello, naquele Opala espetacular, em Tarumã, no ano de 1976.

A minha lembrança mais clara do piloto paulista é o Opala patrocinado pelo Jeans Pool, no início dos anos 80. Naquela época eu lia muitos gibis e me lembro que houve uma série na qual o personagem de uma história em quadrinhos era o Campello. Incrível, não? É claro que era publicidade feita pelo patrocinador, mas tinha história e tudo o mais. Era um barato.

Abaixo o tal Opala, em ação durante uma Mil Milhas.

Bom, seguindo a linha dos pilotos de fora do estado, apresento a imagem abaixo. Que é em Tarumã, ninguém tem dúvidas, mas vamos ver se alguém acerta o carro, o ano e o piloto.

Mãos à obra!

sábado, 6 de setembro de 2008

Hoje no Bate Roda

Me informou o Oscar Moreira, do programa Bate Roda, que vai ao ar às 13:00 na Band AM640, que o piloto abaixo é um dos convidados. Vejam a imagem abaixo e tentem acertar o nome dele, sem olhar a resposta que está na sequência.


Será que agora fica mais fácil?

Acho que sim. Fernando Esbróglio, piloto que já teve sua retrospectiva contada aqui e que eventualmente envia alguma colaboração participando também com algum pitaco em algum post. Essas imagens são inéditas aqui no Blog. A primeira é do I Rallye do Imigrante, disputado na região do Vale dos Sinos, acho que lá por 1969 ou 70. A segunda já foi mais fácil identificar. É de 1971, na Fórmula Ford, mais precisamente na abertura do Campeonato Gaúcho no dia 29 de Agosto. Não sabia que ele havia participado no Rallye, mas o Renato Pastro, expert no assunto, me comentava, há poucos dias, que muitos pilotos daquela época corriam Rallye e pista ou estrada, sem maiores dificuldades.

O mais interessante nessas duas imagens está, na verdade, na fonte das mesmas. Me foram enviadas por uma inusitada fã do Blog e o que é mais legal, uma antiga fã do piloto, bem como de outros "botas" daquela época. Ela, que se mantém no anonimato, me falou que os pilotos tinham até fã clube! É verdade, Esbróglio? Vejam só onde o Blog foi parar...

Além do Esbróglio, provavelmente os autores do livro "Tarumã - Uma história de velocidade" devem aparecer no programa, não percam.

Um obrigado especial à "fã anônima", pelas belas contribuições.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Prezados blogueiros

No último Domingo recebi uma mensagem de um grande cara, que nessas últimas semanas presenteou a todos os amantes da velocidade com imagens tão belas quanto raras e também com histórias incríveis, as quais, tenho certeza, quem teve o prazer de lê-las, ou presenciá-las, não esquecerão jamais.

O conteúdo da mensagem foi, para mim, uma grande surpresa e só será publicado por solicitação do próprio autor, que assina no final.

"Prezados blogueiros do Sanco,

Soube do Blog do Sanco há menos de um mês. Conheci pessoalmente o Leandro uns dez dias depois. O Leandro nasceu em 1976. Eu parei de correr em 1984. Quer dizer: o Leandro não me viu correr! O surpreendente é que o Leandro sabe muito sobre mim, coisas que eu nem me lembrava. E eu vivi estas coisas, ele apenas leu ou ouviu falar. O mesmo acontece com outros pilotos, ele sabe tudo de suas vidas (um exemplo: eu estava no coquetel de lançamento do livro "Tarumã – Uma história de velocidade", do Gilberto Menegaz, Paulo Lava e Paulo Torino, que ninguém pode perder, quando encontrei o "Sapinho". O Leandro se aproximou e eu perguntei a ele, meio que testando: "sabes quem é este?" Ele, meio constrangido: "não". Eu: "é o Sapinho!". Ele: "O Luis Gustavo Tarragô de Oliveira?". Eu e o Gustavo:"??!?" Ele: "mas claro, do fuca laranja 14, corria contigo, não?". Importante: eu corri com o Gustavo lá pelos anos 75, 76, ele nasceu em 76...). Isto que é espantoso: ele sabe muito de todo mundo, mas não os conhece pessoalmente e nem os viu correr!

Isto, só, seria suficiente para admirá-lo, mas tem mais: desafio a alguém a procurar em seus textos alguma crítica ou palavra que não seja de elogio, de respeito pelo esforço do piloto ou pela sua história. E aí a admiração dobra, sabem porquê? Porque nós todos, não tenho medo de generalizar, os esportistas em geral, fazemos o que fazemos por uma motivação pessoal, egoísta mesmo. No fundo, no fundo, queremos o reconhecimento da comunidade, da família, dos pares. Queremos ser o melhor, construirmos uma obra, superarmos nossas limitações e dificuldades, pensando quase que exclusivamente em nós mesmos.

O que faz o Leandro de diferente em relação a nós? Humildemente, quase escondido, ele enche a bola de um monte de gente, coloca todo mundo lá em cima apenas pelo prazer de trazer de volta alguns acontecimentos que já começavam a ficar esquecidos até pelos seus próprios protagonistas!

Eu arrisco a dizer que se o seu blog não tivesse o sucesso que tem, ainda assim ele estaria escrevendo por puro amor ao automobilismo, especialmente a um período que foi grandioso para o esporte em nosso estado! Quem merece as palmas? Ok, nós merecemos pelo muito de alegria que demos a um monte de gente (mesmo que pensando quase que exclusivamente no nosso próprio umbigo!)! E ele, mais ele, que quase anônimo, sem buscar qualquer reconhecimento, escreve sobre alguém do passado ou do presente, colocando-o para cima em seu fantástico blog.

Quero agradecer aqui a ele, publicamente, pelo prazer que me proporcionou nestas últimas semanas, me "obrigando" a rever todo aquele período da minha vida que estava há anos adormecido em um cantinho da minha memória. Quero mandar, também, um abraço a todos que curtiram ao vivo ou agora pelo blog estes momentos que tive a felicidade de viver (e sobreviver).

Antonio Janjão Freire
31/08/08

P.S. 1: Estou colocando uma pilha no Leandro para que ele escreva um livro ou algo semelhante com o material que ele tem. Insisto nisto porque entendo que há um público muito grande que não está sendo atingido por esta mídia - blog, porque não a domina. Falo da geração que tem hoje mais de 50 anos, os pais, como o do Leandro, que levavam pela mão seus filhos aos autódromos gaúchos para curtirem as peripécias de seus volantes preferidos. São pouco os "velhinhos" que transitam bem por esta mídia eletrônica e eles estão perdendo de reviverem aquela época. O Leandro sabe o quanto é difícil concretizar um projeto destes e está meio reticente. Eu acho que ele deve tentar. Sugiro que vocês enviem sugestões sobre a abordagem que ele deve dar ao livro e, o mais importante, dicas de como ele poderá viabilizá-lo financeiramente.

P.S. 2: O P.S. acima é de minha inteira responsabilidade, o Leandro não me pediu nem me autorizou a falar em seu nome. Faço isto porque realmente acredito que ele pode e merece um público ainda maior.

P.S. 3: Na foto em anexo eu e meu ídolo."

Bom, em primeiro lugar, meus mais sinceros agradecimentos ao "Janjão". Jamais esperaria um retorno como esse, ainda mais de um nome tão expressivo quanto o dele. É inegável que ele também se empolgou com o Blog. Isso para mim é uma honra e uma injeção de motivação. Sim, motivação, pois esse "trabalho" toma um bom tempo, as vezes cansa e tenho certeza de que se eu fizesse isso pensando exclusivamente em retorno, já teria abandonado a idéia logo no começo. Aí vem uma mensagem assim... tipo "injeção de nitro"...

Pois é, o livro... confesso que se eu tivesse desistido desse sonho, teria "editado" o e-mail do "Janjão", tirando fora aquele comentário dele, mas não o fiz. Acho que eu tenho que tentar. Estou buscando informações - e ele já me mostrou alguns caminhos - sobre o investimento necessário, vendo como as coisas funcionam para poder analisar com um olho mais crítico e ver se vale a pena seguir em frente ou não. Sobre o tema, estou pensando a respeito. Já tenho algumas idéias. Acho que vou abrir uma enquete aqui no Blog para que o público opine.

Mais uma vez, valeu, "Janjão"!

Valeu mesmo.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Bons tempos da Divisão 1

Voltando à retrospectiva do Roberto Schmitz...

A motivação que faltava ao "Beto Pareci" para abandonar a Divisão 3 e encarar a Divisão 1 veio logo após as primeiras provas com o Maverick vermelho, que fora adquirido da equipe Condugel de São Paulo. Após três corridas, "Beto" havia ganho duas e era tido como um forte candidato ao título de 1975 da Divisão 1 - Classe C.

A equipe Le Mans participou da Divisão 1 nos anos de 1975 e 76. Entre várias vitórias, uma se destaca e conto um pouco sobre ela a partir de agora: as 6 Horas de Tarumã disputadas no dia 20 de Junho de 1976, válidas como terceira etapa do Campeonato Gaúcho.

Para esta prova "Beto" formou dupla com Ricardo Baldino, experiente piloto nas provas longas e juntos enfrentaram um bom grid com grandes adversários, entre eles:
#02 - Passat - Fernando Esbróglio/Ernani Dieterich;
#03 - Polara - Luis Gustavo Oliveira/Luis Carlos Viana;
#05 - Maverick - Arlindo Schunck/Roberto Giordani;
#07 - Opala - José Airton de Oliveira/Cláudio Mello;
#08 - Opala - José Luis de Marchi/Ronaldo Dornelles;
#09 - Opala - Antônio Alceu Ribeiro/Ubirajara Sfoggia;
#12 - Opala - Marino Schunck/Rommel Pretto;
#17 - Opala - Júlio/Marco Tedesco;
#18 - Passat - Carlos Alberto Petry/Paulo Hoerlle;
#20 - Passat - Aiser Hehn/Antônio Luft;
#28 - Opala - Walter Soldan/José Bammann;
#33 - Polara - Olavo Wagner/Aroldo Bauermann;
#35 - Maverick - Breno/Antônio Fornari;
#71 - Polara - Aparício Neto/ José Barros;
#74 - Opala - Inocêncio Peres Jr/João Carlos Oliveira;
#76 - Chevette - Luis Fernando Brusis/Paulo Kellermann;
#88 - Polara - Paulo de Tarso/Arlindo Marx;

Dos quase 30 carros que largaram apenas 12 (!) conseguiram sobreviver às 6 Horas. Problemas dos mais diversos ocorreram com boa parte do grid, tais como acidentes, problemas mecânicos (injeção de combustível, quebra de distribuidor, quebra do cabo do acelerador, vazamento do líquido de freio, queima da junta do cabeçote, quebra do volante do motor, estouro de pneu, quebra de mola...) entre outros tantos relatados nos jornais da época.

Com muita regularidade, e sempre andando entre os líderes, aparecia o Maverick #40 que teve apenas um imprevisto, tendo que trocar um pneu a mais do que o planejado. Após 228 voltas, a dupla recebeu a bandeira quadriculada em primeiro lugar do diretor da prova Sérgio Vellinho.

Esta foi a última prova do "Beto Pareci" até 1976, que acabou se afastando do automobilismo por motivos profissionais. Seu retorno se daria no início dos anos 80. Vocês saberão mais sobre isso em breve.

Abaixo uma sequência de imagens daqueles dois anos na pilotagem do Maverick.

Fonte das imagens: arquivo Roberto Schmitz.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Ops!

O "Ops" de hoje é especialíssimo.

Alguém, dia desses, perguntou sobre este acidente do "Janjão" Freire na curva 3 de Interlagos. Foi no final de 1976. Vejam o que sobrou do carro.

Acho que este mesmo blogueiro lembrou que a sucata da "Brasa" ficou por lá mesmo durante algum tempo. Para o ano seguinte uma nova barata teve de ser construída. Há poucos dias fiquei sabendo que esta última fora comprada pelo "Beto Pareci", nosso personagem da semana, após o campeonato de 1977. Coincidências...

Valeu, "Janjão"!

Fonte das imagens: arquivo "Janjão" Freire.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Voltando à Novo Hamburgo

No dia 22 de Outubro de 1989 foi disputado o 2º GP Novo Hamburgo de Kart, a prova de inauguração do kartódromo Eugênio Ritzel, localizado no estacionamento do parque de exposições da FENAC. A prova principal contou com a participação de 25 duplas, com os melhores nomes do kartismo daquela época.

Entre os destaques e candidatos à vitória nas duas baterias de 60 voltas cada, estava a dupla Lúcio Winck, que fora Campeão Brasileiro de Kart e Maria Cristina Rosito, Campeã do Campeonato Regional de Turismo. Entretanto, mesmo conquistando a pole position, a dupla enfrentou muitos problemas de carburação, perdendo assim, as chances de uma melhor colocação.

Após a disputa das duas baterias o resultado foi o seguinte:
1º - Paulo Viegas Filho/Vadis Grando;
2º - Luiz Fernando Tróglio Jr./Rodrigo Simões;
3º - Alexandre Avino/Roberto Libera;
4º - Edegar Lima/Ênio Wermuth Jr.
5º - Jhony Bonilla/José Spier.

Abaixo algumas imagens daquela prova.
A primeira mostra a largada, com Winck liderando o pelotão. Mais abaixo, Tróglio Jr, sendo seguido pelo kart #11 (que não me recordo o piloto), o #45 do Wermuth Jr. e o #10 do Rodrigo Bortoli. Na imagem do pódio, estão, da esquerda para a direita: Wermuth Jr, Lima, Simões, Tróglio Jr, Grando, Viegas, Avino, Libera, Spier e Bonilla.

Fonte das imagens: arquivo Família Tróglio.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

19 anos, mas com a habilidade de um veterano

Assim estava escrito nos jornais da época, mais precisamente em 1974, quando Roberto Schmitz fez sua estréia na categoria Divisão 3, Classe A2 (Até 1600cc com preparação nacional). Com um Fusca preparado por Jaime Fossá, da Equipe Le Mans, com sede na Rua Barão do Amazonas. "Beto" foi a sensação daquela competição, chamando a atenção de todos por sua tranquilidade, maturidade e principalmente velocidade. Naquele ano venceu algumas provas em sua classe, chegando em segundo lugar na classificação geral em uma oportunidade.

Devido a sua excelente performance, o Fusca #40 da Floricultura Pareci, chegou a ser protestado algumas vezes, assunto que repercutiu na mídia, onde todos perguntavam o que de especial tinha o comando (de válvulas) do Roberto. Ao final do ano nada de irregular encontrado e o merecido título de "Piloto Revelação de 1974" ao jovem e promissor piloto.


Os principais adversários do "Beto" naquele ano foram Décio Brandalise, Arnaldo Fossá, Péricles Gottardi, Bernando Kokemper, João Narciso Ferreira Neto, Pedro Luiz Couto, Adalberto Fritch, Luiz Carlos de Carvalho, entre outros. Mesmo não participando de todas as provas, obteve a quarta posição no campeonato de estréia.

Ainda naquele ano competiu nas 6 Horas de Tarumã com um Chevette da Divisão 1, mas não foi possível identificar o piloto com o qual fez dupla.


Em 1975 a equipe Le Mans fez algumas provas na Divisão 3, ainda na classe A2. Nos 500 km de Tarumã, "Beto" fez dupla com Antônio Alceu Ribeiro.

A Divisão 1 seria o próximo passo na carreira, ainda em 1975. Conto mais sobre isso em breve.

Fonte das imagens: arquivo Roberto Schmitz.