





O título da TEG ficou com Cláudio Ely (179 pontos), à frente de Bruno D'Almeida (112), Tadeu Matuzalém (94), José Roque Bresolin (59) e Antônio Gilberto Ody (56).
Aquela foi a última prova de Leonel antes de ingressar na Fórmula 2 Brasil, com o Muffatão Passat também preparado pelo Dino.

















E ele quase desistiu do automobilismo um ano antes de ser campeão...
Fonte das imagens: revista Quatro Rodas e revista Pódium Graphic.


Agora, falando sobre as 12 Horas de 1997, vejam como ficou o que sobrou da barata do Paré. Que pancada. Me lembro que o piloto que guiava no momento do acidente também corria na Speed 1600. Lembrei do "Choka" ou do André da Silveira, mas não tenho certeza se realmente foi um deles. Foi difícil até colocar no reboque para levar ao ferro velho.
Mas o Paré era insistente e preparou outro Passat seguindo o bom e velho regulamento da Hot Car. Esse carro aí correu nas 12 Horas de 1999. Conseguem identificar a inscrição na tampa do cabeçote? Já dá uma ideia da força da caranga.
O Paré é uma figura folclórica do automobilismo gaúcho. Tem muitas histórias e pretendo um dia trazê-lo aqui no blog para dividir algumas com a turma. Não tenho muitas informações sobre sua trajetória nas pistas, mas ao que consta iniciou nos anos 80 na categoria Hot Car correndo com Fusca e Passat. Depois passou para a Speed 1600, onde foi um dos líderes da categoria. Correu também algumas provas do Regional de Turismo. Quando, já em meados dos anos 90, as provas de Força Livre/Endurance foram reeditadas, Paré tratou de alinhar suas relíquias para a alegria do público.
Abaixo vemos ele em disputa com o Paulo "Sabiá". Para quem não percebeu, essa pintura do Passat do Sabiá está hoje no Passatão da Classic dos amigos Niltão Amaral e Leo Tumelero.
Antes de encerrar o post, fiquei olhando a primeira imagem, do Passat do Paré e percebi grandes semelhanças com outro carro, pilotado pelo Cláudio Mueller e Odoaldo Aldado, nos 500 km de Tarumã de 1983. Vejam os detalhes da carroceria, a entrada de ar na dianteira ao centro, os ângulos do paralamas traseiro, tudo muito parecido. Seria o mesmo carro? Grandes chances.
Fonte das imagens: arquivo pessoal, arquivo Paulo Schoenardie - foto Vilsom Barbosa, arquivo Roberto Schmitz - jornal Zero Hora.







Não preciso dizer mais nada. Sensacional o relato, Petry! Muito obrigado por dividir conosco essa tua aventura.
Fonte da imagem: revista Quatro Rodas.