segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Revolução Farroupilha

As cores do capacete tem muito a ver com a data de hoje para os gaúchos. O cara dentro dele tem muito a ver com a história do automobilismo gaúcho.


Fonte da imagem: revista Auto Esporte.

domingo, 19 de setembro de 2010

Desafio da Semana

Acho que é fácil. Quem, o que, onde, quando...


Mãos à obra!

sábado, 18 de setembro de 2010

Agora é comigo

Foi o que disse Leonel Friedrich, nos treinos livres para a última prova do Turismo Especial Gaúcho (TEG), que foi disputada em Tarumã, no dia 22 de Novembro de 1981. Ele havia dado poucas voltas, suficiente para marcar o tempo de 1min20s11. Havia muito vento. Ele dizia que o trabalho dos preparadores Romeu e Dino Di Leone estava muito bom.

Depois de alguns anos afastado das pistas, Leonel, que é a resposta para o último Desafio, já havia feito algumas provas no Torneio Passat e aquela foi a única participação do piloto na categoria naquele ano.

Na classificação, Leonel novamente andou muito e fez a pole position, quebrando o recorde da categoria em Tarumã. Venceu as duas baterias com grande facilidade, abrindo boa vantagem para Bruno D'Almeida que chegou um segundo nas duas oportunidades. Tadeu Matuzalém foi o terceiro em ambas.

O Marcelo Vieira ajudou a identificar outros pilotos na imagem: Arnaldo Fossá, Luis Marcelo Dias, Fernando Soares, Antônio Ody, Cláudio Ely, José Roque Bresolin, Luis Carlos Paré Rodrigues, Renato Becker e João Carlos de Andrade.

Irineu Bohnenherger, Winetou Zambon, Alilio Freitas, André Pretto, Ronaldo Nique entre outros também competiram naquela temporada.

O título da TEG ficou com Cláudio Ely (179 pontos), à frente de Bruno D'Almeida (112), Tadeu Matuzalém (94), José Roque Bresolin (59) e Antônio Gilberto Ody (56).

Aquela foi a última prova de Leonel antes de ingressar na Fórmula 2 Brasil, com o Muffatão Passat também preparado pelo Dino.


Fonte das imagens: jornal Zero Hora e revista Quatro Rodas.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Dever Cumprido

O amigo "Caranguejo" envia registro da Auto Esporte que trouxe a entrevista do Ronaldo Ely, logo após a conquista do título da Fórmula 2 em 1982.

Na matéria é possível ver como Ronaldo começou no automobilismo (se bem que fala que foi em 1975, quando em 74 já era possível vê-lo com o Chevette em ação), como foram os duros anos na Super Vê, a desistência das corridas em 81, o ingresso na equipe Denim, o Polar, o Muffatão, entre outras coisas. Excelente material.



Valeu, "Caranguejo"!

Fonte das imagens: revista Auto Esporte - arquivo Henrique Mércio.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Polar + Muffatão - Bragantini + Ely

Falei do Ronaldo Ely, do Artur Bragantini, da equipe Denim de Fórmula 2 de 1982, os dois correndo com o mesmo carro e para esclarecer, publico hoje registros dos dois carros da equipe, o Polar #6 e o Muffatão #7, sendo pilotados pelos dois pilotos.

Não sei como era o acordo da equipe, quem corria com qual chassi e quando. O "Caranguejo", que de vez em quando dá sinal de vida, me disse que na metade da temporada o Ely estava com mais pontos que o Bragantini e os carros foram trocados, deixando o Muffatão com o gaúcho. Anésio Hernandez era o responsável pela preparação das baratas que acumularam três vitórias das nove provas disputadas naquele ano. Ely venceu duas (Goiânia e Interlagos) e Bragantini uma (Rio). O representante de Nova Prata venceu o campeonato somando 41 pontos. O vice foi "Chico" Feoli com 34. Leonel Friedrich foi o terceiro. José Luis Pimenta, Adu Celso, Leonel, Dárcio dos Santos, Pedro Muffato e Aroldo Bauermann também venceram provas.

Abaixo é possível ver os dois se alternando na condução dos belos carros.





Fonte das imagens: arquivo Pietro Tebaldi, revista Pódium Graphic e revista Auto Esporte.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Mais ferro velho

Impressionante a fixação do "Ratão" por carros de corrida batidos. Se for Chevette então...

Buenas, chegou mais um lote do baú dele, enviado como sempre pelo João Cláudio Muller. O primeiro registro é de 1982, da prova 500 km de Tarumã. O Chevette Hatch do Henrique Damo vinha disputando posição com outro Chevette, o do "Baguncinha", quando os dois se espremeram e acabou sobrando para o Damo que entrou a 150 km/h na área dos boxes, onde havia muitas pessoas. Apesar do choque, apenas uma pessoa se feriu com gravidade, a esposa do piloto Bruno Picollo, que teve uma perna quebrada.


Na sequência aparece o Chevette verde #73 do Anildo Soares, o "Sukatinha", provavelmente em 1988. O nosso amigo Vilsom Barbosa, o "Lambe-Lambe" correu nesse carro. Será que foi ele o responsável pelo "estampaço"? Vou descobrir.


Agora estamos em 1989, o #90 era dos pilotos Rui Krenzinger e Adrio Moliterni. O Sérgio Fleck também correu nesse carro.


Por fim, um Chevette vindo da terra, de Taquara. Não sei quem é o piloto, mas alguém aí deve saber.


Esse "Ratão" é uma parada...

Fonte das imagens: arquivo Carlos Eugênio enviadas pelo João Cláudio Muller.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

40 anos de automobilismo

O Ceregatti mandou avisar que estão sendo colhidos mais frutos daquele inesquecível final de semana em Guaporé, no início do ano. Só lembrando, o Guilherme Villela Pedra, de Minas, já fez sua estreia no Paulista de Marcas. O amigão Francis já colocou seu Fusca para correr na terra em Santa Catarina. Agora é a vez do Vitão e do Lucca Furquim. Os dois farão o curso de pilotagem em Interlagos, em Novembro, instruídos por ninguém menos do que Artur Bragantini, que já havia instruído o Guilherme.

Bragantini é um dos maiores nomes do automobilismo brasileiro. Começou a competir em 1970 e correu em praticamente todas as categorias do automobilismo nacional, antes de largar as competições. Venceu inúmeras provas, como essa aí embaixo, a abertura do Brasileiro de Fórmula 1600, em 1978, prova na qual o Ronaldo Ely foi o 5º colocado, tema do último Desafio. Na imagem é possível ver Bragantini puxando a fila, sendo seguido por Alfredo Guaraná Menezes, José Pedro Chateaubriand, Luis Moura Brito, Maurício Chulan, Ely, mais dois encobertos, Cláudio Barbosa e Marcos Troncon.


Abaixo mais alguns registros do Professor. O primeiro é de Tarumã, Fórmula Ford, 1980, ano em que se sagrou tri-campeão. Clóvis de Moraes era o preparador do motor e aparece à esquerda. Mais abaixo, Fórmula 2, 1982 em Cascavel. Bragantini se revezava na condução dos carros da Denim com Ronaldo Ely. Um era o Polar (#6), que aparece na imagem, o outro era um Muffatão (#7).



Fonte das imagens; revista Quatro Rodas e aquivo Pietro Tebaldi.

domingo, 12 de setembro de 2010

Desafio da Semana

É, a imagem não está muito boa, mas fazer o quê...

Quem vai na ponta? Que ano foi isso? Muitos desses já passaram por aqui.


Mãos à obra!

sábado, 11 de setembro de 2010

E ele quase desistiu do automobilismo

Só faltou o ano, pois o resto a turma tirou de letra o último Desafio. O Ceregatti então, descreveu o trecho da pista com um ar tão poético e nostálgico que eu acho que ele ainda dorme pensando em Guaporé, não é mesmo, Comendador?

Bom, era mesmo nosso grande bota Ronaldo Ely, durante prova da Super Vê, em Interlagos, 1978, prova vencida por Artur Bragantini, com Ely na 5ª colocação.

Ely nunca teve muita sorte em seus primeiros anos com monopostos. Correu com esse Polar entre 1976 e 1981, sempre com boas atuações, mas carente de um esquema mais competitivo, que aliado ao seu azar, o fez desistir do automobilismo em 81.

Mas seu talento não havia passado despercebido e no início da temporada da Fórmula 2, em 1982, foi convidado a integrar a equipe Denim, ao lado de Artur Bragantini. Ely passou a pilotar o Polar do falecido Antônio Castro Prado e já na primeira prova em Brasília liderou boa parte, não vencendo por problemas no câmbio. Mesmo assim, terminou em terceiro. Era a injeção de ânimo que ele precisava. O resultado do campeonato de 82 a maioria deve lembrar: Ronaldo Ely - Campeão Brasileiro de Fórmula 2!

As imagens abaixo mostram na sequência: Tarumã - 76, Interlagos - 76, Goiânia - 77, Cascavel - 77, Tarumã - 79, Brasília - 82.








E ele quase desistiu do automobilismo um ano antes de ser campeão...

Fonte das imagens: revista Quatro Rodas e revista Pódium Graphic.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

História do kartismo gaúcho

Nosso amigo Paulo Trevisan está trabalhando em mais um novo desafio. Criar um espaço especial para o kartismo em seu magnífico Museu. Seu incrível acervo já conta com alguns exemplares de karts fabricados a partir dos anos 60, além de vários motores e material áudio visual, tendo inclusive um filme da inauguração do Kartódromo de Tarumã em 1966. O Paulo está atrás de informações sobre os primórdios do kartismo no estado e vou ajudá-lo colocando o blog à disposição daqueles que possuem algum registro, mesmo que na memória, sobre as primeiras provas realizadas por aqui, se houve provas disputadas em Porto Alegre, quem eram os principais pilotos, como foram as tratativas para a construção do Kartódromo de Tarumã, etc.

O Ibraim Gonçalves, que começou a se envolver com o kart em 1962, também está envolvido nessa empreitada. Certamente mais nomes se juntarão para ajudar. A tarefa não será fácil, mas como diz o ditado, devagar se vai ao longe.

Para ilustrar o post publico uma imagem de um dos grandes kartistas da história: Clóvis de Moraes.

Como disse, é um desafio. Sendo assim, mãos à obra! Procurem informações em jornais, revistas, com amigos...temos de ajudar o Paulo.


Fonte da imagem: revista Quatro Rodas.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Museu do Automóvel de Brasília

O Luiz Fernando Lapagesse deu o recado, e fui buscar mais informações lá no blog do amigo Jovino, que nos informa o seguinte:

"Semana passada fomos surpreendidos com o pedido de reintegração de posse movido pelo Ministério dos Transportes para que o curador do Museu do Automóvel de Brasilia, José Roberto Nasser, desocupe aquele espaço, já que eles alegam que precisam ocupá-lo com arquivos e documentos daquele Ministério.

Foi criada uma moção pública endereçada ao Presidente da República, solicitando que o Museu permaneça no local onde está e até ontem já havia mais de 2500 assinaturas. Portanto, vamos dar nosso total apoio ao Museu do Automóvel através da Petição Moção de Apoio via Internet.

Para assinar a Petição acesse o link: http://www.peticaopublica.com/?pi=apoiomab.

No acervo encontraremos raridades como o exemplar do Willys Capeta, o Itamaraty Presidencial, o FNM-Onça, o Willys Gavea, primeiro formula 3 dos irmãos Fittipaldi, os Willys que estavam sendo depredados no antigo museu de Caçapava e que hoje estão guardados lá e sendo restaurados em regime de comodato cedidos pela Ford, além de vários outros exemplares, como mostram as fotos abaixo."





Já assinei, mas não sei em quantos já somos. Quem quiser colaborar é só fazer o mesmo. É simples e rápido.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Gostava tanto do meu Passat...

O post do Afonso Iglesias lembrou daquele acidente que envolveu 14 carros em 1972. Dias depois o assunto voltou quando publiquei uma imagem de mais um dos carros envolvidos, o Corcel #52 do Edson Brum. Naquele post o amigo e expert Luiz Borgmann deixou um comentário que reproduzo aqui.

"O saudoso João de Deus Selhane Costa, ou simplesmente João Selhane, ou o "Trovão", que era o administrador de Tarumã na época do acidente, mostrou-me certa vez o espelho traseiro (saia) da saboneteira do Elcio Damião Prolo, que ele tinha guardado de recuerdo. As marcas do bloco do motor, polia, etc, ficaram em alto relevo na peça, tamanha a pancada que levou na traseira. Também acidente similar teve o Passat do Luiz Carlos Paré Rodrigues em uma edição das 12 horas, talvez em 1997. O carro, conduzido pelo parceiro do Paré, apagou na curva 1 com a chave elétrica acidentalmente desligada e o carro ali ficou, no meio da pista, madrugadão. Na sequência da escuridão, veio a patota fazendo a tomada e o primeiro que chegou, deu uma cacetada tão grande na traseira do Passat que o monobloco encolheu meio metro. O Paré até hoje conta, "porra eu gostava tanto do meu Passat..." Alô Paré, aquele abraço!
Luiz Borgmann"


E vasculhando o baú do blog achei o tal do Passat, citado pelo Borg. A primeira imagem abaixo mostra ele em 1996, na prova 500 km de Tarumã, eu acho. Foi a prova de estreia do Tubarão I da Família Andrade, pilotado na prova pelo "Carlinhos" e pelo Vicente Daudt. Junto ao Passat aparece o Márcio Pimentel. É provável que eles tenham feito uma dupla. Aqui, como percebem, o carro ainda estava inteiro. Esse, mais o do Marcelo Vieira, pilotado naquela prova pelo Steyer e o Bresolin, eram os dois únicos Passats no estado, sobreviventes das provas da Hot Car, nos anos 80.


Agora, falando sobre as 12 Horas de 1997, vejam como ficou o que sobrou da barata do Paré. Que pancada. Me lembro que o piloto que guiava no momento do acidente também corria na Speed 1600. Lembrei do "Choka" ou do André da Silveira, mas não tenho certeza se realmente foi um deles. Foi difícil até colocar no reboque para levar ao ferro velho.


Mas o Paré era insistente e preparou outro Passat seguindo o bom e velho regulamento da Hot Car. Esse carro aí correu nas 12 Horas de 1999. Conseguem identificar a inscrição na tampa do cabeçote? Já dá uma ideia da força da caranga.


O Paré é uma figura folclórica do automobilismo gaúcho. Tem muitas histórias e pretendo um dia trazê-lo aqui no blog para dividir algumas com a turma. Não tenho muitas informações sobre sua trajetória nas pistas, mas ao que consta iniciou nos anos 80 na categoria Hot Car correndo com Fusca e Passat. Depois passou para a Speed 1600, onde foi um dos líderes da categoria. Correu também algumas provas do Regional de Turismo. Quando, já em meados dos anos 90, as provas de Força Livre/Endurance foram reeditadas, Paré tratou de alinhar suas relíquias para a alegria do público.

Abaixo vemos ele em disputa com o Paulo "Sabiá". Para quem não percebeu, essa pintura do Passat do Sabiá está hoje no Passatão da Classic dos amigos Niltão Amaral e Leo Tumelero.


Antes de encerrar o post, fiquei olhando a primeira imagem, do Passat do Paré e percebi grandes semelhanças com outro carro, pilotado pelo Cláudio Mueller e Odoaldo Aldado, nos 500 km de Tarumã de 1983. Vejam os detalhes da carroceria, a entrada de ar na dianteira ao centro, os ângulos do paralamas traseiro, tudo muito parecido. Seria o mesmo carro? Grandes chances.


Fonte das imagens: arquivo pessoal, arquivo Paulo Schoenardie - foto Vilsom Barbosa, arquivo Roberto Schmitz - jornal Zero Hora.

sábado, 4 de setembro de 2010

Ênio Sandler

E acertou quem respondeu Ênio Sandler em Tarumã, 1974, durante prova do Brasileiro de Fórmula Ford. Ele guiava o #21 da poderosa equipe Hollywood, que ainda tinha Clóvis de Moraes no #22 e José Moraes no #20. A prova, segunda do campeonato, teve um passeio dos carros da equipe e só não foi completo, pois Amedeo Ferri se infiltrou em terceiro lugar com seu tradicional #13. Clóvis foi o primeiro, Sandler o segundo e José Moraes o quarto.



Tenho poucos dados sobre a trajetória de Ênio Sandler nas pistas, mas o suficiente para deixar registrado aqui. Ao que consta, sua estreia foi em 1968 e na prova "50 Milhas de Cachoeira do Sul", reservada para estreantes, obteve o primeiro lugar na Classe B, com um Fusca. A partir daí o piloto teve assídua participação nas provas de rua até a inauguração do autódromo de Tarumã.

Ênio sempre levava o #29 em seu Fusca e abaixo é possível vê-lo em ação em dois momentos: o primeiro durante disputa de posição com "Chico" Feoli nas 12 Horas de Porto Alegre, quando correu em dupla com Wilson Drago e mais abaixo, durante as 4 Horas de Florianópolis, também em dupla com Drago. Na imagem pode-se ver também o #47 de Antônio "Janjão" Freire dando uma escapada na frente do público.



O #29 também fez algumas provas no Tarumã, como na prova principal do dia 8 de Novembro, dia da inauguração do autódromo. Mais tarde, com a criação da Fórmula Ford, passou a integrar a equipe Cinzano que tinha quatro carros: #1 do Fernando Esbroglio, #2 Ênio Sandler, #3 Leonel Friedrich e #43 Raffaele Rosito.




A segunda imagem acima é de 1972 e se observada com atenção, pode-se ver uma curiosidade, o patrocínio da Prefeitura Municipal de Porto Alegre. Não sabia que ela já havia patrocinado um carro de corrida.

Sandler permaneceu na Fórmula Ford até o final da temporada de 1974. O último registro que tenho sobre sua participação nas competições é dos 500 km de Tarumã de 1975, quando correu ao lado de Raffaele Rosito na Brasilia #43.

Fonte das imagens: revista Quatro Rodas, arquivos Antônio Freire e Francisco Feoli.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Mais faceiro que pinto no lixo

Foi o que falei (comigo mesmo) ao ver o retrato do amigo Joaquim, embarcado no protótipo do Formula Vee que está sendo construído em Piracicaba, interior de São Paulo. Já falei aqui algumas vezes sobre o projeto e o "Joca", junto com o Zullino e toda a turma lá de riba, estão trabalhando nos ajustes do projeto que em breve deve ser "congelado" e ter as primeiras unidades fabricadas e vendidas. Alguém aí está na lista de interessados? O carro promete ser barato. Querem mais detalhes? Entrem no blog oficial do projeto que vão encontrar.


Legal ver o "Joca" dentro da barata. Está ficando bacana.

Fonte da imagem: http://www.mestrejoca.blogspot.com/

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Tava tudo dando errado, e de repente tudo deu certo....

Faz tempo que eu esperava por essa história, que ouvi pelo rádio, há muitos anos, contada pelo próprio protagonista, Carlos Alberto Petry.

Vai que é tua, Petry!

"O ano era 1976, eu corria com um Passat 1.500 cc com 78 HP, disputava o título gaúcho com o Fico Barros de Júlio de Castilhos, que corria com um Dodge Polara, de 1800 cc e 93 HP. Em todo o Brasil os Polara reinavam absolutos, aqui no RS as coisas eram diferentes, além de termos ganho várias corridas com os 1.500, a vantagem que os Polara tinham nas retas e retomadas eram compensadas pela maior estabilidade dos Passat, especialmente nas curvas de alta, assim como a um a dois e a nove de Tarumã. A penúltima etapa do Campeonato Gaúcho iria valer também pelo Campeonato Brasileiro, seriam as 12 Horas de Tarumã daquele ano.

Primeira surpresa, um ilustre General, Osiel de Almeida, resolveu reduzir as 12 Horas para 4. O motivo alegado era a economia de combustíveis derivados do petróleo. Assim pensado, assim feito em democrática canetada.

A Volkswagen havia feito uma alteração na taxa de compressão dos motores 1.500, de 7 por 1 para 7,4 por 1, introduzindo um novo pistão nestes motores. Com a participação e empenho da turma do Escritório Regional da VW conseguimos três jogos destes pistões diretamente da fábrica. O Ivan Hoerlle montou dois motores, um para o meu carro o 18 da Avanço HP, e outro para o carro 20 do Aiser Hehn.

Comigo correria o Paulinho Hoerlle e com o Aiser o Toninho Luft. Terça feira da semana da prova 18 horas, saímos eu e o Paulinho rumo à Floripa, com a finalidade de amaciar e avaliar a obra do Ivan. Fizemos POA/Floripa, ida e volta, duas vezes naquela noite/madrugada, e ao final da aventura de amaciar o motor (prática comum na época) estávamos cansados, mas satisfeitos, pois o motor prometia.

Quinta feira, treinos livres, sem novidades. Segunda surpresa, sexta feira chegam os paulistas, com uns poucos Polaras e um batalhão de Passats, todos TS o qual havia sido homologado naquela semana pela CBA. Dessa homologação, nós aqui no RS só tivemos notícias quando os TS paulistas chegaram a Tarumã. Para quem não sabe o Passat TS tinha 1.600 CC e 96 HP. Resultado das tomadas de tempo, estávamos nós e o carro do Aiser em 9º e 10º.

Saí do autódromo e da telefônica de Viamão liguei para casa de um amigo, que era proprietário do único TS que havia em Taquara, pedi o carro dele emprestado para tirar o motor e os “etceteras”, que o diferenciavam de um 1500 para colocar no meu carro. Loucura imaginada, loucura realizada.

Sábado, nove da matina estava eu encostando na oficina do Ivan na Edmundo Bastian, com um TS praticamente zero KM. Foi o tal de desmancha um e “mancha” outro que nem o diabo acredita. À noite chagamos a Tarumã, com um Passat TS. Por falar em diabo, o próprio resolveu dar as caras. Primeiro o meu carro apresentou um pequeno vazamento de óleo do câmbio, que resultava em fumaça, pois pingava sobre a descarga. Mandamos buscar na Gaúcha Car uma “rabeta” de caixa completa e montada. Esclareça-se que assim como a Carro do Povo, a Gaúcha Car, trabalhava em regime de 24 horas. Em seguida o motor do Aiser foi pro espaço, e nós, que fomos para Tarumã com dois carros, estávamos sem nenhum e a corrida não tinha sequer começado.

O Aiser, então foi até a oficina do Ivan e buscou o meu motor 1500 que sobrara, para montar no carro dele. Enquanto isto o Paulinho Hoerlle foi dando uma mãozinha pro Ivan e foi tirar o motor fundido do carro do Aiser. Ao soltar a mangueira inferior do radiador o diabo entrou em ação, a mangueira arrebentou e o Paulinho foi lavado, rosto e braços com água fervendo, foi um quadro muito feio. Atendido e medicado o Paulinho mais parecia uma múmia de macacão, restava a dúvida se ele poderia correr. Pelo sim e pelo não, conversando com outros pilotos ,entre os quais estava o Aroldo Bauermann, perguntei-lhe com quem ia correr e ele me disse que não ia. Chamei ele pra lado e disse: vai buscar teu macacão, capacete, luvas etc, e ele se mandou. Fui à torre e o inscrevi como piloto reserva. Falei isto só para o Ivan, pois a hora da largada estava chegando (03:00 da madrugada) e eu iria largar sem saber quem iria finalizar a prova.

Larguei em 9º. E com menos de 10 voltas, estava em segundo, onde tive uma disputa acirradíssima com um dos maiores pilotos brasileiros que eu conheci, o Atila Sippos, que durou aproximadamente duas horas, ora um ora outro levando vantagem, nós estávamos virando em 1’ 27”, foi então que o Atila foi pro box, para troca de piloto, abastecimento e troca dos pneus dianteiros. Três voltas depois entrei e então vi que quem ia me substituir era o Aroldo. Sai do carro e estava ajudando ele a colocar o cinto, quando ele me lascou a seguinte pergunta: onde se acende os faróis? Gente, o “carinha” não tinha guiado um Passat nem na rua, e o medo tomou conta. Em quatro voltas ele já virava abaixo de 1’29” dando a tranqüilidade que, eu acho por todo o esforço, nós merecíamos. E não deu outra, o Aroldo levou o “TS” até a bandeirada, sem qualquer percalço, e nós fomos os vencedores da primeira corrida de um Passat TS no Brasil.

Para finalizar, algumas considerações sobre a prova. Fosse o Paulinho Hoerlle e não o Aroldo, com certeza teríamos vencido da mesma forma. Mas o certo é que se não fosse o Ivan Hoerlle, nada teríamos conseguido. O Aiser e o Toninho Luft, com o meu motor de 1500 cc ficaram em quarto lugar. O motor do Aiser que fundiu não foi amaciado. Na troca de pilotos, ganhamos um substancial tempo, pois não trocamos os pneus dianteiros como foi feito no carro do Atila. Pelo Campeonato Gaúcho eu me sagrei campeão e o Aiser vice, sendo em 1976 o único título nacional não conquistado por um Dodge Polara e também foi o primeiro título conquistado pelo preparador Ivan Hoerlle. Finalmente o Aroldo Bauermann é um dos pilotos mais versáteis com quem eu convivi nas pistas. E ainda, o amigo que me emprestou o TS chama-se Rubem Behs. Comprei um TS zero direto da fábrica e entreguei a ele e fiquei com o “desmanchado”.

Não preciso dizer mais nada. Sensacional o relato, Petry! Muito obrigado por dividir conosco essa tua aventura.

Fonte da imagem: revista Quatro Rodas.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Há 35 anos

Tarumã, curva 8. Campeonato Brasileiro de Divisão 1, exatamente há 35 anos. Roberto "Pareci" Schmitz vai liderando um pelotão com seu Maverick #40. E 40 é justo a idade que o autódromo completará daqui a pouco mais de dois meses, no dia 8 de Novembro. Ainda não vi nenhuma movimentação em torno do assunto.

Haverá alguma prova festiva? Alguém sabe de alguma coisa? Tomara que haja uma grande festa e eu que não esteja sabendo. Espero poder ver acelerando novamente vários pilotos que marcaram a história desse querido lugar nesses 40 anos, com carros da época (alô Guardião!), homenagens, discursos, etc. Essa data não deve passar em vão. Ao menos eu acho que não deveria.


Fonte da imagem: arquivo Roberto Schmitz.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Tchéia

E já que na semana passada o "Ratão" inaugurou a seção Ferro Velho e no sábado falamos do acidente que envolveu 14 carros na chamada "maior carambola que o Tarumã já viu", publico hoje um registro de um dos carros que participou do enrosco, o Corcel #52 do Edson Brum, o "Tchéia".

Ele é mais um integrante da turma dos Jurássicos e é sempre o mais animado do grupo, fazendo brincadeira com tudo e com todos. Vou reunir algumas histórias dele para contar aqui em breve.


Fonte da imagem: arquivo Francisco Feoli.

domingo, 29 de agosto de 2010

Desafio da Semana

Mais Fórmula Ford aqui no Desafio da Semana. Quem, onde, quando... aquelas perguntinhas básicas.


Mãos à obra!

sábado, 28 de agosto de 2010

Ação no Velopark

E amanhã tem velocidade o dia todo no Velopark, com as provas do Marcas, Fórmula 1.6 e Fórmula Fusca. A programação e todas as informações podem ser obtidas no próprio site do autódromo.