sábado, 3 de julho de 2010

Pedro Grendene

O piloto do último Desafio era realmente fácil, a pista mais ou menos, mas o que embolou o meio de campo mesmo foi o carro. Pedro Bartelle Grendene fazendo seu retorno às competições na abertura do Campeonato Sulamericano de Fórmula 3, em El Pinar no Uruguai, no dia 10 de Abril de 1988. O chassi era um Berta com motor VW, mas a turma achou que era um Reynard. Acho que foi em função do aerofólio traseiro, semelhante aos Reynard que estrearam por aqui naquele mesmo ano. O Granito, um dos fanáticos por F2, F3, matou quase tudo.

Bom, resolvido o assunto, vamos falar um pouco da trajetória do Grendene, piloto de Farroupilha, que junto do seu irmão Alexandre, em muito contribuiu pelo automobilismo não só no Rio Grande do Sul, mas pelo Brasil e no exterior. Faz tempo que eu estava tentando falar sobre ele.

Grendene iniciou no kartismo em 1971, onde ficou até 80, disputando simultaneamente provas de Rallye. Em 80 passou a competir nos autódromos, na categoria Estreantes com um Maverick. Formou equipe com outro piloto de Farroupilha, Henrique Bertolucci, nos inesquecíveis (ao menos na minha remota lembrança) carros da Grendene, e que, graças a esse blog, pude reencontrar em meio às colaborações dos amigos. Já em 81 a Estreantes passava a se chamar Turismo 5000 e Grendene marcou presença novamente.



Também em 81 participou na categoria Hot Car, com o mesmo esquema, tendo Bertolucci no segundo carro da equipe. A atividade automobilística era intensa para Grendene que no ano seguinte se concentrou no Gaúcho e Brasileiro de Hot Car, com os Passats preparados pelo "Sanchão", o mesmo que na época preparava o Passat do mineiro "Toninho" da Matta.


Além da pilotagem, o nome Grendene começava a aparecer como patrocinador de outros pilotos fora da sua equipe. Maria Cristina Rosito foi um exemplo no kart.

Em 1983, já tendo conhecido as pistas do Brasil, Grendene investiu na Fórmula 2 Brasil, patrocinando e pilotando na mesma equipe de Cezar Pegoraro. Também naquele ano participou de uma prova longa, os 500 km de Tarumã, em dupla com Roberto Schimitz no Passat Hot Car #40. O resultado não poderia ser melhor: venceram com 10 voltas de vantagem para o segundo colocado.



Grendene permaneceu na Fórmula 2 Brasil e Sulamericana em 1984. Fez uma excelente prova no Rio de Janeiro, terminando em terceiro, atrás de seu amigo e companheiro de equipe Cezar Pegoraro e do vencedor, Raul Boesel. Além dos monopostos, o Brasileiro de Marcas também teve sua participação, fazendo um trio com os pilotos paulistas Giuseppe Marinelli e Sílvio Zambello em um Fiat.



O ano seguinte iniciou mais uma vez com uma participação de Grendene na abertura do Brasileiro de Marcas, substituindo "Janjão" Freire na dupla com Renato Conill no Uno #48 em Interlagos. Acredito ter sido esta sua única corrida no Marcas naquele ano. Na Fórmula 2 seguiu fazendo a temporada de 85.



Acredito que ele tenha interrompido suas participações entre 86 e 87, retornando naquela prova em El Pinar, no início de 88. Nos treinos para a segunda prova daquele ano, em Cascavel, Grendene capotou seu carro na curva mais temida do circuito, o Bacião, destruindo seu Berta. Mesmo assim, o carro foi reconstruído e ele conseguiu terminar na sexta colocação naquela prova.



Ainda em 88 participou da sua talvez única Mil Milhas em Interlagos com um Escort com os pilotos João Campos e Ronaldo Ely.


Mesmo com a sua aposentadoria das pistas, manteve o apoio ao amigo Cezar Pegoraro na Fórmula 3 até que esse também encerrasse sua carreira em 1993. Além disso, incentivou o filho "Pedrinho" a participar das competições, iniciando no kart em 1991, passando pela Fórmula Ford, Fórmula Chevrolet e Fórmula 3 até o final dos anos 90.


Fonte das imagens: revista Pódium Graphic - arquivo Família Tróglio, aquivos Roberto Schimitz, Cezar Pegoraro, Fabiano Guimarães, jornal Esporte Motor, revista Motor 3 - arquivo Renato Pastro, revista Auto Esporte - arquivo Henrique Mércio e fotos Vilsom "Lambe-Lambe" Barbosa.

12 comentários:

granito disse...

Como piloto o Grendene não foi lá essas coisas mas fazia o seu direitinho e a melhor corrida do gaúcho pra mim foi a de Jacarepaguá em84. Agora a mansão do dono da Rider-Grendene-Melissa em Punta Del Este é show, os caras deviaM se esbaldar qdo iam correr lá. Agora sem o Muffato e o Grendene a F-2 não teria existido no Brasil, pois foram dois baita incentivadores da disputa com os hermanos...

luiz borgmann disse...

Creio ter assistido às primeiras aceleradas no kartismo dos Grendene na pista improvisada do Clube Palermo, em Caxias do Sul, anos 70, quando eles ainda só injetavam protetores plásticos e tampas para garrafões de vinho, o ferramental para as Melissa viriam em seguida. Também creio que o sobrenome seja Grendene Bartelle e não como constou.
luiz borgmann

Leandro Sanco disse...

Olá Borg. Realmente tive essa dúvida, sobre a ordem dos sobrenomes, pois aparecem das duas formas nas fontes consultadas.

Abraço e obrigado pela participação.

Sanco

Niltão Amaral e Leo Tumelero disse...

Que eu lembre, inclusive na época, ele era chamado de Pedro Bartelle Grendene.

Curiosidade: parece que, apesar de ter abandonado as pistas, continua andando em coisas bastante rápidas, eis que constas que é o feliz propretário de um Porsche Carrera GT, Ferrari...

Tohmé disse...

Niltão tem razão. Ele preferia aparecer como Pedro Bartelle.
Fazia direito a sua lição de casa, além de apoiar o esporte.

Niltão Amaral e Leo Tumelero disse...

Só pra deixar registrado que "propetário" foi erro material de digitação, faltou o maledeto "i". hehehe!

Abraço,
Niltão.

Leandro Sanco disse...

Niltão,
Eu não ia me importar de ser o "propetário" daquela casinha em Punta.
Hehehe...

iara disse...

Ele é Pedro Grendenne ( Vó materno) e Bartelle ( vô paterno).Nunca mudou essa ordem, tanto ele como o irmão Alexandre.
Ele tem tudo que tem, porque merece, nada caiu do céu, sempre foi muito trabalhador.
É muito bom primo, gosto demais dele, apesar de pouco contato hoje em dia, mas é um baita primo.
Independe de casa em Punta etc e tal, é dele e como já disse, merecido.
O Pedrinho como chamamos nós primos, é alegre e muito bom, um cara normal,OK?
Sou prima dele
IARA

Anônimo disse...

FICO FELIZ POR ESTAR AO TEU LADO...NESSA EPOCA....MEU AMORZINHO...DOIS BJS,,

Anônimo disse...

NESTA EU ESTAVA COM VC..... FELIZ.....

brendab@hotmail.com disse...

VALEU MEU AMOR.....

Anônimo disse...

nunca pensei que meus chefitos tivessem sido pilotos...e concordo ...o que os caras tem foi com muito trabalho, investimento, empreendedorismo e inovação....agora estou entendo pq o ritmo da empresa é tão acelerado..e nos valore consta inovação e agilidade....