quarta-feira, 14 de maio de 2008

Voando baixo na "madruga"

Com essas imagens de hoje, termina o estoque que me foi enviado pelo Gian Gasparotto, grande fera do kart no início dos anos 80, que também se aventurou nos carros entre 1996 e 1997.

A primeira é das 12 Horas de 1996, quando correu em parceria de Elemar Cíceri Jr e Hélio Prósperi (ou seria o Adriano Baldo?). Com um carro preparado pelo Luciano Mottin, o trio venceu na categoria e chegou em sétimo na geral numa prova que teve a vitória de um Aldee, a estréia do Tubarão, além da participação de outros foguetes. "Eu corri na madruga e passei o "professor" Quadrado! Foi incrível!", disse o Gian. Fica aí o registro.

O dublê de Richard Petty na última imagem é o Gian na Copa Corsa de 97, quando fazia dupla com o irmão Giorgio.

Valeu, Gian! O Blog estará sempre aberto para receber mais material e ouvir mais histórias.

Velocidade no sangue

Foi com grande alegria que há poucos dias recebi do amigo Jorge Cé Moreira o livro "Loucos por Velocidade", o qual já havia me referido na semana passada quando do seu lançamento. Deixo aqui o meu muito obrigado ao Jorge que fez a gentileza e me deu a oportunidade de matar a curiosidade e de devorar todas as informações que constam neste belo trabalho.

O Airto Gomes, autor do livro, buscou muitas informações lá nas origens da cidade de Encantado, o que facilitou a compreensão do porquê desta simpática cidade do Vale do Taquari ter tantos pilotos - com grande destaque - ao longo dos tempos. Acredito que a saudável rivalidade relatada pelo Airto entre as revendas Guido Cé (Ford) e Pretto (Chevrolet) foi fundamental para que se formasse uma cultura automobilística muito bem definida entre a comunidade daquela cidade. Isto é claro, somado ao fato de terem sido formadas famílias de pilotos que até hoje representam Encantado no estado e no país.

Ao Airto, meus parabéns pela iniciativa e pela consciência da importância de resgatar e preservar essa história desses pilotos que realmente são Loucos por Velocidade.

terça-feira, 13 de maio de 2008

O Padrinho do kartismo gaúcho

Para não ficar sem postar nada hoje, segue aí uma imagem de um dos caras que muito apoiou o kartismo gaúcho na década de 80. Acho que essa é uma boa definição, não muito exagerada, para o João Narciso Ferreira Neto, o popular "Bagunça" que durante alguns anos foi Diretor do Departamento de Kart da Federação Gaúcha de Automobilismo.

A imagem já fala por sí. O "Bagunça" em meio aos guris, Gian Gasparotto e provavelmente Duda Rosa, parece estar dando um discurso de incentivo, mas isso, o próprio Gian pode vir aqui e contar para vocês.

A imagem é do arquivo do Gian e data do final de 1981.

domingo, 11 de maio de 2008

Navegando pela web...

...encontrei uma imagem de um grande "bota", no início da carreira. Estou falando de Ronaldo Ely, gaúcho da cidade de Nova Prata, em uma prova do Brasileiro de Divisão 3 em 1976 no autódromo de Brasília. Vejam aí o Chevette #71 patrocinado pela Vipal, empresa que o acompanhou durante seus primeiros anos no automobilismo. Depois lembrei que a Vipal sempre investiu muito no automobilismo e acabei esquecendo de incluí-la na lista da atual enquete. Mas tudo bem. O "achado" veio lá do Boteco do Saloma. O Jovino, lá de Brasília, enviou uma espetacular série de imagens da antiga. Vale a pena a visita.

Já falei sobre o Ronaldo Ely aqui no Blog, há algum tempo. Na ocasião, publiquei algumas imagens da carreira dele, mas confesso que essa aí é um grande achado.

Outra imagem que também ví lá no Boteco é essa aí em que aparece o Opalão do Júlio Tedesco (ao centro). Ainda não tive a oportunidade de contar um pouco sobre a carreira dele, mas assim que reunir informações suficientes, o farei.

Valeu, Saloma! Valeu, Jovino!

Desafio da Semana

A imagem abaixo traz consigo muitas histórias e algumas curiosidades. Certamente os blogueiros saberão identificar os pilotos, o local, o ano, etc.

Imagem enviada pelo Gian Gasparotto.

sábado, 10 de maio de 2008

DKW x Gordini

Conforme prometido, seguem aí algumas imagens dos carrinhos que fizeram sucesso na década de 60, tanto nas pistas quanto nas ruas e que voltaram à ativa aqui no estado na década de 80 para competirem no campeonato de pista de terra que era disputado nas pistas de Taquara e Caçapava do Sul.

Na sequência: largada de uma etapa em Taquara no ano de 1989. Depois os carros de Fernando Jaeger #5, Paulo Trevisan #3, Edmar Bergold #58, Cláudio Jaeger #5, Paulo Barreto #21, Jorge Rodrigues #18 e Airton Cardoso #101. As imagens são todas entre 88 e 89.

Entre os tantos pilotos que participaram dessa "divertida" e saudosa categoria, encontrei os nomes de:

Com DKW:
Airton Cardoso
Alberto Carvalho
Aniel Silveira
Bertoldo Claudino
Cláudio Jaeger
Dirceu Neis
Edmar Bergold
Fernando Jaeger
Graciano Coin
Honório Guedes
João Batista
Jorge Rodrigues
Ney Tavares
Paulo Silveira
Rudimar Araújo
Sérgio Munari

Com Gordini:
Adércio Reuter
João Antônio Freitas
João Costa
João Renato Costa
Otile Casanova
Paulo Barreto
Sérgio Krummenauer
Walter Mattos de Christo

Assim que der, mais pista de terra aqui no Blog.

Fonte das imagens e informações: Jornal Esporte Motor

sexta-feira, 9 de maio de 2008

O Gordini do Trevisan

O meu amigo Saloma não deu chance pra ninguém no último Desafio. O Gordini #3 em questão era realmente do nosso querido Paulo Trevisan, ilustre automobilista, que graças ao seu incansável trabalho, mantém hoje o único museu brasileiro dedicado exclusivamente ao automobilismo.

O carro esteve em ação durante os anos de 1982 a 89. Durante esse período foi pilotado também pelo piloto de Caçapava do Sul, Otile Casanova, quando este utilizava o #78.

Abaixo uma imagem de uma largada na pista de Taquara, em 1989, com o Trevisan liderando o pelotão.

Como bem lembrou o Saloma, o Gordini foi restaurado e hoje faz parte do incrível acervo do também incrível Paulo Trevisan, aqui na cidade de Passo Fundo.

Mais informações sobre o Museu, o Gordini e suas histórias, podem ser encontradas no site do Museu do Automobilismo Brasileiro.

Como o assunto é pista de terra, achei legal relembrar um pouco sobre essa modalidade que ainda hoje está presente em vários estados do Brasil, como Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, com destaque para o de Santa Catarina, com diversas categorias, com grids cheios e autódromos sempre lotados. Então, amanhã pretendo publicar várias imagens dos DKWs e Gordinis em meio ao pó das corridas nos anos 80 aqui no estado.

Fonte das imagens: arquivo Museu do Automobilismo Brasileiro

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Sem moleza

O guri aí embaixo, acelerando um kart 125 cm3, é o Giorgio, irmão do Giancarlo Gasparotto, quando tinha 10 anos de idade, lá por 1982 ou 83. Vejam a posição dos pedais. O mais recuados possíveis. Naquela época, disse o Gian, não tinha kart Cadete ou outras molezas...

Em breve, mais imagens do Gian e do kart.

Mais Opalões

Há alguns dias publiquei uma imagem na qual apareciam vários pilotos da antiga categoria dos Opalas. O pessoal lembrou de vários, como por exemplo o Darci Benini, Carlos "Betão" Machado, Eduardo "Nego" Freitas, Nelson Bazzo, Sérgio Pereira, Luiz Lazzari e o César Matias. Eu consegui identificar também os dois irmãos Heinen (mas não sei qual é qual), um dos irmãos Valentini e o Darci Marini. Grandes pilotos.

Seguem aí mais algumas imagens da coleção do amigo Fernando:

Na sequência: uma que com certeza o Erlon Radl vai gostar, pois mostra o Opalão #27 do Sérgio Pereira, carro que ele gosta muito. É no final da reta de Guaporé, em 1991. Imaginem o que devia ser tentar parar aquelas encrencas para contornar a Curva 1... Depois um enrosco entre o Eduardo Heinen #45 e provavelmente o Paulo Bertolin #6, também em Guaporé, 1990. Encerrando com uma pergunta: alguém sabe o que pode ter acontecido com o motor do carro? Vejam a quantidade de gente em volta do motor.

Assim que possível, mais imagens da coleção do Fernando.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Só feras!

O contato com o Giancarlo Gasparotto, no último feriado rendeu.

O ex-piloto de kart enviou várias preciosidades que aos poucos vou tentar publicar aqui neste espaço. Olhem essas aí. Antes de ler as legendas, tentem lembrar quem eram os pilotos.

A primeira imagem mostra uma reunião de grandes pilotos gaúchos que se destacaram tanto no kartismo, quanto no automobilismo. A prova é uma etapa do citadino de 1982, no final do ano, em Tarumã. O próprio Gian ajudou na identificação dos "botas": pela linha de dentro, aparece uma parte do kart do Gustavo Romanello. Atrás dele, vem o Gian #56, depois ninguém menos do que Leonel Friedrich no #3 e mais atrás o Lárcio "Totonho" da Silveira no #46. Pela linha de fora, o primeiro a aparecer é Luiz Carlos "Chico Bala" Kuenzer, correndo com o tradicional #25 pela equipe Cautol de Canoas. Atrás dele o #9 da Maria Cristina Rosito. Depois aparece apenas o capacete do Alexandre Muller, também da equipe Cautol. Mais atrás o Valdir Buneder (a confirmar) e depois o Luis Alberto Ribeiro de Castro, o "Castrinho".

Na imagem seguinte aparece o pódio dessa prova. Reconhecem essa gurizada? Vamos lá: da esquerda para a direita estão o Alexandre Muller de jaqueta branca, Maria Cristina Rosito, Gustavo Romanello (vencedor), Giancarlo Gasparotto e por último "Chico Bala" (esse último garanto que não foi difícil reconhecer, pois os dentes continuam iguais...).

Daí eu fiz uma pergunta ao Gian: o que fazia ele no meio daqueles "marmanjos"? Segundo ele, essa era provavelmente a última prova do citadino. Ele já era campeão da sua categoria e parece que esse foi o motivo da participação em meio aos "mais crescidos". Sim, pois na época, o Gian tinha apenas 13 anos!

Caramba, se fosse hoje, um grid com todos esses pilotos seria uma corrida como foi a Legends lá no Velopark, ou seja: só feras!

Valeu, Gian!

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Protótipo Regente - Breno Fornari

O amigo - e artista com talento de sobra - Maurício Morais, que já nos presenteou com uma incrível ilustração de um ícone do automobilismo gaúcho, o Fiat Melitta #99, agora volta no tempo e revive um belo carro que nas mãos de Breno Fornari fez bonito nas pistas por onde passou: o Protótipo Regente, fabricado pelo próprio Breno em 1967 a partir de um Simca. A obra do Maurício está no começo e para acompanhar o trabalho dele é só acessar o seu Blog. Confiram o talento do artista e prestigiem essa justa homenagem a um dos maiores pilotos gaúchos de todos os tempos.

Para quem não lembra do #99, olha ele aí embaixo.

Sabe muito esse cara...

domingo, 4 de maio de 2008

Loucos por Velocidade

Me informa o Jorge Cé Moreira, ex-piloto de Encantado, e que já teve uma história contada aqui no Blog, que no último dia 2 de Maio foi lançado o livro "Loucos por Velocidade", do autor Airto Gomes. Rapidamente fui ao google e achei mais informações no site do jornal "O Informativo" lá de Encantado, as quais reproduzo abaixo:

"O livro Loucos por Velocidade do professor aposentado e escritor Airto Francisco Gomes será apresentado e entregue à comunidade local amanhã (02/05). A solenidade de lançamento do título que trata sobre o automobilismo encantadense e gaúcho ocorre a partir das 20h, na Casa de Cultura Dr. Pedro José Lahude. Entre os convidados, está prevista a participação de pilotos e seus familiares. Destaque para a presença de membros da família Pretto que se deslocam do estado do Mato Grosso para prestigiar o evento e do presidente do Automóvel Clube do Rio Grande do Sul, o piloto João Sant’Anna.

Loucos por Velocidade começou a ser editado há cerca de um ano. Conforme Gomes, a obra resgata a história de corridas de automóveis em diferentes modalidades, de 1948 a 2007, evidenciando categorias e entidades ligadas à velocidade. O enredo também aponta as famílias encantadenses Pretto, Cé, Lahude, Zen, Abreu, Mottin, Bagatini, Scatola, entre outras, que, através de seus pilotos, protagonizaram depoimentos e fatos dissertados no livro.

Além disso, o título dá ênfase à participação de pilotos locais em competições mais atuais como Km de Arrancada, Kart, VeloCar, Mil Milhas Brasileiras, Gaúcho de Marcas & Pilotos, 12 Horas de Tarumã, Brasileiro de Marcas, Motocross, Motonáutica. O livro terá uma tiragem inicial de mil volumes. Será composto por 260 páginas, 320 fotografias e 50 histórias de pilotos. Cada exemplar irá custar R$ 25 e estará disponível para comercialização na Tabacaria Encantado.
Abaixo, segue uma imagem do autor.

O pessoal de Encantado realmente está de parabéns. Primeiro por formar tantos taletos do automobilismo gaúcho e brasileiro e depois por valorizar todo esse trabalho. Parabéns ao Airto! Essa obra vai ao encontro do propósito desse Blog. Resgatar e preservar a memória do nosso automobilismo.

Vou dar um jeito de comprar o livro. E depressa...

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Desafio da Semana

Bom, pessoal. Hoje é feriado e amanhã, depois do trabalho, é claro, vou cair na estrada, portanto o Blog vai ficar sem atualizações no final de semana. Lembro que Domingo é dia de Tarumã, com a disputa da segunda etapa do Campeonato Gaúcho de Automobilismo, categorias Marcas e Pilotos, Copa Fusca e Fórmula 1.6. Mais informações sobre as provas acessem o site da APPA-RS.

Sobre o Desafio da semana passada o Fabiano 70, que já passou por aqui algumas vezes, fez barba, cabelo e bigode. Só não tirou um "10" porque a prova foi em 1980 e não em 81, mas isso não faz diferença alguma. Murilo Piloto e "Janjão" Freire no Fiat 147 que disputou os 1000 Km de Brasília. Essa realmente estava difícil.

Valeu, Fabiano!

Vamos então ao Desafio da Semana, que entra agora nas pistas de terra (o Flávio Gomes vai gostar dessa imagem). Alguém sabe quem era o piloto do Gordini #3 aí embaixo?

Mãos à obra e bom final de semana.

Imortal

Senna em Tarumã, 1978, fazendo o que melhor sabia fazer.

Fonte da imagem: Revista Quatro Rodas

Chevette 1975

Nostalgia pura...

Recebi um e-mail do Giancarlo Gasparotto, ex-piloto, que hoje toca seus negócios aqui em Porto Alegre. Ele contava sobre sua história no automobilismo e lembrava também como fora contaminado pelo vírus da velocidade, através de seu pai, Itacir Gasparotto, piloto que competiu com um Chevette e que teve pegas incríveis com pilotos como Walter Soldan nos anos 70 e Ronaldo Nique, nos 80. A família de pilotos é grande. Seu tio, Alcides Gasparotto, já apareceu por aqui, em um Desafio que mostrava um Chevette #56 da Divisão 1 no ano de (se bem me lembro) 1974. O carro era também pilotado por Rommel Pretto, primo de Giancarlo, e a dupla saiu vencedora daquela prova. Giorgio, irmão de Giancarlo, também já acelerou forte. De acordo com o irmão, ele era o "bota" da família mas nunca teve chance.

Giancarlo também lembrou do tempo do kart, mais precisamente 1982, ano em que foi o único campeão citadino de kart invicto. Naquele ano foi também campeão gaúcho da categoria IV Menor e só perdeu uma prova, ficando em 2º lugar. Um dos seus adversários era ninguém menos do que "Duda" Rosa. Recentemente Giancarlo apareceu por aqui, num post no qual publiquei uma matéria que me foi enviada pelo "Mosquito" e que anunciava uma prova em Passo Fundo naquele mesmo ano.

Bom, tudo isso é para dizer que o Giancarlo está concluindo um belíssimo trabalho de resgate e preservação - que já dura nove anos - da história do seu pai nas pistas. "O pouco que resta daquela época", diz ele. Vejam o resultado nas imagens abaixo: um Chevette 1975 impecável.

Giancarlo, conte mais sobre esse carro! Há fotos do original? O espaço está a tua disposição.

Vejam agora mais algumas imagens do "álbum de família".

Na sequência: Chevette #56 do tio Alcides e do primo Rommel. Depois o kart #56 de Giancarlo em 1982 e mais abaixo o Corsa #43 preparado pelo Luciano Mottim e pilotado por Giancarlo e pelo irmão Giorgio durante o ano de 1997.

Parabéns pelo belo trabalho, Giancarlo! Aguardamos mais imagens do álbum de família.

terça-feira, 29 de abril de 2008

A turma da polenta

Olha aí mais uma imagem reunindo boa parte dos "opaleiros" do campeonato de 1990. Alguém consegue reconhecer quem é quem? Cliquem na imagem para ampliar.


segunda-feira, 28 de abril de 2008

Navegando pela web...

...encontrei uma matéria falando sobre o piloto paulista (e hoje chefe de equipe) Dárcio Dos Santos. Ele contava como aconteceu o primeiro encontro entre brasileiros e argentinos para medir forças no que mais tarde daria início à Fórmula 2 Codasur. Achei interessante e foi a primeira vez que ví a lista de todos os pioneiros pilotos que competiram naquela prova experimental, realizada em Tarumã, em 1982.

Era mais ou menos assim:

"A Fórmula 3 Sul-Americana, nascida em 1987, filha da Fórmula 2 Codasur que realizou seu primeiro campeonato em 1983, está a ponto de completar 21 anos, e serão 25 ininterruptos de automobilismo de monopostos na América do Sul. A história destas duas especialidades, sem dúvidas pioneiras no Mercosul, demonstra o espírito integrador que tem. Apesar das dificuldades encontradas para concretizar o projeto, conseguiram encontrar a força necessária para superar discussões que levaram a rupturas temporárias, e contínuos problemas econômicos que os países do cone sul tiveram neste último quarto de século. Tudo começou quando em 17 de outubro de 1982 foi disputado diante de mais de 30.000 espectadores, no autódromo de Tarumã, localizado na cidade de Viamão, próximo de Porto Alegre, foi realizada uma corrida teste entre a Fórmula 2 Brasileira e sua homônima Argentina. Daqueles que tornaram possível o empreendimento: dirigentes, pilotos e também jornalistas, muito poucos continuam ligados ao melhor do automobilismo de monoposto da América do Sul. Entre os 23 pilotos que tomaram parte desta corrida inaugural haviam 13 brasileiros: (Pedro Mufatto, Francisco Feoli, Dárcio Dos Santos, Ronaldo Ely, Mauro Fauza, Leonel Friedrich, Cézar Pegoraro, Aroldo Bauermann, Álvaro Buzaid, Osvaldo Santos, Artur Bragantini, Victor Marrese e Josué de Mello Pimenta), 7 argentinos (Miguel Angel Guerra que ganhou a corrida com um Berta-Renault, Guillermo Kissling, Juan Fangio II, Alberto Scarazzini, Guillermo Maldonado, Ruben Di Palma e Gustavo Sommi), 2 uruguaios (Pedro Passadore e Egon Einoder) e um chileno (Sérgio Santander). Desta lista somente um continua na Fórmula 3 Sulamericana, nos referimos a Dárcio Dos Santos, que com somente 23 anos correu em Tarumã a bordo de um Heve-Passat. Dárcio foi 16º nos treinos de classificação, onde o mais veloz foi Alberto Scarazzini. Na corrida o paulista terminou na 8ª posição. Hoje, Dárcio Dos Santos, para os amigos "Cabeção" com 48 anos de idade, continua, agora como dono de uma equipe, lutando juntamente com outros brasileiros em busca de manter a melhor categoria de monoposto da América do Sul, e única que consegue catapultar pilotos para Fórmula 1, Champ Car e IRL, sem dúvidas as três mais importantes categorias de monopostos do mundo. Lamentavelmente nos últimos anos apesar dos motores serem fabricados pelo argentino Oreste Berta, o mesmo que no passado provia a categoria com chassis, a mesma ainda não conseguiu se recuperar na Argentina, Brasil, Chile e outros países onde se disputaram corridas, embora sempre revele pilotos e por vezes algumas equipes."

Como também disse o Juan Maria Traverso em seu site, aquela primeira corrida de 1982, organizada por visionários como Miguel De Guidi e Pedro Muffato, germinou uma semente que com o tempo se transformou na Fórmula 3 Sulamericana, verdadeiro celeiro de grandes nomes do automobilismo mundial desde 1987.

Para acompanhar esse registro fui buscar algumas imagens da antiga. De 1982 não tenho nada, mas a partir de 83 começam a aparecer algumas coisas.

Na sequência: "Chico" Feoli em Tarumã, 83, depois uma prova da Fórmula 2 provavelmente em Mar del Plata na Argentina, em 84. Mais abaixo um dos pioneiros e criadores da categoria, Pedro Mufatto. Depois uma cena inesquecível: Guillermo Maldonado consolando Leonel Friedrich no pódio em Tarumã, 85, após o gaúcho perder a prova na última volta, quando foi atrapalhado por um retardatário. Encerrando com dois argentinos "casca grossas": Miguel Angel Guerra da equipe UFO e Guillermo Kissling da JPS, ambos em 86.

Fonte das informações: Cronospeed.com.br
Fonte das imagens: Revista Quatro Rodas, Revista Auto Esporte, Revista Corsa

domingo, 27 de abril de 2008

Novidade no Blog

Demorou um pouquinho, mas até que enfim achei um tempo para organizar a casa e facilitar a busca por informações aqui no Blog. Coloquei uma coluna com os Marcadores (vejam abaixo), onde agora é possível identificar o que já foi publicado por aqui. Por exemplo: quando se clica em 12 Horas, vocês vão encontrar todos aqueles posts que foram dedicados a contar alguma história da prova ou mostrar imagens específicas sobre ela. Há ainda os Marcadores que trazem alguns pilotos que já tiveram alguma história contada por aqui e também as várias categorias que fizeram e ainda fazem a história do automobilismo gaúcho.

Espero que ajude. Aproveitem!

Subindo a serra

Opalas, Serra Gaúcha, Guaporé.

Tudo isso tinha muito a ver durante o final dos anos 80 e início dos 90. A categoria Opala 4 cilindros era um sucesso, muito disputada, com grids consideráveis. Boa parte dos pilotos eram oriundos da serra gaúcha, de cidades como Bento Gonçalves, Caxias do Sul, Farroupilha, São Marcos, Flores da Cunha e Garibaldi, só para citar algumas. Como diria o "Radicci", os "Opalon" eram movidos a Moscato.

Quando todos se reuniam em Guaporé, era como se estivem correndo no quintal de casa. As disputas eram incríveis e quem sempre saia ganhando era o público que se reunia quase em sua maioria na curva do Radiador.

Essa categoria deixou saudades. E para lembrar um pouco, seguem aí mais algumas imagens, cortesia do Fernando, que durante muito tempo acompanhou os irmãos Heinen, em suas aventuras pelo automobilismo gaúcho.

Na sequência: os quatro carros preparados pelo Carlos Abreu, de Caxias do Sul: o #75, do próprio piloto-preparador, o #13 do Nelson Bazzo e os irmãos Heinen nos #44 e #45. Mais abaixo os Opalões na volta de apresentação, em Guaporé e depois o pessoal descendo a longa reta do autódromo serrano. Vejam que belas imagens do Herberto Heinen #44 e do Darci Marini #11, lado a lado chegando próximo da curva 1.

Ao falar do Nelson Bazzo, lembrei que ele se dirigia para as corridas com um velho Dodge (acho que era um Charger), levando atrás o Opala sobre uma carreta e atrás da carreta ainda vinha um pequeno reboque com mais um monte de tralha. Manobrar aquele "trem" não devia ser nada fácil...

sábado, 26 de abril de 2008

Desafio da Semana

Alguém pode explicar por que o nome da Jardim Itália estava nesse carro da Metropolitana?


Mãos à obra!

Ronaldo Nique

O Desafio da semana passada não foi muito difícil. Mesmo assim o pessoal que por aqui passou não deixou por menos e deu uma aula sobre a máquina que o Ronaldo Nique estava pilotando. Muito legal.

Não encontrei muitas informações sobre esse grande piloto das duas e das quatro rodas, mas o que encontrei é suficiente para perceber que ele brilhou por onde passou.

Ronaldo começou nas motos e foi campeão gaúcho em 1975, 76, 79 e 84, tendo ainda um sétimo lugar em uma prova internacional em Interlagos. A imagem que publiquei na semana passada é de 84, na categoria Fórmula 400. A moto da equipe Flag Metagal era preparada pelo "Nenê" Lobato e o piloto travou disputas com outros pilotos como Pedro Guzinski, David Hilgert e Nelson Stefani.

Minha maior lembrança do Ronaldo Nique vem dos carros, mais precisamente no Gaúcho de Marcas em 1994, durante uma etapa em Tarumã. Chovia muito naquele Domingo. Havia cerca de uns 30 carros no grid. Entre eles o Chevette branco #19 da dupla Ladmir Fronza e Ronaldo Nique. A prova era dividida em duas baterias. Foi dada a largada e o com exceção do líder ninguém enxergava nada. Me lembro inclusive que um ou outro carro desistiram da prova pois tiveram problemas com os limpadores dos para brisas. No meio de toda essa confusão o Chevette branco começou a se destacar, subindo a reta quase sempre próximo ao muro, longe do tráfego e ganhando mais visibilidade. Num determinado momento da prova ele chegou a ultrapassar uns três carros de uma só vez e mesmo chegando muito forte na Curva 1, mostrava tranquilidade e pouco a pouco ganhava posições debaixo daquele aguaceiro. Não me lembro exatamente a posição ao final, mas isso não importa. Aquele show já havia valido o Domingo.

A experiência com o Chevette não era novidade para o piloto. Muito antes, em 1980, foi campeão com este mesmo modelo, da categoria Estreantes e Novatos. Em 82 conquistou o título gaúcho da Copa Chevette por antecipação. Um novo título viria na mesma categoria, agora em 83. Como resultado dessas excelentes atuações, Nique recebeu da Associação Brasileira dos Cronistas de Automotor (ABCA), o "Troféu Destaque".

Em 1985 ingressou no Regional de Turismo tendo João Carlos Garavello de Oliveira como dupla, piloto esse que o acompanhou em boa parte de sua carreira nas categorias turismo. O carro que tinha como patrocinadores a Trans-Aço e Pace Car, era zero quilômetro e contou com a preparação do "Manivela".

Ainda hoje é possível ver o piloto em provas como as 12 Horas de Tarumã. Na última edição ele andava pelos boxes com um braço enfaixado, mas depois descobrí que ele estava pilotando o Chevette #55 em parceria do mesmo Garavello e do Wagner dos Santos.

Abaixo algumas poucas imagens que encontrei.

Na sequência: em 84 na Fórmula 400. Depois em 85 ao lado de Garavello. Encerrando com uma de 2004 nos preparativos para a largada de mais uma 12 Horas de Tarumã.

O próprio Nique já passou aqui pelo Blog. Vou tentar falar com ele para publicar mais algumas imagens e contar mais algumas histórias que com certeza ele deve ter muitas.

Fonte das imagens: Jornal Esporte Motor e arquivo pessoal.