sábado, 22 de maio de 2010

A última do Catharino

Pensei que o último Desafio, que me fora enviado pelo Mestre Borgmann, seria difícil, mas tão logo o mesmo foi ao ar, o outro amigo e aniversariante da semana, Rui Amaral Lemos Júnior, matou a charada, inclusive me enviando mais uma imagem do carro da dupla pai e filho, Catharino e Vitório Andreatta. Aquela era a última participação de Catharino em competições.

A prova era a Mil Milhas Brasileiras de 1965 em Interlagos. A carretera #2 repousava na Curva da Ferradura por causa da quebra do setor de direção, quando tinha Vitório ao volante, já na parte da manhã. Aquela prova teve a largada às 22:30 do dia 27 de Novembro de 1965. A vitória coube a um considerado azarão, a carretera dos paulistas Vitorio Azzalin Filho e Justino de Maio, completando 201 voltas em 14 horas e 59 minutos de prova. O Carlos de Paula já falou em detalhes sobre essa corrida, vejam clicando aqui.

Ah, a imagem abaixo, foi passada ao Rui por ninguém menos do que o próprio Vitório Azzalin Filho!

Valeu, pessoal!

Fonte da imagem; arquivo Rui Amaral Lemos Júnior.

10 comentários:

Paulo Schütz disse...

Leandro, creio que esta teria sido a última participação do Catharino em provas em Interlagos, mas em competições lembro pelo menos duas, em 1968, nos 500 KM da Pedra Redonda, com um Simca e nas 12 Horas de Porto Alegre, no Circuito da Cavalhada, em dupla com Vitório com um Corcel.
Abraços a todos,
Paulo Schütz

Anônimo disse...

Olá pessoal!
Obrigado ao Rui e ao Guima pelos esclarecimentos sobre o post do Catharino Andreatta.

Para variar o Schütz está com a razão apesar de o Catharino não ter participado dos 500 Km de 1968mas sim da prova preliminar que foi disputada no domingo anterior em uma distância de 200 KM.

A respeito das MIL MILHAS de 1965 não podemos esquecer o 4°lugar da dupla gaúcha Breno Fornari / Nestor Mário Koch com Simca.

Abraços

Renato Pastro

Rui Amaral Lemos Jr disse...

Caro Leandro, obrigado pela referencia. Qt a meu amigo Victório ser azarão, não acredito nisso, pouco conhecido no meio das feras talvez.No dia que conheci o Victório conheci tambem outro amigão o Carlos de Pàula, li seu post sb a dupla Azzalin/de Maio serem azarões mas a #50 veio super bem preparada p/ a corrida. Tendo ultrapassado os Andreatta bem antes da quebra.
É Renato terminar uma MM já é uma vitória e o Nestor não conheço mas o Breno foi um senhor piloto.

Abs

Rui

Zuio disse...

Paulo, Leandro, Renato e Rui.
A última participação do Catharino foi em uma prova no Braço Morto, Imbé com uma Simca. Em Interlagos, a de 1965 foi a última participação.
Renato, o parceiro do Breno era o Afonso Hoch que falecei em 2001
grande abraço
Zuio

Paulo Schütz disse...

Pastro, não tenho plena certeza, mas acho que o Catharino participou da prova com a mesma Simca do domingo anterior, pelo que me lembro só trocando, como era costume do pessoal quando corria em prova de força livre, a tampa do porta-malas por uma de lona. Aquelas foram as primeiras provas que assisti ao vivo, por isso a lembraça, se a memória não me trai, era um carro azul.

Paulo Schütz disse...

Verdade, Zuio, não lembrava do Braço Morto.

Anônimo disse...

Pois é Schütz acredito na tua memória pois os dados que tenho da Revista AutoEsporte só comentam a participação dele na prova de 200 Km.

Para o Zúio: o colega do Fornari nas MM de 65 foi realmente o Nestor Mário Koch,e nos 1600 Quilômetros de Interlagos no mesmo ano de 1965 (27 e 28 de Março) pelo anel externo ele correu em dupla com Ismael Chaves Barcellos com o Simca 2600 cm³ de N° 35 com o qual conquistaram 0 11° lugar.

Abraços

Renato Pastro

luiz borgmann disse...

Creio que o Zuio tenha razao. No verão de 1969 houve uma corrida no Braço Morto, em Imbé (RS), eu estava lá prestigiando a participação do portoalegrense Henrique Krug, o popular "padeirinho" do bairro Ipanema com uma Simca Esplanada, quando também apareceu o Catharino Andreatta com um Simca Chambord, modelo antigo para a época(acho que era anterior ao Tufão). Creio que ele participou sómente para satisfação pessoal, pois a pista não era técnica e tampouco de sua especialidade, areia.
luiz borgmann

Luiz Fernando Costa disse...

O Zuio tem razão, a última corrida do Catharino foi no Braço Morto com uma Simca Emisul, em uma prova que estava correndo também o JK do Lauro Maurmann.
A Simca do Catharino era uma Chambord branca e cinza, que já era um carro ultrapassado para época como relatou o Borgmann.A confirmação deste fato vou relatar agora.
Na sexta feira do final de semana da corrida, meu pai, Luiz Fernando Costa, chegou no Imbé com uma Emisul com motor preparado e um cambio de 4 marchas ( Simca era 3 marchas) enviado pelo Jaime Silva, de São Paulo, que era da divisão de competições da fabrica ou coisa assim.
Quando ele chegou fomos até a casa do Catharino que pediu para andar com o carro. Fomos até a saida de Tramandai para acelerar no asfalto. Meu pai apertou a primeira, segunda, terceira, espetou a quarta e o " Velho " como meu pai o chamava, mandou ele parar para ele acelerar.Sentou e a tadinha da Simca não se michou para o peso dos vários títulos que ela carregava...o Velho abriu um sorriso do tamanho do meu, que com sete anos, estava agarrado no meio dos bancos presenciando aquilo tudo.Neste momento meu pai falou " vou roubar a corrida " e o velho levando o dedo na garganta, devido uma traqueostomia, para poder falar em função de um cancer disse em voz rouca:-Não vai não, quem vai correr com esta aqui sou eu, se quiseres pega a minha.... Foi assim que o Catharino arrumou o carro no qual ele fez sua ultima prova e veio a falecer no meio do ano sem realizar o sonho de inaugurar Tarumã.Tenho até uma foto desta prova.
Obs: Dizem que São Pedro está brabo....muitas corridas no paraiso
Que Deus os tenham!!!! Grandes amigos.

Paulo Schütz disse...

Grande relato, Mano!
Este veio do banco traseiro!
De fato, com o "povo" que já subiu, São`Pedro deve estar cansando de ser Diretor de Provas.