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segunda-feira, 9 de abril de 2012

Numa boa

No último encontro dos Jurássicos, tão logo entrei no Templo dos DKW's, fui recebido pelo "Chico" Feoli com um presente. Ele me disse que fazia tempo que estava para me entregar, mas como estive ausente dos últimos encontros, a entrega atrasou. Na mão dele um DVD com gravações de duas provas da antiga Fórmula 2 em Tarumã. A primeira já publiquei no Youtube e a segunda vai em breve.

A de hoje mostra a 2ª Etapa do Campeonato Brasileiro de 1984. Uma cobertura feita pelo Caio Chaves Barcellos, do programa Realce, que creio passava na TV Pampa. "Bocão" Pegoraro vinha de uma vitória na etapa de abertura em Interlagos. Fez o terceiro tempo na classificação, mas já na largada ultrapassou o pole Leonel Friedrich e "Chico" que alinhava em segundo. Não deu chance para os adversários, nem mesmo "Chico", que após recuperação travou forte disputa com "Bocão" pela liderança, porém tendo de se contentar com o segundo lugar. Em terceiro terminou Marcos Troncon.

É possível ver todos os gaúchos que participaram naquele ano. Além dos já citados "Bocão", "Chico" e Leonel, apareciam também, Pedro Grendene, Anor Friedrich, Aroldo Bauermann, Ronaldo Ely e o "Castrinho".



Legal demais esse registro, com direito a música de fundo, imagens dos preparativos, ótimos pegas e entrevistas, como a do "Bocão" no final, dizendo estar tudo numa boa.

Valeu, "Chico"!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Bota com B maiúsculo

O retratista, escriba e piloto de aparelho, Vilsom Lambe-Lambe Barbosa, deixou um comentário sobre o Ronaldo Nique no post no qual citei o seu falecimento. O comentário é tão bacana e tão verdadeiro que é mais do que justo dar um destaque maior a ele. Vai Vilsom.

"Tive o prazer e a honra de fotografar e conviver com o Nique. Bota com B maiúsculo, bem grande, em negrito. Acelerava de moto, de carro, de repente, até "de a pé". Nunca esqueço dos tempos em que ele era propagandista do Laboratório Aché e foi para Tarumã treinar, no horário de trabalho. Como acelerava um monte, acho que fez o melhor tempo ou algo semelhante. Não deu outra: saiu no jornal o seu feito. O chefe viu, não gostou e mandou o homem para a rua, se não estou enganado. Este retratista também trabalhou no ramo, por isso nunca esqueci.

Muita gente não sabe, mas enfrentou um seríssimo problema pessoal, com a esposa. Posso não estar contando direito, mas, em resumo, ela ficou anos a fio em estado de coma e ele, ao contrário do que muitos fariam, sempre ficou a seu lado. Informaram-me que costumava, a cada aniversário dela, contratar maquiadora, cabeleireira, manicure, para que a deixassem o mais bonita possível, para comemorar. Depois de anos, infelizmente acabou falecendo.
Eu, que já o admirava como piloto, ao saber disso, tornei-me seu admirador como pessoa, como homem de bem, uma raridade.

Há poucos meses o encontrei nas Ferramentas Gerais, acompanhado da filha adolescente, sinal de que também era excelente pai. A grande maioria vai viver a vida e esquece esposa, filhos,o que é mais cômodo.

A gente fica triste ao ver tanto corrupto, ladrão, gente da pior espécie esbanjando vida e morrendo de velho, ao passo que as pessoas boas são chamadas antes da hora, deixando um vazio em nossas vidas.

Agora, lá pelo Céu, deve estar havendo um baita reboliço. É até capaz de haver gente cometendo o pecado da inveja, porque, na primeira corrida que houver por lá, podem estar certos de que ele vai incomodar os outros botas que também já se foram. Só que a gente aqui não sabe em que canal transmitem as corridas de lá.

Como consolo, só nos resta espichar o olho, na Curva Um de Tarumã, esperando o 53 aparecer na liderança ou colado no líder, quem sabe até tentando uma ultrapassagem por fora, coisa que na Um, só tenta quem tem aquilo roxo. E coração e alma do tamanho do Universo".






Todas as imagens abaixo, que mostram o Nique em ação nas duas ou quatro rodas, ou no lugar mais alto do pódio, foram feitas pelo Vilsom. Elas estão nos arquivos do Nique e me foram emprestadas para digitalização em 2008.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

53

O número 53 era sinônimo de velocidade, arrojo e público em pé. Fosse nas duas ou quatro rodas, o 53 sempre foi competitivo e conquistou inúmeras vitórias e títulos com Ronaldo Nique, um dos grandes da história do automobilismo e motociclismo gaúcho. 53 era a idade com a qual infelizmente ele nos deixou, na última sexta, após um acidente na Freeway. Uma triste notícia que recebi neste retorno do carnaval.

Grande figura, sempre brincalhão e querido por todos, vai deixar saudades. Nique dividiu seu vasto acervo fotográfico e inúmeras histórias com este blog que podem ser visualizados clicando aqui.


Fonte da imagem: arquivo Ronaldo Nique.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Fórmula Super-Vê 1978

O Flávio Gomes divulgou na terça um vídeo sensacional, mostrando imagens de uma etapa de Interlagos da Fórmula Super-Vê de 1978. Por várias vezes aparecem imagens dos carros dos gaúchos "Chico" Feoli (#12) e Ronaldo Ely (#71). O vídeo era um institucional da Brahma, que na época tinha uma das equipes de ponta na categoria com Maurício Chulam e José Pedro Chateubriand. Vale a pena conferir.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Imagem do dia

Faltando tempo para atualizar o blog...

Mas segue aí uma imagem legal para começar o dia. Nosso grande "Bocão" embarcando para mais uma prova com as baratas. É de 1986 e o circuito vocês certamente vão identificar.

Fonte da imagem: revista Corsa.

sábado, 15 de outubro de 2011

Habla poco pero promete bastante

Este era o comentário publicado na revista Corsa argentina sobre a estreia do gaúcho Egon Herzfeld na 3ª etapa do Campeonato Sulamericano de Fórmula 3 de 1987. A prova foi disputada em Interlagos, no dia 19 de Julho.

Egon, recem chegado da Inglaterra, onde fizera alguns testes na Fórmula 3 local, fora contratado como mecânico pela equipe chefiada por Clóvis de Moraes e que tinha Cezar Pegoraro e Pedro Bartelle como pilotos. Na ausência de Bartelle, comum devido aos vários compromissos do piloto-empresário naquele ano, Egon acabou sendo escolhido como substituto para algumas provas, começando pela etapa paulista.

Dos 19 carros que participaram dos treinos classificatórios, o primeiro brasileiro aparecia apenas na sétima posição, com Pedro Muffato. Egon largava na 13º, com o tempo de 2min43s451, contra 2min40s847 do pole position Guillermo Maldonado.

Com uma ótima largada e uma primeira volta perfeita, Egon ultrapassou oito (!) concorrentes para fechá-la na quinta posição. Por alí ficou durante alguns giros, mas acabou sendo ultrapassado, entre outros, por seu companheiro de equipe "Bocão" Pegoraro. Este, por sua vez, fazia uma corrida perfeita, chegando a ocupar a terceira posição. Entretanto acabou abandonando no final, após a quebra de uma ponta de eixo. A falta de sorte do companheiro acabou por presentear o estreante gaúcho com um lugar no pódio, fruto da sexta posição após as 19 voltas. Egon foi o primeiro brasileiro a cruzar a linha de chegada na vitória de Kissling, seguido de Croceri, Sommi, Guerra e Furlan.

Na etapa seguinte, em San Jorge, na Argentina, Egon participou novamente. Largando da 16ª posição, fez outra ótima largada, passando na primeira volta na 10ª colocação. O pole, Leonel Friedrich perdeu duas posições na largada, concluindo a prova em terceiro. Egon ainda conseguiu ultrapassar mais dois concorrentes e fechou a prova na oitava posição.

Não tenho registros da participação de Egon nas provas seguintes, mas é provável que ele tenha participado de mais duas, antes de Pedro Bartelle retomar a pilotagem do Berta VW azul e preto.

Abaixo algumas imagens que mostram a participação de Egon Herzfeld na Fórmula 3 Sulamericana. Na primeira ele é o primeiro da direita para a esquerda. Na terceira, aparece logo atrás de "Bocão" Pegoraro e na última lidera o companheiro na etapa de San Jorge.





Fonte das imagens: revista Corsa.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Rio Grande na cabeça

Na última terça lembrei da prova de abertura do Campeonato Sulamericano de Fórmula 3 de 1987. Depois, dando uma olhada nos e-mails, encontrei essas preciosidades, enviadas pelo Roberto Mantovani. São também de 1987, registros feitos durante os treinos e mostram os dois expoentes daquele período, Leonel e Maldonado. Vejam os detalhes. O cara abastecendo o carro do "Alemão" não é o Mario Biagini, que era um dos donos da equipe INI? E aquela cuia pintada no casco do gaúcho?! Era difícil aparecer nas fotos. Quem deve ter pintado esse casco foi o Marquinhos da Sprint. E a simplicidade do box do Maldonado? Se não me engano esse carro está no Museu do Fangio lá na Argentina.

Essas fotos de baú são um barato.






Fonte das imagens: arquivo Roberto Mantovani.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Caminhada para o título

26 de Abril de 1987, autódromo de Cascavel, Paraná. 1º Etapa do Campeonato Sulamericano de Fórmula 3. Aquela era a quinta temporada da principal categoria do continente, que até então acompanhara um massacrante domínio argentino, tanto em pilotos, motores, chassis, etc. As apostas para o quinto título mostravam nomes conhecidos como Maldonado, Sommi, Croceri, Kissling, entre outros, mas o gaúcho Leonel Friedrich seria o responsável por escrever a história daquele campeonato de forma diferente.

Competindo pela equipe argentina INI, Leonel tinha um bom equipamento em mãos e teria de dar o melhor de sí para sonhar mais alto naquela temporada e a prova de Cascavel acabou sendo a oportunidade perfeita.

Apenas 16 pilotos estavam inscritos naquela prova. 12 argentinos e apenas quatro brasileiros (Leonel, "Bocão" Pegoraro, Pedro Bartelle e Pedro Muffato). O campeão de 1986, Maldonado, dominou os treinos e marcou a pole position com o tempo de 1min02s21. Croceri largava em segundo com 1min02s75. Abrindo a segunda fila estava o gaúcho Leonel, com 1min02s77.

Com a primeira fila dominada pelos "hermanos", parecia que o público assistiria mais uma vitória argentina, mas já na largada o jogo começava a virar. Com uma largada espetacular, Leonel conseguiu chegar na curva 1 disputando posição com Maldonado e o ultrapassou por fora, assumindo a ponta. Por lá esteve durante 10 voltas, sempre mantendo Maldonado pouco mais de um segundo atrás. E foi na volta 11 que parecia que tudo estaria perdido. Ao passar por uma mancha de óleo na entrada da curva 2, feita em última marcha, o Berta #6 da Ipiranga derrapou e Maldonado acabou ultrapassando o gaúcho. Por instantes ele pensou estar com um pneu furado e quase entrou nos boxes, o que acabaria com suas chances na prova, mas logo depois se deu conta do que havia acontecido e tratou de buscar a aproximação a Maldonado. Leonel conseguiu se aproximar, mesmo com o argentino fazendo sua melhor volta na prova. E por uma ironia do destino, aquela mesma mancha de óleo seria a aliada de Leonel. Na volta 18 Maldonado passou por sobre a mancha e Leonel retomou a liderança para não mais perdê-la. Além disso marcou a melhor volta da prova (40ª) com 1min02s72, tempo melhor do que conquistado na classificação.

Leonel venceu seguido de Maldonado, Croceri, Benamo, Sommi, Furlan, Scarazzini, Bartelle, Muffato e Cingolani, os 10 primeiros.

O resultado final do campeonato todos sabem, Leonel sagrou-se campeão, mostrando que a pilotagem brasileira em nada devia aos vizinhos castelhanos.





Fonte das imagens: revista Corsa.

sábado, 3 de setembro de 2011

Vitória histórica

A turma ficou na dúvida se era 1985 ou 1986, mas o Granito foi taxativo e confirmou que se tratava de 86, ano daquela histórica vitória do gaúcho Leonel Friedrich. Nem tanto pela própria vitória, obtida após problemas com o carro de seu maior rival, Guillhermo Maldonado, mas por vingar a amarga derrota da prova de 85, quando liderava a prova e acabou sendo ultrapassado pelo próprio Maldonado na última volta. Aquela não poderia ter escapado.

E foi com esse pensamento que a torcida gaúcha entupiu o Tarumã no dia 20 de Abril daquele ano para acompanhar a segunda etapa do campeonato Sulamericano de Fórmula 2 e ver mais uma vez o duelo entre brasileiros e argentinos. Maldonado alinhava na pole position, tendo Leonel ao seu lado. A seguir uma fila de hermanos. Leonel estava cercado pelos inimigos.

Dada a largada, os dois primeiros no grid dispararam na ponta, com Leonel colado em Maldonado. Por 31 das 33 voltas, o gaúcho não desgrudou do Berta #1 e, como num daqueles filmes de Hollywood, o "vilão" argentino teve problemas com seu carro e acabou sendo ultrapassado pelo "mocinho" que corria na frente de sua torcida. Mais duas voltas e a bandeira quadriculada apareceu primeiro para o gaúcho, deixando o autódromo num clima de grande festa.

Além da vitória, Leonel fez também a melhor volta, com o tempo de 1min00s940, novo recorde oficial para o autódromo naquela época.

As imagens abaixo mostram alguns lances da prova, como o momento da ultrapassagem, Leonel sendo carregado nos braços e a lamentação de Maldonado, que acabou concluindo na terceira posição.








Fonte das imagens: arquivo revistas Quatro Rodas e Placar.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Testando

Recebi do Roberto Mantovani, que recentemente apareceu por aqui, lembrando a sua época no kart, as imagens abaixo. Mostra nosso querido "Bocão", tema do Desafio da semana passada. Ele desafia a turma a identificar o senhor de camiseta branca na primeira imagem. É fácil.

Os registros são provavelmente de 1987, talvez de algum treino, pois os boxes estão meio vazios. Notem lá ao fundo o logotipo da Ipiranga que ficava debaixo da torre da direção de prova. Ele mudou justamente em 87, por isso o chute. Em 88 os carros da Grendene eram cinzas.

Está aí o registro. Valeu, Roberto!



Fonte das imagens: arquivo Roberto Mantovani.

sábado, 13 de agosto de 2011

Só deu Gaúcho na Fórmula 2

Sem maiores dificuldades, a turma acertou a resposta do último Desafio. Etapa de Tarumã da Fórmula 2 de 1984, disputada no dia 13 de Maio daquele ano. Era a segunda prova do ano. "Bocão" Pegoraro, que já havia vencido na primeira prova em Interlagos, repetiu o feito, disparando na liderança do campeonato. O piloto ainda venceria mais duas provas, em Cascavel e Jacarepaguá, garantindo o título na última etapa, em Guaporé.

Os gaúchos eram maioria no campeonato. Eram oito. "Bocão" e Pedro Grendene corriam pela Taurus/Grendene/Havoline. Os irmãos Leonel e Anor Friedrich pela Ipiranga GP Super. Ronaldo Ely pela Denim, "Chico" Feoli pela Kodak/Gradiente, Aroldo Bauermann pela Zaluski e "Castrinho" pela Zocolotto/Gasa.

Com tanta participação, os resultados não poderiam ter sido melhores para a gauchada: Além de "Bocão" ter vencido quatro provas e ficado com o título, todas as demais provas foram também vencidas pela turma dos pampas: Ely venceu a terceira em Brasília, Anor a quinta em Goiânia, Feoli a sétima em Tarumã e Leonel a oitava e última em Guaporé.

Dos seis primeiros no campeonato, apenas um não era gaúcho, o paulista Marcos Troncon, que fechou com o vice.

Abaixo as três primeiras imagens são de "Bocão" e as demais são de alguns representantes da brigada local.









Fonte das imagens: arquivo revista Placar, jornal Esporte Motor, arquivo Cezar Pegoraro e arquivo Aroldo Bauermann.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Um dos melhores que já se ouviu falar

Hoje retomo a retrospectiva do grande bota Waldir Buneder. Após dois títulos e um vice no Campeonato Regional de Turismo, era hora de um salto mais alto nos carros de turismo. Ainda em 1989, a participação em duas etapas do Campeonato Brasileiro de Marcas, a Copa Shell, seria uma experiência para o ano seguinte. Correndo com Antônio Sartori, no Voyage preto #6, Buneder foi para Jacarepaguá para a sétima etapa da temporada. Muitos foram os problemas enfrentados pela dupla e o o melhor a fazer foi se preparar para a etapa seguinte, em Tarumã.

Correndo em casa, a dupla tinha boas chances e a pole position conquistada no sábado já mostrava que a equipe, liderada pelo preparador José Carlos, havia encontrado o caminho das pedras. No domingo, a corrida, uma das melhores do ano, foi disputadíssima, com o Chevette #1 de Evaldo Quadrado e Serge Buchrieser tomando a ponta já na largada. O Voyage #6 vinha no compacto pelotão dianteiro, mas acabou se envolvendo num forte acidente na curva 9, com sete carros envolvidos. As avarias no carro acabaram por prejudicar o desempenho da dupla, que ainda conseguiu um nono lugar ao final das duas baterias.

Para 1990 o plano era participar de todo o Campeonato Brasileiro de Marcas. Buneder convidou um velho amigo, Luis Alberto Ribeiro de Castro. O carro seria o Voyage #40 da equipe Intral. Pilotos como Ingo Hoffmann, Chico Serra, Xandy Negrão e Toninho da Matta, eram uma amostra do altíssimo nível que alinhava no grid.

Os não menos experientes Buneder e "Castrinho" tiveram de treinar muito para deixar o Voyage "na ponta dos cascos". O resultado não demorou muito a aparecer. A vitória já na segunda etapa do campeonato, em Cascavel, não deixava dúvidas em relação ao potencial da equipe gaúcha. Outros bons resultados foram obtidos ainda naquele ano e ao final do campeonato a dupla obteve o quarto lugar na classificação.

Mantendo o mesmo esquema, o ano seguinte não trouxe vitórias e a dupla foi apenas a sétima colocada no campeonato. Para 1992, o regulamento da Copa Shell mudava os motores de 1600 cc para 1800 cc e o Voyage deu lugar a um Escort, carro que acabou dominando a categoria até 1994. Buneder e "Castrinho" terminaram o campeonato em sexto lugar, mas aproveitaram para participar também do Gaúcho de Marcas. Já na primeira prova, vitória com o Escort com lastro, para compensar a diferença de cilindrada. O velho Voyage foi trazido para a etapa seguinte e... nova vitória. Os resultados eram excelentes, mas a prioridade recaia sobre a Copa Shell e só devido à coincidência de datas das provas a dupla não ficou com o título no Gaúcho.

A temporada de 1993 da Copa Shell iniciava em Tarumã e lá estava o Escort #12, mais uma vez, perturbando a vida dos adversários. Após uma disputa acirrada com Egon Herzfeldt e Vicente Daudt, Buneder e "Castrinho" levaram a melhor, vencendo mais uma vez. Acabaram concluindo o campeonato na sétima posição. No ano seguinte, a dupla seria a sexta colocada no mesmo campeonato.

Com o encerramento da Copa Shell, Buneder retornou ao automobilismo gaúcho, participando em 1995 da recém criada Copa Corsa, onde boa parte dos melhores pilotos da ocasião estavam presentes. Conquistou três vitórias, concluindo a temporada na terceira colocação. Ao final do ano, competindo em Interlados na Copa Corsa - Taça dos Estados, contra 70 participantes, terminou a prova na quarta posição.

Em 1996, Buneder voltou a participar de um campeonato nacional, a Fórmula Palio, que teve sua etapa de abertura em Tarumã. A sua grande experiência da pista gaúcha e o entrosamento com o carro culminou na pole position, alinhando logo à frente de outros monstros do automobilismo como Renato Conill e Leonel Friedrich. A prova foi muito disputada, cheia de toques e Buneder concluiu na quarta posição. Mas a vitória era questão de tempo e apareceu por duas vezes naquela temporada inaugural, em Londrina e Guaporé. Ao final do campeonato, sexta posição para o gaúcho.

No ano seguinte, a Fórmula Palio teria seu início novamente em Tarumã. Buneder cravou novamente a pole position, correu o tempo todo pressionado, mas não deixou escapar a vitória e ainda teve o amigo "Castrinho" terminando na segunda posição. Buneder liderou praticamente todo o campeonato, porém concluiu na terceira colocação.

1998 teve a etapa de abertura da Fórmula Palio mais uma vez em Tarumã. E Buneder venceu novamente, assim como na etapa seguinte em Curitiba. Na terceira etapa, em Interlagos, largou em último e chegou na quarta posição. Em Cascavel, foi pole pela terceira vez no ano e terminou em sétimo, após levar um toque. Em Brasília foi terceiro colocado. Em Goiânia fez a pole e venceu de ponta a ponta. Terminou a temporada com 93 pontos contra 75 de Chico Serra, sagrando-se Campeão Brasileiro!

Sua última temporada nas pistas, em 1999 viu ainda a conquista de um vice campeonato na Fórmula Palio.

Buneder foi um pilotos com maior destaque em provas de turismo no estado e no Brasil e se considerarmos que sua trajetória nos carros vai de 1986 a 1999, seus resultados se destacam ainda mais. Dois títulos regionais, um vice, um título nacional, um vice, além de inúmeras vitórias e poles, correndo sozinho ou em dupla, Waldir Buneder foi um dos melhores pilotos que já se ouviu falar.

Aproveito para agradecer ao próprio que gentilmente me passou algumas informações importantes para compor esses posts dedicados a ele. Valeu, Buneder!

Abaixo uma série de imagens que vão desde sua primeira participação no Brasileiro de Marcas em 1989 até sua última temporada na Fórmula Palio.

















Fonte das imagens: jornal Esporte Motor, revista Esporte Motor, jornal Zero Hora, revista Auto Esporte e livro Tarumã - Uma História de Velocidade (Gilberto Menegaz, Paulo Lava e Paulo Torino).