Fonte das imagens: arquivo Fernando Soares.
segunda-feira, 18 de março de 2013
Mil km de Brasília, 1980
Fonte das imagens: arquivo Fernando Soares.
sábado, 7 de janeiro de 2012
A primeira da Divisão 1 em Tarumã
Para a prova gaúcha, denominada 6 Horas de Tarumã - resposta do último Desafio, Bird, além de Clóvis, teria Ismael Chaves Barcellos na pilotagem do Maverick verde e amarelo. Outra força local na classe de maior cilindrada era o Opala de Pedro Carneiro Pereira e José Asmuz.
O Maverick do trio Bird/Clóvis/Ismael, como era esperado, liderou parte da prova, mas acabou tendo problemas, sendo ultrapassado por outro Maverick, o da Hollywood, pilotado por Luiz Pereira Bueno e José Renato Catapani, fazendo assim a dobradinha da Ford. O melhor Opala foi o de Asmuz e "Pedrinho", que concluía sua última prova antes de seu acidente fatal, dias depois.
Abaixo alguns registros da prova mostrando também os vencedores das Classes A, Victor Steyer, Cláudio Mueller e Luigi Smaldido, com Chevette (foto do pódio), o segundo na A, Luiz Gustavo Tarragô de Oliveira, Luiz Carlos Ribas e Vandernei Simões (Corcel #14), os vencedores na B, Breno Job Freire, Jorge Truda e Paulo Nienaber (Dodge #71), além dos Opalas #7 de Jan Balder e Bob Sharp (5º na Classe) e o #22 de "Pedrinho" e Asmuz.





Fonte das imagens: arquivos Luiz Oliveira, Roberto Freire e Enciclopédia do Automóvel.
sábado, 26 de março de 2011
Mil km de Brasília, 1980
Pois bem, tratava-se da dupla Ribas e Fernando Soares, o "Naná", durante disputa dos Mil km de Brasília de 1980. Ao final da prova, disputada por mais de 50 carros, a dupla obteve a 15ª posição no geral e a 7ª na categoria dos Fiats.
Aquela prova marcou o retorno da disputa entre diferentes marcas em uma prova longa. Mesmo assim, a classificação era em separado, já que havia significativa diferença no desempenho das quatro marcas. Os Opalas eram os mais rápidos. O melhor tempo nos treinos, feito por esse modelo foi 2min27s34. Na sequência vinham os Passats. O melhor deles fez 2min36s64. Os Fiats vinham a seguir com 2min46s03. Por fim apareciam os carros da Ford. O melhor Corcel fez 2min49s45. Nessa prova todos os carros competiram tendo o álcool como combustível.
Além dos já citados Ribas e Soares, outros gaúchos participaram da prova. Ainda com Fiats: "Janjão" Freire que fez dupla com o carioca Murilo Piloto, Renato Conill que correu com o carioca Telmo Maia, Aroldo Bauermann e Antônio Luft, Antônio Fornari e Ernani Dietrich e Cezar Pegoraro e Ronaldo Ely, estes com um Passat.
Destes citados, os melhores colocados ao final foram "Bocão" e Ely (8º no geral e 3º na categoria Passat) "Janjão" e Piloto (9º no geral e 2º na categoria Fiat) e Aroldo e Luft (11º no geral e 3º na categoria Fiat). Os vencedores no geral foram Paulo Gomes e João Palhares com um Opala.
Abaixo aparecem algumas imagens da prova, começando com o Fiat de Ribas/Soares, depois "Janjão"/Piloto, Aroldo/Luft e por fim "Bocão"/Ely.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
No capricho!
"Oi Sanco, tudo certo?
Amigo, estou te mandando umas fotos que um amigo meu tinha do Campeonato Regional de Turismo de 1989, equipe Valvoline, Voyage #62 do Jorge Fleck e do Luiz Carlos Ribas. Essa prova foi em Guaporé. Foi a primeira prova depois da morte do meu pai (o preparador Marcos Vieira). A equipe era bem organizada e uniformizada. Nas fotos aparecem eu, o alemão Vilmar, o Darlan, filho dele, o Alexandre, Luiz, Zé e acredite: eu que fiz esse motor! Era bala! O chefe de equipe era o Luiz Eduardo Moreira que trabalhou em várias rádios da capital, jornalista gente fina! Esse Voyage era um capricho que vou te contar...
Abração,
Marcelo Vieira."
Na imagem abaixo o Marcelo é o terceiro da esquerda para a direita.
O motor devia ser uma bala mesmo, pois após um começo de temporada ruim com o Passat, a equipe decidiu por correr com o Voyage. A partir daí a dupla Fleck/Ribas terminou todas as provas entre os 10 primeiros, concluindo o campeonato na terceira posição.
Valeu, Marcelo!
Fonte das imagens: arquivo Marcelo Vieira.
terça-feira, 8 de julho de 2008
A surpresa da prova


Junto com as imagens veio a matéria da revista Quatro Rodas a respeito dessa prova, que dizia o seguinte:
"O título de campeão brasileiro de Fiat 147 de 1982 somente será decidido no tribunal da CBA. Se o recurso da equipe Sultan for julgado procedente, o campeão será o paulista Attila Sipos; caso contrário, o gaúcho Renato Conill será declarado vencedor.
Conill venceu a sexta e última etapa deste certame, mas Attila foi jogado para fora da pista por Jackson Lembert, companheiro de equipe de Conill, com um agravante: estava uma volta atrasado, pois havia parado nos boxes para desamassar seu carro.
Lembert tentou justificar sua atitude dizendo que na segunda volta, quando liderava, havia batido com Attila e saído da pista. Entretanto, segundo o testemunho de outros pilotos, quem bateu em Lembert foi Conill.
O curioso é que Attila pressentiu a atitude de Lembert, pois quando ia completar a sétima volta e viu Lembert à frente, Attila deixou que alguns carros o ultrapassassem e ficou no meio do pelotão. Mas não adiantou, pois na curva do Tala Larga, Lembert ficou ao seu lado e o mandou contra o guard-rail.
A corrida foi vencida por Luís Otávio Paternostro, que recebeu uma volta de penalização - não se sabe por que - e a vitória ficou para Antônio Schilling.
Foi este o resultado final: 1) Antônio Schilling; 2) Renato Conill; 3) Paulo Hoerlle; 4) Hélio Matheus; 5) Luis Castro; 6) Luiz Carlos Ribas; 7) Eduardo Fagundes; 8) José "Coelho" Romano; 9) Evaldo Quadrado; 10) Luis Otávio Paternostro."
Acho que no final das contas Conill levou o caneco do campeonato. O Luiz estava nesta prova e lembra que o acidente entre o Jackson e o Attila foi na curva do Laço e não no Tala Larga como saiu na revista.
Fonte das imagens: arquivo Luiz Borgmann.
segunda-feira, 30 de junho de 2008
Flat na 1
A partir de 1990, em paralelo ao Gaúcho de Marcas onde corria com Jorge Fleck, Ribas começou a competir na recém criada Copa Fiat de Velocidade com o Rogério Lammel. Nesta categoria foi um dos pilotos mais vitoriosos e em parceria com o piloto de Erechim, Clóvis Groch, protagonizou duelos históricos com a dupla Paulo Hoerlle e Antônio Fornari do Uno #99. Em 92 foi terceiro colocado, em 93 Vice-Campeão com Groch e finalmente em 94 Campeão, sempre em parceria com Groch. Em 95, mantendo a dupla, seria novamente Vice-Campeão.
Nas "12 Horas de Tarumã", Ribas, ainda hoje, é um dos pilotos com melhor retrospecto e maior número de vitórias. Venceu em 1995 com Soldan e "Castrinho", em 97 com Vitor Castro, Luciano Marx e o filho Rodrigo (algo inesquecível na minha vida. Só eu o Ganso - João Sant'Anna em 2007 - temos esse feito na carreira, esse sonho, disse ele) e em 98, novamente com Soldan e "Castrinho". Ainda nas "12 Horas", foi Vice em 1989, na categoria Regional de Turismo e em 99 e 2001 na categoria Força Livre. Nesta última, despediu-se das pistas. A vitória escapou por apenas 16 segundos.
Ribas foi também Campeão do Gaúcho de Endurance em 1997, dividindo a pilotagem de um Aldee com o velho companheiro Walter Soldan.
Ok, vamos a mais algumas imagens.









Na sequência: em 1990 no Voyage do Gaúcho de Marcas, em parceria com Jorge Fleck, depois no mesmo ano, agora na Copa Fiat, em parceria com Rogério Lammel. Mais abaixo durante os 500 km de Tarumã de 1991, quando correu com Vicente Daudt. Depois três da Copa Fiat (92, 93 e 94), onde foi Campeão em dupla com Clóvis Groch.
As seguintes são das "12 Horas", começando com a vitória de 95, depois o abraço com o filho na vitória em 97. Mais abaixo uma do Aldee com o qual obteve o título do Endurance em 97 com o amigo Soldan. Depois a vitória com Soldan e "Castrinho" em 98. Mais abaixo momentos antes da largada da prova de 99 ao lado de Rodrigo e em 2003, dando algumas dicas para o filho que venceu o Torneio de Verão daquele ano com um MCR.
Antes de encerrar o post, queria dizer que na mensagem que o "Delegado" me enviou, contando suas histórias, ele não terminou sem antes falar que o filho Rodrigo, além de guiar mais do que ele, tem um currículo muito melhor. Eu acho que ambos são pilotos muito rápidos e graças a isso é que a família continua escrevendo, com muita propriedade e entusiasmo, a história do automobilismo aqui no Rio Grande.
Rodrigo voltou a acelerar este ano no Gaúcho de Marcas, como pode ser visto abaixo.
Me lembro que certa feita, o "Delegado" Ribas foi questionado a respeito do seu jeito de fazer a curva 1 de Tarumã com o "pé embaixo", isso no tempo em que corria na Copa Fiat ou no Marcas, eu acho. Ele respondeu que era fácil, mas que não entendia como alguns pilotos conseguiam fazer isso na 2 (!).
Durante muito tempo, minha diversão era ficar próximo à curva 1 escutando os carros para ver quem conseguia entrar nela sem aliviar. Posso contar nos dedos das mãos a quantidade de pilotos que faziam a 1 flat.
Valeu, Ribas! Saibas que apesar de não acelerar mais, tu ainda tens muitos fãs espalhados pelo Rio Grande. Prova disso é que hoje recebi alguns e-mails de amigos lembrando de algumas histórias que serão publicadas em breve.
sábado, 28 de junho de 2008
O delegado pé de chumbo
O tempo para me dedicar ao Blog é curto. Não consegui ainda escrever e lembrar de todos os pilotos que gostaria. Essa lista de "botas" que falo, é composta por aqueles pilotos que ví correr e que me deixaram impressionado por suas atuações na pilotagem de um carro de corrida. Já lembrei de vários aqui e hoje mais um deles terá seu espaço no Blog. Falo de Luiz Carlos Corrêa Ribas, o popular "Delegado", profissão que exerce há muitos anos. Ele era a resposta para o Desafio da última semana. O Rogério Tardivo, o "Taxa", acertou e além disso, era ele o preparador daquele Fiat 147 no Campeonato Gaúcho de 1982.
Posso estar enganado, mas eu me lembro que no início dos anos 80, quando eu morava na Rua Alberto Silva e estudava no Colégio Santa Dorotéia, havia uma oficina na Rua Mali (que ficava quase ao lado do Colégio), onde havia um Fiat 147 #10. Será que era alí a tua oficina, "Taxa"? Me lembro que anos mais tarde o Chevette #46 patrocinado pela Cinzano que corria no Regional de Turismo (em 1987) ficava por alí também. É claro, esse carro era pilotado pelo Rodinei, irmão do Rogério!
Bom, consegui um contato com o "Delegado" durante essa semana para saber um pouco mais sobre a carreira dele nas pistas, coisa e tal. Ele lembrou de muita coisa, mas pediu um desconto, pois como ele próprio disse "a memória do velho já falha em alta e engasga em baixa". Ele fez questão de dizer que ficou emocionado ao ver passagens da vida dele no automobilismo e também de lembrar dos tantos parceiros que teve nas corridas como Soldan, Castrinho, Groch, Guto Furst, Jorge Fleck, Vicente Daudt, entre outros, que foram mais do que parceiros, foram e ficaram como irmãos. Ele disse que com eles cresceu como piloto e ser humano e por isso é muito grato. Que legal esse depoimento.
A história dele no automobilismo começou na Mueller Formação de Pilotos, do Professor Cláudio Mueller, seu amigo até hoje. A estréia aconteceu em 1972 no Campeonato Gaúcho de Estreantes e Novatos com um DKW (credo, diz ele). Em 1973, já como piloto graduado, correu a primeira prova de Divisão 1, as "6 Horas de Tarumã", em parceria com os pilotos Vandernei Simões e Luiz Gustavo Tarrago de Oliveira, prova na qual chegaram em segundo lugar. Entre 1974 e 76 Ribas disputou o Campeonato Gaúcho de Viaturas Turismo com um Chevette (sei que em 75 o número do carro era 67 e que nas 12 Horas daquele ano fez parceria com Bruno Picollo e Gilberto Jaeger no #61) parando e voltando em 1978 quando começou o campeonato de Fiat aqui e no resto do país.
Em 1979 conquistou o primeiro título da carreira, o de Campeão Uruguaio de Turismo (incrível, não é?). Naquele mesmo ano participou dos campeonatos de Fiat com um 147. No ano seguinte foi sexto colocado no campeonato gaúcho de Fiat no carro da Kury-Padilha. Em 1981, ano em que formou equipe com o Joel Echel, foi o quinto colocado no campeonato.
De 1982 a 84 Ribas foi piloto oficial de fábrica (Fiat), disputando, além do Gaúcho de 147, o Campeonato Brasileiro de Marcas e Pilotos. Também em 84 participou da Copa Itali de Turismo. Em 1985 fez dupla com Walter Soldan e juntos foram Vice-Campeões do Campeonato Regional de Turismo, vencendo três provas. A partir de 1986 até meados dos anos 90, ainda no Regional de Turismo/Gaúcho de Marcas, correu com os pilotos Ricardo Trein, João Campos, Aroldo Bauermann, Itamar Bianchesi, Jorge Fleck, Vicente Daudt, Carlos Augusto de Souza ("Guto Furst"), entre outros, com carros Escort, Uno, Passat, Voyage e Chevette.
Amanhã tem mais retrospectiva do "Delegado". Agora vamos a algumas imagens.



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Na sequência: em 1980 com um Fiat 147 no Campeonato Gaúcho. Depois em um "pega" com o companheiro de equipe Joel Echel, em 81. Mais abaixo ainda estamos em 81 e na seguinte mostrando Ribas na caça ao Paulo Hoerlle, em Guaporé, 82. Em seguida, com Evaldo Quadrado durante o Brasileiro de Marcas e Pilotos de 84 com um Oggi. Depois no Fiat 147 com o qual fez dupla com Walter Soldan e conquistou o vice-campeonato de 85 no Regional de Turismo. A seguir no Escort, durante as "12 Horas de Tarumã" de 86 com Ricardo Trein. Fechando o dia com duas de 89, quando fez dupla com Jorge Fleck na pilotagem de um Passat e mais tarde de um Voyage.
Como disse, amanhã tem mais.
Fonte das imagens: Anuário Fiat de 1980, arquivo Joel Echel, arquivo Paulo Trevisan, Jornal Esporte Motor, arquivo Ricardo Trein, jornal Zero Hora e arquivo pessoal.





