"Em 1986 participei do Campeonato Regional de Turismo com o Carlinhos Andrade no Chevette #5. Ficamos com o vice campeonato. No ano seguinte participei com um Uno em dupla com o Renato Conill em algumas provas e nas 6 Horas de Guaporé participei com o Waldir Buneder e o José Bammann com um Passat. Nas 12 Horas daquele ano corri com um Opala com os pilotos Sergio Konarzewski e José Ferrari. Fizemos a pole, lideramos a prova até faltarem uns 20 minutos para o término quando nosso motor quebrou. Vitória certa que escapou das nossas mãos.
Em 1988, voltei à equipe do Carlinhos. Novamente ficamos com o vice campeonato, já que nos tiraram o campeonato no tribunal... Aliás, foi algo que eu nunca consegui engolir, mas deixa para lá, coisas de automobilismo... No ano seguinte participei com um Passat patrocinado pelo Curtume Ritter com o piloto José Roque Bresolin. Continuamos com esse carro em 1990. Mais tarde ele seria substituído por um Voyage. Foi neste mesmo ano que participei com o mesmo carro alterado para o Brasileiro de Marcas em uma pova em Interlagos, junto com Walter Soldan, apenas para conheçer o novo traçado da pista de Interlagos, onde eu ainda não havia pilotado...somente na pista antiga!!! Nas 12 Horas de 1990, corri com o Carlinhos e o Baguncinha e terminamos na segunda colocação com o Chevette.
Segui correndo com o Bresolin e o Voyage no Gaúcho de Marcas de 1991. Nas 12 Horas daquele ano corri mais uma vez com o Carlinhos Andrade e o Roque Bresolin. Chegamos em quarto lugar na geral. Foi aquele ano em que em plena reta perdi o capô do motor. O capô voou tão alto que foi atingir um carro estacionado na curva um!!! Dias após a prova recebemos uma notificação para indenizar os estragos no carro do espectador.... e a prova que ele tinha... era o nosso capô... hehehe... Lógico, para evitar transtornos ao Automóvel Clube, eu, o Carlinhos e o Bresolin dividimos o custo do conserto do carro do espectador.
Dai em diante começei a ficar desmotivado. Os resultados não vinham e começei a pensar em parar. Queria correr sozinho, lutando por meus próprios méritos. Sonhava com o Brasileiro de Stock Car, mas nunca consegui verba suficiente para encarar os orçamentos deles..."
Não seria dessa vez que Steyer penduraria o capacete. Vocês saberão que prova motivou a permanência dele nas pistas no próximo post.
Abaixo uma sequência de imagens do período entre 86 e 91, começando com a dupla com Carlinhos no Chevette #5, depois o Uno com Conill em 87, o retorno da dupla Carlinhos/Steyer no belo #5 de 88, o Passat #27 de 89 e 90 com o Bresolin, o Voyage #10 com o qual correu em Interlagos com o Soldan, fechando com o que sobrou do Opala #5 ao final das 12 Horas de 91.








Fonte das imagens: arquivos Victor Steyer, Paulo Trevisan, fotos Vilsom Barbosa, jornal Pit Stop, jornal Esporte Motor e jornal Zero Hora.

















Na sequência: Carlinhos de Andrade e Ruben Di Palma, um dos maiores pilotos que a Argentina já teve, durante uma etapa da Fórmula 2 em Tarumã, 1982. Depois uma sequência dos Chevettes (1984 a 1990) com os quais o piloto correu ao longo de suas participações na Copa Itali, no Regional de Turismo e no Gaúcho de Marcas. Infelizmente não consegui nenhuma imagem dos Chevettes da Copa Chevette. Durante esse período, Carlinhos fez dupla com os pilotos Francisco Feoli, Roque Bruxel, Victor Steyer, João Alfredo Ferreira e Vitor Hugo Ribeiro de Castro.

