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quarta-feira, 2 de julho de 2008

RALLYE MOBIL - CLIPRENE

O expert em rallye, Renato Pastro, atento ao que passa pelo Blog, me enviou algumas imagens da participação dos irmãos Roque e Edgar Echel no Campeonato Gaúcho de Rallye de Regularidade com o Volkswagen Brasilia #10 da Equipe Manol - Cautol. A prova era o RALLYE MOBIL - CLIPRENE, terceira etapa do campeonato disputada em 09 de Junho de 1979. Eles ganharam na Categoria Estreantes (entre 7 carros) e finalizaram em oitavo lugar na categoria superior a deles de Novatos (entre 17 carros). O Renato achou interessante e notou que logo a frente deles na sétima colocação finalizou a dupla João Clênio de Campos/Clédio de Campos com um Fiat 147 da Equipe Piemonte de Caxias do Sul.

Abaixo a imagem do carro. Há ainda mais duas da dupla, porém correndo outra prova com um Fusca.

Eu comentei o assunto com o Joel e ele me disse que o Roque, menor dos irmãos, competiu com uma moto em provas de enduro, tendo participado do Enduro da Independência pela Cautol em parceria com o Alexandre Muller.

Valeu, Renato!

Fonte das imagens: arquivo Renato Pastro.

sábado, 21 de junho de 2008

O automobilismo teve de esperar

Conforme falei no início da semana, a parceria com os irmãos Paulo e Ivan Hoerlle renderia aos irmãos Echel a participação nas duas provas de maior duração que foram disputadas em 1974, a bordo de um Chevette da Divisão 1, categoria que a partir daquele ano predominava nas provas longas. Pelo que consta, até 1973 a Divisão 3, com seus motores movidos à gasolina azul, era a totalidade do grid das provas longas, mas provavelmente com a restrição na utilização de gasolina, a Divisão 1 tomava seu espaço e isso pode ser visto até 1976, antes da interrupção deste tipo de competição.

Infelizmente não tenho os resultados obtidos pelo trio, mas por outro lado, segue aí uma série de boas imagens.

Essas primeiras são das "6 Horas de Tarumã", disputadas no dia 06 de Setembro. Para apimentar a disputa, choveu. E o resultado foi uma "pequena" avaria na frente do pobre Chevette. Será que alguém consegue identificar os outros carros?
Por fim, algumas das "12 Horas de Tarumã", disputadas no dia 15 de Dezembro. Na primeira pude notar as recém construídas "zebras" na parte interna da curva do Laço. Na do meio o Chevette branco #46 é da dupla Átilla Sipos e Walter Zebiden, pilotos de São Paulo.

Essa prova seria a última participação de Joel em competições até o retorno em 1980 na categoria dos Fiats. Por motivos profissionais, o automobilismo teve de esperar.

Assim que possível publicarei algumas imagens dos Fiats aqui no Blog. Aguardem.

Fonte das imagens: arquivo Joel Echel.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Cartão de visitas

Uma das coisas que achei muito legal dos anos 70 é que boa parte dos carros eram identificados pelo nome do preparador. Alonso, Vilmar, Pelegrini, Romeu, Hoerlle, Gessy, Magno e por aí vai. Era quase como um cartão de visitas da equipe. Seus nomes eram quase sempre pintados nos pára-brisas dos carros, algo raro hoje.

Pois após aquela etapa de Maio de 1974, o pára-brisas do #36 estava diferente. A inscrição Pelegrini tinha sido substituída pela Hoerlle, o que significava que os irmãos Paulo e Ivan assumiam a partir dalí a preparação do carro dos Echel. Na imagem abaixo estão, da esquerda para a direita: Paulo Hoerlle, Joel, Edgar e Ivan Hoerlle.

Lembrei que certo dia quando fui falar com o Paulinho, lá na oficina dele, vi uma das imagens que o Joel tem e foi lá que descobri o quão ecléticos eles eram. Eu cresci associando o nome dos Hoerlle aos Fiats, mas dá para dizer que eles já mexeram e foram competitivos com quase todas as marcas e modelos de carros de turismo que já correram em um campeonato aqui no sul. Estou devendo uma visita ao Paulinho. Não posso deixar de ir lá.

O Joel ainda lembra que além do Paulo e do Ivan, o pai deles e o amigo Tino estavam sempre ajudando. A parceria com os Hoerlle duraria até o fim de 1974 e renderia ainda a participação dos Echel nas provas 6 Horas e 12 Horas de Tarumã, que em breve mostrarei aqui.

Bom, hoje separei várias imagens do #36. Na verdade essas são as últimas, pois logo em seguida a equipe implementaria uma série de mudanças, começando pelo número do carro, que serão publicadas a partir de amanhã.

Nas imagens acima aparecem também o #9 do Emílio Boeckel, o #3 do Cláudio Mello, o #1 do Júlio Renner e o #42 que eu acredito que era o "Bocão" Pegoraro. Não tenho certeza. Poderia ser também o Raffaele Rosito, pois em algumas provas o Leonel correu na Brasília dele.

Abaixo mais uma sequência.

Essa é de uma prova que não passou da curva 1. O Joel lembrou que o pneu traseiro direito estava vazando desde o alinhamento no grid, mas que não fora informado por sua equipe, ficando sabendo só após a rodada. Por muita sorte o #36 não foi acertado por ninguém. Nas imagens aparecem o #87 do "Castrinho", o #34 do Raul Machado, um Corcel #57 que não consegui identificar o piloto, entre outros mais.
Amanhã mais imagens e histórias.
Fonte das imagens: arquivo Joel Echel.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

1min22s39/100

Em 1974 os irmãos Echel mostrariam toda a força do seu equipamento e toda garra na pilotagem. A vitória, como já sabem, nunca veio, mas sempre escapava por pouco. A primeira prova do ano seria os 500 Km de Tarumã no dia 23 de Março.

O grid, definido na Sexta, já que a corrida seria no Sábado, contou com uma boa presença de público. Na verdade até nos treinos extra-oficiais, feitos na semana anterior, levaram um bom público ao Tarumã. Pelegrini conseguiu tirar cerca de 125 HP do motor do #36 movido à gasolina azul e mais alguns aditivos, o que ajudou os irmãos Echel a conquistar a pole position para aquela prova, colocando exatamente 1s sobre o segundo colocado.

O treino classificatório ficou assim:
1º #36 Irmãos Echel com 1min22s39;
2º #3 Cláudio Mello/ Cláudio Mueller com 1min23s39;
3º #16 Bruno D'Almeida/ Victor Steyer com 1min24s41;
4º #9 Emílio Boeckel/ Rejani Frantzen com 1min24s42;
5º #90 Brasílio Terra/ Cezar Pegoraro com 1min26s34;
6º #81 Jorge Fleck/ Álvaro Torres Jr. com 1min26s44;
7º #12 Ricardo Trein/ Gilberto Carlan com 1min26s44;
8º #80 Fernando Moser/ Raul Cohen com 1min26s46;
9º #8 Irmãos Reginatto com 1min26s46;
10º #74 Voltaire Moog/ Leonel Friedrich com 1min27s43.

Antes da largada houve uma espécie de protesto dos pilotos como pode ser visto abaixo. O Joel não lembra o motivo. Falei também com o Ricardo Trein e o "Castrinho" que também não lembram. Fica aí uma incógnita. Consegui, com a ajuda do Joel, identificar algumas pessoas, entre elas o saudoso Valter Boor, o "Bocão", Cláudio Mueller, Fernando Esbróglio, Raul Cohen, Jorge Fleck, Ricardo Trein, Aroldo Bauermann, Ervino Einsfeld e o "Castrinho".

Na imagem abaixo pode-se ver o enorme grid, com o #36 na pole position, o #3 em segundo e o #16 em terceiro. Caso não lembrem, esse mesmo #3 é o carro que está na casa do Trein, conforme mostrei aqui há poucos dias. A prova foi disputada boa parte com o piso molhado. É incrível como chovia nos dias de prova naquela época. Se bem que nas últimas etapas do Gaúcho de Marcas de 2007 e até deste ano, tem chovido muito também.

Encerrando esse post, uma bela imagem do Fusca vermelho acelerando forte em direção à curva 2 de Tarumã.

Infelizmente não encontrei o resultado completo da prova. Sabe-se apenas que os vencedores foram Voltaire Moog e Leonel Friedrich.

Em breve mais imagens de 74.

Fonte das imagens: arquivo Joel Echel.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Gasolina Verde

Em 1973 o automobilismo gaúcho, assim como brasileiro de uma maneira geral, vivia uma grande euforia. Talvez motivada pelo primeiro título mundial de Fórmula 1, conquistado pelo Emerson Fittipaldi no ano anterior. Para se ter uma idéia, o Campeonato Brasileiro de Divisão 3 chegava a reunir 50 carros em uma única prova. Por aqui o grid era obviamente menor, mas não menos disputado.

Após acumular uma boa experiência ao longo de 1972, incluindo as 12 Horas de Tarumã onde terminaram em sétimo lugar na categoria, mesmo após enfrentarem problemas com um cubo de roda quebrado e de uma penalização, os irmãos Echel entravam em 73 dispostos a vencer a qualquer custo. O Joel me disse que conseguir patrocínio naquela época não era nada fácil, ou seja, nada mudou. Quase todo o dinheiro que eles ganhavam eram utilizados para comprar equipamentos para a "barata", como carburadores duplos Weber 48, comando de válvulas Scat 165, etc. Naquela época muitas peças eram importadas, o que encarecia ainda mais a "brincadeira". Os custos eram tão altos que alguns pilotos exigiram que fosse criada uma categoria nacional, pois ficaria difícil de concorrer com os "importados". E assim foi feito, mas o #36 correria mesmo na importada, mais veloz e na qual os carros tinham um visual muito arrojado, com os paralamas dando uma moldura toda especial a eles por causa dos pneus importados, mais largos. O Edgar era o mais cuidadoso, poupava os pneus nos treinos para poder aproveitar melhor na corrida. Já o Joel só pensava em acelerar ao máximo e tentar baixar o tempo a cada volta. Sobre o preparador Pelegrini ele lembra que fazia a preparação do carro com muito capricho, era um ótimo mecânico. Inclusive a caixa de câmbio que eles utilizavam tinha sido construída por ele próprio. Os abandonos eram quase sempre por causa das pancadas que os pilotos davam. Para confirmar o fato das pancadas, vejam algumas imagens das 12 Horas de 72. Pelo visto algum dos pilotos deu uma "cassetada" na parte da manhã que afetou a parte dianteira do carro. Na parada para reabastecimento e troca de pilotos a esposa do Joel está limpando o parabrisa do carro. Mesmo faltando uns pedaços, cruzou a linha de chegada e como se sabe, em uma 12 Horas, isso já é uma vitória.



Ainda falando em pancadas, o Joel lembrou também das 12 Horas de Tarumã de 1973. O grid era de 35 carros, muitos deles da classe na qual ele e o Edgar corriam. O desempenho do carro e dos pilotos nos treinos foi muito bom. A tomada de tempos foi realizada na noite anterior e em uma determinada volta o Joel grudou no Fusca do Cláudio Mello. Ele saiu da curva do Laço tão forte que chegou a bater de traseira no guard-rail. Mesmo assim conseguiu ficar próximo para pegar o vácuo na saída da curva 9 até a linha de chegada. Resultado: pole position! Porém, a boa colocação custou caro à equipe. Os pneus traseiros, slick de 12 polegadas de largura, estavam acabados e não seria possível utilizá-los na corrida. A alternativa era colocar os mesmos utilizados na dianteira, de 9 polegadas. Na imagem abaixo é possível ver o carro no alinhamento já calçado com os pneus menores na traseira.



Como Joel era o mais "porra louca" da dupla, o risco de largar com ele seria considerável e a prudência fez com que Edgar largasse. Mas o destino não estava a favor deles naquele dia. O desempenho do carro com os "sapatos" menores na traseira não era mais o mesmo dos treinos e Edgar se esforçava para acompanhar o pelotão mais rápido. Pois logo na quinta volta, na saída da curva 9, ele escapou da pista e arrebentou o carro, acabando com as pretensões da equipe. Joel lembra que esse foi o momento mais decepcionante da sua carreira nas pistas.

Pouco depois, no dia 27 de Outubro, Joel estava mais uma vez bem classificado para a largada de mais um etapa do Campeonato Gaúcho, mas agora, como era uma prova curta, ele corria sozinho. Todas as classes corriam juntas e logo no início da corrida ele já era o segundo em sua categoria, atrás apenas do Fernando Esbróglio no #1, que por sua vez seguia já com uma certa distância os Opalas do paranaense Carlos Eduardo de Andrade, do Pedro Carneiro Pereira e do Ivan Iglesias. Na segunda volta esses dois últimos se enroscaram na reta e o resto, como todo mundo já sabe, virou história. Joel lembra que quando saiu da curva 9 viu a explosão e mesmo assim não conseguiu parar de acelerar forte. Acabou passando em meio à fumaça e sentiu aquele calor impressionante de dentro do seu carro. A imagem abaixo mostra o #36 momentos antes da paralisação da prova, além de outras da largada e dos boxes mostrando o caçula Roque junto ao carro.



Passada a tristeza do acidente em Tarumã muitos pilotos gaúchos estavam presentes em São Paulo para participar das Mil Milhas de Interlagos. As equipes gaúchas eram a de Bruno D'Almeida e Voltaire Moog, Júlio Renner e Fernando Esbróglio, João Roberto Schmidt que corria com o paulista Ricardo di Loreto e o trio Joel Echel, Ervino Einsfeld e Raul Machado, o dono do Fusca e também conhecido como "Boca". O carro era preparado para utilizar gasolina verde. O motor tinha uma alta compressão. A preparação ficava a cargo do Alonso. O Raul largou da 56ª posição com gasolina azul. Não demorou muito e acabou furando um pistão, encerrando assim a participação daquele trio na prova paulista. Abaixo algumas imagens dos preparativos para a corrida. O cara de pé ao fundo e de macacão com uma listra é o Ervino Einsfeld.



1974 será a próxima parada dessa história. Não percam, pois vocês verão imagens sensacionais do piloto que sempre acelerava fundo.

Fonte das imagens: arquivo Joel Echel.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Os fiscais viram os erros. Mas não os corrijiram.

Nas provas de longa duração como 500 Km e 12 Horas, os irmãos Joel e Edgar Echel se revezavam ao volante do carro. Nas provas mais curtas, disputadas em baterias, eles se alternavam na pilotagem, correndo uma etapa cada um.

O Joel me falou que o Edgar já tinha iniciado na pilotagem antes. Lá por 1970 ou 1971 o Paulo Hoerlle emprestou seu DKW para o Edgar fazer uma prova para obter a carteira de piloto de competição (PC). Feito isso, a primeira prova do Edgar como PC seria justamente aquela na qual o Joel faria a estréia com a "Saboneteira", em 1971 durante a segunda etapa do campeonato gaúcho. Ou seja, um correria na Estreantes e o outro já como PC. Acontece que o Joel - e isso ele me contou com detalhes - não pode treinar com o carro, pois o irmão mais velho não havia deixado. Mesmo assim ele assumiu a liderança da prova logo na largada, mas quando chegava na curva do Laço fazia sempre por dentro e acabava rodando. Ele lembra que toda a família estava assistindo a prova - e obviamente torcendo - justo naquela curva. Todos ficaram apavorados com a "tocada" do guri. Voltas mais tarde o motor do carro explodiu na curva 9, saltando biela para tudo que era lado. A família se acalmou, mas o irmão Edgar ficou p... com ele, pois assim não poderia correr sua prova.

Para o ano seguinte foi adquirido um VW Fusca que foi pintado com o #36. A primeira prova na qual os irmãos correram juntos, sendo a primeira de Joel como PC, foi nos 500 Km de Tarumã de 1972. Eram 28 carros inscritos, sendo 13 na Classe B (1301 a 1600 cc), onde eles competiam.

Os adversários diretos naquela prova foram:

Fusca #3 - Cláudio Mello/Ronaldo Bittencourt;
Fusca #7 - Arnaldo Fossá/Ricardo Trein;
Fusca #8 - Lino e Denis Reginatto;
Fusca #14 - Luis Tarragô de Oliveira/Antônio João Freire;
Fusca #18 - Airton e Benoni de Carvalho;
Fusca #27 - Ênio e Rogério Guzinski;
Fusca #34 - Raul Machado/Aires Scavone;
Fusca #43 - Raffaele Rosito/Leonel Friedrich;
Fusca #62 - Rejany Franzen/Emílio Boeckel;
Fusca #70 - Vitor Mottin/Antônio Luft;
Fusca #80 - Antônio Monteiro/Fernando Moser;
Corcel #96 - Ervino Einsfeld/Antônio Miguel Fornari.

Os irmãos Echel tiveram um problema sério com o diretor de prova Ênio Lunardi. Os fiscais de pista sinalizaram uma penalidade ao carro #36, pois achavam que o mesmo havia ultrapassado outros adversários em bandeira amarela durante um acidente na pista. Na explicação dos pilotos, o carro que ultrapassou foi outro, que a comissão não tinha visto. Após constatado o erro dos fiscais e perderem cinco voltas nos boxes discutindo o problema, voltaram a prova e completaram na segunda colocação na classe. De acordo com Joel, se não fossem as voltas perdidas, venceriam a prova com três voltas de vantagem para o #18 dos irmãos de Esteio Airton e Benoni de Carvalho. Para completar, Arnaldo Fossá protestou o motor do carro dos Echel, que foi aberto e vistoriado pela Comissão Técnica da FGA. Nenhuma irregularidade constatada, Joel e Edgar acabaram levando 300 Cruzeiros do Fossá.

O vencedor na geral foi o Opala #32 de José Asmuz e Alfredo Oliveira.

Abaixo algumas imagens:

Na sequência: a primeira mostra o #36 saindo dos boxes. Notem que os dois pilotos estão dentro do carro (!). Deveria ser um treino livre. Depois o #36 e o Opala vencedor dividindo a curva 1 de Tarumã. A seguinte mostra a comemoração dos irmãos e do preparador Pelegrini após o resultado obtido. Encerrando com uma imagem do pódio. Da esquerda para a direita estão Joel, Edgar, os irmãos Carvalho, Ricardo Trein e Arnaldo Fossá.

Essa prova quase deu a eles a única vitória na carreira. Mas foi por pouco.

Fonte das imagens: arquivo Joel Echel.

sábado, 7 de junho de 2008

Enchia nossos autódromos

Essa última semana foi especialmente gratificante para com esse amigo que vos escreve. Depois de algum tempo, consegui reunir muitas imagens e informações sobre o meu amigo Ricardo Trein, que como viram, tem muita história para contar. O que publiquei aqui ao longo desses últimos dias é apenas uma amostra do que ele guarda consigo, muito bem organizado por sinal.

Já devo ter dito aqui que apreciava muito as corridas da Hot Car, do início dos anos 80, categoria contemporânea da Divisão 3, que muito sucesso fez no Brasil na década de 70. Os carros envenenados, com visual bastante modificado, paralamas largos e um ronco bonito são lembranças da minha infância.

Com as imagens do Ricardo pude conhecer um pouco mais sobre a história da Divisão 3. Ver todos aqueles Fuscas que voavam baixo no Tarumã me trouxe muita alegria. Mas essa alegria seria intensificada na última Quarta, quando encontrei um velho amigo do meu pai e que com o qual estava tentando um contato há algum tempo. O nome dele é a resposta do último Desafio, que desta vez ninguém acertou. Falo do ex-piloto Joel Antônio Echel que competiu nos anos 70 e início dos 80 nas categorias Divisão 3 e Copa Fiat 147. Era dele o Fiat 147 # 26 do último Desafio. Aquela imagem era de 1980. Alguém chegou a comentar que seria o Luiz Carlos Ribas. Chegou perto, pois os dois correriam pela mesma equipe no ano seguinte.

Joel é um dos primeiros pilotos dos quais lembro, pois quando eu tinha uns quatro ou cinco anos de idade, nossa família ia com frequência ao Tarumã. Naquela época Joel corria nos Fiats e meu pai me incentivava a torcer por ele. Eles eram colegas no Rotary Club da cidade de Alvorada, onde ambos trabalhavam. Pois na última Quarta encontrei o Joel e conversamos algum tempo sobre as corridas, das quais ele está longe há muitos anos. Ele me mostrou dois enormes álbuns de fotos que ajudam a contar a trajetória dele nas pistas. Para a minha felicidade ele me emprestou esse material e poderei publicar muito dessa história ao longo dos próximos dias, semanas, etc. Há material para muito tempo, um belíssimo retrato de um automobilismo que enchia os nossos autódromos.

Ainda estou em contato com ele para saber mais sobre sua carreira. Nos próximos dias devo publicar muitas imagens. Hoje, para não deixar ninguém esperando, trouxe essa aí embaixo. É da prova 500 Km de Tarumã de 1972. Joel e o irmão Edgar conquistaram o segundo lugar na classe, com esse Fusca #36 preparado por Ovídio Pelegrini. A foto é do Tala Larga. Vejam a quantidade de pessoas assistindo! Belo trabalho do fotógrafo "Pé Frio". Já falei dele por aqui, eu acho, mas ninguém deu notícias.

Fonte da imagem: arquivo Joel Echel.