O último Desafio foi realmente bem difícil, até porque a referência que a grande maioria tem de um Simca #15 está relacionada ao grande piloto Luiz Fernando Costa, porém aquele que aparecia na imagem, estava sendo conduzido por Carlos André Kuenzer, pai de dois conhecidos pilotos: Luiz Carlos Kuenzer, o "Chico Bala" e Carlos Alberto Kuenzer, o "Beto" que participava da prova 3 Horas de Estreantes de Rio Grande, em 1968.
Apesar de aparecer ao volante, o vovô Kuenzer não chegou a pilotar, mas incentivou os filhos a competir, já que, pelo que me contou o Gilson, neto dele, os guris já aprontavam bastante nas ruas, inclusive simulando corridas de Le Mans com a Simca, nas ruas do bairro Jardim Lindóia, em Porto Alegre. "Beto" fez sua estreia em 1968 e a primeira vitória veio no ano seguinte, na prova Rodovia Presidente Kennedy, na classe para Estreantes. Ainda em 1969, já competindo como piloto graduado, participou da prova Encosta da Serra obtendo o terceiro lugar em sua categoria.
Na programação da abertura do Tarumã, em Novembro de 1970, obteve a terceira colocação na Classe entre 1601 e 3000 cc com seu Simca, em prova vencida pelo paulista Milton Oliveira com um FNM.
Ainda com a Simca correu na primeira 12 Horas em Tarumã em dupla com Walter Schunck, concluindo na segunda posição na Classe B.
Nas 12 Horas de 1974 competiu com um Chevette, concluindo na sétima posição no Geral e quarto na classe, em dupla com Hugo da Silva.
Na Divisão 1, em 1975 competiu com um Maverick contra outros grandes pilotos como Roberto Schmitz, Marino Schunck, Ernani Debacco, Antônio Miguel Fornari, Rommel Pretto, José Bammann, Brasílio Terra. Naquele ano, nas 12 Horas de Tarumã, competiu com seu Maverick ao lado de Fernando Moser. Concluiram a prova na 11ª posição (oitavo na Classe C).
Não tenho informações sobre a participação do "Beto" após a sua passagem pela Divisão 1, entretanto continuou nos autódromos, sempre ao lado do irmão mais jovem, e não menos talentoso, "Chico Bala".
Abaixo registro também enviado pelo Gilson, mostrando o "Beto" na prova preliminar dos 500 km de Tarumã em 1975. Para não deixar a turma com saudades, seguem também algumas do "Chico" em ação.
Valeu, Gilson!
Fonte das imagens: arquivo Gilson Kuenzer.
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sábado, 3 de agosto de 2013
quinta-feira, 11 de julho de 2013
Gaúcho de Marcas
Hoje publico registros do João Garavello participando do Gaúcho de Marcas no período entre 1990 e 1993. Os dois primeiros mostram a prova de abertura do campeonato, em Guaporé, prova na qual competiu ao lado de Evaldo Quadrado. Mais abaixo, o Chevette #30, durante a disputa dos 500 km de Tarumã de 1991. Destaque para o resultado da Copa Chevette na mesma prova. A seguir, o #37 durante temporada de 1992, ao lado de Alcir Machado. Por último um pódio da Copa Chevette, em Guaporé, 1993, quando venceu ao lado de Valdecir dos Santos.
Fonte das imagens: arquivo João Garavello e jornal Esporte Motor.
terça-feira, 28 de maio de 2013
Bandeirinha e Fotógrado - Final
Fechando a conta, mostro as últimas do bandeirinha, fotógrafo e (na época) futuro piloto, Franck Machado.
Valeu, Franck!
Fonte das imagens: arquivo Franck Machado.
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Foi notícia em 1983
Em 1983 as categorias monomarcas ainda eram a base do automobilismo gaúcho. A Copa Fiat 147 estava em sua sexta temporada e a Copa Chevette entrava em seu segundo ano. A propósito da criação do Campeonato Brasileiro de Marcas, a gauchada não ficou para trás e o Gaúcho de Marcas também surgiu, unindo essas duas categorias. Fiats e Chevettes correram algumas provas juntos, marcando pontos por categoria e também no Marcas.
E quem levou a melhor no primeiro campeonato de Marcas foi Evaldo Quadrado, com um Fiat. É verdade que os Chevettes iniciaram o confronto em desvantagem técnica, item que foi corrigido até a última etapa. Nos Fiats, Paulo Hoerlle conquistava seu primeiro título e nos Chevettes, Ronaldo Nique levava o bí-campeonato.
Para 1984, Fiats, Chevettes, além de alguns Voyages, passariam a disputar a Copa Itali de Turismo, novo nome para o mesmo Marcas de 1983.
Fonte das imagens: jornal Zero Hora e arquivo Ronaldo Nique - foto Vilsom Barbosa.
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Foi notícia em 1983
As vitórias dos gaúchos Aroldo Bauemann e Renato Conill (Voyage #48) na prova 1000 Quilômetros de Brasília e do trio Paulo Hoerlle, Antônio Miguel Fornari e Carlos Alberto Petry (Fiat 147 #99) nas 12 Horas de Goiânia, ambas válidas pelo primeiro Campeonato Brasileiro de Marcas e Pilotos, foram destaque em 1983.
Fonte das imagens: revista Auto Esporte e www.
quinta-feira, 7 de março de 2013
Adeus, Rio
Aroldo Bauermann na Fórmula 2 Sulamericana e "Bocão" Pegoraro no Brasileiro de Marcas, ambos em 1984.
Fonte das imagens: arquivo Aroldo Bauermann e Cezar Pegoraro.
sábado, 9 de fevereiro de 2013
Gianfranco Ventre
O último Desafio foi fácil. O Fórmula Ford número 44 era mesmo do piloto de Novo Hamburgo, Gianfranco Ventre, durante a prova de Guaporé do Campeonato Brasileiro de Fórmula Ford de 1987.
Vindo do kartismo, Gianfranco iniciou no automobilismo em 1986, competindo ao lado do também kartista Cláudio Ely em um Gol no Campeonato Regional de Turismo. A parceria renovada para 1987 não atrapalhou os planos de Ventre em ingressar nos monopostos, com um JQ Reynard e preparação de Roque Bruxel, que naquele ano também participou de algumas provas. Na quinta etapa do campeonato, em Guaporé, no dia 19 de julho, mostrou todo o seu potencial ao marcar a pole position, na prova vencida Jefferson Elias. A sétima etapa voltou a ser disputada no autódromo serrano, e Ventre foi o quinto colocado, marcando também a melhor volta. O vencedor foi Gil de Ferran, que acabou sendo o campeão da temporada. Em Goiânia, última etapa, conseguiu outro bom resultado, um sexto lugar.
Em 1988, Ventre foi o único gaúcho a competir com regularidade no Brasileiro de Fórmula Ford. Conseguiu alguns outros bons resultados, mas não o suficiente para fazê-lo permanecer na categoria em 1989. Ainda em 88, acumulou algumas vitórias no kartismo gaúcho, como na prova de inauguração do Kartódromo Aristides Bertuol, em Bento Gonçalves, onde correu ao lado do irmão Marcello.
Em 1989 seu maior feito foi a vitória no Regional de Turismo, prova 6 Horas de Guaporé de 1989, ao lado de Maria Cristina Rosito.
Em 1990 voltou a participar esporadicamente do Brasileiro de Fórmula Ford, para auxiliar o irmão Marcello na disputa do título.
De 1992 até 1995 fez dupla com "Chico Bala" no lendário Voyage #25 no Gaúcho de Marcas e Pilotos.
Abaixo algumas imagens da carreira Gianfranco Ventre entre 1986 e 1995.
Fonte das imagens: revista Quatro Rodas, jornal Esporte Motor, jornal Zero Hora e arquivo Luiz Carlos Kuenzer.
Vindo do kartismo, Gianfranco iniciou no automobilismo em 1986, competindo ao lado do também kartista Cláudio Ely em um Gol no Campeonato Regional de Turismo. A parceria renovada para 1987 não atrapalhou os planos de Ventre em ingressar nos monopostos, com um JQ Reynard e preparação de Roque Bruxel, que naquele ano também participou de algumas provas. Na quinta etapa do campeonato, em Guaporé, no dia 19 de julho, mostrou todo o seu potencial ao marcar a pole position, na prova vencida Jefferson Elias. A sétima etapa voltou a ser disputada no autódromo serrano, e Ventre foi o quinto colocado, marcando também a melhor volta. O vencedor foi Gil de Ferran, que acabou sendo o campeão da temporada. Em Goiânia, última etapa, conseguiu outro bom resultado, um sexto lugar.
Em 1988, Ventre foi o único gaúcho a competir com regularidade no Brasileiro de Fórmula Ford. Conseguiu alguns outros bons resultados, mas não o suficiente para fazê-lo permanecer na categoria em 1989. Ainda em 88, acumulou algumas vitórias no kartismo gaúcho, como na prova de inauguração do Kartódromo Aristides Bertuol, em Bento Gonçalves, onde correu ao lado do irmão Marcello.
Em 1989 seu maior feito foi a vitória no Regional de Turismo, prova 6 Horas de Guaporé de 1989, ao lado de Maria Cristina Rosito.
Em 1990 voltou a participar esporadicamente do Brasileiro de Fórmula Ford, para auxiliar o irmão Marcello na disputa do título.
De 1992 até 1995 fez dupla com "Chico Bala" no lendário Voyage #25 no Gaúcho de Marcas e Pilotos.
Abaixo algumas imagens da carreira Gianfranco Ventre entre 1986 e 1995.
Fonte das imagens: revista Quatro Rodas, jornal Esporte Motor, jornal Zero Hora e arquivo Luiz Carlos Kuenzer.
sábado, 17 de novembro de 2012
Copa Shell
O último Desafio não foi muito difícil, mas a turma chegou a se confundir com o local. Alguns acharam que era Guaporé ou até mesmo Cascavel, mas o posto de combustível da imagem era o do bom e velho Tarumã, antes da construção das espaçosas garagens que ainda hoje estão presentes por lá.
A prova era a etapa gaúcha da Copa Shell, o Campeonato Brasileiro de Marcas e Pilotos e o carro, o Uno #30 da dupla "Chico" Serra e Walter Travaglini, um dos poucos não-VW daquele grid, composto por 23 carros. Representando o time gaúcho estavam seis duplas:
# 05 Voyage - Antônio Fornari/ João Campos
# 11 Voyage - Álvaro Torres Jr/ Maria Cristina Rosito
# 17 Voyage - Fábio Bertoluci/ Evaldo Quadrado
# 40 Voyage - Luis Alberto de Castro/ Waldir Buneder
# 43 Gol - Paulo de Souza/ Patrícia de Souza
# 70 Voyage - Aroldo Bauermann/ Ronaldo Ely
De todos esses, apenas o Gol dos irmãos Souza não corria regularmente o campeonato.
A pole position foi conquistada pelo Voyage #20 da dupla "Toninho" da Matta e Gunnar Vollmer, dupla que acabou vencendo as duas baterias da prova de ponta a ponta. Em 2º finalizou o Escort #47 da dupla Ingo Hoffmann e Fábio Greco com Buneder e "Castrinho" em 3º. Ainda entre os 10 primeiros, Bertoluci e Quadrado chegaram em 6º, Fornari e Campos em 7º e Aroldo e Ely em 9º.
A melhor volta da prova foi assinalada pelos vencedores com o tempo de 1min21s680, média de 132,928 km/h.
Abaixo algumas fotos feitas por este fotógrafo amador. Vamos ver se vocês conseguem identificar alguns dos carros.
Fonte das imagens: arquivo pessoal.
sábado, 28 de julho de 2012
Escapando a traseira até nas retas...
A turma chegou bem perto de acertar o último Desafio. O Fabiano Guimarães, que inclusive é o autor da terceira foto deste post, informou que o trio que pilotava o Fiat Oggi seria o Giuseppe Marinelli, o Leonel Friedrich e o "Toninho" Da Matta. Foi por pouco, pois na verdade, foi o Cezar Pegoraro que fechou esse trio com os dois primeiros, na prova Mil Milhas de 1985.
E foi o próprio "Bocão" que me escreveu algumas linhas sobre sua participação naquele prova. Vai, "Boca"!
"Seguinte: Corridas de endurance, muito pouco me atraíram durante meu período esportivo. Assim mesmo, corri muitas delas, porém Mil Milhas Brasileiras, apenas essa.
Creio que larguei em 36º, mas lembro com certeza que uns 40 minutos após a largada (zero hora), andei na ponta até às 2:00 e pouco, quando o Leonel assumiu e manteve a ponta até a quebra do câmbio. Na real, isso só aconteceu porque chovia muito e eu, com um carro leve, fui favorecido.
Foi muito legal andar na ponta dessa corrida com um Fiat Oggi, na frente de carros muitas vezes mais potentes do que aquela saboneteira, que saía de traseira até nas retas..."
No fim das contas, mesmo com várias voltas perdidas, terminaram em 18º no geral e em 4º na categoria.
Abaixo três registros daquela prova e um último, de 1984, mostrando "Bocão" já em ação com um Fiat Oggi da equipe Sada, durante sua participação no Brasileiro de Marcas, em dupla com Jorge Freitas.
Fonte das imagens: revista Auto Esporte, jornal Esporte Motor, arquivo Fabiano Guimarães e Cezar Pegoraro.
E foi o próprio "Bocão" que me escreveu algumas linhas sobre sua participação naquele prova. Vai, "Boca"!
"Seguinte: Corridas de endurance, muito pouco me atraíram durante meu período esportivo. Assim mesmo, corri muitas delas, porém Mil Milhas Brasileiras, apenas essa.
Creio que larguei em 36º, mas lembro com certeza que uns 40 minutos após a largada (zero hora), andei na ponta até às 2:00 e pouco, quando o Leonel assumiu e manteve a ponta até a quebra do câmbio. Na real, isso só aconteceu porque chovia muito e eu, com um carro leve, fui favorecido.
Foi muito legal andar na ponta dessa corrida com um Fiat Oggi, na frente de carros muitas vezes mais potentes do que aquela saboneteira, que saía de traseira até nas retas..."
No fim das contas, mesmo com várias voltas perdidas, terminaram em 18º no geral e em 4º na categoria.
Abaixo três registros daquela prova e um último, de 1984, mostrando "Bocão" já em ação com um Fiat Oggi da equipe Sada, durante sua participação no Brasileiro de Marcas, em dupla com Jorge Freitas.
Fonte das imagens: revista Auto Esporte, jornal Esporte Motor, arquivo Fabiano Guimarães e Cezar Pegoraro.
sábado, 30 de junho de 2012
Fábio Bertolucci
A turma não teve muita dificuldade para identificar o personagem do último Desafio. Era o piloto de Gramado Fábio Bertolucci, no início de sua carreira no kart, em 1973. Fábio fazia parte da equipe Gramado Competições, que tinha o patrocínio do Hotel Serra Azul e das Malhas Anne Rose. Na equipe corriam também o irmão de Fábio, Ronaldo, Jorge Martinewski, Roberto Schmitz, Gilberto Pierini, Nelson Rolla e Júlio César Dias, que foi quem me enviou os dois primeiros registros abaixo (ele aparece circulado nas imagens).
Bertolucci ficou no kart até 1975, quando passou a competir na Divisão 1 com um Chevette, mantendo em seu carro o #2 que trazia da época do kart.
Nas temporadas de 1976 e 77 montou uma equipe na Fórmula Ford, competindo ao lado do antigo parceiro Jorge Martinewski. E foi no dia 15 de Maio de 1977, em Tarumã, que o seu talento foi nacionalmente reconhecido. Na segunda etapa do Campeonato Brasileiro de Fórmula Ford, que na época reunia várias feras do automobilismo brasileiro, entre elas Amedeo Ferri e Artur Bragantini, Fábio venceu a sua bateria eliminatória e a bateria final contra quase 30 concorrentes. A vitória em Tarumã o ajudou a concluir o campeonato na quarta colocação.
Os planos de Fábio para o ano seguinte, motivado pelos bons resultados na Fórmula Ford nacional, era obviamente a Europa. Porém, num treino na Alemanha acabou sofrendo um acidente que o deixou afastado das pistas até o final de 1979, quando voltou a disputar algumas provas na Fórmula Ford brasileira.
Sem equipe para a temporada de 1980 na Fórmula Ford, Fábio mudou radicalmente seus foco, indo acelerar no Rallye, mas quem nos contará mais sobre isso será o Mestre Renato Pastro num próximo post.
A partir de 1986 retomou às pistas no Campeonato Regional de Turismo, com um Gol da equipe Gramado Racing ao lado de João Alfredo Ferreira, o "Baguncinha". Em 1988 retomou a parceria com o irmão Ronaldo no mesmo campeonato, desta vez com um Passat. Ao final daquele ano, Fábio e a Gramado Racing já davam mostras das suas intenções para o ano seguinte, adquirindo um Voyage e estabelecendo uma dupla com Amadeo Moeller. Esse esquema seria a base da equipe Rinaldi Racing que faria o Campeonato Brasileiro de Marcas e Pilotos - Copa Shell - em 1989.
Já na segunda etapa em Tarumã, o Voyage #17, preparado por Dino Di Leone, a dupla Bertolucci e Moeller chegou a comemorar a vitória, porém foi desclassificada por irregularidades técnicas (amortecedores argentinos não homologados pela CBA). Apesar da desclassificação, a equipe não desistiu de perseguir a vitória, que acabou vindo alí mesmo em Tarumã, numa das últimas etapas daquela temporada, com Fábio correndo ao lado do experiente Ronaldo Ely.
Bertolucci ainda participou das temporadas de 1990 a 1992 da Copa Shell na mesma equipe, fazendo dupla com Evaldo Quadrado.
Abaixo uma série de imagens que mostram registros da carreira de Fábio Bertolucci nas pistas.
Fonte das imagens: revistas Quatro Rodas e Auto Esporte, arquivos Júlio César Dias, Ricardo Baldino, João Campos, site Fórmula 1.6, jornal Zero Hora, jornal Esporte Motor e arquivo pessoal.
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