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quarta-feira, 17 de abril de 2013

Foi notícia em 1983

As vitórias dos gaúchos Aroldo Bauemann e Renato Conill (Voyage #48) na prova 1000 Quilômetros de Brasília e do trio Paulo Hoerlle, Antônio Miguel Fornari e Carlos Alberto Petry (Fiat 147 #99) nas 12 Horas de Goiânia, ambas válidas pelo primeiro Campeonato Brasileiro de Marcas e Pilotos, foram destaque em 1983. 
 


Fonte das imagens: revista Auto Esporte e www.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Adeus, Rio

Disputas do Brasileiro de Fiat 147 em 1980 e Brasileiro de Hot Car e Carioca de Fiat 147, ambos em 1981. Destaque para "Janjão" Freire, em disputa pela liderança, Fernando Moser com o VW #80 e Antônio Fornari que por pouco não levou o título do Carioca de Fiat.
 



Fonte das imagens: arquivos Antônio Freire, Luiz Fernando Silva e www.

sábado, 26 de maio de 2012

O Nome do Kartismo Gaúcho

O último Desafio foi fácil. Se o assunto é kart e o número é 35, imediatamente lembramos da família Fornari e daquele que nessa modalidade mais se destacou, Carlos Alberto, ou simplesmente "Neco".

Envolvido com as corridas desde pequeno, já que seu pai Breno e seu irmão Antônio Miguel eram assíduos participantes das competições, "Neco" seguiu os passos da família e soube, com muito talento, levar o #35 ao alto do pódio por inúmeras vezes.

"Neco" competiu no kart numa época em que boa parte dos melhores pilotos em atividade no Rio Grande do Sul se alternavam entre os autódromos e os kartódromos, como nos campeonatos Gaúcho e Citadino de 1981. Se havia alguma dúvida em relação ao talento do piloto, esta se desfez em uma prova no ano seguinte, em Tarumã, quando da realização da prova do Panamericano de Kart. "Neco" disputou o título palmo a palmo com Ayrton Senna, que na época já trilhava seu caminho para a Fórmula 1, correndo na Europa. Quem assistiu aquela prova, lembra que "Neco" não venceu por mínimos detalhes, mas o segundo lugar teve sabor de vitória.

Ainda em 1982, dividiu o volante do Fiat 147 do irmão "Neni" na vitória da categoria na prova 6 Horas de Guaporé.

Além de piloto, começou a destacar-se, ainda nos anos 80, como preparador e formador de novos pilotos, com sua equipe, a Kartsul. Em paralelo competia no kart, na Fórmula Ford e em categorias de turismo como o Campeonato Regional de Turismo. Nesta última, foi um dos pilotos mais rápidos, responsável por inúmeras pole positions entre os anos de 1988 e 89.

Em 1993 teve a oportunidade de competir novamente ao lado do irmão no Campeonato Gaúcho de Marcas, com um Escort, sempre levando o tradicional #35 consigo.

De lá para cá foram inúmeras participações como piloto, especialmente em provas longas, como 12 Horas de Tarumã, e muitas vitórias de seus pilotos representando a Kartsul.

Desde 2010 é o Diretor de Kart da Federação Gaúcha de Automobilismo, dando vida à modalidade que o projetou como grande profissional. Mesmo não atuando regularmente na pilotagem, creio que se alguém perguntar qual é hoje o maior nome da kartismo aqui no estado, ninguém terá dificuldades em responder: "Neco" Fornari.

Abaixo alguns registros da carreira de "Neco" nas competições.











Fonte das imagens: arquivo Antônio Miguel Fornari, Giancarlo Gasparotto, Mário Guglielmi, jornal Esporte Motor, Zero Hora e arquivo pessoal.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

25 anos depois

Ao vê-los lado a lado, em frente à churrasqueira na última semana, imediatamente lembrei de um registro de 25 anos atrás, mostrando os dois "botas" Paulo Roberto Hoerlle e Antônio Miguel Fornari ainda sem os cabelos brancos, quando corriam no saudoso Campeonato Regional de Turismo.



Grandes figuras!

Fonte das imagens: revista Quatro Rodas e arquivo pessoal.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Saideira

Ontem, ao publicar a mensagem de Natal aqui do blog, imaginava uns dias de inatividade, normal do final de ano, tanto é que já havia programado a resposta do último Desafio e o próximo, que irão ao ar quando eu já estiver um pouco longe.

Mas o que eu não esperava era um agradável convite que me foi feito pelo Ivan Hoerlle para comparecer à oficina deles no dia de ontem. Os Hoerlle reuniram todo o time que trabalha tanto na oficina quanto nas corridas, mais alguns amigos para uma confraternização de final de ano.

Chegando lá encontrei a turma e ao fundo descansando o MCR #99, que teve uma atuação brilhante na última 12 Horas de Tarumã, concluindo na segunda posição a menos de uma volta do Tubarão. "Paulinho", Ivan, "Neni" Fornari, Alexandre, até o "Baiano" apareceu. E eu nem sabia que ele já está há uns cinco anos aposentado.

Papo vem, papo vai, e o Ivan pediu a palavra e começou a falar emocionado, agradecendo a todos. Agradeceu até a compreensão dos vizinhos pelos barulhos do dia-a-dia.


Daí o Ivan fez alguns agradecimentos especiais, entre eles um que emocionou muito o próprio e a todos que lá estavam. Ele começou a contar como tudo surgiu, no distante 1969, das dificuldades de montar e tocar a oficina e do apoio incondicional dado pelo outro irmão, Nelson. A Irmãos Hoerlle surgia com o Paulo, o Ivan e o Nelson, que mais tarde acabou seguindo outros rumos em sua vida profissional, mas nunca deixando de acompanhar e apoiar a jornada dos irmãos. Assim o Ivan fez uma bonita homenagem ao "Mestre", como é conhecido. Foi muito bacana. Abaixo aparecem da esquerda para a direita: Paulo, Alexandre, Nelson e Ivan.


Feitos os discursos fomos convidados a saborear um belo churrasco na companhia dos amigos. Fiquei surpreso e muito contente em ver a alegria do Paulo e do Ivan, bem faceiros, falando pelos cotovelos, sempre pegando no pé de um ou outro. Não conhecia esse lado mais descontraído deles. Os Hoerlle, até então, eram para mim apenas seriedade e muito trabalho. Que bom vê-los assim, embriagados na mais pura felicidade e na companhia de amigos. E que bom vê-los reconhecendo aqueles que deram muito de si para que eles estivessem onde estão. O reconhecimento é muito importante e é por isso que não me canso de reconhecer o trabalho deles em prol do automobilismo gaúcho.

A história do #99, ou do Melitta como ficou conhecido por anos, estava quase toda alí. Só faltavam os carros. E mesmo assim não haveria espaço para todos eles, desde o DKW, Corcel, 147, Passat, os carros do Rallye, o Oggi, Uno, Escort, Corsa, Spyder, mais os outros inúmeros preparados por eles.

Me lembro que por anos e anos a equipe do #99 se resumia a esses quatro cidadãos que aparecem aí abaixo: Paulo, Fornari, "Baiano" e Ivan. E que trabalho eles deram em TODAS as categorias que passaram!? E os títulos acumulados!? Demais...

E o "Baiano"? Descobri que ele não é baiano. É de Porto Alegre, mas ficou conhecido assim por causa da cabeça chata do tempo em que era jovem. É uma baita figura. E o que tem de história para contar, não é mole...


Faltou tempo para saber mais sobre as histórias, causos e tudo o mais, mas tenho certeza de que não faltará oportunidade para tal.


Agradeço o convite. Me diverti muito com essa turma pra lá de camarada.

E mais uma vez, Feliz Natal para todos!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

O primeiro título

Essa imagem era para ter sido publicada ontem, quando completava exatamente 30 anos. O click, feito pelo amigo Vilsom, mostra um cara que recentemente descobri ser, além de um baita piloto, um baita assador.

Esse carro foi muito importante na carreira do Antônio Fornari. Foi com ele que conquistou seu primeiro de inúmeros títulos no automobilismo.


Grande, Fornari.

Fonte da imagem: Vilsom Barbosa - arquivo Antônio Fornari.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

12 Horas de Goiânia - 1983

Foi falar na prova na qual o Carlos Alberto Petry participou e venceu ao lado do Paulo Hoerlle e do Antônio Fornari, que o amigo, e sempre atento, Renato Pastro, enviou um registro daquela prova de 1983, válida pelo Campeonato Brasileiro de Marcas e Pilotos, que disputava sua primeira temporada.


Ainda sobre o Petry, o "Chico" de Taquara disse que o encontrou dia desses e vai informá-lo sobre o blog. Quem sabe daqui a alguns dias ele apareça por aqui. Vamos aguardar.

Valeu, Renato!

Fonte da imagem: arquivo Renato Pastro - revista Auto Esporte.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Acidente no dia dos pais

Sim, o dia dos pais já passou, mas não se preocupem, pois ninguém se machucou gravemente. O título desse post é para contar uma história do nosso saudoso Breno Fornari, que me foi gentilmente enviada pelo seu filho Alexandre, com quem eu estava tentando um contato há algum tempo.

Dizia assim:

"Transcorria tudo bem naquele 500 Quilômetros de Porto Alegre, uma das últimas provas automobilísticas em que acontecia no Circuito da Pedra redonda, em agosto de 1968, muitas surpresas estavam por acontecer.

Um evento em que o público lotou as ruas do bairro, para assistir os “pegas” principalmente pela presença de pilotos de São Paulo, no caso Chico Landi e Jean Balder a bordo de uma velocíssima BMW que se consagrariam vencedores do histórico 500 quilômetros.

No palco de fundo Vitório Andreatta duelava ferozmente com José Asmuz, ambos conduzindo Carreteras Ford onde proporcionariam a última e grande aparição destes carros em competições no Rio Grande do Sul. Contudo, após a passagem da décima volta, o piloto Breno Fornari, que até então conduzindo muito bem seu Chrysler Regente, fazendo corrida equilibrada, aproveitando-se de uma oportunidade de melhorar sua posição, na saída da curva da Otto Niemayer, com a Wenceslau Escobar, entrou muito forte, passando com seu carro por cima de uma tampa de bueiro, no qual, seu carro derrapara violentamente em seguida chocando-se com a escadaria da Antiga Delegacia de Polícia do bairro Tristeza.

Para a família Fornari, não foi nada agradável e tudo isso acontecendo justamente em um domingo ensolarado, bonito e por coincidência “domingo dia dos pais” e presenciando o acidente de seu patriarca. Antônio Miguel Fornari, filho mais velho de Breno, recorda que passou momentos de certa angústia, onde ele mesmo ajudou no resgate do próprio pai até o hospital.

Graças a uma manobra milagrosa de Breno, ainda conseguiu evitar atropelar o público que lotava aquela posição.

Como tais acontecimentos fazem parte do automobilismo de competição, Breno Fornari após temporada hospitalizado, recebendo alta médica, sua primeira preocupação foi restaurar seu carro e voltar a competir.

Coisa bem típicas do velho campeão."

Abaixo, três registros daquela prova. Na primeira, o "magrinho" fechando o capô é o Antônio Miguel Fornari. Não sei se Breno correria sozinho esta prova, mas suspeito que o Jorge Truda foi inscrito para dividir a pilotagem do #35.




Excelente material, Alexandre. Muito obrigado!

Fonte das imagens: arquivo Alexandre Fornari.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

40 anos hoje

Olhando os arquivos, percebi que hoje, 17 de Agosto de 2009, faz exatamente 40 anos que essas fotos aí embaixo foram feitas. Certamente vocês vão reconhecer os botas nesses dois carros, que por várias vezes já escreveram suas histórias por aqui.



E o lá de cima ainda está em atividade. Incrível...

quinta-feira, 5 de março de 2009

Para não passar em branco...

Essa semana está complicada. Pouco tempo para postar e pouco assunto. É a crise mundial que está por perto...

Para não passar o dia em branco, segue uma inédita do acervo do Antônio Miguel Fornari, mostrando os dois carros da equipe Selenium no Gaúcho de Fiat 147 de 1982. Fornari vai à frente tendo seu parceiro, Luiz Ernani Mello, logo atrás.

As corridas de Fiat eram sensacionais e sempre estarão presentes aqui no Blog.

Fonte da imagem: arquivo Antônio Fornari. Foto Vilsom Barbosa.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Time campeão

Os anos 90 reservariam para Antônio Miguel Fornari uma série de títulos, sempre ao lado de seu parceiro Paulo Hoerlle, com a preparação do Ivan e o auxílio do mecânico "Baiano" e sempre competindo com um Fiat Uno #99 patrocinado, entre outros, pela Melitta. Isso, sem dúvida, ajudou a estabelecer uma imagem de time campeão e a admiração do público e também dos próprios adversários.

Em 1990, Fornari continuaria participando do Gaúcho e Brasileiro de Marcas. No Gaúcho com "Paulinho", ainda utilizando o Escort e no Brasileiro ainda na Rinaldi Racing, tendo como parceiro o João Campos. Também naquele ano a Copa Fiat de Velocidade estreava no estado. Paulo Hoerlle tratou de preparar um carro e nas primeiras provas competiu sozinho, mas não demorou muito para a parceria Hoerlle - Fornari ser reativada. Para os adversários isso era sinônimo de encrencas. E das grossas.

Não deu outra, o time Fornari + Hoerlles + 99 + Baiano + Melitta faturou o título da Copa Fiat de 1991. Para não deixar dúvidas do potencial daquela parceria que se tornaria histórica, o título de 92 também foi arrebatado. Isso não quer dizer que houve moleza. Pelo contrário. Os adversários eram muito fortes. Nomes como Clóvis Groch, João Campos, Normo e Luiz Chies, Paulo Arias, Eduardo Fagundes e por aí vai, disputavam palmo a palmo cada curva dos circuitos de Tarumã e Guaporé. O time trabalhava muito e isso minimizava as chances de erros. Me lembro em algumas provas naqueles anos, principalmente em Guaporé, quando ficávamos até mais tarde no autódromo, sempre via o "Paulinho", no meio da noite, testando os freios ou algum outro componente na parte de trás dos boxes, enquanto que a maioria das equipes já estava no hotel ou no restaurante. Abaixo três imagens de 1990, 91 e 92.

Ainda em 1991 ocorreu um fato engraçado na carreira de Antônio Fornari. Com as atenções voltadas para a Copa Fiat, a equipe não participou do Gaúcho de Marcas, mas seu irmão, Carlos Alberto, o "Neco" dividia o volante de um Voyage com Carlos Tavares, piloto que fora bi-campeão naquela categoria, anos depois. "Neco", que durante toda sua carreira sempre esteve envolvido com o kart, não poderia participar de uma prova em Tarumã, pois estaria acompanhando alguns pilotos no Campeonato Brasileiro de Kart. Assim, o irmão mais velho assumiu o comando do Voyage #17. E não é que eles venceram aquela prova? Até hoje o piloto "tira um sarro" do irmão mais novo por esse fato.

Para 1993, além de continuar na Copa Fiat, os irmãos Fornari decidiram formar uma dupla no Gaúcho de Marcas com o Escort #35. Era a primeira vez que eles faziam um campeonato inteiro juntos. Em oportunidades anteriores já haviam competido, mas em provas esporádicas como 500 km e 6 Horas, por exemplo.

Nos anos seguintes, participando do Gaúcho de Marcas, conquistou mais três títulos, em 1994, 96 e 98. Também participou na Copa Fiat e na Copa Corsa, que estreou em 1995.

Em 1998 enfrentou uma maratona nas 12 Horas de Tarumã, competindo com um Aldee Spyder em parceria com o irmão "Neco" e Cláudio Ricci. Eles conseguiram o segundo lugar na classificação geral. Além disso, Fornari competiu com o filho Luciano, a bordo de um Voyage (imagem abaixo)da classe Turismo.

A partir daquele ano, os protótipos começaram a fazer parte da rotina da dupla Hoerlle/Fornari, tendo eles participado de competições como Gaúcho de Endurance, Brascar, 12 Horas de Tarumã, etc. Em 2002 a dupla e os pilotos Vitor Hugo Ribeiro de Castro e Rafael Mocelin, pilotando um MCR, conquistaram o segundo lugar na geral e a vitória na Classe B. O troféu Fita Azul batia na trave por detalhes e não demorou muito para o tão sonhado dia chegar.

Foi em 2002, contando ainda com a participação dos irmãos Luis Alberto e Vitor Hugo Castro, Hoerlle e Fornari venceram as 12 Horas de Tarumã na classificação geral, deixando para trás 45 carros. 40 anos antes, o pai de Antônio Fornari, Breno, realizara o mesmo feito, vencendo as primeiras 12 Horas de Porto Alegre com um Simca, em dupla com Afonso Hoch. A vitória em 2002 talvez tenha sido um dos momentos mais emocionantes da carreira de Fornari. De lá para cá, o piloto tem participado basicamente das 12 Horas de Tarumã.


E em 2008? Será que a dupla Hoerlle/Fornari estará mais uma vez reunida para levar o #99 a mais uma vitória? Suspeito que essa seja a última participação de Hoerlle nas pistas. Não sei quanto ao Fornari. Tomara que eu esteja errado.

Agradeço a atenção do "Neni" para ajudar a registrar essas histórias aqui. Sem ele, seria muito difícil conseguir essas imagens tão boas que ajudaram a preservar um trecho muito especial da memória do automobilismo gaúcho.

Valeu, "Neni"!

Fonte das imagens: arquivo Antônio Fornari, jornal Zero Hora, site Inema e arquivo pessoal.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

O primeiro de muitos

Em 1980, Antônio Fornari continuou competindo na categoria dos Fiats. Naquele ano iniciava uma parceria com o preparador Ivan Hoerlle e os resultados daquele ano eram um indício do que viria pela frente. No Brasileiro, classificou-se entre os dez melhores e no Gaúcho travou grandes disputas com Aroldo Bauermann. O campeonato tinha seis etapas. Aroldo chegou na última com apenas um ponto de vantagem sobre Fornari e saiu de lá com um de desvantagem, dando a Fornari o seu primeiro título da carreira, após alguns vices nos anos 70 (1974 - Dodge 1800 - e 75 - Maverick, na Divisão 1). O título foi muito disputado, tanto é que Fornari obteve apenas uma vitória no campeonato, em uma prova em Guaporé. Abaixo uma imagem do piloto e do carro campeão.


No ano seguinte, Fornari encarou o desafio de manter o título no Gaúcho, mas encontrou pela frente a forte Jardim Itália, que arrebatou os dois primeiros lugares, restando a ele o terceiro lugar. Fornari ainda participou do Fluminense, onde chegou na última etapa como líder e o favorito ao título, mas uma rodada em Jacarepaguá o fez ficar com o vice. No Brasileiro foi o nono colocado. Abaixo, várias imagens daquele ano.

O campeonato Gaúcho de Fiat 147 de 1982 foi disputadíssimo e Fornari travou duelos inesquecíveis com Renato Conill e Paulo Hoerlle (campeão e vice). Abaixo algumas imagens daquele ano.


1983 marcaria o início de uma dupla das mais vitoriosas da história do automobilismo gaúcho. Antônio Fornari se uniria a Paulo Hoerlle, irmão do seu preparador Ivan, e juntos entraram no primeiro Brasileiro de Marcas e Pilotos com um Fiat 147. A parceria mostrava sinais de que tinha sido acertada e logo na terceira etapa daquele campeonato, as 12 Horas de Goiânia, a vitória chegou, derrotando mais de 40 adversários. A dupla ainda contou com a presença do piloto Carlos Alberto Petry na pilotagem do Fiat #99. Fornari ainda hoje diz que essa foi uma das maiores vitórias de sua carreira. Abaixo um registro da prova de Tarumã daquele campeonato e também outro, de uma prova de kart, que Fornari participou naquele ano.


Para 1984 o Fiat 147 fora substituído pelo Oggi e a dupla continuou participando do campeonato nacional, obtendo alguns bons resultados, entre os quase 60 carros que participavam da competição. Em paralelo, Paulo Hoerlle competia na Copa Itali de Turismo (Gaúcho de Marcas) e para auxiliá-lo na conquista do título, Fornari inscreveu o Oggi #199 na última etapa do campeonato, conforme pode ser visto na terceira imagem abaixo.

Em 1985 viria o primeiro título da dupla, no Campeonato Regional de Turismo, com o mesmo Oggi com o qual eles competiram no Brasileiro de Marcas do ano anterior.


No ano seguinte o Fiat Uno aposentou o Oggi e o bi-campeonato escapou por pouco. Waldir Buneder conquistou o título com a dupla Fornari/Hoerlle ficando em segundo.


O regulamento de 1987 não dava muitas chances às equipes que competiam com Fiat Uno e após algumas provas, tendo inclusive obtido a pole position da primeira etapa, o carro foi substituído pelo Escort, com o qual eles permaneceram até o início dos anos 90.


Na prova de abertura do Regional de Turismo de 1988 a dupla conquistou mais uma vitória e manteve-se entre os primeiros colocados na classificação ao longo de todo o campeonato. Na imagem abaixo uma disputa de Fornari com o irmão, "Neco", que levava o #35, tradicional da família, em outro Escort.


Além de continuar competindo no Regional de Turismo de 1989 com Paulo Hoerlle, Antônio Fornari teve a oportunidade de guiar o segundo carro da Equipe Rinaldi Racing, chefiada pelo inesquecível Dino Di Leone, pilotando um Voyage ao lado de Amadeo Moeller. Fornari inclusive conquistou uma vitória na etapa de Cascavel.


Como podem ver, a história de Antônio Miguel Fornari é longa e vitoriosa. A década de 90 traria outros tantos títulos a este grande piloto.

Fonte das imagens: arquivo Antônio Fornari, jornal Zero Hora, arquivo Ricardo Trein e revista Auto Esporte.