
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Ainda em 71

domingo, 3 de fevereiro de 2008
Faltou um!
sábado, 2 de fevereiro de 2008
Alguns chegaram lá
Dave Walker: correu pela Lotus em 71 e 72 como companheiro de Emerson Fittipaldi.
Wilson Fittipaldi Jr: correu pela Brabham em 72 e 73 e depois em 75 com a sua própria equipe Copesucar-Fittipaldi.
José Carlos Pace: correu em 72 pela Williams (March), em 73 e um período de 74 pela Surtees e de 74 até 77 pela Brabham, equipe pela qual venceu uma prova - GP do Brasil de 75.
Tony Trimmer: correu de 75 a 78 pelas equipes Maki, Surtees e Mclaren sem resultados expressivos.
Torsten Palm: fez duas corridas em 75 pela Hesketh.
David Purley: correu entre 73 e 77 pelas equipes LEC e Token sem obter grandes resultados. Ficou mais conhecido por tentar resgatar, sem sucesso, o amigo Roger Williamson do carro em chamas durante o GP da Holanda em 73.
Alan Jones: único que chegou a ser campeão na Fórmula 1, correu de 75 a 86 pelas equipes Hesketh, Hill, Surtees, Shadow, Williams, Arrows e Lola, sendo campeão pela Williams em 80.
François Migault: correu entre 72 e 75 pelas equipes Connew, BRM, Hill e Williams, sem obter resultados expressivos.
Grande Prêmio Cidade de Porto Alegre
Pois estou falando da primeira corrida de Fórmula 3 que Tarumã recebeu, no dia 31 de Janeiro de 1971, pouco mais de dois meses após a sua inauguração. Ela foi válida pelo Torneio Brasileiro de Fórmula 3 e teve outras três etapas em Interlagos.
A prova teve a presença de pilotos de vários países, boa parte desconhecida do público gaúcho. Ela foi disputada em duas baterias e o resultado final sairia com o somatório dos tempos.
A pole-position ficou com Wilson Fittipaldi Jr. que venceu a primeira bateria com o australiano Dave Walker (aquele mesmo que em 1972 seria companheiro de equipe de Emerson Fittipaldi na Equipe Lotus de Fórmula 1) colado no carro do brasileiro.
Na segunda bateria Wilsinho largou na frente, mas já na primeira curva Walker tomou a ponta para não mais perdê-la. A disputa foi muito acirrada com direito a fechadas de porta e espremidas no muro dos boxes.
Ao final Walker venceu por dois décimos de segundo à frente do brasileiro, resultado esse que dava a vitória na soma dos tempos a Walker por uma margem de apenas um décimo de segundo.
O resultado final após as duas baterias foi o seguinte:
1º Dave Walker - Austrália - Lotus
2º Wilson Fittipaldi Jr - Brasil - Lotus
3º Jose Carlos Pace - Brasil -Lotus
4º Tony Trimmer - Inglaterra - Lotus
5º Torsten Palm - Suécia - Brabham
6º Mike Keens - Inglaterra - Tecno
7º Giancarlo Gagliardi - Itália - Brabham
8º David Purley - Inglaterra - Brabham
9º Sten Gunnarson - Suécia - Brabham
10º Jose Maria Ferreira - Brasil - Brabham
11º Fritz Jordan - Lotus
12º Marivaldo Fernandes - Brasil - Chevron
13º Barrie Maskell - Inglaterra - Chevron
14º Ronald Rossi - Brasil - Brabham
15º Alan Jones - Austrália - Brabham
16º Jurg Dubler - Suiça - Chevron
17º Luis Pereira Bueno - Brasil -Chevron
Além destes também participaram o italiano Giovanni Salvatti e o francês François Migault




As imagens mostram o Lotus de Wilson Fittipaldi alinhado no grid de largada e durante a primeira bateria, onde foi o vencedor. Ao final o duelo entre Wilsinho e Dave Walker, assistida de perto por José Carlos Pace.
Fonte das imagens: Revista Quatro Rodas
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Pobre Giovanino
Pilotos como Emerson e Wilson Fittipaldi Jr., Graham Hill, CarlosReutemann, Ronnie Peterson, Jean-Pierre Jarier, José Carlos Pace, HenriPescarolo, Tim Schenken, Mike Beuttler, Arturo Merzario, Francois Migault, Reine Wisell, entre outros, que já corriam ou correram na Fórmula 1 mais tarde, estavam presentes ao autódromo gaúcho para a terceira e última etapa do torneio. As duas primeiras tinham sido disputadas em Interlagos, SãoPaulo. O site Automobilismo Brasileiro do Carlos de Paula traz todos os resultados das três provas.
O piloto italiano Giovanni Salvatti era uma das promessas do automobilismo italiano na época. Fora campeão italiano de Fórmula 3 em 1970 e já havia vencido uma prova em 71. Ele corria com um March 721M.
As provas eram disputadas em duas baterias. Na primeira Salvatti terminara em 13º. Os carros de ponta faziam média superior a 170 km/h. Na segunda bateria Salvatti tentava a recuperação quando encostou em Wilson Fittipaldi Jr. O italiano tentou a ultrapassagem pela linha de dentro na reta dos boxes, como mostra uma imagem abaixo. Conseguiu ultrapassar Wilson, porém freiou tarde de mais e o resto é história.
Durante muito tempo eu soube da história, mas não faz muito que tive em minhas mãos a revista Quatro Rodas que trouxe a cobertura do acidente. Achei chocante aquelas imagens, algumas publicadas aí abaixo.
Dia desses estive com o Ricardo Trein, que tem as fotos do acidente, as mesmas que foram publicadas na revista, porém há outras que mostram o momento da chegada do socorro e dos fotógrafos. Fiquei muito impressionado. O Ricardo também me contou uma história que se falou na época, dizendo que Salvatti havia cometido o suicídio, pois havia brigado com a namorada. Vejam as rodas travadas e esterçadas para a esquerda. Não há dúvidas de que realmente ele tentou se salvar.Há poucos dias estive na exposição "No Ar" aqui em Porto Alegre, comemorando os 50 anos do grupo RBS. Tive a oportunidade de ver a capa do jornal Zero Hora do dia 16/11/71, Terça-feira após o acidente. Nela pilotos e dirigentes concluíram que Salvatti havia errado.

Foi um momento muito triste na história do Tarumã. Isso trouxe muitas lições - para a própria FIA - no que dizia respeito à segurança dos autódromos. Notem a altura do guard-rail em relação ao asfalto. Após o acidente isso foi modificado, mas era tarde demais para o pobre Giovanino.


