Mostrando postagens com marcador Carlos Alberto Fornari. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Carlos Alberto Fornari. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 20 de março de 2013

Regional de Turismo

Fechando a série, publico hoje três registros do "Naná" participando do Campeonato Regional de Turismo em 1986, em parceria com o kartista Carlos Alberto Fornari, o "Neco".
 



Valeu, "Naná"!

Fonte das imagens: arquivo Fernando Soares - fotos Vilsom Barbosa.

sábado, 26 de maio de 2012

O Nome do Kartismo Gaúcho

O último Desafio foi fácil. Se o assunto é kart e o número é 35, imediatamente lembramos da família Fornari e daquele que nessa modalidade mais se destacou, Carlos Alberto, ou simplesmente "Neco".

Envolvido com as corridas desde pequeno, já que seu pai Breno e seu irmão Antônio Miguel eram assíduos participantes das competições, "Neco" seguiu os passos da família e soube, com muito talento, levar o #35 ao alto do pódio por inúmeras vezes.

"Neco" competiu no kart numa época em que boa parte dos melhores pilotos em atividade no Rio Grande do Sul se alternavam entre os autódromos e os kartódromos, como nos campeonatos Gaúcho e Citadino de 1981. Se havia alguma dúvida em relação ao talento do piloto, esta se desfez em uma prova no ano seguinte, em Tarumã, quando da realização da prova do Panamericano de Kart. "Neco" disputou o título palmo a palmo com Ayrton Senna, que na época já trilhava seu caminho para a Fórmula 1, correndo na Europa. Quem assistiu aquela prova, lembra que "Neco" não venceu por mínimos detalhes, mas o segundo lugar teve sabor de vitória.

Ainda em 1982, dividiu o volante do Fiat 147 do irmão "Neni" na vitória da categoria na prova 6 Horas de Guaporé.

Além de piloto, começou a destacar-se, ainda nos anos 80, como preparador e formador de novos pilotos, com sua equipe, a Kartsul. Em paralelo competia no kart, na Fórmula Ford e em categorias de turismo como o Campeonato Regional de Turismo. Nesta última, foi um dos pilotos mais rápidos, responsável por inúmeras pole positions entre os anos de 1988 e 89.

Em 1993 teve a oportunidade de competir novamente ao lado do irmão no Campeonato Gaúcho de Marcas, com um Escort, sempre levando o tradicional #35 consigo.

De lá para cá foram inúmeras participações como piloto, especialmente em provas longas, como 12 Horas de Tarumã, e muitas vitórias de seus pilotos representando a Kartsul.

Desde 2010 é o Diretor de Kart da Federação Gaúcha de Automobilismo, dando vida à modalidade que o projetou como grande profissional. Mesmo não atuando regularmente na pilotagem, creio que se alguém perguntar qual é hoje o maior nome da kartismo aqui no estado, ninguém terá dificuldades em responder: "Neco" Fornari.

Abaixo alguns registros da carreira de "Neco" nas competições.











Fonte das imagens: arquivo Antônio Miguel Fornari, Giancarlo Gasparotto, Mário Guglielmi, jornal Esporte Motor, Zero Hora e arquivo pessoal.

terça-feira, 15 de março de 2011

Regional de Turismo 1989

Sensacional registro enviado pelo Gilson Gutheil Kuenzer, que o sobrenome já indica, é sobrinho do "Chico Bala", um dos maiores botas que o automobilismo gaúcho já conheceu. Trata-se de um vídeo mostrando a 6ª Etapa do Campeonato Regional de Turismo de 1989, disputada em Tarumã. "Chico" foi o pole, com o Chevette #34, que ainda tinha "Neco" Fornari e "Toni" Martins na pilotagem. Já contei a história dessa prova aqui mesmo. Agora, ver o vídeo assim, depois de tanto tempo é demais. Não consegui incorporar o link direto, então para assistir cliquem aqui.


Identifiquei quase todo mundo e todos os carros que aparecem. São quase nove minutos de grandes lembranças.

O Gilson ainda tem mais de outras participações do "Chico" e vou divulgar tudo aqui.


Fonte da imagem: jornal Esporte Motor.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Time campeão

Os anos 90 reservariam para Antônio Miguel Fornari uma série de títulos, sempre ao lado de seu parceiro Paulo Hoerlle, com a preparação do Ivan e o auxílio do mecânico "Baiano" e sempre competindo com um Fiat Uno #99 patrocinado, entre outros, pela Melitta. Isso, sem dúvida, ajudou a estabelecer uma imagem de time campeão e a admiração do público e também dos próprios adversários.

Em 1990, Fornari continuaria participando do Gaúcho e Brasileiro de Marcas. No Gaúcho com "Paulinho", ainda utilizando o Escort e no Brasileiro ainda na Rinaldi Racing, tendo como parceiro o João Campos. Também naquele ano a Copa Fiat de Velocidade estreava no estado. Paulo Hoerlle tratou de preparar um carro e nas primeiras provas competiu sozinho, mas não demorou muito para a parceria Hoerlle - Fornari ser reativada. Para os adversários isso era sinônimo de encrencas. E das grossas.

Não deu outra, o time Fornari + Hoerlles + 99 + Baiano + Melitta faturou o título da Copa Fiat de 1991. Para não deixar dúvidas do potencial daquela parceria que se tornaria histórica, o título de 92 também foi arrebatado. Isso não quer dizer que houve moleza. Pelo contrário. Os adversários eram muito fortes. Nomes como Clóvis Groch, João Campos, Normo e Luiz Chies, Paulo Arias, Eduardo Fagundes e por aí vai, disputavam palmo a palmo cada curva dos circuitos de Tarumã e Guaporé. O time trabalhava muito e isso minimizava as chances de erros. Me lembro em algumas provas naqueles anos, principalmente em Guaporé, quando ficávamos até mais tarde no autódromo, sempre via o "Paulinho", no meio da noite, testando os freios ou algum outro componente na parte de trás dos boxes, enquanto que a maioria das equipes já estava no hotel ou no restaurante. Abaixo três imagens de 1990, 91 e 92.

Ainda em 1991 ocorreu um fato engraçado na carreira de Antônio Fornari. Com as atenções voltadas para a Copa Fiat, a equipe não participou do Gaúcho de Marcas, mas seu irmão, Carlos Alberto, o "Neco" dividia o volante de um Voyage com Carlos Tavares, piloto que fora bi-campeão naquela categoria, anos depois. "Neco", que durante toda sua carreira sempre esteve envolvido com o kart, não poderia participar de uma prova em Tarumã, pois estaria acompanhando alguns pilotos no Campeonato Brasileiro de Kart. Assim, o irmão mais velho assumiu o comando do Voyage #17. E não é que eles venceram aquela prova? Até hoje o piloto "tira um sarro" do irmão mais novo por esse fato.

Para 1993, além de continuar na Copa Fiat, os irmãos Fornari decidiram formar uma dupla no Gaúcho de Marcas com o Escort #35. Era a primeira vez que eles faziam um campeonato inteiro juntos. Em oportunidades anteriores já haviam competido, mas em provas esporádicas como 500 km e 6 Horas, por exemplo.

Nos anos seguintes, participando do Gaúcho de Marcas, conquistou mais três títulos, em 1994, 96 e 98. Também participou na Copa Fiat e na Copa Corsa, que estreou em 1995.

Em 1998 enfrentou uma maratona nas 12 Horas de Tarumã, competindo com um Aldee Spyder em parceria com o irmão "Neco" e Cláudio Ricci. Eles conseguiram o segundo lugar na classificação geral. Além disso, Fornari competiu com o filho Luciano, a bordo de um Voyage (imagem abaixo)da classe Turismo.

A partir daquele ano, os protótipos começaram a fazer parte da rotina da dupla Hoerlle/Fornari, tendo eles participado de competições como Gaúcho de Endurance, Brascar, 12 Horas de Tarumã, etc. Em 2002 a dupla e os pilotos Vitor Hugo Ribeiro de Castro e Rafael Mocelin, pilotando um MCR, conquistaram o segundo lugar na geral e a vitória na Classe B. O troféu Fita Azul batia na trave por detalhes e não demorou muito para o tão sonhado dia chegar.

Foi em 2002, contando ainda com a participação dos irmãos Luis Alberto e Vitor Hugo Castro, Hoerlle e Fornari venceram as 12 Horas de Tarumã na classificação geral, deixando para trás 45 carros. 40 anos antes, o pai de Antônio Fornari, Breno, realizara o mesmo feito, vencendo as primeiras 12 Horas de Porto Alegre com um Simca, em dupla com Afonso Hoch. A vitória em 2002 talvez tenha sido um dos momentos mais emocionantes da carreira de Fornari. De lá para cá, o piloto tem participado basicamente das 12 Horas de Tarumã.


E em 2008? Será que a dupla Hoerlle/Fornari estará mais uma vez reunida para levar o #99 a mais uma vitória? Suspeito que essa seja a última participação de Hoerlle nas pistas. Não sei quanto ao Fornari. Tomara que eu esteja errado.

Agradeço a atenção do "Neni" para ajudar a registrar essas histórias aqui. Sem ele, seria muito difícil conseguir essas imagens tão boas que ajudaram a preservar um trecho muito especial da memória do automobilismo gaúcho.

Valeu, "Neni"!

Fonte das imagens: arquivo Antônio Fornari, jornal Zero Hora, site Inema e arquivo pessoal.