Belíssimas imagens da temporada de estreia do Campeonato Regional de Turismo, em 1985, quando João Garavello fez dupla com o saudoso Ronaldo Nique no Chevette #53. Mais uma vez, muita gente conhecida nesses clicks.
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terça-feira, 9 de julho de 2013
sábado, 6 de julho de 2013
Chevetteiro de carteirinha
Gostaram daquela atravessada do Opalão na saída do Tala Larga do último Desafio? Pois o meu amigo Paulo Schutz quase acertou mais uma. Na verdade, posso dizer que ele acertou metade da resposta. Ele mencionou o Inocêncio Gusmão Perez como sendo o piloto em ação. Era o Opala dele, porém naquele momento quem estava ao volante era seu parceiro de pilotagem que será revelado a seguir.
A publicação da imagem do último Desafio teve um propósito especial e me foi encomendada pelos filhos do então piloto, que neste domingo (7/7) completa 60 anos de idade. Para variar, o aniversário será comemorado no autódromo, no Velopark, já que os guris estão seguindo a paixão do pai e estarão em ação na prova da Classic a bordo de um Chevette que leva um número conhecido, o #38.
Aquela prova com o Opala, disputada em parceria com o Inocêncio Perez, foi nas 6 Horas de Tarumã, em 1976, prova que já foi relatada aqui e que viu uma quebradeira geral dos participantes. Na vitória do Maverick #40 da dupla Roberto "Pareci" e Ricardo Baldino, o Opala #74 obteve a quinta colocação em sua classe.
Pelo que me contaram os guris, Garavello iniciou sua trajetória nas pistas em 1974, competindo com um - adivinhem - Chevette em uma prova para Estreantes. Foram duas provas naquele ano e uma vitória. Por conta do excelente resultado, no ano seguinte decidiu cursar a Escola de Pilotagem do grande Mestre Cláudio Mueller, tendo aulas práticas nos famosos Fórmula Vê que tantos pilotos formaram naquela década. Após algumas intervenções na Divisão 1, ficou um período fora das pistas, voltando em 1981 para competir na Turismo Especial Gaúcho, antiga Divisão 3, com um Fusca. Sua passagem por esta categoria foi breve, ficando ausente até 1985, quando retornou em definitivo para fazer dupla com o amigo Ronaldo Nique no Chevette #53 no recem criado Campeonato Regional de Turismo.
Garavello competiu no Regional de Turismo - considerado o melhor campeonato de turismo do Brasil naquela época - por vários anos, sempre com Chevette e fazendo parcerias com pilotos como Alcir Machado, Gilberto Bandeira, João Sant'Anna, além do já citado Ronaldo Nique, entre outros.
Neste período, participou de algumas 12 Horas, tendo alcançado o melhor resultado em 1988, quando fazendo um trio com Alcir Machado e Gilberto Bandeira, obteve o 9º lugar na classificação geral.
A partir de 1990, com a mudança do nome do campeonato para Gaúcho de Marcas e com a criação da Copa Chevette, obteve seus melhores resultados, como a vitória na Copa Chevette nos 500 km de Tarumã de 1991, em parceria com Ronaldo Nique e Moisés de Deus no Chevette #30. Ainda em parceria com Nique, com a participação de Alcir Machado, obteve seu melhor resultado em 12 Horas. Foi em 1993, quando concluíram a prova na 5ª colocação no geral e 3º no Marcas.
A partir daí as participações de João Garavello nas pistas ficaram concentradas nas provas longas como as tradicionais 12 Horas de Tarumã. Sempre com Chevette, é claro. Até 2008, último ano em que competiu, teve como parceiros Ronaldo Nique, Itajara Xavier, Wagner dos Santos e Eduardo Dias Jaime.
Abaixo publico algumas imagens de sua trajetória nas pistas. Ao longo da semana tentarei publicar outras tantas enviadas pelos guris, numa forma de homenagear este simpático piloto, que, assim como disseram o Henrique e o Maurício, ainda nutre uma paixão juvenil pelo esporte, ajudando há muito anos a engrossar a fileira de carros que rasgam as retas dos autódromos do nosso estado.
A publicação da imagem do último Desafio teve um propósito especial e me foi encomendada pelos filhos do então piloto, que neste domingo (7/7) completa 60 anos de idade. Para variar, o aniversário será comemorado no autódromo, no Velopark, já que os guris estão seguindo a paixão do pai e estarão em ação na prova da Classic a bordo de um Chevette que leva um número conhecido, o #38.
Ficou mais fácil agora? Pois bem, estamos falando do João Carlos Garavello Oliveira, que apesar de já não acelerar nas pistas com a frequência de antigamente, vem apoiando os filhos Maurício e Henrique na participação destes na Copa Classic, contando ainda com o suporte de um velho conhecido, o competente preparador Derli Stefani, ou simplesmente "Diko".
Aquela prova com o Opala, disputada em parceria com o Inocêncio Perez, foi nas 6 Horas de Tarumã, em 1976, prova que já foi relatada aqui e que viu uma quebradeira geral dos participantes. Na vitória do Maverick #40 da dupla Roberto "Pareci" e Ricardo Baldino, o Opala #74 obteve a quinta colocação em sua classe.
Pelo que me contaram os guris, Garavello iniciou sua trajetória nas pistas em 1974, competindo com um - adivinhem - Chevette em uma prova para Estreantes. Foram duas provas naquele ano e uma vitória. Por conta do excelente resultado, no ano seguinte decidiu cursar a Escola de Pilotagem do grande Mestre Cláudio Mueller, tendo aulas práticas nos famosos Fórmula Vê que tantos pilotos formaram naquela década. Após algumas intervenções na Divisão 1, ficou um período fora das pistas, voltando em 1981 para competir na Turismo Especial Gaúcho, antiga Divisão 3, com um Fusca. Sua passagem por esta categoria foi breve, ficando ausente até 1985, quando retornou em definitivo para fazer dupla com o amigo Ronaldo Nique no Chevette #53 no recem criado Campeonato Regional de Turismo.
Garavello competiu no Regional de Turismo - considerado o melhor campeonato de turismo do Brasil naquela época - por vários anos, sempre com Chevette e fazendo parcerias com pilotos como Alcir Machado, Gilberto Bandeira, João Sant'Anna, além do já citado Ronaldo Nique, entre outros.
Neste período, participou de algumas 12 Horas, tendo alcançado o melhor resultado em 1988, quando fazendo um trio com Alcir Machado e Gilberto Bandeira, obteve o 9º lugar na classificação geral.
A partir de 1990, com a mudança do nome do campeonato para Gaúcho de Marcas e com a criação da Copa Chevette, obteve seus melhores resultados, como a vitória na Copa Chevette nos 500 km de Tarumã de 1991, em parceria com Ronaldo Nique e Moisés de Deus no Chevette #30. Ainda em parceria com Nique, com a participação de Alcir Machado, obteve seu melhor resultado em 12 Horas. Foi em 1993, quando concluíram a prova na 5ª colocação no geral e 3º no Marcas.
A partir daí as participações de João Garavello nas pistas ficaram concentradas nas provas longas como as tradicionais 12 Horas de Tarumã. Sempre com Chevette, é claro. Até 2008, último ano em que competiu, teve como parceiros Ronaldo Nique, Itajara Xavier, Wagner dos Santos e Eduardo Dias Jaime.
Abaixo publico algumas imagens de sua trajetória nas pistas. Ao longo da semana tentarei publicar outras tantas enviadas pelos guris, numa forma de homenagear este simpático piloto, que, assim como disseram o Henrique e o Maurício, ainda nutre uma paixão juvenil pelo esporte, ajudando há muito anos a engrossar a fileira de carros que rasgam as retas dos autódromos do nosso estado.
A primeira prova na categoria Estreantes, em 1974
Durante disputa das 6 Horas de Tarumã de 1976
O único não Chevrolet da carreira, durante sua participação na TEG
Com Ronaldo Nique no Regional de Turismo de 1985
9º colocado nas 12 Horas de Tarumã de 1988, com Alcir Machado e Gilberto Bandeira
5º colocado nas 12 Horas de Tarumã de 1993, com Ronaldo Nique e Alcir Machado
Em sua última 12 Horas competindo com o Chevette de Wagner dos Santos
Valeu, gurizada! Valeu, Garavello!
Fonte das imagens: arquivo João Garavello.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
sábado, 26 de janeiro de 2013
1983
Gosto muito de ver nos jornais locais a seção que fala sobre acontecimentos ocorridos em décadas passadas. Interessante ver o que era destaque, ver o que aparentemente "vendia" mais jornal (sobre esse assunto faço um parênteses de que muito já foi falado que o automobilismo de uma forma geral já não é um produto que "vende", ou seja, já deixou de estar - com uma ou outra exceção - na capa das publicações). Pois foi inspirado na seção "Há 30 anos" do jornal Zero Hora, que fui dar uma olhada no que foi destaque no automobilismo gaúcho há 30 anos. Essa era a resposta para o último Desafio. Todas as imagens eram de 1983.
E daí vieram as perguntas: como era o automobilismo gaúcho em 1983? Quais eram as categorias? Quem eram os pilotos, preparadores? E de tudo isso, quem foi destaque naquele ano? Com esse tema em mente, acabei encontrando uma matéria do próprio jornal Zero Hora que resumia todas essas respostas ao divulgar a premiação feita pela Associação Brasileira dos Cronistas de Automotor aos destaques do automobilismo gaúcho e brasileiro de 1983. A solenidade aconteceu no auditório da Assembléia Legislativa de Porto Alegre e contou com a presença de pilotos e preparadores das diversas categorias do automobilismo nacional, além de dirigentes, jornalistas especializados e autoridades convidadas.
O troféu Alberto, criação de Roberto Cidade para os destaques gaúchos, foi entregue por categorias. Na Fórmula Ford, João Alfredo Ferreira como piloto e "Neco" Viola como preparador. Na Copa Chevette, Ronaldo Nique, piloto, e Derli "Diko" Stefani, preparador. Na Copa Fiat 147, Paulo Hoerlle, piloto, e Ivan Hoerlle, preparador. Na Hot-Car, Flávio Pilau, piloto, e Romeu Franzoni, preparador. Na Turismo Especial Gaúcho, Antônio Gilberto Ody, piloto, e Marco Antônio Vieira, preparador. Na Turismo 5000, José Renato De Léo, piloto, e Vilmar Azevedo, preparador.
No kart, na categoria Kart Livre, o piloto premiado foi Gustavo Romanello. Serge Buchrieser na Kart Standard e "Duda" Rosa na Quarta Menor. Osvaldo Fagundes foi escolhido o preparador para todas as categorias do kart.
Receberam troféus também os representantes do Rallye. Na Graduados, Paulo Noschang, piloto e Gilberto Schury, navegador. Na Novatos, Luciano Bettio, piloto e Abrão Safro, navegador. Ivan Hoerlle foi escolhido como melhor preparador do Rallye.
Ângelo Scelzo foi escolhido o melhor piloto de Motocross e José Rocha o melhor preparador. Pedro Guzinski foi o piloto destaque na Motovelocidade e Carlos "Nenê" Lobato o melhor preparador.
O clube destaque de 1983 foi a Associação Guaporense de Automobilismo. A Mobil Oil foi a equipe destaque e Volnei Cerqueira - presidente do Clube Porto Alegre de Rallye - ganhou o troféu Alberto como dirigente do ano.
Na premiação em nível nacional, foram entregues os troféus Catharino Andreatta a Leonel Friedrich, melhor piloto da Fórmula 2 e à Dino Di Leone, melhor preparador. João Alfredo Ferreira e "Neco" Viola receberam como melhores piloto e preparador do Brasileiro de Fórmula Ford. Áttila Sipos e Hélio Fukuda foram premiados pela categoria Fórmula Fiat.
Fábio Sotto Mayor ganhou o Troféu Catharino Andreatta como melhor piloto da Stock Car e "Panchito" foi o melhor preparador."Toninho" da Matta e Giuseppe Marinelli foram premiados na categoria Marcas. No Rallye Regularidade, Nelson Carneiro, piloto, e Eduardo Santana, navegador, foram os melhores. No Rallye Velocidade os destaques foram Paulo Lemos, piloto, e Artur César, navegador. A Volkswagen recebeu o prêmio de melhor preparação de Rallye. Eduar Merhy Neto foi o melhor piloto de Kart do Brasil e Geraldo - oficina Araçá - foi o melhor preparador.
Joaquim Cardoso de Mello - na época presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo - foi eleito o melhor dirigente do ano. A melhor entidade ou associação ficou para a Associação de Pilotos de Superkart. A Ipiranga ganhou o prêmio de melhor equipe.
Eu não sabia desse prêmio, nem sabia que existia a Associação Brasileira dos Cronistas de Automotor. Sabem até que ano foi feita essa premiação? Lembro que a revista Auto Esporte tinha o ranking dos pilotos brasileiros, isso acho que foi até os anos 90. Depois, a revista Racing idealizou o troféu Capacete de Ouro, que até hoje premia os melhores do ano, no cômputo nacional.
Voltando a 1983, abaixo algumas imagens de alguns dos premiados naquele ano. Pela ordem aparecem Ronaldo Nique, Paulo Hoerlle, Flávio Pilau, José Renato De Léo, Antônio Gilberto Ody, Leonel Friedrich e João Alfredo Ferreira.
Fonte das imagens: arquivo Ronaldo Nique, Paulo Trevisan, Roberto Schmitz, José Renato De Léo, Marcelo Vieira, Pietro Tebaldi e João Alfredo Ferreira. Fotos Vilsom Barbosa.
E daí vieram as perguntas: como era o automobilismo gaúcho em 1983? Quais eram as categorias? Quem eram os pilotos, preparadores? E de tudo isso, quem foi destaque naquele ano? Com esse tema em mente, acabei encontrando uma matéria do próprio jornal Zero Hora que resumia todas essas respostas ao divulgar a premiação feita pela Associação Brasileira dos Cronistas de Automotor aos destaques do automobilismo gaúcho e brasileiro de 1983. A solenidade aconteceu no auditório da Assembléia Legislativa de Porto Alegre e contou com a presença de pilotos e preparadores das diversas categorias do automobilismo nacional, além de dirigentes, jornalistas especializados e autoridades convidadas.
O troféu Alberto, criação de Roberto Cidade para os destaques gaúchos, foi entregue por categorias. Na Fórmula Ford, João Alfredo Ferreira como piloto e "Neco" Viola como preparador. Na Copa Chevette, Ronaldo Nique, piloto, e Derli "Diko" Stefani, preparador. Na Copa Fiat 147, Paulo Hoerlle, piloto, e Ivan Hoerlle, preparador. Na Hot-Car, Flávio Pilau, piloto, e Romeu Franzoni, preparador. Na Turismo Especial Gaúcho, Antônio Gilberto Ody, piloto, e Marco Antônio Vieira, preparador. Na Turismo 5000, José Renato De Léo, piloto, e Vilmar Azevedo, preparador.
No kart, na categoria Kart Livre, o piloto premiado foi Gustavo Romanello. Serge Buchrieser na Kart Standard e "Duda" Rosa na Quarta Menor. Osvaldo Fagundes foi escolhido o preparador para todas as categorias do kart.
Receberam troféus também os representantes do Rallye. Na Graduados, Paulo Noschang, piloto e Gilberto Schury, navegador. Na Novatos, Luciano Bettio, piloto e Abrão Safro, navegador. Ivan Hoerlle foi escolhido como melhor preparador do Rallye.
Ângelo Scelzo foi escolhido o melhor piloto de Motocross e José Rocha o melhor preparador. Pedro Guzinski foi o piloto destaque na Motovelocidade e Carlos "Nenê" Lobato o melhor preparador.
O clube destaque de 1983 foi a Associação Guaporense de Automobilismo. A Mobil Oil foi a equipe destaque e Volnei Cerqueira - presidente do Clube Porto Alegre de Rallye - ganhou o troféu Alberto como dirigente do ano.
Na premiação em nível nacional, foram entregues os troféus Catharino Andreatta a Leonel Friedrich, melhor piloto da Fórmula 2 e à Dino Di Leone, melhor preparador. João Alfredo Ferreira e "Neco" Viola receberam como melhores piloto e preparador do Brasileiro de Fórmula Ford. Áttila Sipos e Hélio Fukuda foram premiados pela categoria Fórmula Fiat.
Fábio Sotto Mayor ganhou o Troféu Catharino Andreatta como melhor piloto da Stock Car e "Panchito" foi o melhor preparador."Toninho" da Matta e Giuseppe Marinelli foram premiados na categoria Marcas. No Rallye Regularidade, Nelson Carneiro, piloto, e Eduardo Santana, navegador, foram os melhores. No Rallye Velocidade os destaques foram Paulo Lemos, piloto, e Artur César, navegador. A Volkswagen recebeu o prêmio de melhor preparação de Rallye. Eduar Merhy Neto foi o melhor piloto de Kart do Brasil e Geraldo - oficina Araçá - foi o melhor preparador.
Joaquim Cardoso de Mello - na época presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo - foi eleito o melhor dirigente do ano. A melhor entidade ou associação ficou para a Associação de Pilotos de Superkart. A Ipiranga ganhou o prêmio de melhor equipe.
Eu não sabia desse prêmio, nem sabia que existia a Associação Brasileira dos Cronistas de Automotor. Sabem até que ano foi feita essa premiação? Lembro que a revista Auto Esporte tinha o ranking dos pilotos brasileiros, isso acho que foi até os anos 90. Depois, a revista Racing idealizou o troféu Capacete de Ouro, que até hoje premia os melhores do ano, no cômputo nacional.
Voltando a 1983, abaixo algumas imagens de alguns dos premiados naquele ano. Pela ordem aparecem Ronaldo Nique, Paulo Hoerlle, Flávio Pilau, José Renato De Léo, Antônio Gilberto Ody, Leonel Friedrich e João Alfredo Ferreira.
Fonte das imagens: arquivo Ronaldo Nique, Paulo Trevisan, Roberto Schmitz, José Renato De Léo, Marcelo Vieira, Pietro Tebaldi e João Alfredo Ferreira. Fotos Vilsom Barbosa.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Bota com B maiúsculo
O retratista, escriba e piloto de aparelho, Vilsom Lambe-Lambe Barbosa, deixou um comentário sobre o Ronaldo Nique no post no qual citei o seu falecimento. O comentário é tão bacana e tão verdadeiro que é mais do que justo dar um destaque maior a ele. Vai Vilsom.
"Tive o prazer e a honra de fotografar e conviver com o Nique. Bota com B maiúsculo, bem grande, em negrito. Acelerava de moto, de carro, de repente, até "de a pé". Nunca esqueço dos tempos em que ele era propagandista do Laboratório Aché e foi para Tarumã treinar, no horário de trabalho. Como acelerava um monte, acho que fez o melhor tempo ou algo semelhante. Não deu outra: saiu no jornal o seu feito. O chefe viu, não gostou e mandou o homem para a rua, se não estou enganado. Este retratista também trabalhou no ramo, por isso nunca esqueci.
Muita gente não sabe, mas enfrentou um seríssimo problema pessoal, com a esposa. Posso não estar contando direito, mas, em resumo, ela ficou anos a fio em estado de coma e ele, ao contrário do que muitos fariam, sempre ficou a seu lado. Informaram-me que costumava, a cada aniversário dela, contratar maquiadora, cabeleireira, manicure, para que a deixassem o mais bonita possível, para comemorar. Depois de anos, infelizmente acabou falecendo.
Eu, que já o admirava como piloto, ao saber disso, tornei-me seu admirador como pessoa, como homem de bem, uma raridade.
Há poucos meses o encontrei nas Ferramentas Gerais, acompanhado da filha adolescente, sinal de que também era excelente pai. A grande maioria vai viver a vida e esquece esposa, filhos,o que é mais cômodo.
A gente fica triste ao ver tanto corrupto, ladrão, gente da pior espécie esbanjando vida e morrendo de velho, ao passo que as pessoas boas são chamadas antes da hora, deixando um vazio em nossas vidas.
Agora, lá pelo Céu, deve estar havendo um baita reboliço. É até capaz de haver gente cometendo o pecado da inveja, porque, na primeira corrida que houver por lá, podem estar certos de que ele vai incomodar os outros botas que também já se foram. Só que a gente aqui não sabe em que canal transmitem as corridas de lá.
Como consolo, só nos resta espichar o olho, na Curva Um de Tarumã, esperando o 53 aparecer na liderança ou colado no líder, quem sabe até tentando uma ultrapassagem por fora, coisa que na Um, só tenta quem tem aquilo roxo. E coração e alma do tamanho do Universo".




Todas as imagens abaixo, que mostram o Nique em ação nas duas ou quatro rodas, ou no lugar mais alto do pódio, foram feitas pelo Vilsom. Elas estão nos arquivos do Nique e me foram emprestadas para digitalização em 2008.
"Tive o prazer e a honra de fotografar e conviver com o Nique. Bota com B maiúsculo, bem grande, em negrito. Acelerava de moto, de carro, de repente, até "de a pé". Nunca esqueço dos tempos em que ele era propagandista do Laboratório Aché e foi para Tarumã treinar, no horário de trabalho. Como acelerava um monte, acho que fez o melhor tempo ou algo semelhante. Não deu outra: saiu no jornal o seu feito. O chefe viu, não gostou e mandou o homem para a rua, se não estou enganado. Este retratista também trabalhou no ramo, por isso nunca esqueci.
Muita gente não sabe, mas enfrentou um seríssimo problema pessoal, com a esposa. Posso não estar contando direito, mas, em resumo, ela ficou anos a fio em estado de coma e ele, ao contrário do que muitos fariam, sempre ficou a seu lado. Informaram-me que costumava, a cada aniversário dela, contratar maquiadora, cabeleireira, manicure, para que a deixassem o mais bonita possível, para comemorar. Depois de anos, infelizmente acabou falecendo.
Eu, que já o admirava como piloto, ao saber disso, tornei-me seu admirador como pessoa, como homem de bem, uma raridade.
Há poucos meses o encontrei nas Ferramentas Gerais, acompanhado da filha adolescente, sinal de que também era excelente pai. A grande maioria vai viver a vida e esquece esposa, filhos,o que é mais cômodo.
A gente fica triste ao ver tanto corrupto, ladrão, gente da pior espécie esbanjando vida e morrendo de velho, ao passo que as pessoas boas são chamadas antes da hora, deixando um vazio em nossas vidas.
Agora, lá pelo Céu, deve estar havendo um baita reboliço. É até capaz de haver gente cometendo o pecado da inveja, porque, na primeira corrida que houver por lá, podem estar certos de que ele vai incomodar os outros botas que também já se foram. Só que a gente aqui não sabe em que canal transmitem as corridas de lá.
Como consolo, só nos resta espichar o olho, na Curva Um de Tarumã, esperando o 53 aparecer na liderança ou colado no líder, quem sabe até tentando uma ultrapassagem por fora, coisa que na Um, só tenta quem tem aquilo roxo. E coração e alma do tamanho do Universo".




Todas as imagens abaixo, que mostram o Nique em ação nas duas ou quatro rodas, ou no lugar mais alto do pódio, foram feitas pelo Vilsom. Elas estão nos arquivos do Nique e me foram emprestadas para digitalização em 2008.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
53
O número 53 era sinônimo de velocidade, arrojo e público em pé. Fosse nas duas ou quatro rodas, o 53 sempre foi competitivo e conquistou inúmeras vitórias e títulos com Ronaldo Nique, um dos grandes da história do automobilismo e motociclismo gaúcho. 53 era a idade com a qual infelizmente ele nos deixou, na última sexta, após um acidente na Freeway. Uma triste notícia que recebi neste retorno do carnaval.
Grande figura, sempre brincalhão e querido por todos, vai deixar saudades. Nique dividiu seu vasto acervo fotográfico e inúmeras histórias com este blog que podem ser visualizados clicando aqui.

Fonte da imagem: arquivo Ronaldo Nique.
Grande figura, sempre brincalhão e querido por todos, vai deixar saudades. Nique dividiu seu vasto acervo fotográfico e inúmeras histórias com este blog que podem ser visualizados clicando aqui.

Fonte da imagem: arquivo Ronaldo Nique.
sábado, 1 de outubro de 2011
Tadeu Matuzalém
Acertou na mosca quem respondeu que era o Tadeu Matuzalém no último Desafio. Era fácil, afinal quase sempre ele trazia seu nome estampado no parabrisas de seus carros, como era o caso daquele Passat Hot Car de 1982.
Sei muito pouco sobre a trajetória dele nas pistas. Os registros encontrados mostram que iniciou na categoria Estreantes e Novatos, em 1980, vencendo diversas provas com um Passat. Em 1981 correu no Torneio Passat e também na categoria Turismo Especial Gaúcho, onde acabou como vice-campeão, atrás apenas de Cláudio Ely.
Em 1982 permaneceu na TEG, que agora era chamada de Hot Car. Também naquele ano correu na Copa Chevette e na prova 500 km de Tarumã fez dupla com Ronaldo Nique no Chevette deste último.
Ao que consta, Tadeu havia se transferido para o Rio de Janeiro, onde permanecia acelerando, agora em um Opala. E foi lá, em 1984, que acabou sofrendo um acidente fatal com sua motocicleta.
Tadeu mantém seu nome nas pistas através do filho Cristian, que já há alguns anos acelera na categoria Marcas e Pilotos aqui no RS.




Fonte das imagens: arquivos Arnaldo Fossá, Délcio Dornelles, Ronaldo Nique e Carlos Eugênio - fotos Vilsom Barbosa.
Sei muito pouco sobre a trajetória dele nas pistas. Os registros encontrados mostram que iniciou na categoria Estreantes e Novatos, em 1980, vencendo diversas provas com um Passat. Em 1981 correu no Torneio Passat e também na categoria Turismo Especial Gaúcho, onde acabou como vice-campeão, atrás apenas de Cláudio Ely.
Em 1982 permaneceu na TEG, que agora era chamada de Hot Car. Também naquele ano correu na Copa Chevette e na prova 500 km de Tarumã fez dupla com Ronaldo Nique no Chevette deste último.
Ao que consta, Tadeu havia se transferido para o Rio de Janeiro, onde permanecia acelerando, agora em um Opala. E foi lá, em 1984, que acabou sofrendo um acidente fatal com sua motocicleta.
Tadeu mantém seu nome nas pistas através do filho Cristian, que já há alguns anos acelera na categoria Marcas e Pilotos aqui no RS.




Fonte das imagens: arquivos Arnaldo Fossá, Délcio Dornelles, Ronaldo Nique e Carlos Eugênio - fotos Vilsom Barbosa.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Olhar de fotógrafo
terça-feira, 22 de março de 2011
Gaúcho de Marcas, 1993
Mais um vídeo enviado pelo Gilson Gutheil Kuenzer, agora mostrando uma etapa do Gaúcho de Marcas em 1993. Um show de pilotagem de alguns feras como o "Chico Bala", Ronaldo Nique, entre outros.
Sobre essa prova eu já havia falado aqui mesmo, pois acompanhei junto ao muro dos boxes e vi, volta à volta, o Nique vindo por dentro e passando todo mundo na reta.
Grande achado!
Sobre essa prova eu já havia falado aqui mesmo, pois acompanhei junto ao muro dos boxes e vi, volta à volta, o Nique vindo por dentro e passando todo mundo na reta.
Grande achado!
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Jornada Automobilística Ipiranga
Meu amigo Luiz Borgmann me enviou na última semana um ótimo material publicado no Jornal do Comércio que trazia um guia da abertura dos Campeonatos Gaúchos de Fiat 147 e Passat de 1981, no Tarumã. O fascículo trazia a lista de inscritos das categorias, a programação e algumas imagens.
Já imaginaram algo parecido nos dias de hoje, publicado num jornal de grande circulação? Então vamos nos limitar à imaginação, pois algo semelhante está fora de cogitação. Não há interesse da maior parte da mídia, e mesmo se houvesse, há outros tantos assuntos que certamente dão mais retorno do que o automobilismo.



Pois bem, o tal fascículo trazia entre outras, uma imagem de uma Brasília #99, sucesso na categoria Estreantes e Novatos em 1980, nas mãos do piloto Sérgio Artioli da Fonseca, o "Manivela". Sim, para quem não sabia, o preparador - que foi assunto aqui recentemente quando falamos do Flávio Trindade - também já pilotou, iniciando naquela categoria. "Manivela" foi o tema do último Desafio da Semana, acertado pelo rápido no teclado, Paulo Schutz, confirmado também pelo Marcelo Cé e o Heitor.
Conforme mostrado acima, a Estreantes também fazia parte da programação em 1981, mas tenho dúvidas se o "Manivela" correu naquele ano, já que não consta da lista. O mesmo ocorre com o baixinho Antônio Jorge Schilling e com o Ronaldo Nique que também apareciam no fascículo, mas sem constar da lista de inscritos. Talvez o Jornal do Comércio tenha ilustrado os destaques do ano anterior, já que tenho certeza de que Schilling correu no Gaúcho de Stock Cars e Nique na Turismo Especial Gaúcho.
Outras imagens que apareciam era do Fiat 147 do "Janjão" Freire e o Passat do Paulo Hoerlle. Se vocês observarem com atenção, verão que ambos estão calçados com pneus slicks e foi justamente por causa da falta destes que a primeira etapa acabou sendo adiada.
Consta que a categoria dos Fiat utilizaria o pneu Pirelli P7. "Janjão" foi o responsável por testar os slicks no Tarumã, ao longo de 50 voltas. Em sua melhor passagem obteve 1min25s39, quase 3 segundos mais rápido que o recorde da categoria. Entretanto, o que se viu foi um desgaste excessivo do novo composto e, de acordo com os registros, a categoria correu com pneus normais de rua.
Já os Passat testaram o pneu Maggion, nas mãos de Cezar Pegoraro. Estes apresentaram bom desempenho, tanto em tempos quanto em durabilidade, porém, de acordo com o representante da Maggion, Mário Pati, não havia tempo hábil para o fornecimento na etapa de abertura, fazendo com que fossem adiadas todas as provas.
Abaixo os carros que foram destaque no fascículo.


Já imaginaram algo parecido nos dias de hoje, publicado num jornal de grande circulação? Então vamos nos limitar à imaginação, pois algo semelhante está fora de cogitação. Não há interesse da maior parte da mídia, e mesmo se houvesse, há outros tantos assuntos que certamente dão mais retorno do que o automobilismo.



Pois bem, o tal fascículo trazia entre outras, uma imagem de uma Brasília #99, sucesso na categoria Estreantes e Novatos em 1980, nas mãos do piloto Sérgio Artioli da Fonseca, o "Manivela". Sim, para quem não sabia, o preparador - que foi assunto aqui recentemente quando falamos do Flávio Trindade - também já pilotou, iniciando naquela categoria. "Manivela" foi o tema do último Desafio da Semana, acertado pelo rápido no teclado, Paulo Schutz, confirmado também pelo Marcelo Cé e o Heitor.
Conforme mostrado acima, a Estreantes também fazia parte da programação em 1981, mas tenho dúvidas se o "Manivela" correu naquele ano, já que não consta da lista. O mesmo ocorre com o baixinho Antônio Jorge Schilling e com o Ronaldo Nique que também apareciam no fascículo, mas sem constar da lista de inscritos. Talvez o Jornal do Comércio tenha ilustrado os destaques do ano anterior, já que tenho certeza de que Schilling correu no Gaúcho de Stock Cars e Nique na Turismo Especial Gaúcho.
Outras imagens que apareciam era do Fiat 147 do "Janjão" Freire e o Passat do Paulo Hoerlle. Se vocês observarem com atenção, verão que ambos estão calçados com pneus slicks e foi justamente por causa da falta destes que a primeira etapa acabou sendo adiada.
Consta que a categoria dos Fiat utilizaria o pneu Pirelli P7. "Janjão" foi o responsável por testar os slicks no Tarumã, ao longo de 50 voltas. Em sua melhor passagem obteve 1min25s39, quase 3 segundos mais rápido que o recorde da categoria. Entretanto, o que se viu foi um desgaste excessivo do novo composto e, de acordo com os registros, a categoria correu com pneus normais de rua.
Já os Passat testaram o pneu Maggion, nas mãos de Cezar Pegoraro. Estes apresentaram bom desempenho, tanto em tempos quanto em durabilidade, porém, de acordo com o representante da Maggion, Mário Pati, não havia tempo hábil para o fornecimento na etapa de abertura, fazendo com que fossem adiadas todas as provas.
Abaixo os carros que foram destaque no fascículo.


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terça-feira, 22 de junho de 2010
Há 35 anos
Aos poucos o blog do amigo Ronaldo Nique começa a mostrar raras e belas imagens de sua passagem pelas pistas. Há poucos dias nos presenteou com um vídeo da prova onde conquistou sua primeira vitória em Tarumã, no distante 1975. Legal demais. Gostei da trilha, Nique!

Fonte das imagens: arquivo Ronaldo Nique.

Fonte das imagens: arquivo Ronaldo Nique.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Blogs novos na área
A blogosfera cresce a cada dia que passa e cada vez é maior o número de pilotos, equipes e entusiastas do automobilismo que se juntam ao grande grupo. Há poucos dias soube que mais dois pilotos, que já foram tema aqui no blog, resolveram encarar de perto o www.
Os amigos Ronaldo Nique e Rodyvan Moller estão preparando imagens e histórias de suas trajetórias nas pistas para deixar registrado para o grande público. Iniciativa bacana e que sem dúvida vai trazer grandes alegrias a eles.

Os amigos Ronaldo Nique e Rodyvan Moller estão preparando imagens e histórias de suas trajetórias nas pistas para deixar registrado para o grande público. Iniciativa bacana e que sem dúvida vai trazer grandes alegrias a eles.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008
O susto

Na última sexta passei novamente na oficina do Ronaldo Nique para devolver os álbuns e bater mais um papo. Ouvi cada história...caramba. E além disso, soube de mais detalhes sobre alguns trechos de sua carreira, como por exemplo esse acidente em Guaporé, 1986. Foi mais ou menos assim:
O Ronaldo vinha disputando posição com o Gilberto Hoff, que naquele ano competia com um Passat em dupla com Jorge Fleck. Durante algumas voltas ele vinha "estudando" a pilotagem do Gilberto, vendo como o Passat se comportava principalmente nas curvas, onde ele escorregava mais. Percebeu então que na primeira perna do "Esse", o Passat desgarrava muito para fora e a estratégia seria tentar ultrapassá-lo por dentro naquele local. Teoria pronta, chegava a hora de colocá-la na prática. Nique fez a curva do Radiador - uma curva flat feita em última marcha - quase encostado na tampa do porta-malas do Passat. Neste exato momento, o piloto Ícaro Schons - confirmei essa informação - enfrentava um problema em seu Fiat Uno e percorria a pista pelo lado externo, para não atrapalhar os demais carros. Ele estava entrando no "Esse". Ao vê-lo, Gilberto reduziu a velocidade antes do ponto normal e Ronaldo pensou: vai ser por fora mesmo! E tirou o carro para a direita para ultrapassá-lo. Entrou na curva, sem ver o que estava a sua frente. Ícaro estava com a porta aberta e o mais impressionante é que ele já havia soltado o cinto de segurança e se preparava para sair do carro e empurrá-lo para fora da pista. O impacto colocou uma das rodas traseiras praticamente encostada no banco do Uno. Muita sorte não ter acontecido nada grave com os pilotos, principalmente com Ícaro. Além dos dados materiais, ficou apenas um grande susto.
O Ronaldo vinha disputando posição com o Gilberto Hoff, que naquele ano competia com um Passat em dupla com Jorge Fleck. Durante algumas voltas ele vinha "estudando" a pilotagem do Gilberto, vendo como o Passat se comportava principalmente nas curvas, onde ele escorregava mais. Percebeu então que na primeira perna do "Esse", o Passat desgarrava muito para fora e a estratégia seria tentar ultrapassá-lo por dentro naquele local. Teoria pronta, chegava a hora de colocá-la na prática. Nique fez a curva do Radiador - uma curva flat feita em última marcha - quase encostado na tampa do porta-malas do Passat. Neste exato momento, o piloto Ícaro Schons - confirmei essa informação - enfrentava um problema em seu Fiat Uno e percorria a pista pelo lado externo, para não atrapalhar os demais carros. Ele estava entrando no "Esse". Ao vê-lo, Gilberto reduziu a velocidade antes do ponto normal e Ronaldo pensou: vai ser por fora mesmo! E tirou o carro para a direita para ultrapassá-lo. Entrou na curva, sem ver o que estava a sua frente. Ícaro estava com a porta aberta e o mais impressionante é que ele já havia soltado o cinto de segurança e se preparava para sair do carro e empurrá-lo para fora da pista. O impacto colocou uma das rodas traseiras praticamente encostada no banco do Uno. Muita sorte não ter acontecido nada grave com os pilotos, principalmente com Ícaro. Além dos dados materiais, ficou apenas um grande susto.
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
"Diko"
Descobri que esse cara, agachado ao lado do Ronaldo Nique em 1980, era o próprio Derli Stefani, o "Diko", baita preparador de Chevettes que esse estado viu seus carros vencer várias provas durante muitos anos. Tinha prometido publicar a imagem dele e aí está. Não sei por onde ele anda. Há muito tempo ele tinha uma oficina na Protásio Alves, perto da antiga Gaúcha Car e Jardim Itália, mas depois não soube mais dele. O pessoal que por aqui passa deve saber .

Aproveito então para fechar a conta daquele baita álbum que me fora emprestado pelo Ronaldo Nique. Aprendi muitas coisas sobre aquela fase da Copa Chevette, que desde o princípio do Blog estava tentando descobrir. Para mim, era um período meio nebuloso, pois não lembrava quando tinha iniciado e encerrado. Jamais poderia imaginar uma imagem como essa abaixo: um grid com mais de 20 Chevettes, em 1982. Das provas que eu me lembro, os grids eram sempre discretos.

Aí vão as saideiras...






As duas primeiras são de 1980, na Estreantes. Depois uma de 1982 e as três últimas de 83. O Fiat vermelho #18 era do Carlos Alberto Petry, aquele mesmo que venceu as 12 Horas de Goiânia com a dupla Hoerlle/Fornari, que recentemente falei aqui. Mais abaixo o Chevette branco #8 atrás do Nique era o Darci Benini. O outro Fiat preto #51 eu não sei. Essas duas são de uma prova do Gaúcho de Marcas. Por último, um registro raro. Vou deixar para vocês adivinharem quem são os dois caras da direita nesse pódium em Guaporé.
Valeu, Nique!
Fonte das imagens: arquivo Ronaldo Nique.

Aproveito então para fechar a conta daquele baita álbum que me fora emprestado pelo Ronaldo Nique. Aprendi muitas coisas sobre aquela fase da Copa Chevette, que desde o princípio do Blog estava tentando descobrir. Para mim, era um período meio nebuloso, pois não lembrava quando tinha iniciado e encerrado. Jamais poderia imaginar uma imagem como essa abaixo: um grid com mais de 20 Chevettes, em 1982. Das provas que eu me lembro, os grids eram sempre discretos.

Aí vão as saideiras...






As duas primeiras são de 1980, na Estreantes. Depois uma de 1982 e as três últimas de 83. O Fiat vermelho #18 era do Carlos Alberto Petry, aquele mesmo que venceu as 12 Horas de Goiânia com a dupla Hoerlle/Fornari, que recentemente falei aqui. Mais abaixo o Chevette branco #8 atrás do Nique era o Darci Benini. O outro Fiat preto #51 eu não sei. Essas duas são de uma prova do Gaúcho de Marcas. Por último, um registro raro. Vou deixar para vocês adivinharem quem são os dois caras da direita nesse pódium em Guaporé.
Valeu, Nique!
Fonte das imagens: arquivo Ronaldo Nique.
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