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sábado, 6 de julho de 2013

Chevetteiro de carteirinha

Gostaram daquela atravessada do Opalão na saída do Tala Larga do último Desafio? Pois o meu amigo Paulo Schutz quase acertou mais uma. Na verdade, posso dizer que ele acertou metade da resposta. Ele mencionou o Inocêncio Gusmão Perez como sendo o piloto em ação. Era o Opala dele, porém naquele momento quem estava ao volante era seu parceiro de pilotagem que será revelado a seguir.

A publicação da imagem do último Desafio teve um propósito especial e me foi encomendada pelos filhos do então piloto, que neste domingo (7/7) completa 60 anos de idade. Para variar, o aniversário será comemorado no autódromo, no Velopark, já que os guris estão seguindo a paixão do pai e estarão em ação na prova da Classic a bordo de um Chevette que leva um número conhecido, o #38.

Ficou mais fácil agora? Pois bem, estamos falando do João Carlos Garavello Oliveira, que apesar de já não acelerar nas pistas com a frequência de antigamente, vem apoiando os filhos Maurício e Henrique na participação destes na Copa Classic, contando ainda com o suporte de um velho conhecido, o competente preparador Derli Stefani, ou simplesmente "Diko".

 Aquela prova com o Opala, disputada em parceria com o Inocêncio Perez, foi nas 6 Horas de Tarumã, em 1976, prova que já foi relatada aqui e que viu uma quebradeira geral dos participantes. Na vitória do Maverick #40 da dupla Roberto "Pareci" e Ricardo Baldino, o Opala #74 obteve a quinta colocação em sua classe.

Pelo que me contaram os guris, Garavello iniciou sua trajetória nas pistas em 1974, competindo com um - adivinhem - Chevette em uma prova para Estreantes. Foram duas provas naquele ano e uma vitória. Por conta do excelente resultado, no ano seguinte decidiu cursar a Escola de Pilotagem do grande Mestre Cláudio Mueller, tendo aulas práticas nos famosos Fórmula Vê que tantos pilotos formaram naquela década. Após algumas intervenções na Divisão 1, ficou um período fora das pistas, voltando em 1981 para competir na Turismo Especial Gaúcho, antiga Divisão 3, com um Fusca. Sua passagem por esta categoria foi breve, ficando ausente até 1985, quando retornou em definitivo para fazer dupla com o amigo Ronaldo Nique no Chevette #53 no recem criado Campeonato Regional de Turismo.

Garavello competiu no Regional de Turismo - considerado o melhor campeonato de turismo do Brasil naquela época - por vários anos, sempre com Chevette e fazendo parcerias com pilotos como Alcir Machado, Gilberto Bandeira, João Sant'Anna, além do já citado Ronaldo Nique, entre outros.

Neste período, participou de algumas 12 Horas, tendo alcançado o melhor resultado em 1988, quando fazendo um trio com Alcir Machado e Gilberto Bandeira, obteve o 9º lugar na classificação geral.

A partir de 1990, com a mudança do nome do campeonato para Gaúcho de Marcas e com a criação da Copa Chevette, obteve seus melhores resultados, como a vitória na Copa Chevette nos 500 km de Tarumã de 1991, em parceria com Ronaldo Nique e Moisés de Deus no Chevette #30. Ainda em parceria com Nique, com a participação de Alcir Machado, obteve seu melhor resultado em 12 Horas. Foi em 1993, quando concluíram a prova na 5ª colocação no geral e 3º no Marcas.

A partir daí as participações de João Garavello nas pistas ficaram concentradas nas provas longas como as tradicionais 12 Horas de Tarumã. Sempre com Chevette, é claro. Até 2008, último ano em que competiu, teve como parceiros Ronaldo Nique, Itajara Xavier, Wagner dos Santos e Eduardo Dias Jaime.

Abaixo publico algumas imagens de sua trajetória nas pistas. Ao longo da semana tentarei publicar outras tantas enviadas pelos guris, numa forma de homenagear este simpático piloto, que, assim como disseram o Henrique e o Maurício, ainda nutre uma paixão juvenil pelo esporte, ajudando há muito anos a engrossar a fileira de carros que rasgam as retas dos autódromos do nosso estado. 
 A primeira prova na categoria Estreantes, em 1974
 
 Durante disputa das 6 Horas de Tarumã de 1976
 
 O único não Chevrolet da carreira, durante sua participação na TEG

Com Ronaldo Nique no Regional de Turismo de 1985
 
 9º colocado nas 12 Horas de Tarumã de 1988, com Alcir Machado e Gilberto Bandeira

 5º colocado nas 12 Horas de Tarumã de 1993, com Ronaldo Nique e Alcir Machado
 
Em sua última 12 Horas competindo com o Chevette de Wagner dos Santos
 
Valeu, gurizada! Valeu, Garavello!
 
Fonte das imagens: arquivo João Garavello.
 

quarta-feira, 27 de março de 2013

André Pretto

Guaporé. Na primeira aparece o Passat #1 do Bruno D'Almeida e o Fusca #11 que não lembro exatamente de quem era.
 


Fonte das imagens: arquivo André Luiz Pretto - fotos Vilsom Barbosa.

sábado, 23 de março de 2013

André Pretto

Acertou quem respondeu que era o piloto André Luiz Pretto no último Desafio. O catarinense de Campos Novos entrou em contato com o blog recentemente, dividindo alguns registros de sua trajetória nas pistas.
 
O André já foi assunto aqui no blog, tempos atrás, quando um Desafio mostrava a imagem de um Corcel I #31. Era sim o Corcel do André, porém na época em que ainda pertencia ao Ozenaide Pacheco, o "Pachekinho" de Canoas, que correu com ele na Divisão 3. André adquiriu o carro e deixou a preparação a cargo do Jackson para fazer sua primeira corrida na categoria Estreantes, no final de 1980.

André Pretto - que me disseram ter parentes em Encantado (está explicada a origem do gosto pela velocidade) - estudava na Unisinos e aproveitava os finais de semana para competir. Isso me lembrou outro piloto de fora do RS, que tinha história semelhante, o Paulo de Tarso Marques, que correu na Divisão 1 em meados dos anos 70.

A carreira do piloto de Campos Novos foi bastante breve, mas suficiente para deixar sua marca de piloto muito veloz. As matérias dos jornais da época descreviam o seu desempenho como notável, imbatível, surpreendente, entre outros adjetivos. Ele chegou a conquistar nada menos do que quatro vitórias consecutivas na Estreantes em 1981, antes de passar para a Turismo Especial Gaúcho, onde também teve destacada atuação. Não foi o campeão - título que ficou com Cláudio Ely - mas recebeu da Associação de Cronistas de Automobilismo do RS o troféu destaque da referida categoria.

Após aposentar o Corcel I, André chegou a fazer duas provas de um campeonato brasileiro em 1982, o Torneio Corcel II, com um dos carros da equipe Tênis Campeão - Strassburger. Seu parceiro foi Antônio Gilberto Ody, ex-adversário na Estreantes e na TEG. Na prova de Guaporé foi o sétimo colocado, mesmo resultado obtido na semana seguinte em Tarumã. Após essa prova, André encerrou sua participação nas pistas.

Ao longo da semana publicarei mais algumas imagem do piloto em ação. Por enquanto fiquem com os registros abaixo.

Agradeço ao André pelo contato e por ter compartilhado seus arquivos.

Valeu, André!
 


Fonte das imagens: arquivo André Luiz Pretto - fotos Vilsom Barbosa.

sábado, 1 de outubro de 2011

Tadeu Matuzalém

Acertou na mosca quem respondeu que era o Tadeu Matuzalém no último Desafio. Era fácil, afinal quase sempre ele trazia seu nome estampado no parabrisas de seus carros, como era o caso daquele Passat Hot Car de 1982.

Sei muito pouco sobre a trajetória dele nas pistas. Os registros encontrados mostram que iniciou na categoria Estreantes e Novatos, em 1980, vencendo diversas provas com um Passat. Em 1981 correu no Torneio Passat e também na categoria Turismo Especial Gaúcho, onde acabou como vice-campeão, atrás apenas de Cláudio Ely.

Em 1982 permaneceu na TEG, que agora era chamada de Hot Car. Também naquele ano correu na Copa Chevette e na prova 500 km de Tarumã fez dupla com Ronaldo Nique no Chevette deste último.

Ao que consta, Tadeu havia se transferido para o Rio de Janeiro, onde permanecia acelerando, agora em um Opala. E foi lá, em 1984, que acabou sofrendo um acidente fatal com sua motocicleta.

Tadeu mantém seu nome nas pistas através do filho Cristian, que já há alguns anos acelera na categoria Marcas e Pilotos aqui no RS.





Fonte das imagens: arquivos Arnaldo Fossá, Délcio Dornelles, Ronaldo Nique e Carlos Eugênio - fotos Vilsom Barbosa.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Prorrogação?

O último Desafio gerou bastante dúvidas na turma. Seria o piloto daquele Corcel #31 o André Pretto de Campos Novos - SC ou o Ozenaide Pacheco de Canoas - RS?

A informação inicial veio junto da imagem, lá do meu amigo "Ratão". Ele dizia que o piloto era catarinense. Isso fez a maioria - onde me incluo - lembrar automaticamente do André Pretto, ótimo piloto da época da categoria Estreantes e Novatos que depois correu na Turismo Especial Gaúcho com um relativo sucesso. Pelo que consta o André andou bastante tempo com um Corcel I, os slicks que apareciam no registro faziam lembrar da TEG, então tudo parecia esclarecido.

Porém, adivinhem quem, o Mestre Schutz comentou sobre a pintura do carro, que não era a do carro do André. Isso, além do número, fez lembrá-lo do piloto Ozenaide Pacheco, que participou do Gaúcho de Divisão 3 nos anos 70. Na sequência o Borgmann e o "Naná" confirmaram que seria mesmo o "Pachekinho".

Então fui atrás dos alfarrábios e encontrei um registro mostrando o nome, o número e a descrição do carro do próprio canoense, numa prova de D3 em 1976. Mais outra busca e todos os registros encontrados sobre o catarinense mostravam um número e pinturas diferentes.

Tudo isso leva a crer que se trata mesmo do canoense, que vi correr, quando voltou às pistas no Gaúcho de Marcas em 1993 ou 94 em dupla com o filho Márcio, num Voyage de número 31.

Acho que o mistério está desvendado, mas se alguém for contrário à decisão, deixo aberta uma prorrogação para o Desafio.




Fonte das imagens: arquivo Luiz Borgmann, Marcelo Vieira e Carlos Eugênio - enviado por João Cláudio Muller.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Grid cheio no Tarumã

Essa foi a proposta sugerida por Antônio Gilberto Ody numa reunião de pilotos, preparadores e dirigentes junto à Federação Gaúcha de Automobilismo, no ano de 1983: reunir as categorias Hot Car/TEG e Turismo 5000 num único grid. A proposta traria mais atrações para o público, com mais disputas na pista.

E foi no dia 3 de Julho daquele ano, na disputa da 3ª etapa do Campeonato Gaúcho de Hot Car/Turismo Especial Gaúcho e a 4ª do Campeonato Gaúcho de Turismo 5000 que um grande público compareceu ao Tarumã para acompanhar os 30 carros que alinharam para as duas baterias. Embora correndo juntos, a classificação das categorias continuava sendo em separado.

A pole position no geral ficou para o Passat #5 de Flávio Pilau, tendo o Gol #6 de Cláudio Mueller ao seu lado. Na Turismo 5000 o primeiro no grid (11º no geral) foi o Maverick #14 de Edison Tróglio.

Apesar da boa expectativa de Tróglio em relação à prova, suas chances "foram para o vinagre" já na segunda volta da primeira bateria, quando o Passat #13 de Carlos Hofmeister rodou na curva 2 e ficou parado na pista, sendo atingido em cheio pelo Maverick #14 e pelo Fusca de Arnaldo Fossá.






Hofmeister, piloto de Novo Hamburgo, era a resposta do último Desafio, que foi acertado pelo Paulo Schutz e pelo Marcelo Vieira. O número #13 deu provas que não trazia muita sorte para o piloto, que acabou passando a competir com o #43 nas provas seguintes, como mostra a imagem abaixo, de 1985 em Guaporé.


Ao final daquela prova em Tarumã, a vitória na Hot Car ficou com Flávio Pilau, na TEG José Roque Bresolin levou a melhor e na T 5000 José Renato De Léo ficou com o primeiro lugar.

Fonte das imagens: jornal Folha da Tarde - arquivo Família Tróglio e foto Vilsom Barbosa - arquivo Arnaldo Fossá.

sábado, 18 de setembro de 2010

Agora é comigo

Foi o que disse Leonel Friedrich, nos treinos livres para a última prova do Turismo Especial Gaúcho (TEG), que foi disputada em Tarumã, no dia 22 de Novembro de 1981. Ele havia dado poucas voltas, suficiente para marcar o tempo de 1min20s11. Havia muito vento. Ele dizia que o trabalho dos preparadores Romeu e Dino Di Leone estava muito bom.

Depois de alguns anos afastado das pistas, Leonel, que é a resposta para o último Desafio, já havia feito algumas provas no Torneio Passat e aquela foi a única participação do piloto na categoria naquele ano.

Na classificação, Leonel novamente andou muito e fez a pole position, quebrando o recorde da categoria em Tarumã. Venceu as duas baterias com grande facilidade, abrindo boa vantagem para Bruno D'Almeida que chegou um segundo nas duas oportunidades. Tadeu Matuzalém foi o terceiro em ambas.

O Marcelo Vieira ajudou a identificar outros pilotos na imagem: Arnaldo Fossá, Luis Marcelo Dias, Fernando Soares, Antônio Ody, Cláudio Ely, José Roque Bresolin, Luis Carlos Paré Rodrigues, Renato Becker e João Carlos de Andrade.

Irineu Bohnenherger, Winetou Zambon, Alilio Freitas, André Pretto, Ronaldo Nique entre outros também competiram naquela temporada.

O título da TEG ficou com Cláudio Ely (179 pontos), à frente de Bruno D'Almeida (112), Tadeu Matuzalém (94), José Roque Bresolin (59) e Antônio Gilberto Ody (56).

Aquela foi a última prova de Leonel antes de ingressar na Fórmula 2 Brasil, com o Muffatão Passat também preparado pelo Dino.


Fonte das imagens: jornal Zero Hora e revista Quatro Rodas.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Noite de explicações

Hoje continuamos com a trajetória e aventuras do Bruno D'Almeida nas pistas e fora delas, contada pelo próprio. Vai que é tua, Bruno!

"Em 1974 resolvi fazer uma oficina somente para os carros de competição na Rua Vicente da Fontoura. Acertei com o Luiz e o Miguel para fazermos o carro. Na época os dois trabalhavam como mecânicos na Revenda VW IWERS. Consegui o patrocínio da PANVEL para a temporada. Compramos na Ala Zero todos os componentes para fazermos um carro inteiramente novo.

Nossa primeira corrida foi os "500 Km de Tarumã". Convidei o Victor Steyer para ser meu co-piloto. Estava tudo perfeito quando na última volta, já indo para bandeirada da comemoração começou a chover e o Victor bateu na Curva do Laço. Mesmo assim ficamos em segundo lugar. Carreiras são carreiras...

Nesta corrida o Luiz passou a ser conhecido como o "LUIZ TUNNING".

Nesse ano houve um Torneio de Velocidade no qual acontecia uma corrida a cada 15 dias. Em quatro corridas fui o Campeão do Torneio com a entrega de prêmios num belo churrasco no restaurante do Tala Larga. Fui também Campeão Gaúcho da Divisão 3. Nessa época o Fernando Moser pediu para fazer o carro na minha oficina junto com o Luiz. Tudo bem, sem problemas. Grande Moser!!! Por onde estiveres vou sempre te admirar como pessoa e piloto e nunca esquecer das inesquecíveis corridas e estórias que juntos curtimos nas corridas de Tarumã, Guaporé, Rio de Janeiro, El Pinar e Rivera.

Em 1975 corri em El Pinar, no Uruguai, ficando em segundo lugar. Fiquei atrás da Mini-Cooper do Pedro Kent e também fiz duas etapas do campeonato brasileiro de D3 em Goiânia e Brasília, tirando quinto e sexto lugar com a preparação do Gessy. Corri também os "500 km de Tarumã" junto com o Brasílio Terra em um Opala #90 chegando em quarto lugar na geral.

Abaixo aparece o Fusca branco #16 em Goiânia.


Só voltei a correr em 1979 com o patrocínio da Shell com o Volks preparado inicialmente pelo Luiz Tunning. Não me recordo a data pois era final de temporada, mas lembro que venci com meu cunhado Julio Renner em segundo lugar. Depois fui convidado pelo Vilmar de Azevedo a fazermos um canhão para vencer a prova da amizade em Rivera onde corriam brasileiros, uruguaios e argentinos. Para mim tinha algo especial para dar chance de dar o troco na Mini Cooper. Colocamos o que tínhamos de melhor no Volks #16: motor 1800 cc, virabrequim roletado spg alemão, Webber 44 manifolds, autos para termos bastante torque nas curvas de baixa, até o escapamento era importado da Scatt, caixa de câmbio de cinco marchas com dentes retos de marca Webster, amortecedores Koni e muito mais coisas... Em resumo, ganhei as duas baterias e fiquei com o recorde da pista por muito tempo.

Na corrida seguinte fomos eu e o Moser para o Rio de Janeiro participar do Campeonato Brasileiro de Divisão 3. Fui de caminhão eu, Vilmar e o Caetano Antinolfi, rebocando junto o carro do Moser. Chegando no autódromo à noite estacionamos no portão que estava fechado e esperamos o Moser chegar. Vimos quando ele fez o retorno para estacionar junto a nós, mas não vimos uma viatura da polícia estacionada atrás do caminhão. O policial veio pedir os documentos pela janela do Caetano mas ele pensou que era o Moser e puxou o seu revólver, brincando, e colocou na cara do policial e perguntou: o que queres vagabundo (e outros adjetivos que não posso colocar aqui)? Resumindo... em 10 minutos haviam cinco viaturas e fomos todos para a cadeia carioca. Que noite de explicações... O resultado desta corrida nem me lembro...rsrssrssssss

Outra do Caetano que nunca esquecerei... quando numa descida da Rua Mostardeiro em frente ao Parcão lotado em uma sexta-feira à noite, enquanto eu fazia um cavalo de pau o Caetano colocou a bunda branca para fora da janela - que meus filhos e netos não vejam estas estórias... rssss

Em 1980 comecei a correr no meio da temporada na TEG (Turismo Especial Gaúcho) com patrocínio da Ipiranga, carro feito também pelo Tunning. Fiz duas corridas, venci a primeira em Guaporé. A segunda em Tarumã na bandeirada o carro parou sem álcool pois um dos mecânicos tinha esquecido de colocar a tampa do tanque e a cada curva para a direita jorrava o combustível para fora. Parei a 10 metros da linha de chegada onde o diretor da prova já estava com os braços erguidos aguardando minha passagem. Quem venceu foi o Claudio Ely e empurando cheguei em segundo lugar.



Este foi o resumo de algumas corridas e estórias como piloto. Após fui para a equipe Orloff em 1982."

Fonte das imagens: revista Quatro Rodas e arquivo Arnaldo Fossá.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Brinquedos Rei

Arnaldo Fossá ainda hoje é conhecido por sua criatividade e habilidade na preparação de um VW Fusca. Em 1979 ele apresentou mais uma de suas criações, um Fusca bastante modificado e também muito bonito. A imagem abaixo mostra um dos detalhes daquele carro. A tampa traseira era removível e integrada com o vidro. Pelo que me disse o Fossá esse carro foi inclusive apresentado no programa Fantástico. Reparei o patrocínio dos Brinquedos Rei. Fazia tempo que eu não lembrava dos carrinhos de metal da coleção Rei. Quando eu era guri tinha vários deles. Vinham numa pequena caixa e debaixo do carrinho, havia o catálogo com todos os modelos. O meu preferido era o Passat.




Fossá ficou com esse carro por dois anos quando o vendeu para o piloto Vinetou Zambon. Ao iniciar o campeonato de 1981 uma coincidência: o carros de Fossá tinha a pintura muito parecida com os carros da equipe Tênis Campeão, Cláudio Ely e José Roque Bresolin. Fossá me contou que a única explicação para este fato foi que o piloto, que também pintava pickups, desenhou esse layout para uma pickup do Vale dos Sinos. Essa pickup ficou exposta por algum tempo naquela região e é provável que tenha vindo dalí a inspiração para pintar os carros #10 e #27. Fossá também gostou da pintura e resolveu adotá-la no #22. Na primeira etapa, parecia que a equipe era composta por três carros, vejam abaixo.

Observando com atenção a imagem acima, identifico uma Brasília amarela ao fundo. Seria esta a Brasília #96 do Ervino Einsfeld

Nas imagens abaixo aparecem além do Fossá, os carros Passat #7 do Fernando Soares ("Naná"), o Corcel #77 do André Pretto, o Passat #1 do Bruno D'almeida, o Passat #4 do Tadeu Matuzalém e mais um Fusca #11 que não lembro de quem era.



Para 1982, Fossá continuava caprichando na pintura do seu carro. Esse visual foi mantido até o final de 1983. Para o ano seguinte uma super máquina seria apresentada na categoria Hot Car, então dominada pelos carros mais modernos como Gol, Passat e Voyage. Mas isso é assunto para outro post.



Fonte das imagens: arquivo Arnaldo Fossá - fotos Vilsom "Lambe-Lambe" Barbosa.

sábado, 16 de janeiro de 2010

"Capitão Caverna" no papel

Esse tal de Tito e sua gangue estão mesmo surpreendendo o amigo aqui. Vejam qual foi uma das últimas invenções da turma: modelos em papel. Alguns inclusive já estão acelerando em pistas de autorama em São Paulo. Aí o Marcelo Vieira pediu para reproduzir o Fusca do Cláudio Ely, o "Capitão Caverna", preparado por seu pai, e olha no que deu. Caramba, o cabra é bom mesmo.


Aproveitando...o último Desafio foi respondido pelo Paulo Schutz. A Brasa do Aroldo era branca e agora o Tito já tem a munição para disparar no modelo do carro do piloto gaúcho. Assim que estiver pronto, divulgo aqui.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

História para contar...

Olha só o que caiu lá no Blog do Passatão dos amigos Niltão Amaral e Leo Tumelero.


Um excelente registro do grande "bota" Walter Soldan no ano de 1980, click do retratista Vilsom Barbosa. Esse carro tem história para contar. Alguém lembra dele? O motor, depois de muitos testes chegou a 152 HP. Passem lá no Blog do Passatão e saibam mais.

Agora, como é que o "Lixa" cabia nesse carro, isso eu não sei...

Valeu, Niltão!

quarta-feira, 4 de março de 2009

Marcos Vieira

Alguém lembra dos Fuscas patrocinados pelo Tênis Campeão? Pois é, falei deles há algum tempo, depois de ter encontrado uma imagem do #27 do José Bresolin numa Pódium Graphic que estava em meio ao material do Joel Echel.

Aqueles Fuscas eram muito rápidos e se não estou enganado, o Cláudio Ely, que corria com o #10 foi o campeão de 1981 da Turismo Especial Gaúcho (TEG).

Pois bem, agora olhando um pouco mais para baixo, vejam o que chegou por aqui.









Essas imagens me foram enviadas pelo Marcelo, filho do preparador Marcos Vieira, responsável, entre outros, por todos os carros acima.

A sequência começa com três do #10 do Claúdio Ely, em 1981. Numa delas há os troféus da conquista da prova comemorativa aos 10 anos de Tarumã. Mais abaixo aparece o trio Antônio Gilberto Ody, Cláudio Ely e Victor Steyer, quando estes competiram nos 1000 km de Brasília em 1981. Entre os 63 carros que participaram da prova, o trio chegou em 17º na geral e em 2º na categoria Corcel. Logo abaixo aparece o Gol #6 de Cláudio Mueller quando este voltou a competir na categoria Hot Car, vencendo algumas provas. Por fim, aparece o Passat #6 de Bresolin, campeão da Hot Car em 1986. Este carro pertenceu ao Marcelo que alugou para vários pilotos nesses últimos anos, indo parar depois no Museu do Automobilismo Brasileiro, do nosso amigo Paulo Trevisan.

O Marcelo ficou de enviar mais informações sobre seu pai e em breve publicarei aqui.

Valeu, Marcelo!

Fonte das imagens: arquivo Marcelo Vieira.