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segunda-feira, 19 de julho de 2010

E o Fitti-Vê ficou pronto!!!

Grande notícia! É o que nos conta o amigo Mário Estivalét.

"Amigos,

E o Fitti ficou pronto!!!!!!!!!!!


Consegui levar para a Expoclassic 2010 este fim de semana em Novo Hamburgo-RS.
A carroceria foi pintada na quarta-feira, a carenagem traseira na quinta-feira de manhã,
adesivada à tarde, e ainda à tarde, o carro foi levado para o Encontro (a pintura não ficou
muito boa não......, uma mão de tinta, lixamento e polimento, mas vamos lá.......).

Durante a próxima semana vou por fotos da montagem e do carro pronto no
http://formulave.webng.com, em "Carros existentes".

Um grande abraço,

Mário Estivalét"




A pintura não ficou muito boa? Como assim, Mário?! Ficou excelente! Parabéns pelo teu trabalho. E vamos colocar o Fitti para rodar!

Fonte das imagens: arquivo Mário Estivalét.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Fórmula Vee saindo do papel (!!!!)

Texto retirado na íntegra lá do blog do amigo Mestre Joca, que nos traz uma excelente notícia.

"Alguns aqui hão de lembrar: em novembro passado começamos uma discussão aqui no blog sobre a criação de uma categoria barata e de manutenção acessível. Após algumas deliberações, achamos que o caminho seria ressuscitar a Fórmula Ve, baseando-se num chassi simples e mecânica original, procurando aproveitar o máximo possível peças de série.

Daí em diante, muita água rolou. Alguns aderiram de primeira hora, muitos desacreditaram. Da turma inicial nasceu um projeto que infelizmente não conseguimos levar adiante pelos múltiplos compromissos pesssoais dos integrantes do grupo. Mas a ideia continuava ali viva, latente.

E para que não se perdesse toda aquela empolgação inicial, o Roberto Zullino me convidou para continuarmos tocando juntos o projeto, nem que fosse só por diversão. Por uma questão de ética, abrimos mão do projeto inicial pois não nos pertencia. Começava ali nossa romaria em busca de outro projeto.

Resolvemos trabalhar "à mineira", isto é, sem nenhuma divulgação do que estávamos fazendo, mesmo sendo cobrados todo o tempo pelo andamento do Fórmula Vê. Iniciava-se ali uma longa pesquisa e troca de e-mails com fabricantes de chassis, pilotos e equipes da Austrália, Reino Unido e EUA.

E aos poucos as linhas gerais do projeto foram se definindo e algumas ideias iniciais foram sendo abandonadas pela inexequibilidade ou pelo alto custo. Nesta fase tivemos uma ajuda valiosa do engenheiro curitibano Edison Enriconi, ex-construtor de Fórmula VW 1300, pelas suas preciosas dicas, alicerçadas em anos de construção de monopostos com chassis tubulares.

Com tudo alinhavado, era chegado o momento de colocar em prática. Entra no circuito o Régis Cava que bancou toda a parte de desenvolvimento inicial do projeto, o Abrão em cuja fábrica de gaiolas de competição em Santa Bárbara do Oeste começamos a soldar os tubos e o Nilton da Impact Racing, responsável pela carenagem e peças em fibra de vidro.

Começava ali, de fato, a nascer o Fórmula Vee. Não há como negar que foram meses de um amplo aprendizado. Cada um entrando com a sua expertise e experiência e o carrinho aos poucos foi tomando forma. De apenas alguns desenhos prévios no papel, fizemos um mock-up para testes de ergonomia e algumas soluções mecânicas que, ao longo do processo, foram sofrendo modificações.

E aqui rendo minhas homenagens à teimosia e persistência do Zullino, que não teve mãos a medir em cortar, soldar e refazer tudo novamente quando alguma idéia melhor ou mais prática era apresentada. E assim chegamos ao que achamos ser o melhor que podia ser feito dentro das condições técnicas propostas e do custo projetado.



Desenho do chassi em AutoCad.

Nesta fase juntou-se a nós o Zé Clemente que, como projetista industrial, ficou encarregado de dar forma em AutoCad e transcrever medidas e cotas de maneira simples e clara, para que qualquer candidato a construtor pudesse entender o projeto. Estabelecidos então chassi e material, passamos à "operação pente fino".

Daí contamos com a ajuda do Eduardo Monis (construtor dos Fórmula Speed) que nos deu várias dicas sobre tubos e construção de chassis e a repassada final foi feita por dois notórios construtores nacionais: José Minelli e Antonio Ferreirinha, que fizeram poucas sugestões ou correções, o que nos deixou orgulhosos do nosso projeto e a certeza de estarmos no caminho certo.



Carroceria e soluções técnicas próximas ao do GAC inglês...

Neste meio tempo, trabalhamos no regulamento técnico e daí contamos com a ajuda do Chico Biela na elucidação de algumas dúvidas e definições, a quem agradeço de público. No fim e em linhas gerais, acabamos por usar como referência muita coisa dos atuais fabricantes de chassis australianos no tocante à estrutura e reforço, bem como a opção pelo motor VW 1600 cc a álcool, com dois carburadores 32, inteiramente original mas sem utilizar ventoinha.

Bem, até aqui foram seis meses de duro trabalho. O maior mérito deve ser atribuído ao Zullino, Abrão e ao Nilton, que tomaram a si a responsabilidade pela construção e desenvolvimento do primeiro chassi. Minha participação em todo o processo digamos que foi meio conceitual, atuei mais como "advogado do diabo", sugerindo e pondo à prova idéias e soluções.

Na próxima semana começa finalmente a construção do chassi definitivo e na outra a montagem do monoposto. Após alguns testes de ajustes e acertos, vem a produção em série. Se vai ser um chassi vencedor, não existem garantias para isso. São as regras do jogo e o que torna mais fascinante a criação de um novo carro e categoria., praticamente do zero.

Mas criar, construir e desenvolver um chassi é apenas uma parte de um projeto muito mais ambicioso. Agora é vê-los sair da linha de produção e fazer vingar a categoria. Aí, não depende só de nós e sim dos muitos interessados. Só demos o empurrão inicial, a verdadeira luta se inicia agora.

(foto reprodução/arq. Zé Clemente)"

Sensacional, Joca, Zullino e a turma que está bolando a barata. A receita é econômica e divertida. Tem tudo para dar certo. Aguardamos novas notícias.

Maiores informações sobre o Fórmula Vee Brazil no blog específico http://formulaveebrazil.blogspot.com/, onde estarão atualizados o passo-a-passo e andamento do projeto e construção.

sábado, 29 de agosto de 2009

Afinal, quem era?

O último Desafio foi mesmo interessante. Primeiro pelo carro, um Fórmula Vê, dos idos dos anos 60 que poucos aqui no sul tiveram a oportunidade de ver. Alguns deles chegaram a ser utilizados na escola de pilotagem do Cláudio Muelller, após a inauguração do Tarumã e houve até uma prova em 1973, como tentativa de realização de um Campeonato Gaúcho, que acabou não se concretizando.

Boa parte das respostas ao Desafio, lembraram o nome do Raffaele Rosito, afinal ele fora o único gaúcho a competir na Fórmula Vê nas provas disputadas no Rio de Janeiro e São Paulo. Mas se não era ele dentro daquele Aranae, afinal quem era?

O "piloto" em questão era Wilson Drago de Oliveira, o preparador da barata. O grande achado me foi enviado pelo filho dele, o Felipe, com quem não falava há 12 anos. Eu já contei isso aqui. Em 1997, quando estava atrás de patrocínio para o projeto Baja, do qual fazia parte na universidade, fui até a Rikes Rolamentos aqui na Avenida Farrapos e apresentei o projeto a um cara, que "comprou" a ideia e nos forneceu vários rolamentos e mancais. Era o Felipe, que naquela oportunidade falou muito sobre seu pai. Mundo pequeno esse. 12 anos depois aqui estou eu falando sobre o pai dele.

Mas vamos tentar esclarecer o que o Drago fazia dentro do carro.


Ele realmente pertencia ao Raffaele Rosito e o #110 leva a crer que era o chassi que pertencera ao piloto carioca Bob Sharp, pois Rosito fez sua estreia na terceira prova do Campeonato Brasileiro de 1967, disputada em Interlagos, no dia 13 de Agosto, mesma prova na qual Bob deixou de competir com aquele Aranae e passou a guiar um chassi Fitti-Vê. A imagem abaixo ainda mostra Bob com o Aranae que mais tarde seria de Rosito.


Falando no Bob Sharp, Felipe me contou um fato interessante sobre ele e seu pai. Foi em uma prova na qual estavam descarregando os carros feitos pelos Fittipaldi do caminhão e deixaram cair o do Bob, que ficou bastante avariado. O Seu Drago encontrou com Bob em um bar e este estava chorando pelo acontecido, pois os Fittipaldi não haviam trazido os gabaritos para poder consertar. Drago disse a ele que podia consertar e o fez. Ele passou duas noites cortando e soldando o chassi e conseguiu deixar tudo pronto a tempo.

Depois dessas informações, acredito que no momento da foto, ainda não tinham pintado o #43 naquele carro, onde estava sentado o Drago.

Na prova de Interlagos, Rosito terminou em nono, após a disputa de três baterias. Na seguinte, no Rio de Janeiro, no dia 21 de Agosto, terminou em décimo.

Na imagem abaixo é possível ver Rosito ao fundo, no pelotão liderado por Emerson Fittipaldi.


Drago foi o preparador de muitos pilotos. Esteve com Alex Dias Ribeiro na Inglaterra, também esteve com Aldo Costa, Solon Radin, Chico Serra, Walter Travaglini, Renato Conill, Maria Cristina Rosito, Aroldo Bauermann, entre outros tantos.

Além da preparação, também participou como piloto em algumas provas nos anos 60. Estou aguardando mais material que o Felipe vai enviar.

Wilson Drago, hoje com 81 anos, ainda está na ativa, trabalhando em sua oficina em São Paulo.

Agradeço ao Felipe que mandou as informações, ao Júlio Cordeiro, que deu a dica dos resultados das provas e ao Mário Estivalet, que mantém o incrível acervo de todas as informações possíveis sobre a história da Fórmula Vê no seu site.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Coincidências...

Há poucos dias, falamos de uma prova de Fórmula Vê (ou 1300) e apareceu uma imagem de um piloto chamado Leo Lanzini, que eu sinceramente não conhecia. Alguns dias antes, publiquei várias imagens dos carros preparados pelo Marcos Vieira, lembram?

Pois o Marcelo, filho do Marcos, me enviou mais um lote de "recuerdos" e adivinhem o que descobri? Que o carro do Leo teve a preparação do Marcos Vieira! Realmente ele preparou tudo quanto foi carro. Vejam as duas primeiras aí abaixo.


Já que o assunto é fórmula, segue essa outra, agora da Fórmula Ford, quando ele auxiliou o piloto Marcos Ribeiro. Alguém sabe se ele era gaúcho? Isso deve ter sido na metade dos anos 70.


Em breve mais do acervo dos Vieira.

Valeu, Marcelo!

sábado, 14 de março de 2009

Fórmula Vê de volta ao Sul

O Fabiano70, direto de São Paulo, matou a resposta do último Desafio. O Paulo Schutz, por sua vez, mandou a classificação completa da prova da Fórmula Vê, em Tarumã, 1973. O piloto em questão era o Leo Neicir Lanzini, que sinceramente eu não conhecia. Alguém sabe por onde ele anda?

Como disse, o Mário Estivalét me enviou esta e para quem quer saber mais sobre a história da Fórmula Vê, é só acessar seu ótimo site.

Bom, se ainda restam dúvidas, leiam a matéria aí abaixo. É só clicar na imagem.


Valeu, Mário!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

A história da Fórmula Vê no Brasil

Foi fuçando no Blog do Mestre Joca - que por sinal está arrebentando a boca do balão - que descobri um site, que embora esteja em construção, me deixou bastante surpreso. O Mário Estivalet, que é aqui de São Leopoldo, na região metropolitana de Porto Alegre, teve a grande idéia de colocar em um site, toda, ou boa parte da categoria que foi a primeira de monopostos que deu certo no Brasil, a Fórmula Vê. Trabalho de primeira.

Quem tiver material sobre a categoria, entre em contato com o Mário, ou se não tiver, visite o site, pois vale a pena gastar um tempo por lá.

Como se não bastasse, descobri que é do próprio Mário um outro site que vi há algum tempo, dedicado ao Lorena, um esportivo que fez sucesso entre os anos 60 e 70. Tem material para passar um dia inteiro vendo.

Para não passar batido, vai aí uma imagem de um Fórmula Vê da escola de pilotagem do Cláudio Mueller. Ao volante vai Joel Echel, em Tarumã, 1971.


Parabéns, Mário!
Fonte da imagem: arquivo Joel Echel.