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terça-feira, 16 de abril de 2013

Foi notícia em 1983

Os gaúchos marcaram presença nos dois campeonatos nacionais de monopostos daquele ano.

Na Fórmula 2 Brasil, os gaúchos conquistaram quatro vitórias. "Bocão" Pegoraro venceu em Guaporé, "Chico" Feoli foi o melhor em Brasília e Leonel Friedrich levou as etapas de Cascavel e Jacarepaguá.






Na Fórmula Ford, Egon Herzfeldt venceu as duas primeiras provas do campeonato, em Guaporé e Tarumã, antes de abandonar a categoria por falta de patrocínio. Em Tarumã havia feito a pole, porém uma batida no treino de aquecimento o fez largar do box. Ultrapassou nada menos do que 26 concorrentes e venceu.
 
Com sua desistência, o caminho ficou livre para outro gaúcho, João Alfredo Ferreira, o "Baguncinha", conquistar o título de Campeão Brasileiro de 1983. Ele venceu quatro provas, em Interlagos, Jacarepaguá, Goiânia e Brasília.


 
Fonte das imagens: revista Quatro Rodas, arquivos Francisco Feoli, Pietro Tebaldi e Cezar Pegoraro.
 

terça-feira, 5 de março de 2013

Adeus, Rio

Participação de "Chico" Feoli e Ronaldo Ely na prova da Fórmula VW 1600, em 1979.
 


Fonte das imagens: www e revista Placar.

sábado, 27 de outubro de 2012

O primeiro passo para o Sulamericano

O Desafio da última semana foi díficil e desta vez ninguém levou. OK, era o "Chico" Feoli no seu novíssimo chassi Muffatão com motor Passat, com o qual havia vencido a última prova do Campeonato Brasileiro de Fórmula 2 de 1981, em dezembro daquele ano, no Rio de Janeiro.

Porém, como eu comentei, alguns detalhes mostrariam que não se tratava de um Desafio fácil. Assim, vejamos: o número do carro era o 72, enquanto que tradicionalmente o "Chico" competia com o #12 (anos mais tarde, por ocasião dos encontros com os hermanos, acabou usando também o #21 e o #23). Outro ponto que chama a atenção é que os pneus são ligeiramente mais largos, como vocês poderão comparar mais abaixo. Em resumo, não era uma prova do Brasileiro.

Que prova era aquela? Vamos lá: dia desses, num dos encontros com os Jurássicos, o "Chico" e o Ronaldo Bitencourt me contaram sobre uma prova feita pelo primeiro em Buenos Aires, em dezembro de 1981, anterior aquele primeiro encontro Sulamericano em Tarumã, outubro de 1982 (lembrei dessa prova dias atrás). A ideia era realizar um confronto ainda que extra-oficial para medir forças e estabelecer o que viria a ser o regulamento técnico do Sulamericano dos anos seguintes. Desta forma, dois representantes do Brasil foram para a Argentina participar da última prova do Campeonato Argentino de Fórmula 2 no dia 20 de dezembro de 1981. Além de "Chico", Pedro Muffato levou seu carro para Buenos Aires.

A comitiva brasileira, além dos dois pilotos e suas equipes tinha ainda o próprio Ronaldo e o Luis Caetano Antinolfi. Eles ficaram responsáveis de relatar a experiência aos membros do Conselho Técnico Desportivo Nacional - CTDN e determinar as alterações necessárias a serem feitas no regulamento da categoria brasileira, para que esta se adaptasse ao regulamento argentino. Entre as modificações necessárias, foram identificadas a necessidade de aumentar a largura dos carros, a bitola das rodas, a liberação da preparação do virabrequim, bielas e pistões, estabelecimento da taxa de compressão - 13:1 para os carros nacionais movidos a álcool (10:1 para os hermanos que corriam com gasolina), entre outros pontos.

Bom, falando sobre a prova, Feoli e Muffato tiveram de adquirir pneus Fliter, já que os Maggion mais estreitos não seriam competivivos. Por outro lado, não abriram mão do álcool e levaram todo o combustível a ser utilizado nos treinos e na prova na bagagem. Dos 26 carros participantes, Muffato marcou o 13º tempo e Feoli o 17º. Na prova, Feoli não teve sorte e na quarta volta teve a junta do cabeçote queimada, ficando fora da disputa. Já Muffato obteve a terceira posição, excelente resultado para a primeira participação brasileira, o que motivou a todos em relação ao futuro campeonato.

Uma primeira prova chegou a ser marcada para Punta del Este, em março de 1982, mas não tenho registro da participação dos brasileiros. Ao que consta, o primeiro embate foi mesmo em Tarumã, em outubro.

Interessante a opinião na época de Bernie Ecclestone, presidente da FOCA (atual FOA). Ele já havia sugerido a criação do Campeonato Sulamericano, que, segundo ele, tornaria a categoria mais competitiva e evitaria que os pilotos sulamericanos fossem obrigados a começar carreira internacional na Europa. De fato, anos depois, isso acabou se tornando realidade, com a superlicença para correr na Fórmula 1, concedida ao campeão da temporada, porém sem resultados práticos.

Abaixo imagens da participação dos brasileiros, a lista dos inscritos (sem os brasileiros), e os carros de Muffato e Feoli correndo no Brasil, onde se nota a clara diferença na largura dos pneus.








Fonte das imagens: revista Corsa - arquivo Francisco Feoli e revista Auto Esporte.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Fórmula 2, Tarumã - 1982

Lembram que o "Chico" Feoli havia me dado um DVD com alguns vídeos da sua época na Fórmula 2? Cheguei a publicar um, aquele do pega dele com o "Bocão" em 1984 (vejam aqui). Pois bem, o segundo vídeo vai ao ar agora e mostra a 3ª etapa do Campeonato Brasileiro de Fórmula 2, disputada em Tarumã no dia 30 de maio de 1982. Aquela prova marcava a reabertura do autódromo, após as reformas, principalmente para colocação do novo asfalto, já que o anterior estava totalmente rachado (é possível ver esse detalhe nas fotos de 1981).

Quem transmitia a prova era a TV Bandeirantes. O pole foi Artur Bragantini, com o Leonel Friedrich em segundo, "Chico" em terceiro e Ronaldo Ely em quarto. Quem tentava fazer sua estreia na categoria era o "Bocão", mas em função de diversos problemas ele acabou não competindo. Incrível a "queimada" do José Luis Pimenta, o "Pimentinha", e o legal foi a ingenuidade do narrador, crendo que ele havia saído para mais uma volta de teste...

O vídeo é grande e tive que dividí-lo em quatro partes. As duas primeiras mostram as primeiras voltas e o duelo do "Chico" com o Leonel, até o primeiro conseguir a ultrapassagem e assumir a ponta. Na terceira parte vocês verão aquela história que já contei aqui, quando o "Chico" teve rompido o cabo do acelerador e decidiu acelerar com a mão direto no carburador, até chegar ao box. Com "Chico" fora da disputa, Leonel pegou a ponta para não mais largar. Em segundo terminou o Ronaldo Ely e em terceiro o Victor Maresse. Vejam ao final a volta dos vencedores, naquele Passat "cortado" da Carro do Povo. Ele já apareceu por aqui algumas vezes. Os caracteres da TV chamaram o "Chico" de Francisco Priolli (que imaginação) e o Maresse virou Barrezi. Ao menos o mais difícil (Friedrich) acertaram.

Bom, vale a pena ver os vídeos (estão na sequência aí embaixo) e todos os seus detalhes.









Valeu, "Chico"!

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Cordiais Arquirivais

Recebi um e-mail do Roberto Giordani acompanhado de um registro feito no início deste ano, num dos encontros da turma da antiga. Seguem os dizeres:

"Esta foto retrata um dos momentos maiores que a Confraria propicia: nos tempos da Fórmula Ford eram cordiais arquirivais, mas se desse no jeito na pista, um "comeria o fígado do outro" sem pestanejar..."


Ele ainda sugere uma legenda para a foto: "Quem poderia imaginar a 40 anos passados que Clóvis de Moraes e "Chico" Feoli, duas glórias do passado e os dois maiores arquirivais de pista na Categoria dos Fórmula Ford estivessem sentados juntos e em um bate papo animado e cordial, na Praiana em Atlântida em fevereiro de 2012???". Ambos já completaram mais de 70 anos. Isto é fantástico!"

Abaixo mais algumas, agora da época em que ambos se "pegavam" nas pistas.





Fonte das imagens: arquivo Roberto Giordani e Francisco Feoli.

sábado, 5 de maio de 2012

O início da Super Vê

O último Desafio foi cortesia do próprio personagem que ilustrava aquela imagem. O local era fácil. O guard rail da Pepsi não deixava dúvidas. Por sinal, acho que Tarumã era o único autódromo que tinha uma identificação fácil, em razão dos patrocínios da Pepsi e da Ipiranga, que coloriam as "latas" por quase todos os 3.016 m do traçado.

Bom, o piloto em questão era o paulista Ricardo Mansur. Seu carro era um Magnum-Kaimann, com o qual competia na Fórmula Super Vê em 1974. Aquela era a primeira temporada da categoria, que foi disputada em seis etapas e teve em Marcos Troncon o seu campeão. Ricardo me disse que Tarumã era uma excelente pista e lembra que chegou a ser o mais rápido por algum tempo durante aquele final de semana. Ele informou também que está escrevendo um livro sobre suas memórias no automobilismo. Além da Super Vê, competiu na Divisão 1, 3, entre outras.

A prova de Tarumã, a quarta do campeonato, foi disputada no dia 17 de novembro. Ingo Hoffmann foi o pole position, mesmo após trabalhar duro para reconstruir a traseira de seu carro, destruída após uma forte batida na curva 2, durante os treinos livres. Ele venceu a primeira bateria com Eduardo Celidônio, Maurício Chulan, Marcos Troncon, Nelson Piquet e Ricardo Mansur na sequência. Na segunda bateria, Ingo manteve a ponta seguido por Piquet, Celidônio, Chulan, Troncon e Mansur. A terceira e última bateria viu nova vitória de Ingo com Celidônio, Chulan, Piquet e Troncon logo atrás. Mansur acabou abandonando por problemas no motor. Creio que a foto publicada no Desafio tenha sido deste momento. Somadas as baterias, Ingo saiu vencedor, com Celidônio em segundo e Chulan em terceiro.

O único gaúcho na prova, Cláudio Mueller, concluiu na 14ª posição. Além de Mueller, "Chico" Feoli também participou da prova de abertura do campeonato, no dia 15 de setembro em Goiânia. "Chico" correu com um Magnum-Kaimann patrocinado pelo Automóvel Clube do Rio Grande do Sul. Nessa prova, Mansur foi o segundo colocado, atrás apenas de Ingo Hoffmann. A imagem do pódio mostra Mansur à direita de Ingo. Notem o "Chico" na extrema direita da mesma imagem.

Aquele campeonato que começou modesto, com apenas 11 carros no grid, seria um marco na história do automobilismo brasileiro. Já na abertura da temporada seguinte, havia mais do que o triplo de carros inscritos, o que mostrava acertada a decisão da Volkswagen em apoiar as competições.

Abaixo algumas imagens do campeonato, do #98 de Mansur, do campeão Troncon e dos gaúchos Mueller e Feoli.
  






Fonte das imagens: arquivo Ricardo Mansur, Cláudio Mueller e revista Quatro Rodas.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Numa boa

No último encontro dos Jurássicos, tão logo entrei no Templo dos DKW's, fui recebido pelo "Chico" Feoli com um presente. Ele me disse que fazia tempo que estava para me entregar, mas como estive ausente dos últimos encontros, a entrega atrasou. Na mão dele um DVD com gravações de duas provas da antiga Fórmula 2 em Tarumã. A primeira já publiquei no Youtube e a segunda vai em breve.

A de hoje mostra a 2ª Etapa do Campeonato Brasileiro de 1984. Uma cobertura feita pelo Caio Chaves Barcellos, do programa Realce, que creio passava na TV Pampa. "Bocão" Pegoraro vinha de uma vitória na etapa de abertura em Interlagos. Fez o terceiro tempo na classificação, mas já na largada ultrapassou o pole Leonel Friedrich e "Chico" que alinhava em segundo. Não deu chance para os adversários, nem mesmo "Chico", que após recuperação travou forte disputa com "Bocão" pela liderança, porém tendo de se contentar com o segundo lugar. Em terceiro terminou Marcos Troncon.

É possível ver todos os gaúchos que participaram naquele ano. Além dos já citados "Bocão", "Chico" e Leonel, apareciam também, Pedro Grendene, Anor Friedrich, Aroldo Bauermann, Ronaldo Ely e o "Castrinho".



Legal demais esse registro, com direito a música de fundo, imagens dos preparativos, ótimos pegas e entrevistas, como a do "Bocão" no final, dizendo estar tudo numa boa.

Valeu, "Chico"!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Fórmula Super-Vê 1978

O Flávio Gomes divulgou na terça um vídeo sensacional, mostrando imagens de uma etapa de Interlagos da Fórmula Super-Vê de 1978. Por várias vezes aparecem imagens dos carros dos gaúchos "Chico" Feoli (#12) e Ronaldo Ely (#71). O vídeo era um institucional da Brahma, que na época tinha uma das equipes de ponta na categoria com Maurício Chulam e José Pedro Chateubriand. Vale a pena conferir.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

O retorno do #88

Enquanto rolam as férias, nosso ilustre amigo Roberto Giordani nos convida a ler seu depoimento sobre a participação do DKW #88 na preliminar das últimas 12 Horas de Tarumã. Está lá no Blog dos Jurássicos. O texto e as fotos são demais.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

88 está de volta!

Click feito hoje no Tarumã. No sábado, às 19:00, lá no Tarumã, o Giordani e o "Chico" voltarão no tempo, embarcados nessa belezinha preparada por aqueles dois alí atrás (Teodoro e Gabriel Janusz).

Fonte da imagem: arquivo "Betho" Giordani.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Segura, Chico!

Belo registro do "Chico" Feoli, no Rio de Janeiro, durante prova da Fórmula VW 1600, em 1978.

Fonte da imagem: revista Placar.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Inauguração de Guaporé

Vasculhando os arquivos do "Chico" Feoli, encontrei a credencial da prova inaugural do Autódromo de Guaporé, disputada no dia 17 de Outubro de 1976.


30 carros estavam inscritos para aquela prova. Como apenas 25 poderiam largar, os 30 carros foram divididos em dois grupos de 15, sendo que os 12 melhores do primeiro grupo e os 13 melhores do segundo fariam uma bateria final. "Chico" ficou em segundo na sua bateria classificatória e em quarto na final, vencida por Amadeo Campos.

Abaixo alguns registros daquela prova.







Fonte das imagens: arquivo Francisco Feoli e revista Quatro Rodas.

quinta-feira, 31 de março de 2011

A evolução do Polar

No início da semana discutiu-se sobre o Polar do "Chico" Feoli que foi adaptado para o primeiro ano da Fórmula 2 Brasil. Pois o próprio "Chico", sempre atento ao blog, mandou o recado abaixo repleto de ótimas fotos.

"Oi Leandro. Em virtude dos comentários a respeito da transformação do Super Vê para Fórmula 2 com motor VW AP aí vai uma sequência de fotos que consegui reunir rapidamente para esclarecer os comentários. O Aloísio Adib foi quem desenhou a carenagem, as transformações de chassi, motor e suspensão ficaram a cargo do Eng. Jorge Martinewski e do José Laênio. Os três tipos de spoiler dianteiro foram testados para achar o melhor equilíbrio do projeto. Abraços a todos, Chico."

Vejam a evolução das carenagens. Vejam o Martinewski, o Zé Laênio, o Dino. Acho que o Adib aparece também. Vejam o Moura Brito com patrocínio do Circuito de Paul Ricard! Alguém sabe explicar essa? Sensacionais os registros!

Fonte das imagens: arquivo Francisco Feoli.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Semp Toshiba Racing Team

Mais alguns adesivos enviados pelo "Chico" Feoli, agora da época da Fórmula 2 Brasil. Eles mostravam todas as pistas nas quais a temporada brasileira era disputada, ou melhor, quase todas, já que Goiânia não aparece.

Abaixo os carros de 1981, primeiro ano da categoria e 82.



Fonte das imagens: arquivo Francisco Feoli.