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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Passarinho

Recebi um e-mail do Aloisio Simanke falando do Raffaele Rosito e o publico na íntegra:

"Boa Tarde,

Quem lhe envia estas fotos é Aloisio Simanke, filho de um antigo mecânico que trabalhava na Panambra, o Sr. Eugênio Simanke, conhecido como "Passarinho", apelido que o Rosito lhe colocou na época mais ou menos nos anos 60. Estas fotos, são de uma corrida em Rivera. Na foto em que aparecem os quatro ao lado do fusca em frente à revenda SIOL de Livramento, o piloto Rosito é o que aparece com o capacete na mão, e o "Passarinho" é o último á direita.

Descobrimos o seu trabalho há poucos dias e gostaríamos de colaborar, com estas fotos. Parabéns pelo ótimo trabalho.

Um grande abraço,
Do amigo Aloisio."



Sensacional! Que belos achados. A turma deve saber em que ano foi isso. Vamos ajudar a identificar.

Muito obrigado pela colaboração, Aloisio.

Fonte das imagens: arquivo Aloisio Simanke

sábado, 30 de outubro de 2010

GP do Ceará teve até piloto de Porto Alegre

Todos que deram seu palpite acertaram o último Desafio. Era mesmo o Raffaele Rosito no Fusca. A memória da turma anda bem afiada.

A prova em questão era o Grande Prêmio do Nordeste, disputado no dia 19 de Outubro de 1969 no autódromo Virgílio Távora, organizado pela Federação Cearense com o apoio dos governos dos estados de Pernambuco, Paraíba, Maranhão, Piauí e Rio Grande do Norte.

Rosito foi o único gaúcho na prova. Ele teve de viajar mais de 4000 km entre Porto Alegre e Fortaleza. E seu esforço não foi em vão.

O gaúcho fez dupla com o paulista Sílvio Toledo Piza no Fusca 1600 #4. A dupla largou na 7ª posição com o tempo de 1min20s7. O pole foi o Lola-Chevrolet dos cariocas Márcio e Marcelo de Paoli com 1min14s9 para os 2500 m da pista.

A estratégia da dupla, que tinha um carro bem acertado, era manter a regularidade e esperar que os "grandes" apresentassem problemas ao longo dos 500 km. Deu certo. De todos os carros que largaram à frente do #4, apenas o Alfa Romeu GTA #25 dos paulistas Luiz Fernando Terra Smith e Marivaldo Fernandes "sobreviveu". Assim o Fusca chegou na excelente 2ª posição, 10 voltas atrás dos vencedores. Na 3ª posição chegou o Protótipo Camber 2000 da dupla brasiliense Alex Dias Ribeiro e João Luis da Fonseca. São exatamente esses os três carros que aparecem na imagem abaixo.


Um mês depois, Rosito acelerava e vencia com um Alfa GTA na prova Circuito Encosta da Serra no RS. Na ocasião ele utilizou o carro #23, que na prova em Fortaleza fora utilizado por Ubaldo Lolli e Emílio Zambello, responsáveis pela melhor volta daquela competição.

Fonte da imagem: revista Quatro Rodas.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Presença Gaúcha

Ainda sobre as provas da Volkswagem, em Tarumã, 1979, procurei alguns registros dos gaúchos, mas não encontrei tudo. De cima para baixo, "Chico" Feoli, Ronaldo Ely, representantes da Fórmula VW 1600, Raffaele Rosito e Aroldo Bauermann (#43) e Cezar "Bocão" Pegoraro (#42) nos Passats. Para completar faltaria apenas o Gabriel da Cas e o João Rebechi. Se alguém tiver um registro deles, mande que publico.





Fonte das imagens: arquivo Henrique Mércio e livro Tarumã uma história de Velocidade.

sábado, 15 de maio de 2010

Rosito no kart

Não sabia da participação do Raffaele Rosito no kart. Soube quando há poucos dias recebi um e-mail do Luiz Borgmann contendo a imagem abaixo. Ela veio acompanhada da resposta, que um ilustre amigo acabou acertando e passando mais detalhes.

O Cezar Pegoraro respondeu o seguinte: "RAFFAELE ROSITO NETO. Kartódromo de Tarumã, 1967. 2 horas de Tarumã. Categoria 200cc. Preparador: Adalberto de Moraes, Co-piloto: Cezar Pegoraro."

Como é que ele iria esquecer, não é mesmo? Afinal a carreira do "Bocão" começou no Kartódromo de Tarumã um ano antes.

De acordo com o registro, Rosito concluiu a prova, que era válida pelo Campeonato Brasileiro, na 18ª colocação.


Naquele mesmo ano, Rosito já corria na Fórmula -Vê, nas provas disputadas no Rio e em São Paulo.

Agradeço ao Borg pelo material e ao "Bocão" pela participação.

Fonte da imagem: revista Auto Esporte - arquivo Luiz Borgmann.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Paperslotcar

O Fábio Poppi, lá do blog amigo Paperslotcar, ou "carros de papel para autorama", começou a fazer Passats para sua coleção. Olhem alguns dos que estão saindo do forno.





Legal, não?

Quem quiser colaborar com o Fábio, mande material de Passats da Divisão 3 ou Hot Car de todo o Brasil para ele.

Enquanto isso, o Tito segue firme com seus Pinicos Atômicos. Já viram os últimos?


Esses caras são demais.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Quem é quem?

Essa, pelo menos para mim, é inédita. Os dois carros da revenda Carro do Povo, juntos numa mesma prova, no distante 1972. Num deles está Leonel Friedrich. No outro Raffaele Rosito. Mas qual em qual? Acho que o Leonel tinha a preferência no #43.


O pessoal que passa aqui deve confirmar...

O click foi encontrado em meio ao material do nosso amigo Arnaldo Fossá.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

O campeão que mudou de estilo

Aproveitando que falamos no Caranguejo e na Auto Esporte, aqui vai mais um registro de um campeão, Raffaele Rosito, vencendo a Divisão 1 em 1979. O texto é da Joyce Larronda.


Fonte da imagem: revista Auto Esporte - arquivo Henrique Mércio.

sábado, 29 de agosto de 2009

Afinal, quem era?

O último Desafio foi mesmo interessante. Primeiro pelo carro, um Fórmula Vê, dos idos dos anos 60 que poucos aqui no sul tiveram a oportunidade de ver. Alguns deles chegaram a ser utilizados na escola de pilotagem do Cláudio Muelller, após a inauguração do Tarumã e houve até uma prova em 1973, como tentativa de realização de um Campeonato Gaúcho, que acabou não se concretizando.

Boa parte das respostas ao Desafio, lembraram o nome do Raffaele Rosito, afinal ele fora o único gaúcho a competir na Fórmula Vê nas provas disputadas no Rio de Janeiro e São Paulo. Mas se não era ele dentro daquele Aranae, afinal quem era?

O "piloto" em questão era Wilson Drago de Oliveira, o preparador da barata. O grande achado me foi enviado pelo filho dele, o Felipe, com quem não falava há 12 anos. Eu já contei isso aqui. Em 1997, quando estava atrás de patrocínio para o projeto Baja, do qual fazia parte na universidade, fui até a Rikes Rolamentos aqui na Avenida Farrapos e apresentei o projeto a um cara, que "comprou" a ideia e nos forneceu vários rolamentos e mancais. Era o Felipe, que naquela oportunidade falou muito sobre seu pai. Mundo pequeno esse. 12 anos depois aqui estou eu falando sobre o pai dele.

Mas vamos tentar esclarecer o que o Drago fazia dentro do carro.


Ele realmente pertencia ao Raffaele Rosito e o #110 leva a crer que era o chassi que pertencera ao piloto carioca Bob Sharp, pois Rosito fez sua estreia na terceira prova do Campeonato Brasileiro de 1967, disputada em Interlagos, no dia 13 de Agosto, mesma prova na qual Bob deixou de competir com aquele Aranae e passou a guiar um chassi Fitti-Vê. A imagem abaixo ainda mostra Bob com o Aranae que mais tarde seria de Rosito.


Falando no Bob Sharp, Felipe me contou um fato interessante sobre ele e seu pai. Foi em uma prova na qual estavam descarregando os carros feitos pelos Fittipaldi do caminhão e deixaram cair o do Bob, que ficou bastante avariado. O Seu Drago encontrou com Bob em um bar e este estava chorando pelo acontecido, pois os Fittipaldi não haviam trazido os gabaritos para poder consertar. Drago disse a ele que podia consertar e o fez. Ele passou duas noites cortando e soldando o chassi e conseguiu deixar tudo pronto a tempo.

Depois dessas informações, acredito que no momento da foto, ainda não tinham pintado o #43 naquele carro, onde estava sentado o Drago.

Na prova de Interlagos, Rosito terminou em nono, após a disputa de três baterias. Na seguinte, no Rio de Janeiro, no dia 21 de Agosto, terminou em décimo.

Na imagem abaixo é possível ver Rosito ao fundo, no pelotão liderado por Emerson Fittipaldi.


Drago foi o preparador de muitos pilotos. Esteve com Alex Dias Ribeiro na Inglaterra, também esteve com Aldo Costa, Solon Radin, Chico Serra, Walter Travaglini, Renato Conill, Maria Cristina Rosito, Aroldo Bauermann, entre outros tantos.

Além da preparação, também participou como piloto em algumas provas nos anos 60. Estou aguardando mais material que o Felipe vai enviar.

Wilson Drago, hoje com 81 anos, ainda está na ativa, trabalhando em sua oficina em São Paulo.

Agradeço ao Felipe que mandou as informações, ao Júlio Cordeiro, que deu a dica dos resultados das provas e ao Mário Estivalet, que mantém o incrível acervo de todas as informações possíveis sobre a história da Fórmula Vê no seu site.

sábado, 8 de agosto de 2009

4 Horas de Tarumã - 1971

O amigo lá de Floripa, Júlio Cordeiro, aquele que correu de cinquentinhas nos anos 70, enviou uma preciosidade encontrada num sebo lá na ilha. A imagem da capa dessa reportagem, publicada na revista Auto Esporte em Junho de 1971, era tão bonita que não pensei duas vezes na hora de colocar ela no último Desafio. Ao dar o seu palpite o Paulo Schutz praticamente contou toda a história da corrida, que abriu a temporada daquele ano do Campeonato Brasileiro de Viaturas Turismo - Divisão 3, em Tarumã.

Não preciso dizer nada. Cliquem logo nas imagens abaixo para abrí-las e leiam tudo, vejam todos os carros, raridades como o Fusca #2 de Vitório Andreatta e Maurício Rosemberg, o Opala #77 da dupla caxiense Walter Dal Zotto e Juvenal Martini, vencedora das 12 Horas de Porto Alegre em 1963, entre outros.




Vamos combinar: essa atravessada do Rosito é espetacular.

Valeu, Júlio! Espero por mais.

Fonte das imagens: revista Auto Esporte - arquivo Júlio Cordeiro.

sábado, 27 de junho de 2009

Veneno

O último Desafio foi sugestão do Renato Pastro. A resposta parecia fácil. Arino Panato no FNM #31, certo? Eu também pensei o mesmo. Deixo para ele responder. A ideia do Desafio veio depois que ele encontrou um jornalzinho chamado Veneno. Vai que é tua, Renato:

"Veneno" era o nome do seminário especializado em automobilismo de distribuição gratuita lançado em 2 de Janeiro de 1971 em Porto Alegre na “esteira” da inauguração do Autódromo Internacional de Tarumã.

A iniciativa era da Mercado Publicações Limitada, tendo como diretores Myron Flores da Cunha e José Francisco Koboldt e sua administração, redação e publicidade era na Rua dos Andradas 1643. O jornal de circulação semanal era impresso nas oficinas gráficas da Gaúcha Gráfica e Editora S/A.

No número 1 a chamada de capa era: “Émerson para inaugurar uma fase internacional” e “Campeonato Gaúcho de 1970 será decidido na III Etapa”.


A foto do Desafio da Semana era do FNM 2150 N° 31 da Transportadora Primorosa (Canoas e Caxias do Sul).

Este carro foi pilotado por Arino Panato na inauguração de Tarumã em 08 de Novembro de 1970 e novamente em 29 Novembro de 1970.

Mas a foto retrata os treinos realizados no Autódromo de Tarumã no período de 26 de a 30 de Dezembro de 1970.


E neste momento o carro era piloto do por Raffaele Rosito Neto que iria disputar no dia 3 de janeiro de 1971 a prova de encerramento do Campeonato Gaúcho de 1970.

Rosito na época com 27 anos de idade “girou” em Tarumã no tempo de 1minuto e 35 segundos (média de 114 Km/h), mas segundo suas próprias palavras: “Este tempo deverá baixar muito mais ainda, com os últimos retoques que levará o carro, inclusive com a substituição de rodas de ferro por magnésio (conforme foto abaixo) e a utilização de pneus especiais que me serão emprestados pelo Ismael Chaves Barcelos”.


Raffaele Rosito venceria a prova de enceramento do Campeonato de 1970 na Classe C (1.601cm³ a 3.000 cm³) com o FNM N° 31 com uma volta de vantagem sobre o segundo colocado.

Aproveitando o assunto, vocês sabiam que este carro foi recentemente "modelado" e é possível ter em casa em escala 1/43? Eu também não! Acessem o site da Automodelli e façam suas encomendas. Ficou sensacional. Parabéns ao Antonio Apuzzo, idealizador da empresa e dos "autinhos".


Valeu, Renato!

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Baú do Renato - continuação

Mais algumas do baú do Renato Pastro. Agora em Tarumã, 1980. Na primeira aparecem o Fiat 147 do "Janjão Freire" e o Passat #42 do "Bocão" Pegoraro.


Abaixo aparece o carro do Anor Friedrich, em sua estreia no automobilismo. Falei dele há poucos dias. Esse Passat #44 era o terceiro da equipe Carro do Povo que tinha o "Bocão" no #42 e Leonel Friedrich no #43.

Por fim, os carros da dupla Sérgio Pegoraro #17 e Raffaele Rosito #18.


Espero que o baú do Renato ainda revele mais surpresas.

Valeu, Renato!

Fonte das imagens: arquivo Renato Pastro.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

XII Circuito Encosta da Serra

Uma das respostas do último Desafio foi uma surpresa para mim. A bordo da Alfa GTA #23 da equipe Jolly-Gancia, com o patrocínio da Primorosa, ia ninguém menos do que Raffaele Rosito Neto, durante a prova Encosta da Serra em 1969.

Na saboneteira #27 a minha suspeita (e também do Luiz Borgmann) se confirmou: José Luiz de Marchi.

Esta foi uma das duas únicas provas nas quais um piloto gaúcho competiu pela tradicional equipe paulista que fez história nos anos 60 e início dos 70. O carro #23 era tradicionalmente pilotado por Emílio Zambello.

Sobre a participação de Rosito na equipe Jolly-Gancia, encontrei um registro interessante no site do amigo Paulo Peralta, o Bandeira Quadriculada, quando este teve a chance de falar sobre a piloto Graziela Fernandes.

Graziela tinha uma Alfa GTV e tinha também patrocínio. Assim, recebeu um convite para correr na equipe Jolly-Gancia na prova Rodovia Presidente Kennedy, no RS, com um carro deles. Haviam três, o de Emílio Zambello, o de Piero Gancia e mais um. Este último foi oferecido a ela, mas então apareceu Raffaele Rosito, que estava apenas um ponto atrás na disputa pelo Campeonato Gaúcho, e pediu um carro. Naquela prova, disputada entre as cidades de Lajeado e São José do Herval (ida e volta) no dia 27 de Julho de 1969, a Jolly-Gancia conseguiu um primeiro lugar com Zambello, segundo com Rosito e quarto com Graziela, que acabou competindo com seu carro particular. Quem chegou em terceiro foi Aristides Bertuol, com um Opala, que disputava com Rosito o título do Campeonato Gaúcho.

Abaixo três imagens daquela prova.




Sobre a prova Encosta da Serra, o idealizador do Desafio, o amigo Renato Pastro, me passou um verdadeiro dossiê da prova, que reproduzo aqui na íntegra.

Se segurem aí, pois vamos acelerar pelas estradas do Rio Grande!

XII CIRCUITO ENCOSTA DA SERRA
16 de Novembro de 1969
Terceira e ultima etapa do Campeonato Gaúcho de Automobilismo de 1969.
Representou também a última prova em estradas gaúchas.

Originalmente em sua primeira edição 1952 o “circuito” consistia de 280 Km largando de Taquara, passando por São Francisco de Paula, Canela, Gramado, Nova Petrópolis, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Sapucaia do Sul, Canoas, Gravataí e retornando a Taquara.

Para esta última prova o roteiro foi reduzido para 180 Km largando de São Francisco de Paula indo a Taquara e retornando São Francisco de Paula. A prova foi coordenada pela - Associação Valesinos de Automobilismo - AVA, sob o comando de Paulo Seben e Júlio Scheifler a cronometragem ficou a cargo da Equipe Omega de Normélio Da Poian. A supervisão foi da Federação Gaúcha de Automobilismo contando com 53 carros participantes.

Raffaele Rosito Neto, pilotando a Alfa Romeo GTA (1.900 cm³) N° 23 da Equipe Jolly-Primorosa venceu a prova com a impressionante média de 155,400 Km/h em 1h09min9seg.

Embora entrando em segundo lugar o veterano piloto Aristides Bertuol com o Chevrolet Opala de 6 cilindros de N° 4 garantiu a posição de Campeão Gaúcho na Categoria Força Livre. O “velho” terminou a prova com o tempo de 1h15min7seg.

As 13:00 em São Francisco de Paula foi baixada a bandeirada ao pelotão da Força Livre quando partiu na frente a Alfa de Rosito, o Dodge Dart Sedan de José Madrid (o primeiro Dart a estrear em pistas brasileiras) o Opala de Bertuol, o Karmann Ghia 1800 de Leonel de Alencastro Friedrich e o DKW de dois motores de Pedro Sinibaldi.

Destes cinco carros somente dois conseguiram completar a primeira etapa até Taquara.

O Dodge Dart de Madrid teve um sério acidente, quando na descida da serra foi de encontro a um barranco. Foram adaptados no Dart aros de tala mais larga, e as mesmas não resistiram, tendo uma se partido no exato momento em que o veterano piloto vencia uma curva em alta velocidade. O carro ficou demolido, mas não houve nenhum ferimento no piloto.

O Karmann Ghia de Friedrich vinha muito bem nos primeiros quilômetros, mas teve o motor engripado, o mesmo aconteceu com o DKW bimotor de Sinibaldi.

Rosito atingiu a incrível média de 161,300 Km/h, chegando seis minutos na frente de Bertuol, que fez também uma ótima prova.

O segundo pelotão composto de carros pertencentes à Classe de 1.601 cm³ a 3.000 cm³ largou as 13:05.

Foi o Simca de Francisco Antônio Ventre que pegou a ponta, mas já no Belvedere que fica a cinco quilômetros da largada o FNM JK N° 25 de Lauro Maurmann Junior ultrapassou-o, ficando na ponta até o final da primeira etapa.

José Antônio Madri, também de Simca, foi o segundo a chegar, seguido pelas máquinas de Carlos Alberto Kuenzer, Francisco Ventre e Afonso Iglesias com o Simca N° 84.

As 13:20 os carros de maior cilindrada (1.601 cm³ a 3.000 cm³) da Estreantes e Novatos largaram.

Fazendo uma ótima estréia, Valter Schunck foi o vencedor da primeira etapa seguido de João Simão Costa, ambos com Simca.

A Classe até 1.600 cm³ era a mais aguardada e teve sua largada as 13:25.

Quem pulou na frente foi o Volkswagen quatro portas N° 3 de Aldo Costa, que por pouco tempo liderou, pois, devido a um cabo de vela solto, foi ultrapassado, tomando a ponta, então, o Volkswagen Sedan N° 30 de Giliat Cairolo de Oliveira, que de maneira espetacular venceu a primeira etapa.

José Luiz de Marchi, o Zaico teve o pára-brisa dianteiro quebrado do seu Volkswagen quatro portas N° 27 o que prejudicou a sua média final.

Aristides Bertuol Filho, que também estava fazendo uma ótima prova, teve o motor do seu Volkswagen fundido.

Esta Classe foi a mais disputada, devido a paridade das máquinas. A primeira colocação só era definida no final do percurso, pois vários foram os ponteiros.

A seguir, largaram os Estreantes e Novatos da Classe até 1.600 cm³.

Na largada, Vladimir Oliveira Soares se distanciou bastante e deixou seus adversários a perder de vista. Apesar de um “motor muito afinado” a temperatura do mesmo começou a subir, sendo obrigado a parar.

O vencedor da primeira etapa foi Nelson Noschang com Volkswagen. Cinco minutos depois, largou a Classe até 1.300 cm³.

Foi a briga entre o Ford Corcel e o DKW. José Luis Madrid, o caçula da família Madrid, saiu vencedor da primeira etapa com o Ford Corcel N° 5.

Francisco Antônio Feoli, que deu várias entortadas entrou em segundo com o DKW N° 99, enquanto Paulo Dinarte Marques Nienaber, com o Ford Corcel N° 31 totalmente “Standard” chegou em terceiro.

Finalmente, César Augusto Ramos foi o vencedor da Classe até 1.200 cm³, para Estreantes, com o DKW N° 200 e em segundo ficou Marcos Vinicius Bossle.

O DKW N° 123 de Ricardo Albuquerque Trein deu a capotada mais espetacular da prova. Deu uma volta no ar e caiu com as quatro rodas no asfalto, em posição normal, como se estivesse prosseguindo a prova. Danos materiais impediram que o piloto prosseguisse na descida da Serra.

Na segunda etapa, Taquara / São Francisco de Paula, o Opala de Bertuol saiu na frente, mais alguns quilômetros adiante já era ultrapassado pela Alfa de Rosito, que chegou com dois minutos de vantagem.

Na Classe de 1.601 cm³ a 3.000 cm³ , José Antônio Madrid tomou a ponta com o Simca N° 21 para em seguida ser ultrapassado pelo FNM JK N° 25 de Lauro Murmann que confirmando sua categoria, foi o ponteiro e se tornou Campeão em sua Classe.

Nos Estreantes e Novatos a vitória ficou novamente com Valter Schuck com o Simca N° 120.

Nova vitória agora na segunda etapa de Giliat Oliveira na Classe 1.301 cm³ até 1.600 cm³ seguido de Aldo Costa, Zaico e Lauro Arnizant no Volkswagen N° 16.

Nos Estreantes de 1.201 cm³ até 1.600 cm³ a disputa foi até o final e ficou a vitória na segunda etapa com Geraldo Andreola no Volkswagen N° 112.

Na Classe até 1.300 cm³ a vitória ficou com José Luis Madrid tendo Fernando Augusto de Carvalho Esbróglio enfrentado problemas de freios desde a primeira etapa finalizou em 4° lugar com o Ford Corcel N° 7 à frente de Nelson Luís Barro com outro Ford Corcel.

Roberto Giordani com o seu DKW que vinha muito bem na prova abandonou a competição com defeito na bomba elétrica.

Finalizando a segunda etapa César Augusto Ramos venceu novamente a Estreantes e Novatos Classe até 1.200 cm³ seguido do DKW N° 109 de Voltaire Moog.

Esta competição teve antecedentes desagradáveis quando várias equipes de São Paulo anunciaram a Federação Gaúcha de Automobilismo a sua intenção de competir. Um grupo de aficionados gaúchos do automobilismo manifestou-se contrário à participação de equipes de outros estados visto que a prova contava pontos para o Campeonato Gaúcho.

Ok, vamos a mais algumas imagens dessa prova.



Na sequencia: a largada da segunda etapa da prova no trecho Taquara - São Francisco de Paula, Aldo Costa na saboneteira #3, Fernando Esbroglio no Corcel #7, Aristides Bertuol no Opala #4 (é a primeira vez que vejo ele num Opala), José Madrid e o que sobrou do Dodge Dart #22, Ricardo Trein no DKW #123 e o vencedor na geral Raffaele Rosito no Alfa #23.

Fonte das imagens: arquivo Ricardo Trein, Paulo Trevisan e Renato Pastro.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Raffaele Rosito

Dia desses publiquei muitas imagens da Maria Cristina. Acabei esquecendo de lembrar também do grande incentivador da carreira dela: o próprio pai.

Eu tenho poucas informações sobre a carreira dele, que infelizmente faleceu em um acidente de carro, quando se dirigia para o Autódromo de Cascavel em 2000. Sei que correu de VW por algum tempo no início dos anos 70. Chegou a fazer algumas provas do Campeonato Europeu ou Inglês de Fórmula 3 em 1971. No livro 12 Horas de Tarumã, da dupla Torino/McCoy, é possível ver que participou de várias 12 Horas fazendo dupla com o Leonel Friedrich e outras com o Sérgio Axelrud. Acredito que a última categoria que tenha participado como piloto foi no Torneio Passat (imagem abaixo de 1980), mas vocês devem saber muito mais, então fiquem a vontade para contar.