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sábado, 7 de janeiro de 2012

A primeira da Divisão 1 em Tarumã

O dia 30 de Setembro de 1973 foi muito aguardado pelos amantes da velocidade no Rio Grande do Sul. A primeira apresentação da Divisão 1 em Tarumã trouxe muitas atrações, como o duelo entre o Ford Maverick V8 (4950 cc) e o Opala 250S (4098 cc), os duelos nas categorias menores com Chevette, Brasília, Fusca, Corcel, Polara, etc e a expectativa em relação à possibilidade de vitória de Clóvis de Moraes, que poucas semanas antes havia conquistado a vitória nas 25 Horas de Interlagos a convite da dupla Bird e Nilson Clemente.

Para a prova gaúcha, denominada 6 Horas de Tarumã - resposta do último Desafio, Bird, além de Clóvis, teria Ismael Chaves Barcellos na pilotagem do Maverick verde e amarelo. Outra força local na classe de maior cilindrada era o Opala de Pedro Carneiro Pereira e José Asmuz.

O Maverick do trio Bird/Clóvis/Ismael, como era esperado, liderou parte da prova, mas acabou tendo problemas, sendo ultrapassado por outro Maverick, o da Hollywood, pilotado por Luiz Pereira Bueno e José Renato Catapani, fazendo assim a dobradinha da Ford. O melhor Opala foi o de Asmuz e "Pedrinho", que concluía sua última prova antes de seu acidente fatal, dias depois.

Abaixo alguns registros da prova mostrando também os vencedores das Classes A, Victor Steyer, Cláudio Mueller e Luigi Smaldido, com Chevette (foto do pódio), o segundo na A, Luiz Gustavo Tarragô de Oliveira, Luiz Carlos Ribas e Vandernei Simões (Corcel #14), os vencedores na B, Breno Job Freire, Jorge Truda e Paulo Nienaber (Dodge #71), além dos Opalas #7 de Jan Balder e Bob Sharp (5º na Classe) e o #22 de "Pedrinho" e Asmuz.






Fonte das imagens: arquivos Luiz Oliveira, Roberto Freire e Enciclopédia do Automóvel.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Saudades de cada volta

Hoje concluo a retrospectiva da trajetória do nosso querido amigo Victor Steyer. No último post, vimos que a desmotivação e a falta de resultados faziam o piloto pensar em parar, mas um fato mudaria esse cenário e o faria permanecer nas pistas por mais um tempo.

"Então vieram as 12 Horas de Guaporé em 1992 em que fomos vitoriosos, eu, o Carlinhos e o Paulo Bergamaschi. Daí surgiu a oportunidade de fazer uma dupla em 1993 também com o Carlinhos nos Opalas. Nos sagramos Campeões Gaúchos!!!

Ainda em 1993 participei das 12 Horas de Tarumã, disputadas sob o sistema de handicap, com o Walter Konrad e com o João Batista Rodrigues a bordo de um Volkswagem. Chegamos em primeiro na categoria e em segundo na geral!!!

Em 1995 participei do campeonato de Corsas. Detestei.... Nunca vi tanta robalheira em um regulamento. Foi uma grande ducha de água fria e ali comecei a pensar seriamente abandonar as corridas e cuidar mais de minha vida pessoal...

Dai para frente ainda participei em 1996 do Endurance Classe F (com um Corsa) em dupla com Raul Cohen e Rafael Cohen e nos sagramos Campeões Gaúchos, campeonato sem grande importância, mas sempre um campeonato para o curriculum...

Em 1998, 1999 e 2000 fui coordenador da Copa Corsa RS com apoio da GM. Foi legal. Cuidei mais do regulamento e posso afirmar que os campeões ali mereceram seus troféus.

1999 também foi o ano em que participei com um Ômega nas 12 Horas de Tarumã. Tiramos o primeiro lugar na categoria e terceiro lugar na geral. Pilotei junto com Fernando Justo e o Carlos Steyer (meu primo).

Em 2002 ou 2003, não lembro bem, participei das 12 Horas com um protótipo ALDEE em dupla com o Samuel Siebel (Samuca), ex-kartista. Cheguei a pilotar duas horas, mas nas mãos do Samuca quebrou a suspensão e desistimos da prova no amanhecer do domingo.

Em 2007 foi minha última largada. Foi com um Porsche 997 (recem chegado da Alemanha) adquirido pelos irmãos Daniel e Miguel Paludo. Eles tinham compromisso na empresa e pediram para que eu e Carlinhos alinhássemos o carro para a prova de GT3 pois havia a necessidade do carro participar da prova daquele final de ano para justificar a admissão temporária visando isenção de impostos. O combinado foi que participássemos dos treinos livres e classificatórios, alinharíamos na prova, daríamos cinco voltas e guardaríamos o carro no box. Assim foi feito. Classificamos relativamente bem pois ficamos na frente dos outros dois Porsches que alinharam na prova. Eu larguei para a corrida, dei cinco voltas, me diverti muito e parei satisfeito por poder entregar o carro inteiro e intacto para o Miguel Paludo iniciar no ano seguinte uma carreira vitoriosa na Porsche Cup, sagrando-se Campeão em 2008 e Bi em 2009.

Agora só brincadeiras em treinos com Maserati e Veloce!!! he..he..he...
Pelos meus cálculos foram 120 participações de 1972 até 2007. Pouco né? Mas é o que eu podia alcançar pelos poucos recursos que sempre dispunha. Mas digo de boca cheia: VALEU!!! Tenho saudades de cada volta, de cada prova e de cada conquista e por que não dizer de cada derrota... pois foram com elas que construi os passos seguintes!!! As corridas me ensinaram ao longo da vida a conviver também com derrotas e não perder a esperança nunca... continuar de cabeça erguida e seguir em frente!!! Quantas vezes em momentos de nossas vidas perdemos empregos, amores e nos desesperamos, ficamos entristecidos e eis que surgem energias alimentadas pela esperança, que nos impulsionam para um novo emprego, um novo amor e o ciclo recomeça!!!

Abração,
Victor Steyer"

O Victor ainda me disse que ainda guri gostava da marca Ford e sempre torcia pelo José Azmuz nas carreteiras. Quando já estava no meio automobilistico, Cláudio Mueller foi sem dúvida o seu grande incentivador e mestre.

Deixo aqui o registro da admiração que sempre tive pelo Victor, seja como piloto, seja como pessoa. Agradeço a ele também pela paciência e atenção dispensada ao blog para que pudéssemos ter todas as informações necessárias para compor esse precioso depoimento.

Abaixo uma sequência de imagens que fecham essa retrospectiva, começando com as 12 Horas de Guaporé de 1992, o Gaúcho de Opala em 93, as 12 Horas de 93 com um VW, o Voyage com o qual correu algumas provas do Gaúcho de Marcas em dupla com Jorge Fleck em 94, a Copa Corsa de 95 (ele é o quarto no grid - carro branco com parachoques laranja), o Passat da Endurance em 96, o Corsa #26 das 12 Horas de 96, o Ômega das 12 Horas de 99, o Porsche branco em Interlagos 2007 e por fim, a assistência aos irmãos Paludo, na Porsche Cup e na Nascar.












Fonte das imagens: jornal Pit Stop, arquivo pessoal, jornal Zero Hora, jornal Esporte Motor, http://www.velocidadeonline.com.br/ e Blog Pilotos Jurássicos Gaúchos.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

O capô voador

Hoje o Victor Steyer continua nos contando a história da sua trajetória nas pistas. Vamos de 1986 até 1991.

"Em 1986 participei do Campeonato Regional de Turismo com o Carlinhos Andrade no Chevette #5. Ficamos com o vice campeonato. No ano seguinte participei com um Uno em dupla com o Renato Conill em algumas provas e nas 6 Horas de Guaporé participei com o Waldir Buneder e o José Bammann com um Passat. Nas 12 Horas daquele ano corri com um Opala com os pilotos Sergio Konarzewski e José Ferrari. Fizemos a pole, lideramos a prova até faltarem uns 20 minutos para o término quando nosso motor quebrou. Vitória certa que escapou das nossas mãos.

Em 1988, voltei à equipe do Carlinhos. Novamente ficamos com o vice campeonato, já que nos tiraram o campeonato no tribunal... Aliás, foi algo que eu nunca consegui engolir, mas deixa para lá, coisas de automobilismo... No ano seguinte participei com um Passat patrocinado pelo Curtume Ritter com o piloto José Roque Bresolin. Continuamos com esse carro em 1990. Mais tarde ele seria substituído por um Voyage. Foi neste mesmo ano que participei com o mesmo carro alterado para o Brasileiro de Marcas em uma pova em Interlagos, junto com Walter Soldan, apenas para conheçer o novo traçado da pista de Interlagos, onde eu ainda não havia pilotado...somente na pista antiga!!! Nas 12 Horas de 1990, corri com o Carlinhos e o Baguncinha e terminamos na segunda colocação com o Chevette.

Segui correndo com o Bresolin e o Voyage no Gaúcho de Marcas de 1991. Nas 12 Horas daquele ano corri mais uma vez com o Carlinhos Andrade e o Roque Bresolin. Chegamos em quarto lugar na geral. Foi aquele ano em que em plena reta perdi o capô do motor. O capô voou tão alto que foi atingir um carro estacionado na curva um!!! Dias após a prova recebemos uma notificação para indenizar os estragos no carro do espectador.... e a prova que ele tinha... era o nosso capô... hehehe... Lógico, para evitar transtornos ao Automóvel Clube, eu, o Carlinhos e o Bresolin dividimos o custo do conserto do carro do espectador.

Dai em diante começei a ficar desmotivado. Os resultados não vinham e começei a pensar em parar. Queria correr sozinho, lutando por meus próprios méritos. Sonhava com o Brasileiro de Stock Car, mas nunca consegui verba suficiente para encarar os orçamentos deles..."


Não seria dessa vez que Steyer penduraria o capacete. Vocês saberão que prova motivou a permanência dele nas pistas no próximo post.

Abaixo uma sequência de imagens do período entre 86 e 91, começando com a dupla com Carlinhos no Chevette #5, depois o Uno com Conill em 87, o retorno da dupla Carlinhos/Steyer no belo #5 de 88, o Passat #27 de 89 e 90 com o Bresolin, o Voyage #10 com o qual correu em Interlagos com o Soldan, fechando com o que sobrou do Opala #5 ao final das 12 Horas de 91.









Fonte das imagens: arquivos Victor Steyer, Paulo Trevisan, fotos Vilsom Barbosa, jornal Pit Stop, jornal Esporte Motor e jornal Zero Hora.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Não posso errar...

O ano de 1984 começaria com uma corrida marcante na carreira de Victor Steyer. A história dessa corrida, a temporada do Brasileiro de Marcas daquele ano e a participação dentro e fora das pistas de um dos melhores campeonatos de turismo que o Rio Grande do Sul já viu, vocês saberão agora. Acelera, Victor!

"Em 1984 comecei bem o ano, vencendo a prova preliminar da Fórmula 1 com um Escort XR3 preto com patrocínio da John Player Special, aliás todos os carros eram rigorosamente iguais. Foram 20 pilotos brasileiros escolhidos pela Ford. Foi muito legal participar de uma prova com todo o público da Fórmula 1 já no autódromo!!! A prova em sí não teve nada de especial, mas a vitória com um público presente de 50.000 pessoas me emocionou!!! Inesquecível descer aquele antigo retão do autódromo do Rio de Janeiro sentindo a energia daquela multidão sentada nas arquibancadas. Lembro que pensava o tempo todo: não posso errar...não posso errar...não posso errar...hehe. O belo troféu está na casa da minha mãe, bem cuidado!!!

A vitória me ajudou muito em minhas relações com a equipe oficial da Ford e a partir dalí o Cláudio Mueller já estava escalado para andar no Escort 84 comigo no Brasileiro de Marcas. O outro carro da Ford era pilotado por Tucano Barchi (ex-piloto de motociclismo) e Valdir Florenzo no carro numero 86.

Enfrentamos um ano difícil e com o maior número de pilotos já inscritos em um campeonato de marcas!!! Entre eles ex-pilotos de F1 como Emerson Fittipaldi, Wilson Fittipaldi, Ingo Hoffmann, Chico Serra, Alex Dias Ribeiro e Luiz Pereira Bueno. Outros famosos que participaram: Paulo Gomes, Francisco Lameirão, Jan Balder, Aloysio Andrade Filho, Lian Duarte, Irmãos Giaffone, Antonio Lucio Da Matta, Luiz Otavio Paternostro, Attila Sipos, Alencar Junior, Xandy Negrão, além dos famosos gaúchos: Leonel Friedrich, Anor Friedrich, Cezar Pegoraro, Renato Conil, Janjão Freire, Cristina Rosito, Pedro Grendene, etc. Em uma etapa de Interlagos alinharam 73 carros no grid...por aí dá para ter uma ideia do que era o Campeonato Brasileiro de Marcas de 1984!!! Foi uma batalha do início ao fim!!! Guerra declarada entre as fábricas!!! Ford, Volkswagem, General Motors e Fiat.

No final do ano ficamos em sexto lugar no campeonato, com a melhor colocação sendo um segundo lugar em Goiânia.

Em 1985 a Ford entregou ao Sr. Luiz Antonio Greco toda a equipe Motorsport e os pilotos Cláudio Mueller e Victor Steyer foram substituídos por Fabinho Greco e Lian Duarte, respectivamente filho e grande amigo do Greco. Terminava alí o grande feito dos gaúchos serem pilotos oficiais da montadora Ford. Naquele ano ainda participei de duas provas do Brasileiro de Marcas, uma em Goiânia em dupla com Renato Conill (chegamos em quarto lugar) e outra prova com um Gol de São Paulo, aquele vermelho do Sérgio Louzão na prova de Tarumã.

De volta à Porto Alegre, já que morei dois anos em São Paulo, iniciei juntamente com Beto Ody um campeonato de marcas chamado Regional de Turismo. Para agilizar o regulamento, copiamos o regulamento técnico do Brasileiro de Marcas de 1983 com pequenos ajustes e adaptações. O Beto ainda estava em fase de adaptação em corridas e eu fui contratado por ele para fazer dupla no Escort 27 patrocinado pela FILA e buscar posições na linha de frente. Foi um bom ano!!! Beto, além de meu patrão na Cia de Exportação, que ele comandava, me ajudava muito financeiramente nas corridas. Ao final do campeonato, se bem me lembro, ficamos em terceiro lugar."

As imagens abaixo mostram algumas passagens da carreira de Victor Steyer entre 1984 e 85, começando pela inesquecível prova preliminar da Fórmula 1, em Jacarepaguá. Caso alguém não lembre, foi naquele dia (25 de Março) que Ayrton Senna fez sua estreia na Fórmula 1. Na sequência, aparece o Escort #84 com o qual ele e Cláudio Mueller disputaram o Brasileiro de Marcas daquele ano. Mais abaixo um registro dos pilotos que participaram da primeira prova do Regional de Turismo, onde Victor competiu com o Escort #27 ao lado de Beto Ody. Por fim os carros do Brasileiro de Marcas de 85.









Fonte das imagens: arquivo Victor Steyer - fotos Vilsom Barbosa, Cláudio Mueller, revista Auto Esporte, jornal Esporte Motor e arquivo pessoal.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Coisas de corrida

Continuando com a trajetória do Victor Steyer nas pistas, hoje voltamos a 1982, ano em que ele voltou às competições atráves do Campeonato Brasileiro de Corcel II, que era patrocinado pela Philco. Relatos bacanas sobre a aquisição do carro, o desenvolvimento dele durante o Brasileiro de Marcas do ano seguinte até a devolução do mesmo ao proprietário. Imperdível.

"Iniciei o ano procurando um carro Corcel II para participar do Campeonato Brasileiro. Já tinha o patrocínio garantido do Tênis Campeão Strassburger e da Transbrasil, todos conseguidos e repassados para mim pelo Antônio Gilberto Ody (que foi meu parceiro no Escort do Regional de Turismo em 1985).

Fiquei sabendo que o piloto Ervino Einsfeld havia adquirido um Corcel II novo, direto da fábrica, mas ele não estava a fim de encarar o Campeonato Brasileiro. Fui conversar com ele e fiz a seguinte proposta: dividiria com ele todos os prêmios que iria receber durante o ano de 82 e garantiria a devolução do carro ao final do ano com possibilidades de renovar para 83. Ele aceitou e nunca se arrependeu! Ganhou vários televisores Philco, rádio toca fitas Philco e sempre a metade do dinheiro dos prêmios de colocação do carro.

Foi um ano bom e que terminou com um Vice Campeonato!!! Teria sido campeão se na etapa de Guaporé não tivesse caído a tampa do respiro de óleo da caixa e acabando por engripar o câmbio. Quando aconteceu o fato eu estava na segunda colocação, exatamente os pontos que me fizeram falta no encerramento do ano ficando assim com o Vice. O Campeão foi o Olício dos Santos.

A Ford do Brasil nos apoiou e nos inscreveram no Brasileiro de Marcas de 83 com o carro que utilizei em 82 e com a promessa de no meio da temporada nos entregarem um Ford Escort novinho para seguirmos competindo pela marca. O aluguel com o Ervino já estava renovado, é claro. Eu e o Olício tínhamos o patrocínio da Fila e da revenda Ford Aeroporto de São Paulo, além de muito apoio em peças da Ford. Iniciamos com dificuldades frente aos carros menores e mais ágeis da Fiat e Volkswagem, mas mesmo assim lideramos durante 10 horas a prova 12 Horas de Goiânia!!! Só não ganhamos a prova por total ineficiência dos freios. Chegou a fundir as pinças no atrito com o disco, já sem pastilhas, que terminavam em pouco tempo. O Corcel andava muito bem, graças ao motor que o Horst Dierks preparava, mas perdia muito em curvas de alta e nas retomadas, mas naquela prova em especial ele andou muito!!! Consegui durante a madrugada inteira manter o Corcelzão na frente do Fiat do Nene Fornari. Mantivemos um duelo das 4 horas da manhã até às 6 e eles somente nos passaram quando já era dia claro e nossos problemas de freio começavam a nos torturar. No final andávamos praticamente sem freios, só ferro com ferro e aí começamos a cair nas colocações. Foi a partir daquela prova que a Ford tomou a iniciativa de equipar todos os carros Corcel, Belina, Del Rey e Pampa com freios ventilados, ou seja, o disco passou a ser mais largo e ventilado. Aprendizado das pistas para o usuário final...

Com o lançamento do Escort no meio do ano de 83, devolvemos o Corcel II para o Ervino Einsfeld revisado, polido e andando uma barbaridade!!! Não demorou dois meses e o Ervino vendeu o Corcel para um fanático de Caxias do Sul que montou o carro para andar na rua...hehehe. Aposentadoria feliz para o vitorioso Corcel!!!

Recebemos um Ford Escort novo em folha da Ford para adaptar para as corridas do Brasileiro de Marcas. O carro veio para Porto Alegre e com várias pessoas trabalhando nele, ficou pronto para participar das provas!!! O Horst continuou preparando os motores.

O Ford Escort preto #1 foi pole position em Tarumã naquele mesmo ano. Ainda em 83 a fábrica me convidou para ser piloto oficial da Ford já visando o Campeonato Brasileiro de Marcas de 1984. Foi neste período que convidei o Cláudio Mueller para ser meu parceiro na última prova do campeonato na pista de Interlagos, já com o carro oficial da Ford (um Escort azul e branco patrocinado pela Ford Motorsport, Motorcraft e Philco). Lideramos 70% desta prova e o terceiro piloto, Valdir Florenzo, bateu na curva 1 de Interlagos acabando com nossa festa!!! Coisas de corrida..."


Abaixo uma sequência de imagens mostrando o Corcel do Steyer durante provas de Interlagos e Tarumã do Torneio Corcel e depois o mesmo carro nas 12 Horas de Goiânia, já no Brasileiro de Marcas. Mais abaixo o Escort #1 com o qual Steyer fez a pole em Tarumã e o #86 que quase venceu em Interlagos, na última prova de 83.






Em breve a continuação dessa história.

Fonte das imagens: arquivo Victor Steyer, Marcelo Vieira, Olício dos Santos e revista Quatro Rodas.

sábado, 25 de junho de 2011

Victor Steyer

O último Desafio foi mesmo difícil. Não haviam pistas suficientes para indicar que naquele Gol vermelho estava um dos maiores pilotos gaúchos de todos os tempos: Victor Steyer.

Steyer fora convidado para fazer dupla com Sérgio Louzão no Gol #17, já que o piloto Djalma Fogaça não pode comparecer para disputar aquela que foi a etapa de Tarumã do Campeonato Brasileiro de Marcas e Pilotos de 1985. Victor iniciou a prova, que teve 500 km de duração. Largando da 21ª posição, conseguiu subir rapidamente na tabela, chegando até a 9ª posição quando o carro apresentou problemas de motor, sendo obrigado a abandonar.

Desde que me conheço por gente via o Steyer correr, sempre nos carros de turismo. Sempre o admirei por sua técnica e tranquilidade ao volante, características que se traduziam em excelentes resultados nas pistas. Há cerca de dois anos, tive a chance de conhecê-lo melhor, durante os encontros dos Jurássicos, grupo do qual ele também é integrante.

E foi assim que propus a ele para contar um pouco de sua trajetória nas pistas aqui no blog. Começando pelo começo, hoje voltamos ao início dos anos 70. Com vocês, Victor Steyer.

"Sobre a minha trajetória nas pistas te confesso que não tenho muito a declarar. Foi um período curto de participações em corridas!!! Não tenho, a exemplo do Cláudio Mueller, grandes feitos, já que participei muito pouco comparando com outros Jurássicos. O início foi em 1971 na escola de pilotagem de Pedro Victor De Lamare. Meu instrutor na época foi o Edgard Mello Filho (que ainda hoje fala e escreve sobre automobilismo). Logo a seguir a escola foi vendida para o Cláudio Mueller onde me inscrevi novamente! Logo após o término do curso, o Cláudio me convidou para ser instrutor da escola onde fiquei por aproximadamente sete anos. Minha estreia nas corridas foi nas 12 Horas de 1972 com Arnaldo Fossá. Chegamos em sexto lugar na geral.

Como havia perdido o Pai em 1969, minha Mãe não dispunha de recursos para bancar minhas corridas iniciais, então a forma que encontrei foi de me oferecer somente para correr em provas de longa duração. Assim corri sem nenhum compromisso de participar de campeonatos!! Isoladamente também participava de algumas provas. Provas de Fórmula Vê, organizadas pela escola de pilotagem, participei em três oportunidades e no torneio fiquei em terceiro lugar. Participei também de uma prova de Fórmula Ford com o carro reserva do Cláudio Mueller (um Titan inglês),carro que participou nas primeiras provas com o Leonel Friedrich e, se não me engano, também com o Fernando Esbroglio. Quanto ao resultado, o carro quebrou na primeira bateria e peguei peças emprestadas do saudoso Gastão Werlang (na época piloto da Varig)que me permitiram participar da segunda bateria e tirar o sexto lugar. Tive mais duas oportunidades de correr com Fórmula Ford, uma vez em Goiânia e outra em Guaporé. Os donos dos carros me pediam para largar e receber o prêmio de largada!!! E eu, fominha como era, me sujeitava a tal empreitada...hehe. Obviamente o carro nunca tinha gasolina para ir até o fim...

As provas da antiga Divisão 3 foram as mais interessantes no meu aprendizado. Participei de uma prova da Divisão 1 (o primeiro Chevette a participar em corridas e vitorioso). Vitória nas 6 Horas de Tarumã de 1973 em dupla com Cláudio Mueller. Dai em diante foram os 500 km de Tarumã com Bruno D'Almeida (quarto lugar em 1974) e as 6 Horas de Tarumã em 1975 com Bernardo Kokemper no Volkswagem da Gaúcha Car. Batemos o record de volta da categoria, chegamos a liderar a corrida, mas com problemas no carro chegamos apenas em quinto lugar.

Eis que encerrei a minha curta carreira no automobilismo em 1975!!! Casado e com três filhos vindo logo a seguir, somente participei de uma prova da Divisão 3 em 1979 no autódromo de Guaporé. Novamente sem recursos e com família numerosa para cuidar, me afastei e voltei em 1981 para participar dos 1.000 km de Brasília juntamente com o Beto Ody e o Cláudio Ely. Com um Corcel II chegamos em segundo na categoria e 11º na geral!!! Lembro que muitos pilotos da Stock Car (com Opalas) participaram desta prova. Foi um belo aprendizado!!!

Bom, dai para frente realmente poderemos dizer que comecei a correr de automóvel!!! Até então corridas isoladas feitas com poucos recursos e sem carro próprio. Mas, como diziam na época (sou suspeito em falar), sempre que alguma oportunidade surgia conseguia ser muito rápido e comecei a ser notado!!!"


Continuaremos com essa história em breve.

Abaixo alguns poucos registros dos primeiros anos de Steyer nas pistas. O primeiro é da vitória nas 6 Horas de Tarumã em 73. Na sequência o Fusca #16 com o qual correu com Bruno D'Almeida nos 500 km de 74 e por fim o trio Ody, Ely e Steyer com o Corcel II dos 1000 km de Brasília de 80.




Fonte das imagens: arquivos Luiz Gustavo Tarragô de Oliveira, Joel Echel e Marcelo Vieira.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Marcos Vieira

Alguém lembra dos Fuscas patrocinados pelo Tênis Campeão? Pois é, falei deles há algum tempo, depois de ter encontrado uma imagem do #27 do José Bresolin numa Pódium Graphic que estava em meio ao material do Joel Echel.

Aqueles Fuscas eram muito rápidos e se não estou enganado, o Cláudio Ely, que corria com o #10 foi o campeão de 1981 da Turismo Especial Gaúcho (TEG).

Pois bem, agora olhando um pouco mais para baixo, vejam o que chegou por aqui.









Essas imagens me foram enviadas pelo Marcelo, filho do preparador Marcos Vieira, responsável, entre outros, por todos os carros acima.

A sequência começa com três do #10 do Claúdio Ely, em 1981. Numa delas há os troféus da conquista da prova comemorativa aos 10 anos de Tarumã. Mais abaixo aparece o trio Antônio Gilberto Ody, Cláudio Ely e Victor Steyer, quando estes competiram nos 1000 km de Brasília em 1981. Entre os 63 carros que participaram da prova, o trio chegou em 17º na geral e em 2º na categoria Corcel. Logo abaixo aparece o Gol #6 de Cláudio Mueller quando este voltou a competir na categoria Hot Car, vencendo algumas provas. Por fim, aparece o Passat #6 de Bresolin, campeão da Hot Car em 1986. Este carro pertenceu ao Marcelo que alugou para vários pilotos nesses últimos anos, indo parar depois no Museu do Automobilismo Brasileiro, do nosso amigo Paulo Trevisan.

O Marcelo ficou de enviar mais informações sobre seu pai e em breve publicarei aqui.

Valeu, Marcelo!

Fonte das imagens: arquivo Marcelo Vieira.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Equipe Panitz - Velgos

Na semana passada, enquanto escrevia sobre os 500 Km de Tarumã de 1974, pedi uma ajuda ao Ricardo Trein para ver se ele descobria os resultados daquela prova. Ele não encontrou, mas me enviou uma cópia do Jornal Correio do Povo do dia da prova, 23 de Março. Em meio os tempos do grid, comentários dos pilotos, a matéria falava sobre a estréia da Equipe PanVel das Drogarias Panitz - Velgos. Hmmm... agora entendi de onde surgiu o PanVel.

Para quem não é gaúcho, a PanVel é a maior (pelo menos eu acho) rede de Drogarias aqui do estado.

A equipe era formada pelo Bruno D'Almeida e pelo Victor Steyer. Os dois pilotos tinham feito a escola de pilotagem em 1972 e já em 73 o Bruno receberia o título de piloto revelação, sendo ele o dono do recorde de volta da categoria, feito em 1min21s. O carro, preparado na oficina de Bruno era zero quilometro e no dinamômetro o motor acusava 98 HPs.

Agora, com licença, que vou alí na Panitz - Velgos comprar um comprimido para dor de cabeça.