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segunda-feira, 12 de abril de 2010

História do Automobilismo Brasileiro

Ao longo das dez últimas semanas pudemos acompanhar o trabalho feito pelo Speed Channel no programa "Curva do S Especial", contando a História do Automobilismo Brasileiro. A série terminou ontem, mostrando os bastidores do Blog Speed Day, realizado em Guaporé, no dia 16 de Janeiro desse ano. Um trabalho sobre o automobilismo brasileiro de proporções nunca antes vista. Quem não conhecia essa história, tenho certeza de que compreeendeu a importância do esporte no país. Quem conhecia, duvido que não tenha se identificado com alguma passagem, com algum ídolo. Tudo isso tem a assinatura dos amigos Luiz Salomão, Roberto Figueroa, Marcos Mosquetta e o guardião do Museu do Automobilismo Brasileiro, Paulo Trevisan, que abriu sua casa para servir de palco para contar essa história. Não deve ter sido nada fácil planejar, gravar, editar, por isso deixo aqui o agradecimento em nome de todos os automobilistas do país.

O capítulo final teve uma participação do amigo aqui. Ao ver pela primeira vez, depois de alguns meses, percebi que algumas coisas eu nem lembrava de ter dito. Isso tem um nome: emoção do momento, ou memória fraca mesmo...

Nosso amigo Julio Cezar Kronbauer, teve a paciência de colocar tudo no YouTube. É só clicar nos vídeos abaixo. Divirtam-se.









O Speed ainda vai reprizar o programa na próxima Quarta às 19:30 e 23:30 e no Domingo às 10:00.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Quase on board

Falei, falei, falei e acabei esquecendo de compartilhar algumas boas imagens feitas em Guaporé durante o Blog Speed Day. Dei a sorte de estar na pista na hora em que o fotógrafo (Leonardo) subiu na caçamba da Ranger para alguns clicks enquanto os carros andavam pelos 3080 metros do belo autódromo serrano. Eu estava no Kaimann. Acho que era o Regi Nat Rock no Fórmula Ford e o João Cesar no Fitti-Vê. Uma dessas vai virar um poster. Podem ter certeza...

As do Fórmula Ford foram feitas da mureta, antes do carro parar na pista. Do Fitti-Vê e do Aldee ficaram as boas lembranças já que não tenho clicks da pista.







A vontade de acelerar alguma coisa chega a incomodar. Eita cachaça da braba essa...

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Tudo o que é bom dura pouco

Demorei para finalizar meu relato sobre o Blog Speed Day. Os blogs parceiros já estão a mil em outros temas, mas mesmo assim, para fins de registro, queria encerrar meus escritos sobre aquele final de semana.

Acordei no Domingo em Passo Fundo anestesiado pelas emoções de Guaporé. No café da manhã no hotel todos pareciam crianças no primeiro dia de férias. Cada um com uma marca daquele dia fantástico. O Vicente apareceu com os braços queimados do sol, dizendo que estava fantasiado de Jornal dos Esportes. Claro que eu não entendi nada, mas ele explicou que no Rio havia o tal jornal que tinha uma parte rosa, a capa e contracapa, e outra branca, assim como ele, um sarro. Foi ali que descobri que o Regi Nat Rock havia sido "mordido" pelo Kaimann, no sábado, quando ele estava empurrando a barata nos boxes. Ele mostrava orgulhoso a "mordida" no calcanhar. O Jan Balder era só alegria por ter pilotado novamente aquele carro que foi seu há 35 anos. E assim eram todos ali presentes. Cada um com uma lembrança, uma história daquele sábado mágico.

Check-out no hotel, não sem antes aproveitar o papo para pegar o autógrafo do Jan e mostrar a ele a foto que naquele exato momento estava indo ao ar como o Desafio daquela semana aqui do blog, aquela foto em que ele está em Tarumã, de capacete, ao lado do Fusca. Ele contou detalhes de sua participação, do carro, quanta coisa legal.

A programação daquele último dia incluia duas visitas que em muito me surpreenderam. O Paulo Trevisan passou no hotel por volta das 08:45 e seguimos uns 10 minutos de carro até chegar na garagem da Família Azambuja. Olhando de fora eu não tinha noção do que veria. Fomos recebidos pelo Sr. Wilson e depois pelo Roberson Azambuja e ao entrar pela porta, um sem número de carros apareceram na nossa frente, de várias décadas, de várias marcas e com muita história em cada um deles.


Carros que eu nunca tinha visto, como VW SP1, Uirapuru, Democrata, Simca Jangada entre tantos outros, todos alí, brilhando, prontos para uma volta. Bem que gostaríamos, mas seria pouco provável. Uma coleção incrível e o mais incrível é que eu não sabia da sua existência, alí, tão perto. Uma rápida olhada na oficina e num outro depósito, onde estão mais outros inúmeros carros prontos para serem restaurados. Já falta espaço para tantos carros. Era engraçado quando eu fazia uma pergunta, sobre algum exemplar. Rapidamente já havia uns três ou quatro blogueiros ajudando. Fiz uma sobre as diferenças entre o SP1 e o SP2 e o Ceregatti, o Eric e o Belair deram as respostas na hora. Mais rápido que o Google. Essa turma sabe muito. Era uma seleção de craques. Observamos que haviam vários exemplares do Simca Jangada. O Roberson explicou que no início dos anos 60, quando houve o grande "boom" do trigo na região, ter uma Simca Jangada era sinônimo de status, pois era um dos carros mais caros daquela época. Quantas histórias.






O tempo foi pouco para apreciar tudo. Alí precisavamos de um dia inteiro, no mínimo, mas o Blog Speed Day já estava por terminar e ainda havia mais uma última parada antes da despedida de Passo Fundo: um churrasco na Fazenda dos Graeff, onde repousam verdadeiras raridades. A turma dos Graeff é conhecida por sua coleção de Opalas, mas vários outros modelos Ford e Chevrolet fazem parte do acervo dessa incrível família. Quando da chegada do Sr. Oscar Graeff, o mesmo foi praticamente cercado para que fosse possível ouvir suas histórias e explicações. Demais.




O churrasco de ovelha estava perfeito. A churrasqueira, pilotada com muita habilidade pelo Piti e o Luis Fernando Graeff, estava em sua capacidade máxima. O acompanhamento era cuca, que o pessoal do sudeste chamava de panetone. Daí, no meio daquela festa toda, um pirralho começa a me puxar e dizer alguma coisa. Era o João, filho do Francis com apenas 2 anos e 4 meses. Ele dizia: gol, gol, um gol e apontava para a rua. Eu pensei: esse piá deve estar querendo uma bola, algo assim. Daí, surpreso, ou melhor, completamente abobado, entendi que ele estava me mostrando um VW GOL!!!!!!! PARA TUDO!!! Oh, Francis, olha o que o teu piá está dizendo! O papai, todo orgulhoso me disse apenas: tu não viste nada. Pergunta para ele qual o carro que ele mais gosta. E aí, guri, qual o carro que tu mais gosta: OPALA, respondeu o fedelho. E o Francis: agora diz para ele qual o que a mamãe mais gosta: MAVERICK. Virei fã do guri na hora.


Assim eu percebia a dimensão dessa paixão em comum entre todos que ali estavam. Do Sr. Oscar ao pequeno João. Pessoas de diferentes idades, locais, sotaques, costumes. Pessoas que nunca haviam se visto antes, mas cultivam o gosto pelos automóveis, pelas corridas, pela velocidade, o cheiro da gasolina.

O Blog Speed Day, no fim das contas foi isso. Emoção, conhecimento, adrenalina, velocidade, história, amizade, alegria, abnegação, felicidade.


Sou um privilegiado por ter feito parte desse grupo, por ter sentado e acelerado nas baratas e por conhecer um monte de gente especial. Valeu, Saloma, Jan e Teresa, Vicente e Denise, Eric, Regi (cuidado com os Kaimanns soltos por aí), Vitão, Rodrigo, Francis e família da Poeira (Gol, Gol, Gol!!!), Cerega, Guilherme, Anselmo, Aun, João Cesar, Lucca, Seabra, Joca (parabéns pelos 200k!), Zullino, Belair (feliz aniver atrasado!), ao Sr. Wilson e ao Roberson Azambuja, à Família Graeff, Oscar, Piti, Luis Fernando, Dudu (esqueci o nome das senhoras Graeff), ao Larri, o Mosquetta, o Erlon, o Leonardo, ao Arlindo e Luciano Marx e ao Mestre Marcos, meca das baratas e ao demais mecas do Museu.

Mais alguém? Sim, um agradecimento maior ao incrível Paulo Trevisan, um apaixonado que não mediu esforços para receber a turma no Museu, deixar todos à vontade e ainda por cima não teve medo de emprestar seus "brinquedos" para um grupo de malucos. O Paulo foi um dos maiores incentivadores desse espaço no início, lá em Julho de 2007 e tenho a sorte de tê-lo como um amigo. Ele tem todo o meu respeito e admiração.

Nunca mais esquecerei dele falando no box em Guaporé, enquanto eu ainda me adaptava ao JQ Reynard: vai, Sanco! Vai, vai, vai...


Tudo o que é bom dura pouco? Pode ser, mas na mente daqueles que passaram por essa experiência, isso jamais vai acabar. Ainda me vejo acelerando as baratas e o sorriso no rosto de todos por terem feito o mesmo.

Valeu!

Fonte das imagens: arquivo pessoal e Leonardo Panisson.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Cerega

Acabei de saber pelo Saloma que o Cláudio Ceregatti, grande figura que tive o prazer de conhecer durante o Blog Speed Day, está completando mais um ano de vida. Imediatamente fui buscar alguns clicks daquele final de semana mágico para ajudar a emoldurar uma simples mensagem que deixo aqui para ele (ao centro na primeira imagem abaixo, ao lado do Marcos e do Eric).

"Commendadore", meu velho, desejo que tu nunca percas esse tua alegria e teu entusiasmo por essa paixão em comum de todos nós. Sem falar no teu conhecimento, é claro...

Siga firme nos teus projetos, que certamente obterás sucesso.

Um baita abraço aqui da turma do Rio Grande.


Ah, aproveito para informar que ainda não consegui terminar o texto de fechamento do evento, mas vai ser publicado em breve.

Fonte das imagens: arquivo pessoal e arquivo João Cesar.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Engasgado na própria alegria

Bandeira vermelha em Guaporé, mais ou menos meio dia. O Comandante Paulo Trevisan interrompe as atividades para a turma reabastecer o estômago. Nesse momento, o Jan Balder dá uma entrevista ao próprio Paulo, contando como é a experiência de guiar novamente aquele Divisão 4 que foi seu em 1975. Jan é só felicidade e um cara muito legal. Receptivo, gosta de um papo e de contar suas histórias. Paulo valorizou muito aquele momento. Foi muito bonito. Na sequência o Joaquim, pessoa de extremo conhecimento em se tratando de automobilismo e com uma grande experiência de vida, falou ao Paulo. O Joca é um exemplo de blogueiro que de "comentarista" passou a ter o seu próprio espaço. Mais do que justo, pois o que esse cara sabe não é brincadeira.


Almoço na companhia dos amigos. O papo vai longe. Na mesa estava a turma com a camisa do Speed Channel. O tiozinho do restaurante pergunta se eles são do Curva do S. O Guilherme que veio de Minas (e acelerou também) confirma. O tiozinho fica muito faceiro e diz que assinou a TV a cabo só por causa do canal. Legal aquele encontro. Aquela turma significava muito para o tiozinho e sua família. O que estava acontecendo no autódromo significava muito para todos nós.

Voltamos para o autódromo e os carros já estavam na pista novamente. Na chegada vejo o Joca se divertindo no Espron. Algumas baixas pela manhã diminuíram o número de relíquias. O Ômega teve problemas com o radiador ou as mangueiras, se não estou enganado. O Polar, ainda em fase de acerto, deu poucas voltas com o Jan pela manhã e logo encostou. Se eu pudesse andar nos demais seria ótimo, mas o meu divertimento aquela altura era assistir aos amigos entrando e saindo dos carros como se estivessem cruzando o limite com uma outra dimensão. Era um negócio maluco e o Paulo incansável, dando orientação para todos, com o Marcos e sua turma de fé sempre no apoio.

A adrenalina já tinha baixado, o tempo tinha passado, já estávamos no meio da tarde. A ansiedade há muito tinha ficado para trás. Ali só havia paz, alegria, bons fluidos. Seria ótimo poder fazer isso mais vezes, penso.

Daí o amigo Belair chega para mim e pergunta: "Sanco, cê já andou no Aldee?" Eu não tinha andado e rapidamente me acomodei dentro da barata, com a ajuda do próprio Belair nas instruções. Ligo a geral, bomba #1, ignição. O motor pega fácil, vamos ver o câmbio, VW, então esse vai ser legal.


Naquele momento eu sentava no carro que - sem exagero - foi o responsável pelo retorno dos construtores de protótipos que há tempos estavam inativos no país. Me lembro que quando abri a revista Auto Esporte #300 que trazia a cobertura das Mil Milhas de 1990 e ví a foto daquele carro, não tinha ideia do que estava por vir. O Almir Donato, construtor do carro, participou daquela Mil Milhas e acabou vencendo na categoria até 1600 cc, chegando em quinto na classificação geral. Logo depois veio a ideia de fazer uma evolução do modelo, já com estrutura tubular. O carrinho continuava obtendo sucesso em competições de Endurance e em cerca de quatro anos já tinha conquistado o país. Me lembro também das 12 Horas de Tarumã de 1994, quando dois Aldee foram trazidos de São Paulo. A comprovação do sucesso era evidente. Um deles foi o pole position, o outro venceu a corrida. Os Aldee haviam caído no gosto de pilotos, equipes e público. As provas de longa duração voltavam a incluir uma categoria para Protótipos/ Força Livre, outros construtores começavam a tirar da gaveta projetos há muito guardados. No Rio Grande do Sul, destaque para o protótipo construído por Paulo Barreto (atualmente pertencendo ao acervo do Museu), vencedor de várias provas, o MC Tubarão começava a tomar forma. Mais tarde o MCR entrava nas pistas para concorrer com a nova geração dos Aldee, os Spyders. Hoje são inúmeros protótipos competindo e mais outros tantos sendo construídos. O automobilismo brasileiro mudou, tudo isso graças a esse carro que eu começava a acelerar.

Até então eu havia guiado o JQ Reynard, o Fitti-Vê e o Kaimann F-Fiat. Esse era o primeiro carro fechado. O capacete encosta no teto, me acomodo um pouco mais para baixo. O ronco do motor reverbera dentro do habitáculo, o conta giros tem a luz que avisa quando estamos no limite, fixado em 5000 rpm. Pneus slick da Michelin. São bem largos. O carro é bem estável, mesmo com a traseira leve. Motor e tração estão na dianteira. Primeira volta lenta, mas não demora para perceber que a brincadeira será das boas. O câmbio VW sempre foi o meu preferido, testo a terceira, quarta e quinta para ver se entra como espero. Perfeito. A adrenalina volta rápido, a empolgação idem. Esse carro é uma delícia.

Curva da Vitória, a luz do giro acende, estamos em 5000 rpm, a quarta entra rápido, como esperado, no meio da reta, a luz acena de novo, vamos em quarta, sem exigir muito para ver como é o freio. É duro. Lembro do kart e das primeiras recomendações que o Sr. Moretti me dava: "não freia dobrando!!!" Mas estou rápido e tenho de continuar com o pé no pedal ainda duro na entrada da curva. Hmmm, o carro parece melhor que o JQ Reynard nas curvas. Claro que é só impressão, pois o monoposto foi construído exclusivamente para competição. Esse aqui é um Gol modificado. Mas que trabalho bem feito do Almir! Já na segunda volta, a curva 2 passa rápido e a retomada é um tiro, olha só, ainda não tinha passado na zebra de fora, uau!!! Já fiz amizade com o câmbio, com o freio, com as zebras, está tudo em casa. Saída da curva do túnel e mais uma lembrança de Guaporé: na primeira vez que vim aqui, em Novembro de 1990, assisti a três provas de uma mesma programação, a Fórmula Ford regional, a Fórmula 3 Sulamericana (o Barrichello retornava da Europa e correu aquela) e o Gaúcho de Marcas, que fez uma prova noturna. Me lembro direitinho que havia alguns carros com quatro e outros com cinco marchas. Os com quarta (longa) cambiavam no meio da retinha antes do Radiador. Os com quinta, colocavam a quarta logo na saída da zebra e a quinta já na tangência do Radiador. Da posição que eu estava eu conseguia ver exatamente os movimentos dos pilotos dentro dos carros. Era um barato. Agora era eu que estava alí. Não havia ninguém do lado de fora - ainda bem - e eu tentei fazer o mesmo, bem rápido. Saída da zebra, luz do giro, quarta, esse motor é uma bala, luz de novo e lá vai a quinta, e... não, TERCEIRA!!!!!! Putz, que cagada. Olho no espelho, ninguém atrás como testemunha. Passo lento pela reta do box, aguardando a placa dizendo alguma coisa tipo BRAÇO DURO, MÃO-DE-PAU (lembrei do meu amigo Lambe-Lambe), mas tudo estava em ordem. Vamos com mais cuidado dessa vez. Ainda não foi agora que enfiei a quinta na reta e o motor 2.0 já começa a perder a paciência comigo. Frenagem forte, a curva 2 é feita rápido e a zebra de fora é visitada novamente. Esse negócio está ficando sério. Ai ai ai...

Eu não estava ali para testar limites. Ninguém estava. O objetivo era diversão, praticar a história do automobilismo ao lado de pessoas que, sem esperar nada em troca, se dedicam a isso, mas o motor, mesmo em quinta - que entrou direitinho - gritava alto na entrada do Radiador e eu pensando: será que dá para fazer flat? Por algumas voltas eu me fiz essa pergunta. A velocidade era alta, esse carro deve chegar fácil nos 190, 200 km/h no final do retão. Era irresistível, mas uma rápida aliviada no acelerador na entrada da curva me deixou mais seguro. Mesmo assim o contorno é rápido e a freada é forte para entrar no S. As freadas ficaram mais fortes a cada volta. No final da reta, mesmo em quinta marcha, a luz do giro já vinha acesa. Os braços indicavam que aquela experiência não era mais brincadeira. O carro está muito bem acertado, ele poderia facilmente participar das provas da Endurance. Que coisa de louco! Essa é a última volta. Que pena... Acho que encerro aqui a minha participação dentro da pista. As nuvens escuras já estão sobre Guaporé. Já dá para ver uns pingos caindo.

Chego no box realizado e ao descer do carro, o Paulo pede que eu dê um depoimento ao Speed Channel que nos acompanhou o dia todo. O Mosquetta, um gente boa que começou filmando casamentos e agora é O CARA das filmagens do esporte a motor aqui no RS, me diz para falar meu nome e o nome do blog. Foi difícil até dizer meu próprio nome. Eu estava meio que engasgado na própria alegria. Ele perguntou o que significava aquele encontro e aí eu começei a falar.


Quando a gente está emocionado, fala bobagem, exagera, mas não tinha como não ser assim. Lembrei de quando eu era um piá e das corridas daquela época e de como as lembranças mais remotas da minha vida se confundem com os carros, os pilotos, as corridas. Quando é que eu iria imaginar que poderia voltar no tempo e ver uma baratinha daquelas andando comigo ao voltante? Nem em sonho, meu amigo. Nem em sonho.

A chuva vem cumprimentar a todos. Não havia ninguém sem um grande sorriso no rosto. O grupo se reune para uma foto. Continuava chovendo, mas ninguém se importava. O Paulo ganha um merecido e longo aplauso por tudo o que ele faz em prol dessa paixão em comum de todos nós. Voltamos para Passo Fundo, mas antes fui fazer uma visita que em todas as vezes que estive em Guaporé adiei. A gente sempre saia do autódromo cansado, querendo voltar logo e a visita ao Cristo Redentor era sempre adiada. Mas dessa vez, não teve desculpa. O Anselmo me acompanhou. Lá do alto é possível ver a cidade toda. Um agradecimento por tudo que vivemos nesse final de semana é o mínimo que posso fazer. A gente volta conversando, não acreditando no que tinhamos feito. Se desse, a gente não saia mais do autódromo.




Encerravam-se ali as atividades do sábado, mas o domingo ainda nos reservava mais surpresas. Conto isso em breve.

Fonte das imagens: arquivo pessoal e Francis Trennepohl.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Embrulha esse para levar, por favor.

Entrar e sair do Fitti-Vê foi um exercício de contorcionismo. Cockpit estreito, tive de cuidar para não bater em nada. Já pensaram quebrar alguma coisa naquela relíquia? O carro foi construído em 1966 e pilotado pelo Emerson no ano seguinte. Estava diante do único exemplar ainda vivo do Fitti-Vê. Passei a conhecer e acompanhar mais sobre esse carro e a categoria no site do Mário Estivalet, um expert no assunto, aqui de São Leopoldo. Quando se percebe as formas da barata, os equipamentos utilizados para sua construção, uma certa revolta vem à mente: por que não temos mais uma categoria escola no país? Uma rápida pesquisa dias depois no www e vejo várias categorias de FVê ainda em atividade pelo mundo. Será que um dia teremos novamente uma categoria assim? Um passarinho me contou e acho que teremos sim. O que vocês sabem sobre isso Cerega, Zullino, Lucca, etc?

Pergunto pro Paulo onde está o cinto e ele diz que não tem (!). Uma rápida arranhada na primeira, solto a embreagem rápido para não forçá-la, giro alto e lá vamos nós de novo. Câmbio suave, suspensão e motor idem. Uma belezinha. É claro que a carga emocional é menor, afinal o batismo já tinha acontecido antes e também eu conhecia pouco sobre os Fórmula Vê, ao contrário de uma dezena de experts que passaram o dia falando e andando naquele carrinho. Mesmo assim, aproveito o momento raro, que acaba passando rápido. O Paulo disse para não deixar o motor morrer na entrada do box, chego acelerando para manter o giro alto. Vejo o Tio Zullino com seu capacete vintage e óculos especiais - para enxergar os instrumentos, como disse o Vicente - já pronto para entrar e acelerar. Rápida troca de "pilotos" (na verdade o Zullino pilota mesmo, na Classic em SP), e o Fitti-Vê estava novamente em ação. E o Paulo sempre dizendo "VAI, VAI, VAI!!!"




Um breve descanso. Se o dia terminasse ali eu já estava mais do que satisfeito. A movimentação era intensa. Aquilo parecia festa de confraternização da turma que fez um bolão e acertou na mega sena - se é que isso existe, claro. Mas acho que mesmo na turma da mega, deve haver muita inveja, discórdia, pois sempre tem um que apostou uma grana a mais que o outro, a ganância aflora, dane-se a amizade. O que vimos em Guaporé foi um grande companheirismo. Todos faziam questão de ajudar os demais naquilo que pudessem. Parou um carro, o novo piloto é mais "gordinho"? Já tinham uns três sobre a barata para ajustar o cinto, regular espelhos, alcançar equipamentos de segurança, enquanto os outros iam fazendo fotos e eternizando aqueles simples mortais entrando e saindo maravilhados daqueles carros que mantém viva a história do automobilismo do Brasil de antigamente. Encontrei outros amigos, o Mosquetta, o Erlon e o Arlindo e Luciano Marx. Fui dividir a minha alegria com eles. Os Marx levaram o Escort a convite do Paulo e deram algumas voltas por lá. O Mosquetta estava filmando para o programa do Speed Channel que irá ao ar em breve. O Erlon acabou fazendo fotos bem legais.

Entrou o Fórmula Fiat, carro que me deixou muito feliz ao vê-lo no caminhão em Passo Fundo. Dias antes do evento, o Paulo mandou uma lista com as baratas que estariam à disposição e esta não figurava entre elas. A felicidade se explica: o primeiro ano da Fórmula Fiat no Brasil foi em 1981, quando a VW tirou o patrocínio das categorias de monopostos e dos Passats. A Fiat, que fazia um baita sucesso nas pistas - com a pancadaria entre os 147s - decidiu apoiar os monopostos e assim, os chassis que estavam parados receberam a motorização italiana. Eu lembro dessas provas e o Kaimann, chassi que estava lá em Guaporé, era o meu preferido, por suas linhas agressivas. O chassi de propriedade do Paulo é um 1974 em perfeito estado de conservação. Entro no carro e a posição é super confortável. Muito espaço lateral e para os pés, que inclui ainda um descanso para o esquerdo. Quando me dou conta o Ceregatti está fazendo várias fotos desse momento. Ele percebe a minha alegria. O Ceregatti estava em alfa, era sem dúvida o mais brincalhão entre todos. Estar junto dessa turma foi incrível.




O motor não pega. O Marcos faz de tudo. Cara esforçado, competente, atencioso com todos. Bom vê-lo a mil de novo. Descobri que ele acompanha o Paulo há 18 anos, desde o tempo em que o Paulo corria no Gaúcho de Fórmula Ford. Eram oito carros precisando de atenção quase que o tempo todo e era raro algum ficar estacionado por muito tempo. Tentamos mais uma vez, o motor roncou alto para não apagar mais. A posição de guiar é ótima. A melhor até então. Poderia ficar horas ali curtindo. Uma esticada forte na saída do box (piloto de box, como disse o Mosquetta) e já noto a dianteira meio solta. Não é tão estável quando o JQ Reynard, mas o câmbio é melhor. Mesmo assim, é possível acelerar bastante e se divertir de novo. Mais algumas voltas, o motor meio embrulhado, mas na entrada da reta ele vem cheio, uma delícia. Nas reduções o motor pipoca. Como é legal ouvir isso de dentro do carro. Já me perdi nas voltas. Não tem ninguém na mureta acenando, acho que é a última. Vou devagar, aproveitando cada segundo. Se desse, eu levava esse pra casa.


Em breve a experiência na última barata.

Fonte das imagens: João César, arquivo pessoal (Valeu, Comendador!) e Erlon Radl.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

19 anos depois

Não tinha mais volta. Esperei muito por aquele momento e parece que na hora H deu um bloqueio, eu querendo me certificar que tudo estava certo, mas o negócio era ir para frente, trepidando uma barbaridade. Aqui tem um vídeo daquele momento, feito pelo João César. Depois de sair da parte de trás do box, o asfalto melhora, pensei. Melhorou, mas a trepidação continuava. Levanta o giro, alguém deve ter gritado ou fui eu mesmo. Daí voltei no tempo, mais precisamente há 19 anos, em Tarumã, quando acelerei pela primeira vez o meu kart, um Mini 87 motor Riomar V4. O carro era outro, a pista também, mas a sensação era a mesma. Tudo continuava vibrando, mas vamos com calma.

Saída do box, fim da reta, vamos ver se o freio funciona. Beleza, meu pé 43 bate numa parte do chassi, então tenho que parar de acelerar um pouco antes. Olha a curva 1, bem inclinada, caramba. Uma rápida acelerada e já estou na 2, pegando o sol forte bem no rosto. Seguindo em frente, passo por sobre o túnel onde há um desnível dos grandes e uns reparos feitos com concreto eu acho. Treme tudo. Melhor não passar alí na próxima. Outra curva bem inclinada e mais fechada que a 1. Entro na reta que leva à curva do Radiador, onde assisti pela primeira vez uma prova aqui em 1990. Como é bonito esse lugar. Esticando a terceira marcha um pouquinho, sinto dificuldades de colocar a quarta, o Radiador se aproxima. Puxa, pensei que fosse bem mais inclinada, mas aqui tem de ter cuidado, pois não se vê a zebra na saída dela. O carro embala e a primeira perna do S já está na minha frente. Freio, acelero e a empolgação aumentando. Segunda perna, acelerador no fundo e um baita susto. A traseira dá uma escapada! Pneus frios, meu amigo, vai com calma. Última curva, cheia de folhas das árvores pelo chão. Melhor fazer bem por dentro. A saída da curva mostra as últimas posições do grid. Chegamos na reta, ainda lento, reconhecendo tudo, embora o motor segue dizendo "VAI NO DA DIREITA, MEU FILHO!". Uma espiada na mureta, nenhum ar de reprovação do Paulo, um rápido aceno para uma foto e o pé decidiu assumir os trabalhos. Quarta, lomba abaixo e o motor gritando "QUINTA, POR FAVOR". Calma de novo, vamos ver como funciona o freio no embalo. Freio duro, terceira de novo e ops, segura, segura. A barata colada no chão, mas uma acelerada a mais e a traseira começa a dar o ar da graça.



A empolgação já tinha dado lugar à tranquilidade. Impressionante. Estava me sentindo em casa. Foram tantas vindas à Guaporé, por tantos anos que o traçado não foi nenhuma surpresa. Ao longo da segunda volta fui identificando várias fotos e histórias publicadas no blog nesses quase três anos. Na curva 1 voou o Maverick do Tróglio. Aqui o "Bocão" e o "Toninho" travaram uma grande disputa nos Passats, na curva que homenageia o Caetano Antinolfi. Nessa outra curva o pessoal vinha pendurado. Aqui tinha uma casa de madeira que ficava bem próxima da pista. No S os Fiats se encaixotavam na freada, aqui o Nique encheu a traseira do Uno do Ícaro com seu Chevette em 86, na última curva lembro de ter vibrado quando ví o Rogério Pretto liderando também com um Chevette a primeira volta das 12 Horas de 92 com os Opalas babando na cola dele. Alí parou o F2 do Pradinho, depois daquela estupidez em 81. Quantas histórias esse lugar tem. E como é bom estar aqui, nesse carro que vi correr em Tarumã, quando foi pole e acabou em segundo lugar há quase 21 anos. Estou ficando velho...

Terceira volta. Na saída da última curva o motor limpa, beleza, quarta, estica, quinta entrando com dificuldade, pé no fundo, cinto bem apertado, lá vem a curva, tudo vibrando, cadê a placa, só tem a dos 50, segura, segura, o pneu já tá quente, o motor pipoca, maravilha, o bicho contorna barbaridade, mantém o traçado, aceita os erros de um amador. A retomada te joga contra o banco. Isso aqui está muito bom. Alguém me belisca, por favor! Ops...Nas curvas sinto uma embrulhada, marcha para baixo para levantar o giro. Depois do Túnel, alguma coisa não está legal, o carro vai parando, parando e parou, logo depois do Radiador. O que foi que eu fiz???...

Bati o arranque de novo, o motor virava, mas não pegava. Melhor aguardar o resgate. Enquanto isso a turma ia passando. Lá vem o Fitti-Vê, o Aldee, o Ômega, o Kaimann, o KG Dacon. Vrummmmmmmmmm.......Acho que os primeiros foram o Joca, Zullino, Saloma, Francis e o Vicente. Todos passando, aproveitando cada metro da pista, curtindo aquele dia histórico. Eu já estava feliz demais. A turma passava lotada e eu ficava cuidando a tangência para entrar no S, o stop acendendo, o barulho das baratas. Depois de uns minutos chegou a Ranger e os guris do Paulo. Tenta de novo e nada. Voltei rebocado, justo quando o carro, a pista e eu já não nos víamos mais como estranhos. Acontece.

Ao chegar no box, os guris investigaram o que aconteceu. Acabaram trocando a ignição e o motor pegou novamente. Incrível como eles conseguem botar o carro de novo na pista tão rápido. O Paulo tem um time e tanto.

Encerrava alí o meu batismo no Blog Speed Day. Ao descer do carro eu nem lembro o que fiz, para que lado fui, com quem falei. A alegria era tanta que a razão fora completamente dominada pela emoção. Emoção boa, leve. Estava curtindo aquele momento quando ouço uma voz novamente dizendo: "SANCO, TU VAIS NO FITTI-VÊ. O LUCCA ESTÁ DEMORANDO. VAI, VAI, VAI!!!!!" Era o Paulo, com sua planilha, regendo seus carros e "pilotos" com a precisão e a firmeza de um grande maestro.

Não tinhamos tempo a perder. E lá fui eu de novo...
Em breve a continuação.

Fonte das imagens: Erlon Radl (na foto do #11 na pista é o Eric. Vai essa mesmo, enquanto as minhas, feitas pelo Leonardo não chegam), arquivo pessoal (valeu, Anselmo!) e vídeo do João César (valeu, João!).

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Insônia

O Blog Speed Day foi um evento para um público pequeno, mas de grandes dimensões e muitas emoções. Tudo começou na sexta, com a chegada do grande grupo vindo da região de São Paulo e Rio de Janeiro. De lá vieram o Saloma, Jan e Tereza Balder, Vicente e Denise Miranda, Ceregatti, Eric, Regi Nat Rock, Vitão, Rodrigo, Lucca, Seabra, Mestre Joca, Zullino e Belair. O Guilherme veio de Minas. De Floripa desceu a Família Poeira na Veia, Francis, Aglaís e os pequenos Gabriel e João e daqui do RS estavam o João César, Rafael, o Anselmo e eu. O Leonardo - fotógrafo de Passo Fundo - também acompanhou todo o evento.

Após a chegada em Passo Fundo, a turma seguiu para o Museu do Automobilismo Brasileiro. Cheguei meio atrasado. Foram quatro intermináveis horas de carro de Porto Alegre até o paraíso. Lá encontrei a turma - sendo guiada pelo incansável Paulo Trevisan - no meio da visita e fui obrigado a interromper a conversa para finalmente dar um abraço em vários expoentes da blogosfera. Depois de quase três anos "blogando" com Saloma, Joca, Francis, Cerega, Vicente, Jan, etc, pude finalmente ultrapassar o limite virtual e compartilhar momentos de alegria com todos esses apaixonados pelas carreras como todos que por aqui passam. Esse para mim foi o primeiro momento marcante do Blog Speed Day.


Enquanto isso, no pátio, as carangas estavam sendo colocadas nos caminhões para seguir no sábado pela manhã para Guaporé. As oito relíquias enchiam os olhos de quem as via. Mas tudo aquilo não fazia muito sentido. Parecia que iriam apenas seguir para uma exposição. "Será que realmente são para acelerar?" Eu me perguntava e respondia: sim. SIM!!! Depois de mais de um mês do convite do Paulo, se aproximava o grande momento.

Abaixo dois lances engraçados. O Francis tentando se encaixar no banco de um kart e o Ceregatti tomando um mate. Na foto não aparece, mas ele ficava o tempo todo botando a mão na bomba... Isso não se faz, Cerega. Esse cara era só alegria o tempo todo.



O entusiasmo do Paulo ao falar sobre seus carros é notável e incansável. A parada sobre o Fórmula Júnior foi recheada de histórias.


A sexta encerrou com um jantar com todos presentes. Depois, no hotel, foi difícil dormir. Na verdade, as últimas quatro noites foram igualmente de muita expectativa. "Será que o tempo vai estar bom? A pista vai estar molhada? E os carros vão estar nos trinques? E eu vou fazer alguma cagada?"

Chegamos em Guaporé no sábado às 09:00. O céu estava perfeito. Limpo e claro. Melhor impossível. O meca Marcos, braço direito do Paulo, tinha saído antes com sua turma e quando chegamos nos boxes os carros já estavam todos prontos para entrarem na pista.

Imediatamente, quando ainda estava reconhecendo o terreno, ouço o Paulo com aquela sua objetividade tradicional: "SANCO, TU VAIS NESSE" e apontou para o Fórmula Ford #11. Caramba, já? Então, lá vamos nós. "Anselmo, pega a câmera!" Só deu tempo de entrar no cockpit, conhecer os comandos, enquanto o Marcos dava uns goles no carburador e o Zullino, o Regi e o Erik ajudavam com o cinto de segurança. "Bem apertado, por favor". Perguntei ao Paulo sobre qual giro usar, pois tinha entendido - não sei porquê - que não deveríamos passar de 3000 rpm. "Está liberado, aceleres como quiser!" Tudo certo, o motor pegou e o Paulo dizendo "VAI, VAI, VAI!". Tinha de levantar o giro para não apagar. OK, não fiz feio quando todos estavam olhando para aquela barata que um dia foi do Rubens Barrichello.




E fui...

Em breve a continuação.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Blog Speed Day

Seguinte, gurizada. Papai Noel existe. Ele chegou um pouco depois da hora, mas foi generoso e compensou o amigo aqui com um belo presente, afinal me comportei bem em 2009 - é o que a minha vó diz - e acho que mereço o que está rolando neste final de semana. Esse final de semana será inesquecível.

O esquema é o seguinte: hoje aconteceu o Blog Speed Day, um evento criado pelo Luiz Salomão e o Paulo Trevisan para reunir alguns blogueiros com o objetivo de falar e praticar a história do automobilismo brasileiro de sexta a domingo. A programação começou ontem (sexta) com a reunião e recepção do grupo pelo Trevisan no Museu em Passo Fundo. O ponto alto do evento
foi hoje, desde cedo, com a turma indo até Guaporé, onde a pista esteve disponível para os reles mortais acelerarem algumas baratas do Museu que estavam por lá. Sim, sim: acelerar. É verdade, não estou sonhando. Quer dizer: na verdade estou, mas acordado!

Veio bastante gente, entre titulares, colunistas ou comentaristas de alguns blogs como o Saloma, Mestre Joca, Francis "Poeira na Veia", Comendador Ceregatti, Vicente, Jan Balder, Eric, Belair entre outros.

Quanto as baratas que estiveram à disposição foram o Fitti-Vê, o Karmann Ghia Porsche da Equipe Dacon, o Fórmula Ford do Rubens Barrichello de 1989, o Ômega Stock Car do Adalberto Jardim, o Polar Divisão 4 do Jan Balder, o Espron BMW, o Fórmula Fiat e o primeiro Aldee. Oito carangas que foram aceleradas durante o dia todo.

Essa iniciativa já fora realizada no ano passado quando o Saloma esteve em Guaporé (juntamente com o Joca, Caíque, ....) formatando o evento agora denominado Blog Speed Day. Alguns voltaram e outros, como o amigo aqui, foram incluídos no grupo.

Está sendo uma oportunidade ímpar de estar junto desse time e dessas relíquias e todos estão aproveitando na sua plenitude. Certamente teremos farto material sobre esse encontro divulgado nos blogs amigos nos próximos dias e aqui também. Vou tentar passar um pouco da emoção que tomou conta de todos neste dia de hoje.

O evento continua amanhã com mais atrações que estarão sendo contadas aqui em breve.



Muito obrigado, Trevisan. Se procurares a palavra felicidade no dicionário vais encontrar a foto de todos nós lá.