domingo, 21 de março de 2010

Bird Clemente

O grande piloto Bird Clemente esteve na última sexta (19/03) em Porto Alegre no coquetel de lançamento da 2ª Prova Subida de Montanha - Lagoa da Harmonia, em Teutônia, que está sendo disputada hoje. Além de uma excelente palestra feita pelo próprio Bird, que emocionou todos os presentes, o piloto distribuiu autógrafos em seu livro "Entre Ases e Reis de Interlagos". Mas outros autógrafos também emocionaram o próprio Bird.

Um deles foi num modelo escala 1:24 da Berlineta #22 com a qual colecionou várias vitórias nos anos 60. O modelo foi montado e personalizado pelo amigo Sérgio Aguinsky.

Depois autografou a réplica do seu Opala, pertencente ao piloto da Fórmula Classic Gaúcha, Décio Renner. O vídeo está aí embaixo.








Foram momentos inesquecíveis. Muitos amigos estavam presentes. O "grid" da festa estava lotado. Personalidades do automobilismo gaúcho de várias épocas alí reunidos. Como disse, inesquecível.

Além de todo o aprendizado e o privilégio de ouvir o Bird, e de estar no meio daquelas feras, fiquei especialmente feliz por duas simples razões: encontrei novamente o nosso querido "Ratão" (que aparece no vídeo acima), firme e forte e os amigos Niltão Amaral e Leonardo Tumelero, do Passatão da Classic, os quais só conhecia pelo www.


Agradeço ao Ricardo Trein, organizador da festa, pelo convite. Muito obrigado!

Desafio da Semana

Quem é o piloto? E o ano? Que história esse carro tem com Tarumã?


Mãos à obra!

sábado, 20 de março de 2010

Agora é oficial


E o responsável pela chegada da TAG Heuer na Stock Car é o meu amigo aí abaixo. Parabéns, Mário!


Sucesso na nova empreitada.

Mais informações, cliquem aqui.

Campeonato Gaúcho de Marcas e Pilotos - 1990 - 1ª Etapa

O último Desafio era fácil. Amadeo Moeller a bordo do Escort #1, com o qual corria em dupla com Egon Herzfeldt, na temporada de 1990 do Gaúcho de Marcas e Pilotos. Aquela era a segunda etapa, em Tarumã, debaixo de chuva.

A imagem tinha o objetivo de introduzir o assunto para uma série que será iniciada a partir de hoje, quando farei uma retrospectiva do campeonato daquele ano, que agora completa 20 anos. Fiz isso para os campeonatos de 1988 e 89 (quando eram denominados Campeonato Regional de Turismo) e esse provavelmente será o último, pois não tenho todos os registros das temporadas seguintes.

O Regional de Turismo/Gaúcho de Marcas se manteve como o maior e melhor campeonato durante os anos 80 até meados dos 90. Mais recentemente, voltou a ocupar a posição de destaque, enchendo os grids dos autódromos gaúchos.

A temporada de 1990 começou na serra gaúcha, com a disputa da prova "3 Horas de Guaporé" no dia 8 de Abril. O então recém lançado Plano Econômico do governo Collor acabou afetando todas as categorias do automobilismo nacional, transferindo o início de boa parte dos campeonatos. Mesmo assim, com um número pequeno, se comparado ao ano anterior, 24 carros alinharam naquela prova.

Eram muitas as novidades entre as duplas participantes. Depois de quase uma década, a dupla Paulo Hoerlle e Antônio Miguel Fornari era desfeita, seus pilotos aparecendo em carros separados. Hoerlle voltava a pilotar um carro da VW, um Voyage, em dupla com Vitor Hugo Castro, que fora seu companheiro no início dos anos 80 nos Fiats 147. Já Fornari, se unia ao irmão Carlos Alberto na condução do Escort com o tradicional #35, na equipe chefiada por Breno Fornari. "Chico" Bala e Jair Bernardon deixavam os Chevettes de lado e se uniam na condução de um Voyage. O campeão Egon Herzfeldt passava a correr ao lado de Amadeo Moeller, que até então vinha competindo no Brasileiro de Marcas pela Rinaldi Racing. Maria Cristina Rosito aparecia ao lado de Vicente Daudt em outro Voyage. Além das trocas nas duplas um novo carro era muito comentado nos boxes, o Passat #7 dos irmãos Paulo e Patrícia de Souza, vencedores das 12 Horas de Tarumã de 1989 com um Opala.

O pole position da primeira etapa foi o Voyage #2 de "Chico" Bala e Jair Bernandon com o tempo de 1min30s091. Ao seu lado alinhou o Chevette #44 de Fernando Justo e João Araújo, apenas 16 milésimos de diferença entre eles. Na 24ª e última posição do grid alinhava o Escort #1 de Egon Herzfeldt e Amadeo Moeller, sem tempo, pois o carro chegou no autódromo somente no final da tarde de sábado. Quando do treino de aquecimento no domingo pela manhã, o carro não pode completar nem mesmo uma volta, pois teve quebrado um semi-eixo na curva do Túnel. Assim, a equipe foi para a largada completamente "no escuro".

E foi Egon o responsável pelo show de pilotagem no início da prova. De 24º na largada, passou na primeira volta em 10º (!!!) e assim foi ultrapassando um a um até assumir a liderança na 13ª volta. Alí permaneceu até a 24ª volta quando parou no box com a temperatura do motor muito alta. Um pistão derretido foi a consequência do espetáculo de Egon. Encerrava alí a rápida participação do Escort #1, atual campeão da categoria.

O Voyage #2 permaneceu boa parte da prova na liderança, mas na volta 75 foi ultrapassado pelo Chevette #5 da dupla João Carlos Andrade e João Alfredo Ferreira, assim ficando até o final.

Após 118 voltas, completadas pelo vencedor a uma média de 120,843 km/h, o resultado final foi esse:
1º #5 Chevette - João Carlos Andrade/João Alfredo Ferreira - Toki/Fras-le/ICI/Stahl
2º #2 Voyage - Luiz Carlos Kuenzer/Jair Bernardon - Compasso
3º #44 Chevette - Fernando Justo/João Araújo - Planauto/Steffen
4º #77 Voyage - Maria Cristina Rosito/Vicente Daudt - Rossi/Turiscar
5º #35 Escort - Antônio Fornari/Carlos Alberto Fornari - Selenium/Dipneus
6º #4 Uno - Clóvis Groch/Fredo Hennig - Groch/Poliart/CEL
7º #79 Voyage - Fernando Ferraro/Valmir Concer - Nordemaq/Automagui/Transind
8º #7 Passat - Paulo Souza/Patrícia Souza - PNS/Astral/Michelon
9º #38 Chevette - João Garavello/Evaldo Quadrado - Garavello/Pneuaço/Clangraf
10º #12 Voyage - Paulo Hoerlle/Vitor Hugo Castro - Bepo/Melitta/Antarctica

Abaixo algumas imagens daquela prova.



















Em breve a continuação dessa retrospectiva.

Fonte das imagens: jornal Esporte Motor - fotos Vilsom Barbosa e jornal Zero Hora.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Choque-Car II

Após aquele primeiro Choque-Car realizado na praia do Cassino em Fevereiro de 1976, uma segunda edição foi realizada novamente realizada no Cassino, provavelmente no ano seguinte, em 1977. De acordo com o Emilio Carreira, o local da segunda prova deve ter sido perto do Trevo, onde hoje está o Conjunto Residencial Waldemar Duarte. Ibraim Gonçalves foi mais uma vez o responsável pelo evento.










Ele ainda faria mais um, no dia 19 de Agosto de 1984, em Novo Hamburgo, na Sociedade Esportiva Esperança, que depois seria transformado em uma pista de Motocross. Naquele mesmo dia uma prova do Gaúcho de Autocross foi o prato principal da festa, com vitória do piloto da casa Carlos Alberto Behs.


Um último evento de Choque-Car que se tem notícia foi realizado em Tarumã, provavelmente em 1998, ou 99, conforme mostra a imagem abaixo.

Fonte das imagens: arquivo Ibraim Gonçalves, Emilio Carreira, jornal Esporte Motor e jornal Zero Hora.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Fusca Centrífugo Alegórico

Essa era a denominação do Fusca Hot-Car preparado pelo Arnaldo Fossá para a temporada 1985, após ser impedido de utilizar o E.T. do ano anterior. Não sei se o nome foi uma brincadeira feita pela revista Auto Esporte ou pelos adversários, mas vou tentar descobrir.

Fossá mais uma vez tirava leite de pedra com suas invenções, para a alegria dos seus inúmeros admiradores e desespero de seus concorrentes. Estava quase sempre no pelotão dianteiro, acompanhando os modernos Passat, Voyage e Gol, que dominaram a categoria até ser decretado o seu fim em 1987. O campeonato daquele ano foi inclusive anulado pela Federação Gaúcha de Automobilismo, por não constituir o grid mínimo necessário para a homologação da disputa. Fossá defendeu a categoria até o fim, mas a Hot-Car estava bastante enfraquecida e era impossível impedir seu término. Muitos de seus pilotos migraram para o Regional de Turismo, muito mais barata, competitiva e que tinha mais retorno de mídia.

Abaixo várias imagens dos últimos anos da Hot-Car.










Na imagem do pódio vemos Julio Horn em primeiro lugar, Fossá o segundo, Hélio Figueiredo Neves o terceiro, Carlos Hoffmeister o quarto e Vinetou Zambon o sexto.

Em breve, mais Arnaldo Fossá aqui no blog.

Fonte das imagens: arquivo Arnaldo Fossá - fotos Vilsom Barbosa.

Mil Milhas de Autorama (!!!)

E os malucos dos carrinhos de papel para autorama estão ganhando cada vez mais força, adeptos, fãs e tudo o mais. Já organizaram algumas provas e agora haverá até uma Mil Milhas, com data ainda indefinida. Os cartazes da prova já estão espalhados pelos quatro cantos dos blogs e fiquei surpreso e agradecido por ver o bloguesinho aqui como apoiador do evento (o que foi que eu fiz?!) e mais ainda por ver o meu Passat preferido pronto para a prova. Vejam o #38 que foi do "Bocão" Pegoraro em 1982 nos campeonatos Gaúcho e Brasileiro de Hot Car. Perfeito. Perfeito!!! O que dizer além disso? Obrigado.


Avisem quando a data for definida. Transmitam a prova pela internet. Mandem fotos, vídeos, tudo o que puderem! Demais esses caras.

quarta-feira, 17 de março de 2010

F-2: o título é de Bocão

Assim estava escrito na capa da revista Auto Esporte, ao final daquele ano de 1984. Cezar Pegoraro havia conquistado seu tão sonhado título nos monopostos e de quebra, foi o destaque da capa, deixando os títulos de Paulo Gomes na Stock Car e de Niki Lauda na Fórmula 1, em segundo plano. Como me disse o "Caranguejo", essa última deve ter sido uma de suas maiores façanhas.


Em seu terceiro ano na Fórmula 2, "Bocão" deixava para trás fortes adversários como Marcos Troncon, Leonel Friedrich, Ronaldo Ely, entre outros.

O ano começou bem para o piloto gaúcho. Foi o vencedor das duas primeiras etapas disputadas em Interlagos e Tarumã. A terceira em Brasília, ficou com outro gaúcho, Ronaldo Ely, com "Bocão" concluindo em quarto. A quarta etapa, que estava marcada para Cascavel foi transferida para Interlagos e "Bocão", mesmo largando em terceiro, mostrou sua superioridade, marcando a melhor volta e vencendo pela terceira vez na temporada, abrindo mais que o dobro de pontos de vantagem para o segundo colocado aquela altura.

Na quinta etapa em Goiânia "Bocão" não teve sorte e parou com a caixa de câmbio quebrada, ficando a vitória para outro gaúcho, Anor Friedrich. Mas os problemas não duraram muito, pois nova vitória viria na prova do Rio de Janeiro, disputada junto da etapa do Sulamericano. Raul Boesel, que estava inscrito por uma equipe argentina, não pontuou no Brasileiro e com o segundo lugar de "Bocão", primeiro no Brasileiro, sua vantagem aumentava mais ainda, o aproximando ainda mais do inédito título. Naquela prova, Pedro Bartelle fez a dobradinha dos carros da Taurus/Grendene/Texaco, preparados pelo Clóvis de Moraes.

"Bocão" acabou não pontuando em Tarumã, assim a decisão ficava para a última etapa em Guaporé no dia 4 de Novembro de 1984. Largando no meio do pelotão, o piloto se beneficiou de um grande acidente logo na segunda curva e ganhou várias posições, concluindo na segunda colocação, atrás apenas de Leonel Friedrich. Com o resultado, "Bocão" somava 48 pontos contra 26 de Marcos Troncon, 22 de Francisco Feoli, 19 de Ronaldo Ely, 16 de Anor Friedrich, 15 de Leonel Friedrich, 9 de Adu Celso e José de Mello Pimenta, 8 de Aroldo Bauermann e 6 de Pedro Bartelle.

Além desses já citados, outros pilotos fizeram parte daquela temporada tais como: Leopoldo Abi Eçab, Cláudio Gonzales, Pedro Muffato, Luis Alberto Ribeiro de Castro, José Romando, Alfredo Guaraná Menezes e Dárcio dos Santos.

Abaixo alguns registros daquela temporada que me foram enviados pelo próprio "Bocão".


Valeu, "Bocão"!

Fonte das imagens: arquivo Cezar Pegoraro - algumas fotos Vilsom Barbosa, revista Auto Esporte - arquivo Henrique Mércio.