terça-feira, 27 de abril de 2010

Obrigado, São Pedro!

E, contrariando todas as previsões climáticas, o domingo no Tarumã foi de tempo seco, ou quase. Na verdade caíram uns pingos na primeira bateria do Marcas, no início da tarde, mas apenas por alguns minutos, nada que afastasse o público.

A Fórmula 1.6 abriu os trabalhos com seu grid pequeno, ao contrário do que se esperava para essa etapa de abertura. Alguns carros não foram preparados em tempo e a promessa é de aumentar para a próxima etapa. Mesmo assim, as disputas pelas cinco primeiras posições foi interessante, mantendo a atenção da turma.


Logo depois os cascudos deram o ar da graça, também com um grid minguado. O destaque, ao menos na opinião de quem estava no Tala Larga, foi o Rogério "Bareta" Xavier, que entrava de lado em todas as voltas. Demais!


O Marcas entrou na pista na sequência, com incríveis 47 carros no grid. Posso estar enganado, mas acho que no ano passado o grid máximo foi 45 com 49 inscritos. Efetivamente, esse parece ter sido o recorde da categoria. Confirma aí, Erlon!

A primeira bateria foi sensacional. O mais incrível foi a ausência de Safety Car, com a turma andando limpo os 25 minutos. A disputa pela ponta foi intensa nas primeiras voltas, mas logo o Palio #143 do Rafael Mocelin conseguiu abrir, deixando o enrosco da segunda posição para trás.

A segunda bateria foi igualmente disputadíssima com 44 carros largando, mas teve três entradas do Safety Car. O interessante é que nenhuma delas foi por acidente entre os carros, como aconteceu seguidamente no ano passado. Desta vez, uma foi por escapada do #12 no Tala, depois o estouro do motor do #31 e problemas mecânicos com o #8 que ficou parado na pista, ou seja, parece que a pilotada começou o ano se respeitando, procurando levar os carros até o fim.

Como falei, foram 47 inscritos, mas muitos carros e pilotos não compareceram. Onde estão o "Negocinho" Fagundes e o "Duda" Brigoni? E o Luiz Carlos Ribeiro? E a turma do Zé Laênio? Se todos aparecerem vai faltar pista para tanto carro.

Legal ver o grid da Novatos: 17 carros inscritos. A Classe A teve 18 e a B teve 12. Muita gente nova chegando na categoria. Vimos dois filhos de pilotos iniciarem suas atividades no último domingo. O Eduardo Araújo, filho do João "Penta" Araújo, fez dupla com o Leonardo Kubaski no Celta #71 e o Márcio Campos, filho do João Clênio de Campos andou no Corsa #31. Os dois andaram direitinho, no meio do pelotão e não se afobaram. Muito bom!

Outro ponto interessante foi que no final os quatro primeiros na geral eram quatro carros diferentes. Pela ordem, um Palio, um Celta, um Ka e um Gol, mostrando o equilíbrio entre as marcas. Muita gente migrou para os carros da GM nesse início de ano. Eram 18 Corsas, 15 Celtas contra sete Gols, dois Palios, um Uno, um Polo, um Ka e um Fiesta. Os resultados completos de todas as categorias pode ser visto no site da APPA-RS.

Imaginem quando essa turma toda chegar no Velopark...

Amanhã publico as fotos dos 47 carros.









Fonte das imagens: arquivo pessoal.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Divisão 3 em Interlagos

O amigo paulista Fabiano Guimarães, enquanto aguarda a próxima prova do autorama, deu uma vasculhada nos arquivos e mandou mais algumas colaborações para o bloguesinho. Essas, na verdade, foram encaminhadas a ele pelo outro amigo, Orlando Belmonte Jr, lá do blog Divisão 3. As imagens mostram uma prova do Brasileiro de Divisão 3 de 1980 em Interlagos. Entre os carros que aparecem, o do gaúcho Fernando Moser, o #80 que na primeira está alinhado na segunda posição. E vejam que o grid era grande.

O Fabiano disse que o "Gordo" guiava muito, mas que lá em Interlagos não levava muita sorte.

O gaúcho, naquele ano, foi o único representante do estado a participar regularmente daquele campeonato. O Bruno D'Almeida e o Walter Soldan também chegaram a participar de algumas provas.




Valeu, Fabiano!

Fonte das imagens: arquivo Fabiano Guimarães - fotos Orlando Belmonte Jr.

domingo, 25 de abril de 2010

sábado, 24 de abril de 2010

Será que chove?

Neste domingo tem corrida novamente no Tarumã. A abertura dos campeonatos de Marcas e Pilotos, Fuscas e Fórmula 1.6 promete lotar os boxes do autódromo. São esperados entre 40 e 50 carros no Marcas. A programação do domingo inicia às 09:35 com a classificação do Marcas. Fuscas e Fórmula 1.6 fazem a classificação no sábado.

Para mais informações acessem os sites parceiros que estarão lá cobrindo o evento: APPA-RS, Curva 1, Ecoesporte, Marcas e Pilotos e Velocidade Sul. A maioria está reformulado, com novo visual, procurando trazer tudo o que acontece no esporte a motor dentro e fora do estado. Vale a pena a visita.

Tomara que não chova no domingo.





Ou tudo ou nada

O último Desafio trouxe os Opalões de volta ao blog. A imagem mostrava o Opala #20 descendo em direção ao Tala Larga, numa prova de 1993. O carro era do piloto de Montenegro, Volmar da Silva, que naquele ano fez dupla com o piloto que estava ao volante naquele momento, o paulista José Renato Bocardi. O Carlos Giacomello citou os dois e o "Né" também pode ser considerado acertador do Desafio. Vai aqui o abraço a eles e a todos que participaram.

Pelo que consta José Renato Bocardi morava em São Paulo e vinha para o Rio Grande do Sul apenas nos finais de semana de corrida. As corridas dos Opalas integravam o Racing Show, onde também corriam os Fuscas, Fiats e Marcas. As disputas entre os Opalas eram sempre um bom espetáculo. Naquela época nomes como Darci Marini, Alexandro Cioato, "Carlinhos" Andrade, Sérgio Pereira, os irmãos Heinen e Eduardo de Freitas eram alguns dos mais expressivos, mas a lista é grande e precisaria de uma consulta mais aprofundada para não deixar ninguém de fora.

Enquanto a turma se degladiava lá na frente, José Renato se divertia com seu Opala branco com total ausência de patrocínios, andando na "manha" para não quebrar a barata. Assim foi por algum tempo, mas não seria para sempre.

O paulista entraria de vez na história do automobilismo gaúcho quando em Dezembro de 1994 se inscreveu num dos dois Aldee que vieram de São Paulo para participar das tradicionais 12 Horas de Tarumã. Foi a primeira vez que o público gaúcho viu aqueles carros de perto. O #10 era pilotado por Walter Soldan e Luiz Carlos Ribas. Foi o pole position e era também o favorito à vitória. Até a volta 78, Soldan liderou com muita vantagem, mostrando o potencial da novidade. Depois teve problemas no motor e caiu várias posições. O #11 trazia o nome de Bocardi junto dos pilotos Gilceu Turra e Joel Castilhos. A tocada limpa dos três, associada à ausência de problemas mecânicos, colocou o trio na liderança da prova com 105 voltas, ainda na madrugada. A parada de box o fez perder algumas posições, mas na 144 reassumiu para não mais largar, ficando até a volta 521, estabelecendo um novo recorde da prova até então. Esse recorde permaneceu até 2001.

Em entrevista ao jornal Esporte Motor após a bandeirada, Bocardi disse: "é fantástico vencer uma prova dessas. Montamos um super esquema para vencer esta corrida, estava convicto de que era tudo ou nada. Ou ganhava essa, ou não ganhava mais".

Depois dessa prova não lembro de ver Bocardi acelerando por aqui novamente, mas como disse, seu nome já fazia parte da história da famosa prova e do automobilismo gaúcho.




Fonte das imagens: jornal Zero Hora e revista Auto Esporte.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Festa de encerramento do Gaúcho de Kart - 1965

Ontem falamos no "Maneco", no kart, no kartódromo de Tarumã que veio antes do autódromo, etc. Mas o kart no Rio Grande do Sul veio antes do kartódromo, como mostra a imagem abaixo. É a festa de encerramento do Gaúcho de 1965. O kartódromo foi inaugurado em 66. O "Maneco" podia dizer onde foi a festa e onde eram disputadas as provas (no circuito da Tristeza?). Ele mesmo aparece no retrato. É o bem da direita, que está olhando para o retratista. Tem mais gente conhecida. Vocês vão identificar alguns.



O registro acima também veio no material do "Maneco". Mostra a inauguração do kartódromo. Vejam que tinha carro estacionado até na pista do autódromo, na saída do Tala.

Fonte das imagens: Manoel Marques.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Campeonato Brasileiro de Kart - 1969

Hoje tem encontro dos Jurássicos, mas infelizmente não poderei comparecer. Na última reunião, o Manoel Antônio Araújo Marques, ou simplesmente "Maneco", me entregou um material sobre uma prova de kart realizada em Tarumã, antes mesmo da inauguração do autódromo. O "Maneco" foi um dirigente atuante no kartismo e automobilismo, como já podemos perceber pelas histórias que eventualmente ele vem contar aqui. Grande figura.

Bom, dando uma olhada no material, encontramos o cartaz da prova e a lista de inscritos das categorias A e B.




Quanta gente conhecida, não? Alguém lembra ou tem os registros dos resultados?

Fonte das imagens: arquivo Manoel Marques.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Diversão no feriado

Chove lá fora, mais um bom motivo para ficar em casa. A diversão do dia é cortesia dos amigos da Classic "Niltão" Amaral, Leonardo Tumelero e Mauro Weck. 1979, Campeonato Gaúcho e Sulbrasileiro de Fiat 147. Sim, naquela época a pilotada do Paraná para baixo corria junta. Vejam essa tomada da curva 1. Fácil identificar os botas. Vamos lá, quem consegue listar todos nas duas imagens?

Fonte das imagens: Blog do Passatão - arquivo Mauro Weck.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Direto de Bagé II

Nosso amigo "Caranguejo" toma conta do bloguesinho no post de hoje, desenterrando mais uma história automobilística, desta vez envolvendo nosso querido "Bocão" Pegoraro. Não deixem de ler.

"Cezar Pegoraro em Bagé? O que faria o piloto trocar Santa Catarina pelo Pampa gaúcho? A tranquilidade? A paisagem? Pois acredite; houve tempo em que o campeão pensou em vir a esta cidade de fronteira. Ano, 1983. Categoria Fórmula 2, Interlagos, Campeonato Brasileiro. Na disputa pelo título estão os gaúchos Leonel Friedrich e Cezar Pegoraro, o Bocão, além do paulista Marcos Troncon. Leonel, da Equipe Carro do Povo-Ipiranga tem duas vitórias na temporada. Nos treinos com um bom motor, faz a pole position, o que reforça seu favoritismo. Bocão, que venceu apenas uma vez durante o ano, treina bem, mas parece estar se poupando para a prova. Por fim, Marcos Troncon, que leva vantagem no número de vitórias (três), tira o proveito de correr em casa e conta com o apoio do experiente preparador Ico Cilento. O clima relativamente calmo dos treinos se esvai quando a prova começa. As versões dizem que os ocupantes das três primeiras filas queimaram a largada, exceto o pole Leonel. Troncon e Pegoraro, dividindo a segunda fila também o teriam feito, mas Marcos Troncon espertamente consegue deter seu carro ao contrário de Bocão, que faz o mesmo mas não evita uma fritada de pneus. Foi sua ruína, pois a fumaça (que muitos garantiram ser do carro de Ronaldo Ely, que estava à frente) caracterizou que Pegoraro mexera seu carro. A televisão que está cobrindo o evento não ajuda a esclarecer com suas imagens pois só tem uma câmera posicionada que mostra o grid inteiro de frente. Na época o sistema de largada era diferente do atual e os carros só podiam mover-se depois da luz verde acender. Inicia-se então a corrida da polêmica. Francisco Feoli dispara na frente, seguido de Ronaldo C.Ely e Bocão, enquanto Leonel tem problemas com a embreagem e vai ficando para trás. Bocão faz uma corrida soberba e em uma volta já é o líder. Troncon corre com prudência e nem tenta alcançar o gaúcho. Já na segunda volta, a Equipe Taurus-Grendene é informada que Pegoraro e apenas ele será penalizado por queima de largada e agiliza um protesto, alegando que Troncon e outros pilotos cometeram a mesma irregularidade. A corrida de doze voltas, dominada por Bocão não termina na chegada. Prossegue depois, com as discussões, as vozes elevadas e as declarações acaloradas.

Com o acréscimo de 30 segundos ao seu tempo, Cezar Pegoraro despenca da 1ª para a 4ª colocação e Troncon comemora seu título. Indignado, Bocão solta o verbo: “Esta eu não engulo. Em São Paulo só tem armação de circo para paulista vencer. Vou protestar em tudo quanto é lugar, contratar advogado, recorrer e se for preciso entro com processo em tudo quanto é lugar, até no Foro de Bagé”, conforme ficou registrado na revista AE, número 230, de janeiro-fevereiro de 1984. Mal sabia o irritado piloto que na temporada seguinte, venceria de forma magistral o Campeonato Brasileiro de Fórmula 2, sem dar chance a qualquer adversário. Eu nunca soube se Bocão veio à terrinha ou não...mas ela está ao dispor.

C.Henrique Mercio"




Fonte das imagens: arquivo Cezar Pegoraro e revista Pódium Graphic.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

F2 nunca é demais

O Tohmé, o maluco das miniaturas, me presenteou com alguns ótimos registros da Fórmula 2 Brasil e também da Sulamericana. Vejam abaixo. Acho que no carro da Pool é o Álvaro Buzaid, que se não estou enganado, é tio do Tohmé. É isso mesmo, Tohmé? Conta aí.

O barato mesmo é a última imagem. Sensacional. Interlagos, 1982. Vejam o grid completo. Dá para identificar muita gente. Na pole Bragantini. Depois aparecem o Muffato, Leonel, "Bocão", "Pimentinha", Dárcio, Adu, Ely, Feoli e os demais que peço a ajuda de vocês para identificar.





Valeu, Tohmé!

Fonte das imagens; arquivo Tohmé.

domingo, 18 de abril de 2010

sábado, 17 de abril de 2010

Imagens do dia

Seguem aí alguns registros feitos hoje à tarde em Tarumã. Amanhã acontece a abertura do Brasileiro e do Gaúcho de Endurance. Esperava encontrar um grid como do ano passado, mas está bem menor. 24 carros inscritos sendo que 21 foram para a pista na classificação. Independente do número reduzido o ronco dos motores foi de arrepiar. Vejam a diversidade de marcas e modelos abaixo.






















A prova amanhã começa às 11:30.

Fonte das imagens: arquivo pessoal.