quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

12 Horas - Imagens dos carros

Como sei de muita gente que queria, mas não pode comparecer ao Tarumã, vou tentar mostrar uma imagem de cada carro ao longo dos próximos dias. Ainda não sei se tenho todos, mas se faltar é um ou outro. A idéia é colocar 10 por dia. Vamos em ordem crescente de numeração.
#01 - Escort - Belló/Carlos/Elton/Biazus - 17º geral

#02 - Tango BMW - Roso/Roso/Maragon - 12º geral

#03 - LFC Tornado - Crestani/Crestani/Gonçalves - 26º geral

#04 - Spyder - Bertuol/Bertuol/Marini - 18º geral

#05 - Tubarão VII - Andrade/Andrade/Dieter - 4º geral

#06 - Uno - Costa/Tortelli/Fernando Jr. - 37º geral


#07 - Spyder - Stédile/Stédile/Stédile - 7º geral

#08 - Gol - Terres/Terres- 39º geral

#09 - Voyage -Moraes/Tardivo/Gama - 32º geral

#10 - VBS I- Ventura/Cardoso Jr/Mariath/Mariath Jr - 3º geral

Amanhã tem mais.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Novotempo Cronometragem

Não podia deixar de registrar o belo trabalho feito pelo Mario Guglielmi, mais conhecido como "Mosquito" e sua equipe (que nas 12 era ele, o Alexandre Zukauskas e mais um)durante as 12 Horas. Finalmente ele colocou no ar um site que disponibiliza os resultados das provas que ele cobre. Nas 12 Horas, planilhas foram ao ar de 1 em 1h. Vocês podem conferir todas as parciais clicando aqui.

Antes da prova o "Mosquito" concedeu uma entrevista muito legal e esclarecedora sobre como foi parar nesse negócio. Vejam a entrevista "na íntegra" abaixo:

Blog - A quanto tempo estás no ramo da cronometragem?
M - Há 946.080.000 segundos.
Blog - Como foi que começou?
M - Não sei, quando ví, já estava fazendo.
Blog - Qual a melhor e a pior prova que já fez?
M - Melhor: a próxima. Pior: dentro de uma Kombi, no meio do barro.
Blog - Qual o piloto e categoria preferidos?
M - Que isso? Sou espada!

Realmente muito esclarecedora...

Grande "Mosquito".

domingo, 9 de dezembro de 2007

12 Horas - Impressões

Depois de uma revigorante soneca, seguem aí alguns pitacos sobre a prova que se encerrou hoje ao meio dia.

Merecida vitória do quarteto João Sant'Anna/Vitor Genz/Christian Castro/Carlos Kray. Para aqueles que acompanharam as primeiras horas viram o forte ritmo imposto pelo MCR #46, mas viram também o mesmo carro ficar algumas voltas parado por problemas mecânicos. A recuperação foi lenta mas foi ajudada pelo fato dos adversários também terem apresentado problemas, situação normal em uma prova longa.

Antes da largada foi possível ver alguns expoentes do nosso automobilismo como Henrique Iwers, Walter Soldan, Luis Alberto de Castro, Marcelo Aiquel entre tantos outros. A homenagem merecida à Claudio Mueller foi feita na pista. Neste momento eu estava no final da reta, próximo à curva 1 e infelizmente não foi possível ouvir a locução pela falta de respeito de algumas poucas pessoas que colocaram à prova a potência dos seus auto falantes durante aquele momento.

Legal ver o Antônio Fornari correndo novamento no MCR #99 com os pilotos Paulo Hoerlle e Vitor Hugo Castro. Ele também estava inscrito no Stilo #35. Uma pena que o #99 parou muitas vezes por problemas, como esse ocorrido às 06:30. Depois de não participar da tomada de tempos o #99, tendo o Paulo Hoerlle na pilotagem, largou lá atrás e veio ultrapassando os adversários até chegar na liderança durante a madrugada.

Falando em problemas, o pessoal do resgate teve de trabalhar duro durante todo o tempo. Apesar disso, felizmente não houve nenhum acidente de grandes proporções.

A liderança mudou de mão várias vezes durante a noite. Destaque (que eu me lembro...) para os carros 46, 99, 7, 10, 44 e 5. A equipe deste último - Tubarão - apresentou uma nova evolução do seu modelo. Como ele teve de ser praticamente refeito após um acidente na semana anterior à prova, o Perna - locutor oficial da prova - classificou o carro como Tubarão 7,5, fazendo uma brincadeira com o fato.

A exemplo do Fornari que se apresentou no MCR #99, o kartista Eduardo Dieter fechou um trio no Tubarão. Por pouco pensei que fosse o retorno do Chico Bala, ou mesmo do Marcello Ventre, pois eles usam um capacete igual.

No Chevette #55 do Wagner dos Santos e do João Garavello, outro "cheveteiro" da antiga se inscreveu de última hora: Ronaldo Nique. Pelo menos foi isso o anunciado. O Nique estava com uma tala no braço e não sei como ele conseguiria guiar.

Outros carros chamaram a atenção pelo ronco. Alguns bonitos, como o do BMW do quarteto Fabinho Sotto Mayor/Omilton e Henry Viscondi/Carlinhos de Andrade. Esse carro era muito rápido. Na reta chegava a ultrapassar alguns protótipos facilmente. Outro ronco bonito - além do design do carro - era do LFC Tornado do trio Cali e Bia Crestani/Hilário Gonçalves. Infelizmente teve muitos problemas e terminou a prova muito atrás. Já um ronco que acordou todos que conseguiram dormir foi o do Palio #45 do quarteto Jairo Silva/Christian Matuzalém/Dalmo Carneiro/César Cardoso. Desde as primeiras horas da manhã o carro soltava muita fumaça e acabou quebrando quando faltavam poucos minutos para o final.

Um destaque da prova foi a diversidade de marcas e modelos, de Fusca até BMW.

Lá pelas 06:00 um forte vento passou pelo autódromo causando alguns problemas, principalmente na curva 2. O vento levantava a terra vermelha do miolo do circuito e por alguns instantes os pilotos perderam a visão da saída da curva e diminuiam o ritmo, buscando não sair da pista.
Fora esse contratempo, o tempo na região esteve excelente. Uma noite agradável, não muito fria e um nascer do sol muito bonito que ajudou na qualidade das fotos.

Outro ponto positivo foi a iniciativa da Rádio Transamérica 89,9 FM, que atráves dos comentários do amigo Marcelo Annes transmitiu boa parte da prova em boletins durante a programação normal. Destaque também ao Eduardo Tomedi do site Curva 1 que passava as informações aos internautas direto do autódromo. Aproveitando, para ver os resultados e mais informações sobre a prova acessem o site Curva 1 e o site da APPA-RS.

Bom, chegou ao fim mais uma 12 Horas. Tenho certeza de que valeu a pena. Uma pena não ter conseguido encontrar e conversar com alguns novos amigos, mas não vai faltar oportunidade.

McCoy, tu não largavas o telefone e estava sempre correndo de um lado para o outro! Paulo Rotta, tu também estavas sempre correndo - dentro e fora da pista! Erlon, onde tu andavas?

Antes de fechar a conta, um abração ao Mosquito, ao Zuka e ao Giovanni (Mano). Valeu!

sábado, 8 de dezembro de 2007

12 Horas de Tarumã - Contando as horas

Bom gurizada, chegou o dia. Agora não tem mais volta. O negócio é apertar o cinto, baixar a viseira e acelerar fundo.

Antes que eu esqueça, sobre as imagens de ontem, o Erlon acertou. As duas imagens eram de 1998. O Luiz Borgmann também. Ele mandou a resposta por e-mail.

Ontem estive no Encontro dos Opaleiros. Uma pena que o pessoal da serra não veio em massa. Apenas o César Matias estava presente. Estavam lá o Ricardo Abreu, o Vianey Pereira, o Carlos Machado, o Rodyvan Moller, o Joel Castilhos entre outros. O Rodyvan e o Joel já venceram as 12 Horas e foi legal ouvir as histórias deles. O tempo passou rápido.

Até o dia de ontem 37 carros já estavam inscritos. Talvez esse número aumente um pouco. Alguns carros também bateram durante os treinos e espero que todos consigam recuperar o estrago a tempo de alinhar para a largada. A prova é longa. Muitos carros de ponta quebram. O segredo é ser regular. Temos vários exemplos de equipes vencedoras na base da regularidade.

Bom, não importa se o carro é um protótipo...

...ou um carro de turismo...

...ou mesmo qualquer coisa como um Passat com pneus e motor de Fórmula 3...

...ou um Fusca com motor Zetec e o Chevette com mecânica de Ômega, como aqueles que mostrei ontem. O que é certo, é que quando o dia começar a nascer...

...muita gente já estará fora de combate.

Mas tenham certeza de que quem participa das 12 Horas não desiste fácil. E muitas vezes se vê exemplos de superação com toda a equipe trabalhando unida para colocar o carro de volta a pista.

Os problemas podem continuar a atormentar a vida do time...

...mas não vai faltar incentivo e garra daqueles que querem alcançar um objetivo.

O objetivo de chegar ao final e vencer os desafios dessa grande prova...

...mesmo que seja faltando alguns pedaços.

Boa sorte a todos e que venha a luz verde!

Fonte das imagens: Revista Quatro Rodas, Jornal Zero Hora e arquivo pessoal (1996 - 2006)

Desafio da Semana

O Desafio da semana passada foi desvendado pelos ralizeiros Renato Pastro e Ernani Dieterich. Rommel Pretto no Chevette #56. Ele já tinha aparecido no Blog em umas imagens da Fórmula Ford em Guaporé em 1977. Confiram aqui.

Abaixo segue mais uma enviada pelo Luiz Borgmann mostrando o Rommel (Opala que aparece em primeiro plano, a frente do Opala do Júlio Tedesco) em uma prova da Divisão 1, em Tarumã, provavelmente em 1975. Com esse carro ele correu as 12 Horas daquele ano fazendo dupla com o piloto uruguaio Pedro Passadore.

Bom vamos ao Desafio da Semana. Sem muitas dicas. Posso informar apenas o ano: 1973. Era uma dupla. Quem acertar os dois pilotos corre o risco de ganhar um brinde, mas durante a semana eu confirmo.

Vamos lá, mãos à obra!

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

12 Horas de Tarumã - Contando os dias

Hoje tem o Encontro dos Opaleiros lá no Tarumã, além é claro, dos treinos livres das 12 Horas. A pole-position já foi definida ontem. O MCR #46 vai largar na frente.

A ordem de largada não importa muito. A única vantagem de se largar no pelotão da frente é a probabilidade reduzida de se enroscar na largada com outro carro. Ontem estava revendo o vídeo que fiz da largada do ano passado e é impressionante como todo mundo consegue se encaixar no meio dos outros carros. Toques ocorrem, é claro. No vídeo ví o toque de um Escort e um Corsa. O da frente teve de freiar para não bater em um carro e o de trás não conseguiu parar a tempo. E lá se foram os faróis auxiliares. Logo na largada...

Me lembro de um ano, meados dos anos 90 em que estava atento ao posicionamento de largada do Escort azul do "Chico Bala". Ele fazia um trio com o "Toni" Martins e o Serge Buchieser, se bem me lembro. O carro era um foguete, acho que era preparado pelo Ricardo lá da RRM, mas a equipe não tinha participado da tomada de tempos e acabou largando em último. 49 carros tinham sido anunciados como inscritos, mas na última hora mais dois fizeram a inscrição, resultando num dos maiores grids já vistos na história da prova. Não havia espaço para todos os carros no tradicional grid (oblíquo). O jeito foi colocá-los dentro da pista mesmo. Eu estava na tela de dentro dos boxes, como sempre com os cronômetros na mão, aguardando a largada. Por muito tempo o procedimento de largada era feito com os carros desligados. Cada equipe disponibilizava outro piloto que ficava encostado no muro dos boxes até que fosse dado o sinal. Depois eles corriam em direção aos carros, ligavam a chave geral e então os carros partiam. Isso causava alguns problemas, pois como todo mundo sabe, ligar um carro de corrida não é das tarefas mais simples e com isso era muito comum vários carros ficarem parados na largada o que aumentava o risco de acidentes quando do fechamento da primeira volta. O procedimento adotado posteriormente continuava contando com a participação do segundo piloto, porém o carro já estava ligado e assim cada piloto tinha de retirar um selo que ficava colado em cada carro e depois entregar para a direção da prova.

Não lembro exatamente qual foi o procedimento daquele ano, mas também isso não importa. O que me marcou muito naquela largada foi o desempenho do "Chico" na primeira volta. Largando da 51ª posição ele passou na reta em 9º!!! Imaginem superar 42 carros em uma primeira volta que durava cerca de 1min20s!!! O "Chico" faz falta nas nossas pistas. Grande bota.


Bom, aproveitando que os motores estão esquentando, alguém sabe que encrencas eram essas que correram em 1998? Resposta amanhã.


quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

12 Horas de Tarumã - Contando os dias

O Ricardo Trein me enviou uma imagem em que aparece o Chevette #77 com o qual correu as 12 Horas de Tarumã de 1975 em dupla com o Ricardo Baldino. Vejam abaixo.


Valeu, Ricardo!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

12 Horas de 1975

O Luiz Borgmann que andava meio sumido me enviou a imagem acima. Nada mais, nada menos do que a relação de inscritos da prova de 1975 que contou com a participação de nomes como José Carlos Pace e Paulo Gomes (a dupla vencedora em um dos Mavericks do Greco), Bob Sharp, Edgard Mello Filho, Artur Bragantini, Atilla Sipos entre outros "estrangeiros".

Seguem os comentários do Luiz: "a largada ocorreu às 22 horas de sábado, chegada às 10 horas do dia seguinte. Observe a maciça participação de pilotos de outros Estados. Esta prova foi também polêmica devido ao acidente do Passat do piloto do Espírito Santo, Evandro Coser: na curva do Tala, a roda de liga-leve dianteira de apoio quebrou, provocando a capotagem do carro. O piloto solicitou indenização de prejuízos ao fabricante das rodas (?). Note que na relação também consta o nome de famoso piloto uruguaio (Pedro Passadore). Ainda tem piloto daquela época na ativa, mesmo que esporadicamente...

Excelente contribuição, Luiz!

12 Horas de Tarumã - Contando os dias

Como escreví ontem, 1992 marcou a estréia do meu tio nas 12 Horas. Eu não tinha muita noção do que era ficar as 12 horas ajudando a equipe, mas não pensei duas vezes antes de fazer a minha mochila e pegar a estrada.

Naquele ano o "Paulista" tinha feito a estréia no Gaúcho de Marcas e o Chevette dele ainda carecia de mais desenvolvimento e a decisão mais acertada foi fazer parceria em algum outro carro. Surgiu a oportunidade de fechar um trio com o Wagner dos Santos e o Januário Cavalheiro no Chevette #55, pilotos com bastante experiência em provas de longa duração, pois vinham da categoria Regional de Turismo que tinha suas corridas disputadas em no mínimo 300 Km.

Distribuídas as tarefas de cada integrante da equipe, fiquei responsável pela cronometragem. A infra-estrutura na mureta dos boxes era digna de Fórmula 1. Dos anos 60, é claro. Eu tinha dois cronometros na mão, uma prancheta, uma caneta e um guarda-sol. Nem banco havia. Mas para mim já estava bom demais, afinal estava tendo a chance de acompanhar de dentro dos boxes a prova mais aguardada do ano do calendário local.

A função exigia atenção e com os dados que colhia transformava em informações para a equipe. As paradas de box iam transcorrendo normalmente, a equipe não enfrentou muitos problemas durante aquela prova. O tempo foi passando, o dia nascendo e aí começaram os "meus" problemas.

Eu estava exausto. Tinha me alimentado durante a noite - cortesia da esposa do Januário - mas o sono foi chegando e como o sol lá em Guaporé nasce na direção da última curva, justo aquela na qual é necessário manter os olhos atentos, foi difícil resistir e acabei cochilando mesmo em pé. Não por muito tempo, mas por muitas vezes. Numa das "sonecas" fui repentinamente acordado pelo guarda-sol que havia se soltado do chão em função de um vento forte e saiu em disparada pela frente dos boxes. Eu estava completamente tonto e não conseguia nem esboçar uma reação. A cena foi patética, mas depois de alguns segundos a ficha caiu e conseguí prestar socorro ao guarda-sol rebelde.

É claro que durante esse período o sistema de cronometragem ficou fora do ar, mas nada que comprometesse a performance da equipe. Após um rápido café forte e uma visita ao banheiro para jogar uma água no rosto o sistema estava reestabelecido e permaneceu assim até o final da prova.

Ao final daquela 12 Horas meu tio estava cumprindo o seu turno de pilotagem e quando fomos recebê-lo no parque fechado o Wagner saiu no meio de todo mundo gritando Saiam da frente! Saiam da frente porque ele tá sem freio!!! O freio do Chevette tinha acabado durante a última hora e o Paulista conseguiu fechar a prova reduzindo o ritmo da tocada e utilizando o câmbio para freiar. Ele foi chegando no parque fechado bem lento e teve de ser segurado no braço por toda a equipe para não causar problemas para ninguém.

Foi o meu batismo nas 12 Horas e serviu de experiência para as provas dos anos que se seguiram.

Abaixo segue uma imagem do Chevette #55, porém em 1993 novamente em Tarumã.

Fonte da imagem: Jornal Zero Hora

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Cláudio Mueller

Informa o site da APPA-RS que o ex-piloto Cláudio Mueller será o homenageado nas 12 Horas de Tarumã do próximo final de semana. Mais detalhes leiam lá no site.

Abaixo seguem duas imagens do grande piloto que deixou registrado seu nome no automobilismo gaúcho, nacional e internacional. Na segunda ele aparece seguindo o Clóvis de Moraes, em Interlagos, 1974.

Homenagem mais do que merecida.

Fonte das imagens: site APPA-RS e Revista Quatro Rodas, cortesia do Júlio Cordeiro.

12 Horas de Tarumã - Contando os dias

Em 1992 as 12 Horas foram transferidas para o autódromo de Guaporé, já que Tarumã estava passando por reformas. Como era de se esperar o número de equipes inscritas ficou muito abaixo do que habitualmente se via em Tarumã. Apenas 19 carros largaram. Me lembro que havia mais um ou dois Opalas, mas não sei por qual motivo, eles acabaram não largando. Essa foi a primeira vez que meu tio corria as 12 e eu estava lá, ajudando no que podia.


Independente do lado que se está, seja dentro da pista, nos boxes, ou mesmo junto ao público, a largada das 12 é um momento de muita tensão. A noite, as inúmeras luzes dos carros e a quantidade de pessoas que ficam nos boxes, tendo em vista que é necessário ter uma equipe grande de pessoas para resistir à exaustiva maratona, acabam criando um clima de muita expectativa. Quando a largada é dada e os cronometros disparados, os giros dos motores e os batimentos cardíacos são colocados à prova e a injeção de combustível e adrenalina vão no limite.


E foi sob esse clima que aconteceu a largada daquela 12 Horas lá em Guaporé. Diferente do que vinha acontecendo em Tarumã, a largada foi dada com os carros alinhados 2 - 2. Na primeira fila estavam dois Opalas e em terceiro o Chevette #46 da dupla Rogério Pretto/Luciano Mottin.


O ronco dos motores foi ensurdecedor, já que eu estava na mureta e a mesma fica muito próxima e no mesmo nível da pista. Os 19 carros desceram a reta trocando posições e não se conseguia ver nada além daquele "clarão" criado pelos faróis dos carros.


Me lembro da expectativa de todos que estavam na mureta em ver a entrada dos carros na reta para completar a primeira volta, todos querendo garantir um lugar que oferecesse uma visão do que estava por surgir.


Eis então que presenciei um dos momentos mais incríveis das 12 Horas dos quais tenho lembrança: o Chevette #46, que era conduzido na largada pelo Rogério Pretto aparece na entrada da reta escapando de traseira - como ele bem gostava de "tocar" aquele carro - liderando a primeira volta, na frente dos dois Opalões que vinham babando atrás do "pequeno" Chevette. Alguns gritavam Incrível! Olhem lá! outros só gritavam, outros comemoravam, parecia que alguém tinha marcado um gol. Era a vitória de David contra Golias. Pelo menos na primeira volta...


É claro que o momento de glória do Chevette durou pouco. Ao final do retão ele já tinha sido superado pelos Opalas, mas já tinha deixado a sua marca e não fez feio. Conseguiu terminar a prova na quinta posição e terceiro na categoria. A vitória ficou com o Opala #5 do trio Carlinhos de Andrade/Paulo Bergamaschi/Victor Steyer.

A imagem abaixo mostra o Opala vencedor e o valente Chevette #46 durante disputa das 12 Horas de 1992.



Fonte da imagem: Jornal Pit Stop

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Sessão da Tarde

Hoje recebí dois e-mails indicando alguns vídeos que tenho certeza que quem por aqui passar vai gostar.

O primeiro foi dica do Paulo Peralta lá do site Bandeira Quadriculada. É um filme amador e inédito dos 500 Km de Interlagos de 1970, feito pelo próprio Peralta. Mostra o antigo traçado de Interlagos, mas já reformado e com os boxes no local atual e os carros que participavam das provas na época, tais como as Alfas, o Fúria, o Bino, etc. Para ver acessem aqui.

O segundo é um trabalho que o meu amigo David Kliewer fez durante o V Baja Sul. Ele, além de juíz das provas, conseguiu fazer isso. Vejam, mas cuidado para não se sujarem de barro. Eu faço uma ponta no filme. No finalzinho, dando a bandeirada.

Divirtam-se.

12 Horas de Tarumã - Contando os dias

A primeira 12 Horas que assistí foi em 1988. Fui com a minha família. Ficamos na reta dos boxes e juro que tentei ficar acordado a prova inteira, mas fui vencido pelo sono lá pelas 4 da manhã.

Me lembro que na preliminar teve uma prova da Standard 1600, os velhos Fuscas, que naquele ano ainda não participavam da prova principal. Se bem me lembro eles entraram em 1990. Na corrida, feita no final da tarde, houve uma capotagem do Fusca #99 na saída da curva 9. O carro ficou com as rodas para cima, bem no meio da pista. Já estava escurecendo e era possível ver, mesmo da arquibancada, a iluminação dos instrumentos no painel dos carros.

Assistir à largada da primeira 12 Horas foi um momento incrível. O grid tinha uns 39 carros, entre os da categoria Regional de Turismo e do Gaúcho de Opalas. Apesar da maior potência, os Opalas não foram muito bem e ao final o melhor colocado ficou apenas na 4ª posição. Me lembro que lá pelas 07:00 uma forte neblina baixou no autódromo. O diretor da prova foi até a linha de chegada e ficou algumas voltas alí fazendo sinais com as mãos para os pilotos acenderem os faróis.

Naquela época não havia o carro de resgate e me lembro também dos vários carros quebrados que ficaram abandonados ao longo da pista. Ao final a vitória do Escort #11 do trio João Campos/Egon Herzfeldt/Walter Soldan (imagem abaixo)fechava o ano do automobilismo gaúcho em 1988, há 19 anos.

Fonte da imagem: Livro 12 Horas

domingo, 2 de dezembro de 2007

12 Horas de Tarumã - Contando os dias

No próximo dia 08 de Dezembro acontece a 31ª Edição das 12 Horas. Para mim, é o momento mais aguardado do automobilismo gaúcho, nacional, internacional...


Nas 12 Horas é possível assistir à prova como se fazia há 30 anos, acampado ao longo dos 3.016 m do circuito, vendo as luzes dos carros rasgarem a noite enquanto o sol do Domingo não chega.


Acho que foi no ano passado, lá pelas 23:00 o velho Perna, o locutor oficial do automobilismo gaúcho, iniciou a transmissão dessa forma: "Eu fico esperando o ano inteiro para chegar aqui e dizer o que vou dizer agora: boa noite Tarumã! Boa noite amantes da velocidade! Aqui 12 Horas de Tarumã!" Acredito que a emoção seja a mesma em todos aqueles que acompanham a prova.


Tive a oportunidade de participar de várias 12 Horas como integrante da equipe do meu tio. Se fazia de tudo um pouco, de mecânico a fotógrafo. Hoje não tenho mais o mesmo "pique" de acompanhar a turma dentro dos pits, mas podem ter certeza que quando for dada a largada à meia noite, estarei lá, provavelmente na curva 1 assistindo a mais uma 12 Horas com aquela tradicional largada e com o show de fogos que chega a durar quase duas voltas.




Vou tentar lembrar de algumas histórias que presenciei e ao longo da semana publicarei o que der.

sábado, 1 de dezembro de 2007

Desafio da Semana

Voltando às atividades...

A maioria acertou o Desafio da última semana, mas o Renato Pastro merece uma "menção honrosa", pois nos passou muitos detalhes daquela imagem. Além dos pilotos citados, consegui identificar também o Jefferson Elias e o Dárcio dos Santos.

A Fórmula VW 1300 se originou da Fórmula V e mais tarde, a Fiat criou a Fórmula Fiat, com os chassis que ficaram encostados após a retirada da VW das competições aqui no Brasil. Bons tempos aqueles das "baratinhas".

Bom, vamos ao próximo, pois "a fila anda".

O Desafio da Semana de hoje foi enviado pelo Julio Cordeiro. Alguém sabe quem era a dupla que pilotava esse Chevette? Se acertarem pelo menos um dos pilotos já está muito bom. Dica? 1974.