sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Doce Regresso

Estava correndo o olho nos arquivos e encontrei essa imagem.

Imediatamente lembrei de toda a história que há por trás dela. Se bem me lembro, foi retirada de uma revista Auto Esporte. A matéria era sobre a etapa de abertura do Sulamericano de Fórmula 3 de 1990, em Cascavel. O veterano "Alemão" Leonel é seguido de perto pelo novato Christian Fittipaldi, em disputa pelo primeiro lugar.

Leonel venceu. Não era algo extraordinário, afinal ele era um dos melhores pilotos daquela época. Ao final da temporada de 1989, o gaúcho preparou as malas e partiu para os Estados Unidos para tentar novamente a carreira internacional. Era anunciado na Fórmula Indy, se não estou enganado (talvez a Fórmula Atlantic). Há poucos dias da abertura da Fórmula 3 ele ainda estava por lá, mas as coisas já não rumavam como planejado. A falta de verba, inviabilizaria sua temporada nos States e não restava outra alternativa a não ser voltar para o Brasil.

Durante esses poucos dias, o piloto voltou ao Brasil e decidiu que continuaria participando da F3. Mas aquela altura, as melhores equipes e os melhores carros já estavam definidos, não havia muitas alternativas. Mesmo assim, com um carro de segunda mão e mais antigo que os de ponta, lá estava o Leonel e a competitividade de sempre.

Na corrida teve uma disputa forte com Fittipaldi, que fazia sua segunda temporada na categoria.

Essa foi mais uma vitória na carreira do "Alemão", mas com certeza, teve um gosto muito especial.

Fonte da imagem: revista Auto Esporte.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Navegando pela web...

...encontrei essa imagem lá no Blog do Pandini. É o Heve do Dárcio dos Santos na prova da Fórmula 2, em Tarumã, no ano de 1982. O Pandini tem algumas informações históricas sobre o que foi feito com esse carro, mais tarde. Vale a pena a visita. A imagem é do arquivo do próprio Dárcio.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Martinewski na FIA!

Fiquei sabendo no último domingo, durante a transmissão da Fórmula Truck e também está lá no site da APPA-RS: O gáucho Jorge Martinewski foi nomeado como comissário técnico da FIA na última semana. Que baita notícia e que baita reconhecimento ao trabalho do Jorge. O cara sabe muito e está de parabéns. Como uma pequena homenagem, seguem aí dois registros encontrados no baú do Blog.


O primeiro é de 1973 e o segundo é de 75.

Parabéns, Jorge!

Fonte das imagens: arquivo Roberto Schimitz

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Outro Susto!

Conforme prometido, aí vão as imagens da pancada do Rodrigo Ribas, lembrada pelo assíduo Luiz Borgmann. Reproduzo também o comentário do próprio Rodrigo, postado ontem.

Grande Sanco:

Que honra ser citado mais uma vez no teu glorioso blog. Vou postar o comentário com o maior prazer e quero ilustrá-lo com as imagens da batida que envio em anexo. Se quiser postar fica à vontade.

Note que nas primeiras fotos ainda é possível ver o Fiat do César Gautério que disputava a liderança da prova palmo a palmo comigo. Logo depois é possível me ver em cima dos pneus fazendo sinal de positivo para o próprio Gautério que, assustado por ter assistido a batida pelo retrovisor, passou devagar na volta seguinte para certificar-se de que estava tudo bem comigo.

Para quem não sabe, eu e o Gautério somos grandes amigos desde os tempos que corremos de Fiat (ano 2000 e 2001). É um verdadeiro irmão e um grande piloto. Eis o comentário que postei:

"Prezado Borgmann: obrigado pela lembrança (ou seria melhor não lembrar ???? heheheheh). Não lembro se nos conhecemos pessoalmente. Caso negativo, temos que marcar em breve um encontro. Fico impressionado com o conhecimento que tens do nosso automobilismo. Bom vamos ao relato sobre o que aconteceu. Foi em 2004, campeonato da Turismo Divisão 3. Se não me engano o acidente foi em torno da 6ª ou 7ª volta da prova. Larguei em segundo e ultrapassei o Gautério na largada e vínhamos brigando muito pela ponta. Virávamos muito rápido naquele momento, em torno de 1.14" (motor 1.6, carburação Solex). O carro dele estava muito melhor acertado, principalmente nas curvas de alta velocidade, tanto que foi na curva 1, uma volta antes, que fui ultrapassado por ele. O acidente foi ocasionado pela quebra da ponta de eixo dianteira direita, bem no momento em que acionei o pedal do freio para iniciar a tomada da curva 1. O pedal do freio foi no assoalho. A roda se desprendeu, ficando sem freios e sem direção. Coisa de arrepiar ! Nem preciso dizer que a 200km/h, sem roda dianteria direita, virei passageiro, sem nada poder fazer. Lembro de ter reduzido de 5ª para 4ª marcha, mas o carro engoliu muito rápido a distância até a área de escape. Vi tudo, pois não deu nem tempo de fechar os olhos. A batida foi realmente muito forte mas, por sorte, eu e o carro suportamos bem. Restaram algumas dores no pescoço, no pulso e uma dor de cabeça que deve ter durado uns 4 dias, por força da abrupta desaceleração.

Enviei a sequência de fotos do acidente ao Sanco para, se quiser, postar no blog.

Nessa época a área de escape já havia sido aumentada para o tamanho que é hoje. Acho que se fosse em outros tempos (vide as diversas fotos antigas que temos no blog) a batida teria consequências mais graves. Mas, fazer o que ? É o risco inerente ao automobilismo e a um circuito tão veloz como o de Tarumã. Em outros autódromos não existem curvas como a 1, 2, 3, Tala, 8 e 9 e o risco é potencialmente menor. Mas emoção e o prazer do piloto também não se comparam. Por que vocês acham que o pessoal de fora não gosta de correr em Tarumã ?

Grande abraço a todos, especialmente ao Borgmann e ao Sanco,
Rodrigo Ribas


Caramba...

Valeu, Rodrigo!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

O susto


Na última sexta passei novamente na oficina do Ronaldo Nique para devolver os álbuns e bater mais um papo. Ouvi cada história...caramba. E além disso, soube de mais detalhes sobre alguns trechos de sua carreira, como por exemplo esse acidente em Guaporé, 1986. Foi mais ou menos assim:

O Ronaldo vinha disputando posição com o Gilberto Hoff, que naquele ano competia com um Passat em dupla com Jorge Fleck. Durante algumas voltas ele vinha "estudando" a pilotagem do Gilberto, vendo como o Passat se comportava principalmente nas curvas, onde ele escorregava mais. Percebeu então que na primeira perna do "Esse", o Passat desgarrava muito para fora e a estratégia seria tentar ultrapassá-lo por dentro naquele local. Teoria pronta, chegava a hora de colocá-la na prática. Nique fez a curva do Radiador - uma curva flat feita em última marcha - quase encostado na tampa do porta-malas do Passat. Neste exato momento, o piloto Ícaro Schons - confirmei essa informação - enfrentava um problema em seu Fiat Uno e percorria a pista pelo lado externo, para não atrapalhar os demais carros. Ele estava entrando no "Esse". Ao vê-lo, Gilberto reduziu a velocidade antes do ponto normal e Ronaldo pensou: vai ser por fora mesmo! E tirou o carro para a direita para ultrapassá-lo. Entrou na curva, sem ver o que estava a sua frente. Ícaro estava com a porta aberta e o mais impressionante é que ele já havia soltado o cinto de segurança e se preparava para sair do carro e empurrá-lo para fora da pista. O impacto colocou uma das rodas traseiras praticamente encostada no banco do Uno. Muita sorte não ter acontecido nada grave com os pilotos, principalmente com Ícaro. Além dos dados materiais, ficou apenas um grande susto.

domingo, 9 de novembro de 2008

sábado, 8 de novembro de 2008

Euro Brutos

Pois é, Tarumã e arredores estão no clima da Fórmula Truck, um evento impressionante dentro e fora da pista. A estrutura do "circo" é de primeira, os caminhões são muito bonitos, etc. Mas apesar de tudo isso, vou assistir pela TV.

Ao longo do tempo me tornei um cara um pouco chato no meio de multidões. Hoje não tenho mais paciência de enfrentar filas, disputar um espaço para poder assistir confortavelmente uma corrida e ficar ouvindo as músicas de gosto discutível dos vizinhos que acham que alí é o lugar e a hora para uma competição de som automotivo.

Já faz tempo que não vou na Truck, nem na Stock, sem dúvida, as provas que levam o maior público hoje no Brasil. Quanto muito, dou uma olhada nos treinos de sábado para sentir o clima. Por isso vejo pela TV. Ninguém me aborrece. Eu não aborreço ninguém.

Além disso, acho que Tarumã deixou de ter tantas opções de espaço como tinha há alguns anos. Por motivos de segurança, acabaram com o espaço da curva 3 e consequentemente com o acesso à curva do Laço. No último sábado tentei chegar lá, acessando por trás da reta dos boxes, mas descobri que a estradinha que havia alí virou uma trilha no meio do mato que, acredito eu, seja acessada apenas com um Jipe ou algo parecido. Por que a administração do autódromo não dá um jeito nisso? Era tão legal assistir as provas da curva do Laço. A gente via os carros bem de perto, sentia o cheiro deles e conseguia olhar no olho do piloto.

Bom, saí totalmente do assunto, mas vamos falar da Truck, que hoje já está em Tarumã, e este está cheio de barracas, provavelmente desde o meio desta semana. Sem falar dos lugares reservados, que desde a semana passada já estavam demarcados.

Todos os que comentaram sobre o último Desafio acertaram. Era realmente o Truck do Maurizio Sala, único piloto brasileiro a competir nas provas da Super Truck em Tarumã nos dias 2 e 3 de Dezembro de 1995.

Tarumã fora escolhido para sediar uma das duas rodadas duplas de apresentação da categoria do European Truck Racing no Brasil. A outra praça foi Goiânia, logo a seguir. O evento era promovido pela Traffic Marketing Esportivo, com o patrocínio da Mobil Oil. Para tanto, o autódromo teve de passar por uma série de reformas que incluíram o prolongamento da área de escape da curva 1 em oito metros e a construção dos muros nesta curva e também na curva do Laço.

Na pista 11 caminhões das marcas Mercedes, Sisu, MAN, Zil/Caterpillar e Volvo. Os pilotos eram:

Barry Lee (ING) - Zil/Caterpillar
Boije Ovebrink (SUE) - Volvo
Gerd Korber (ALE) - MAN
Harri Luostarinen (FIN) - Sisu
Ludovic Faure (FRA) - Mercedes
Markus Oertreich (ALE) - Mercedes
Maurizio Sala (BRA) - Mercedes
Minna Kuoppala (FIN) -Sisu
Noel Crozier (FRA) - MAN
Slim Borgudd (SUE) - Mercedes
Steve Parrish (ING) - Mercedes

A corrida de sábado, foi vencida pela única mulher do grupo, a finlandesa Minna que guiou um caminhão também finlandês.



Já no domingo, o vencedor foi o campeão daquela temporada, o sueco Slim Borgudd, ex-piloto de Fórmula 1 e também ex-baterista da banda ABBA. Borgudd largou da última posição (10ª) e foi ultrapassando os adversários até chegar a liderança.




O brasileiro Maurizio Sandro Sala, que fazia sua primeira apresentação nesta categoria foi o sexto colocado no sábado e quarto no domingo. Ele marcou a volta mais rápida da competição com o tempo de 1m24s026, com uma média de 129,217 km/h.

Abaixo uma série de imagens daquele final de semana histórico para o autódromo de Tarumã. Os clicks vieram do arquivo do Luiz Fernando Silva, amigo e incentivador desse espaço.

Valeu, Fernando!

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

"Diko"

Descobri que esse cara, agachado ao lado do Ronaldo Nique em 1980, era o próprio Derli Stefani, o "Diko", baita preparador de Chevettes que esse estado viu seus carros vencer várias provas durante muitos anos. Tinha prometido publicar a imagem dele e aí está. Não sei por onde ele anda. Há muito tempo ele tinha uma oficina na Protásio Alves, perto da antiga Gaúcha Car e Jardim Itália, mas depois não soube mais dele. O pessoal que por aqui passa deve saber .


Aproveito então para fechar a conta daquele baita álbum que me fora emprestado pelo Ronaldo Nique. Aprendi muitas coisas sobre aquela fase da Copa Chevette, que desde o princípio do Blog estava tentando descobrir. Para mim, era um período meio nebuloso, pois não lembrava quando tinha iniciado e encerrado. Jamais poderia imaginar uma imagem como essa abaixo: um grid com mais de 20 Chevettes, em 1982. Das provas que eu me lembro, os grids eram sempre discretos.


Aí vão as saideiras...


As duas primeiras são de 1980, na Estreantes. Depois uma de 1982 e as três últimas de 83. O Fiat vermelho #18 era do Carlos Alberto Petry, aquele mesmo que venceu as 12 Horas de Goiânia com a dupla Hoerlle/Fornari, que recentemente falei aqui. Mais abaixo o Chevette branco #8 atrás do Nique era o Darci Benini. O outro Fiat preto #51 eu não sei. Essas duas são de uma prova do Gaúcho de Marcas. Por último, um registro raro. Vou deixar para vocês adivinharem quem são os dois caras da direita nesse pódium em Guaporé.

Valeu, Nique!

Fonte das imagens: arquivo Ronaldo Nique.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Time campeão

Os anos 90 reservariam para Antônio Miguel Fornari uma série de títulos, sempre ao lado de seu parceiro Paulo Hoerlle, com a preparação do Ivan e o auxílio do mecânico "Baiano" e sempre competindo com um Fiat Uno #99 patrocinado, entre outros, pela Melitta. Isso, sem dúvida, ajudou a estabelecer uma imagem de time campeão e a admiração do público e também dos próprios adversários.

Em 1990, Fornari continuaria participando do Gaúcho e Brasileiro de Marcas. No Gaúcho com "Paulinho", ainda utilizando o Escort e no Brasileiro ainda na Rinaldi Racing, tendo como parceiro o João Campos. Também naquele ano a Copa Fiat de Velocidade estreava no estado. Paulo Hoerlle tratou de preparar um carro e nas primeiras provas competiu sozinho, mas não demorou muito para a parceria Hoerlle - Fornari ser reativada. Para os adversários isso era sinônimo de encrencas. E das grossas.

Não deu outra, o time Fornari + Hoerlles + 99 + Baiano + Melitta faturou o título da Copa Fiat de 1991. Para não deixar dúvidas do potencial daquela parceria que se tornaria histórica, o título de 92 também foi arrebatado. Isso não quer dizer que houve moleza. Pelo contrário. Os adversários eram muito fortes. Nomes como Clóvis Groch, João Campos, Normo e Luiz Chies, Paulo Arias, Eduardo Fagundes e por aí vai, disputavam palmo a palmo cada curva dos circuitos de Tarumã e Guaporé. O time trabalhava muito e isso minimizava as chances de erros. Me lembro em algumas provas naqueles anos, principalmente em Guaporé, quando ficávamos até mais tarde no autódromo, sempre via o "Paulinho", no meio da noite, testando os freios ou algum outro componente na parte de trás dos boxes, enquanto que a maioria das equipes já estava no hotel ou no restaurante. Abaixo três imagens de 1990, 91 e 92.

Ainda em 1991 ocorreu um fato engraçado na carreira de Antônio Fornari. Com as atenções voltadas para a Copa Fiat, a equipe não participou do Gaúcho de Marcas, mas seu irmão, Carlos Alberto, o "Neco" dividia o volante de um Voyage com Carlos Tavares, piloto que fora bi-campeão naquela categoria, anos depois. "Neco", que durante toda sua carreira sempre esteve envolvido com o kart, não poderia participar de uma prova em Tarumã, pois estaria acompanhando alguns pilotos no Campeonato Brasileiro de Kart. Assim, o irmão mais velho assumiu o comando do Voyage #17. E não é que eles venceram aquela prova? Até hoje o piloto "tira um sarro" do irmão mais novo por esse fato.

Para 1993, além de continuar na Copa Fiat, os irmãos Fornari decidiram formar uma dupla no Gaúcho de Marcas com o Escort #35. Era a primeira vez que eles faziam um campeonato inteiro juntos. Em oportunidades anteriores já haviam competido, mas em provas esporádicas como 500 km e 6 Horas, por exemplo.

Nos anos seguintes, participando do Gaúcho de Marcas, conquistou mais três títulos, em 1994, 96 e 98. Também participou na Copa Fiat e na Copa Corsa, que estreou em 1995.

Em 1998 enfrentou uma maratona nas 12 Horas de Tarumã, competindo com um Aldee Spyder em parceria com o irmão "Neco" e Cláudio Ricci. Eles conseguiram o segundo lugar na classificação geral. Além disso, Fornari competiu com o filho Luciano, a bordo de um Voyage (imagem abaixo)da classe Turismo.

A partir daquele ano, os protótipos começaram a fazer parte da rotina da dupla Hoerlle/Fornari, tendo eles participado de competições como Gaúcho de Endurance, Brascar, 12 Horas de Tarumã, etc. Em 2002 a dupla e os pilotos Vitor Hugo Ribeiro de Castro e Rafael Mocelin, pilotando um MCR, conquistaram o segundo lugar na geral e a vitória na Classe B. O troféu Fita Azul batia na trave por detalhes e não demorou muito para o tão sonhado dia chegar.

Foi em 2002, contando ainda com a participação dos irmãos Luis Alberto e Vitor Hugo Castro, Hoerlle e Fornari venceram as 12 Horas de Tarumã na classificação geral, deixando para trás 45 carros. 40 anos antes, o pai de Antônio Fornari, Breno, realizara o mesmo feito, vencendo as primeiras 12 Horas de Porto Alegre com um Simca, em dupla com Afonso Hoch. A vitória em 2002 talvez tenha sido um dos momentos mais emocionantes da carreira de Fornari. De lá para cá, o piloto tem participado basicamente das 12 Horas de Tarumã.


E em 2008? Será que a dupla Hoerlle/Fornari estará mais uma vez reunida para levar o #99 a mais uma vitória? Suspeito que essa seja a última participação de Hoerlle nas pistas. Não sei quanto ao Fornari. Tomara que eu esteja errado.

Agradeço a atenção do "Neni" para ajudar a registrar essas histórias aqui. Sem ele, seria muito difícil conseguir essas imagens tão boas que ajudaram a preservar um trecho muito especial da memória do automobilismo gaúcho.

Valeu, "Neni"!

Fonte das imagens: arquivo Antônio Fornari, jornal Zero Hora, site Inema e arquivo pessoal.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

No limite

Continuando com a retrospectiva fotográfica do Ronaldo Nique, hoje publico algumas do Regional de Turismo de 1986, quando ele formou dupla com o Marcelo Aiquel no Chevette #53 e também algumas de 87, quando ele voltou a correr em um carro preparado pelo "Diko". Por falar nisso, encontrei uma boa imagem deste último que será publicada aqui até o fim da semana.


Em 1986 o grid do Regional de Turismo crescia exponencialmente. Carros de todas as marcas instaladas no país estavam na pista. A Fiat tinha o Uno e o 147. A GM o Chevette e o Chevette Hatch, a Ford o Escort e a VW o Passat, Gol e Voyage. Em um click, como esse abaixo, era possível pegar vários carros diferentes disputando posição. Era a tônica do campeonato. Abaixo uma rodada do Chevette #60 da dupla Luiz Ernani Mello/ Paulo Jacometti na saída da curva 1 assustou todo mundo, mas parece que não houve maiores problemas.

O campeonato despertava tanto interesse que naquele ano a revista Quatro Rodas veio fazer uma matéria, mostrando os carros, o bom público, os pilotos e por aí vai. Houve inclusive um comparativo entre todos os modelos, realizado por um piloto de testes da revista. Abaixo um registro do Chevette #53 sendo guiado durante o teste.

Em uma das provas em Guaporé ocorreu um forte acidente envolvendo Ronaldo Nique. No meio do "Esse", o piloto acertou em cheio o Uno #13 - que devia estar parado na pista - do piloto Ícaro Schons, mas não sei se era exatamente ele que estava a bordo naquele momento. A batida destruiu o Fiat e danificou bastante o Chevette, como pode ser visto nas imagens abaixo.

Já em 1987, Ronaldo pilotou o Chevette #60, mas não me recordo quem foram seus parceiros. Sei que neste mesmo ano o João Sant'Anna, o Giolvani Fagundes e o Amedeo Ferri guiaram esse carro. Vejam na segunda imagem a tocada agressiva do piloto, atirando a traseira do carro, em plena curva 1 de Tarumã. Sensacional.

Assim que der, mas algumas para a apreciação de todos.

Fonte das imagens: arquivo Ronaldo Nique.